Mostrar mensagens com a etiqueta Astronomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Astronomia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma galáxia quase tão antiga como o universo

Dois telescópios japoneses descobriram uma galáxia a 12 900 milhões de anos luz da Terra, a mais longínqua descoberta até hoje.
Chama-se SXDF-NB1006-2 e está a 12 900 milhões de anos luz da Terra. A galáxia descoberta pelos telesc+opios japoneses Subaru e Keck é assim a mais longínqua jamais encontrada. Olhar para ela significa estar a olhar para as origens do universo, uma vez que à escala astronómica, mais longe é igual a mais antigo.
Os astrónomos que realizaram este trabalho, publicado no Astrophysical Journal, esperam que o estudo desta galáxia ajude a perceber o que aconteceu nos primórdios do universo.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 2 de junho de 2012

A Via Láctea vai colidir frontalmente com Andrómeda

A colisão e consequente fusão de Andrómeda com a nossa Via Láctea acontecerá dentro de 4 mil milhões de anos, segundo cálculos efetuados por cientistas que utilizaram o telescópio Hubble para fazer as medições mais precisas até hoje realizadas.
A Via Láctea vai chocar frontalmente com a sua vizinha Andrómeda, que se encontra a uma distância de cerca de 2,5 milhões de anos luz. Como resultado da colisão, as duas galáxias acabarão por se fundir numa só. A esta conclusão chegou um grupo de cientistas que mediram com grande precisão a velocidade e distância de Andrómeda com a ajuda do telescópio espacial Hubble. Segundo os cálculos dos cientistas, o Sol não será destruído pela colisão, mas acabará por ocupar uma posição diferente da atual, seguramente mais afastado do centro da galáxia.
segundo avança o jornal "El País", as duas galáxias estão a aproximar-se devido a uma mútua atração gravitacional e a sua colisão já está prevista há muito tempo, mas para calcular, com precisão, como e quando a mesma acontecerá, é preciso uma medição muito rigorosa da distância de Andrómeda da Via Láctea. Foi o que fez agora o cientista Roeland van der Marel e os seus colegas do Instituto do Telescópio Espacial, em Baltimore, que publicaram os resultados dos seus estudos na revista Astrophysical Journal. Até agora, não se sabia se a colisão entre as duas galáxias seria frontal ou se apenas roçariam uma na outra.
Andrómeda está a aproximar-se da Via Láctea a uma velocidade de 400 mil quilómetros por hora, explica a NASA em comunicado. "Houve sempre grande especulação acerca do futuro de Andrómeda e da nossa Via Láctea, mas finalmente temos um panorama claro de como se irão desenrolar os acontecimentos nos próximos milhões de milhões de anos", afirmou Sangmo Tony Sohn, também cientista no Instituto do Telescópio Espacial.
Segundo os cálculos dos investigadores, após a colisão, passarão mais dois milhões de anos até que as duas galáxias se fundam completamente, formando uma só, de forma elíptica e com um núcleo. É possivel que um terceiro conjunto estelar, uma pequena companheira de Andrómeda, a chamada galáxia do Triângulo, acabe também por colidir e fundir-se com as outras duas.
Este tipo de colisões e fusões são raras no universo, sendo mais correntes no cosmos primitivo, mais pequeno que o atual.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 6 de maio de 2012

Descoberta nova pista sobre futuro do sistema solar

Foram descobertos detritos de planetas rochosos com propriedades semelhantes à Terra, no âmbito de uma investigação realizada através do telescópio espacial Hubble. Este cenário poderá ser o futuro do sistema solar.
Astrofísicos da Universidade de Warwick, em Inglaterra, descobriram quatro estrelas anãs brancas, envolvidas em poeira proveniente de corpos planetários, que originalmente tinham grandes semelhanças com a composição da Terra.
Estas descobertas, proporcionadas através da utilização do telescópio espacial Hubble, permitiram o conhecimento da composição química atmosférica das estrelas anãs brancas, sendo que os investigadores concluíram que os elementos mais comuns presentes nesta poeira são oxigénio, magnésio, ferro e silício, que compõem cerca de 93% da Terra.
A revelação mais significativa desta investigação é o facto de os níveis de carbono serem extremamente baixos, o que condiz com a composição da Terra e de outros planetas em órbita perto do Sol.
Esta é a primeira vez que são medidos níveis tão baixos de carbono na atmosfera das estrelas anãs brancas, que está poluída por detritos. Assim, é provável que estas estrelas tenham estado perto de planetas semelhantes à Terra e que foram entretanto destruídos. É inevitável pensar que o mesmo acontecerá com o nosso planeta, num futuro provavelmente muito distante.
Estas atmosferas são feitas de hidrogénio e/ou hélio, fazendo com que qualquer elemento pesado que entre nesta atmosfera seja arrastado para o seu núcleo e desapareça, numa questão de dias, devido à elevada gravidade das estrelas anãs.
O professor Boris Gänsicke, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, que conduziu este estudo, afirma que o processo destrutivo que causou a circulação desta poeira à volta das estrelas anãs provavelmente será visto um dia no nosso sistema solar. Acrescenta que "o que estamos a ver hoje, nestas estrelas anãs, poderá ser, dentro de alguns anos-luz, o futuro da Terra".

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A energia escura ligou o turbo do Universo e tudo acelerou

Há cerca de 7700 milhões de anos algo mudou: a bolacha cósmica que é o Universo começou a esticar-se cada vez mais depressa, com as suas pepitas de chocolate, os agrupamentos de galáxias, a afastarem-se umas das outras a velocidades cada vez maiores. Esta mudança terá ocorrido quando a força gravítica ficou em segundo lugar em relação à componente mais comum do Universo: a energia escura, que entrou em cena e ligou o turbo. Ninguém sabe o que é esta energia, mas uma equipa internacional de cientistas apresentou ontem o primeiro mapa de quase 300.000 galáxias da altura em que ela tomou as rédeas do cosmos, para tentar desvendar a sua natureza.
"Fizemos medições rigorosas de estruturas a grande escala de como era o Universo de há cinco a sete mil milhões de anos", explica David Schlegel, o principal investigador deste projecto, chamado BOSS, que quer ao todo mapear um milhão de galáxias ao longo de seis anos. Para já, este mapeamento já resultou em quatro artigos submetidos à revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
"Estamos a olhar para distâncias no Universo na altura em que a energia escura se activou, onde pode começar-se a fazer experiências para descobrir o que causou a aceleração da sua expansão", disse o investigador, que trabalha no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, em comunicado. "O resultado é fenomenal. Temos apenas um terço dos dados do projecto e já conseguimos medir a velocidade a que o Universo estava a expandir-se há 6000 milhões de anos", sublinhou ainda Will Percival, outro membro da equipa, da Universidade de Porthsmouth, no Reino Unido.
Em 1998, quando a observação de estrelas distantes mostrou que o Universo continuaria a expandir-se para sempre, um mar de questões atravessou os físicos. Qual era o papel da gravidade na expansão do Universo? Que força era responsável por esta expansão acelerada? Afinal, Einstein tinha razão e havia uma constante cosmológica, como ele a chamou, que contrariava a força da gravidade e o resultado era um Universo em expansão?
Desde então, foram-se abrindo algumas portas. As observações têm revelado que cerca de três quartos do Universo são constituídos pela energia escura que permeia o espaço entre as galáxias e é responsável por esta expansão desmedida. O resto é matéria escura invisível (também ninguém conhece a sua natureza), que parece agarrar as estrelas e os agrupamentos de galáxias entre si, e apenas 4% do Universo é o que conseguimos ver, os átomos, moléculas e outras partículas.
Mas a energia escura continua a ser um mistério. A equipa multinacional do BOSS, que utilizou um telescópio do Observatório Apache Point no Novo México, mediu a radiação emitida pelas galáxias, ou seja a luz que elas libertam. "Podemos identificar picos de emissão e "vales" de absorção característicos, que correspondem a riscas de elementos químicos presentes nas estrelas. Como o Universo está em expansão, a luz sofre um desvio para o vermelho, isto é, o comprimento de onda aumenta", explica ao PÚBLICO Mário Santos, físico e investigador do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Esta medição permite conhecer a que distância é que estas galáxias se encontram.
"Ao medirmos a posição das galáxias no céu, bem como o desvio para o vermelho, podemos medir como essas galáxias estão distribuídas no Universo. Esta distribuição não é aleatória, existe um pico na distribuição de galáxias para distâncias de cerca de 500 milhões de anos-luz", acrescenta o investigador.
Segundo o cientista português (que não está envolvido no projecto), este dado ajuda a identificar com muita precisão a distância às galáxias, assim como o efeito da energia escura nestas ilhas de matéria do Universo.
Até agora, todas as observações apontam para uma direcção. "A matéria normal é apenas uma pequena percentagem do Universo. A maior componente é a energia escura - uma energia irredutível associada ao próprio espaço que está a acelerar a expansão do Universo", disse Ariel Sanchez, do Instituto Max Planck, na Alemanha, também da equipa. A investigação vai continuar para o resto do milhão de galáxias que falta analisar.
"Estamos apenas a começar a explorar a altura em que a energia escura se ligou. Se houver surpresas à espreita, esperamos encontrá-las", diz David Schlegel.

Fonte: Público

quinta-feira, 29 de março de 2012

Há milhares de milhões de mundos que podem ter vida

Descoberta foi feita por equipa internacional que integra o astrofísico português Nuno Santos, da Universidade do Porto.
Os planetas rochosos como a Terra são a regra, e não a exceção, na Via Láctea. Esta é a grande conclusão de um estudo feito por um grupo internacional de astrofísicos, do qual faz parte o português Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).
A equipa fez a primeira estimativa de sempre do número de planetas rochosos que orbitam anãs-vermelhas (estrelas de pequena massa e pouco brilhantes, que são as mais comuns na Via Láctea), e chegou ao número "surpreendente de dezenas de milhares de milhões de planetas, só na Via Láctea", disse Xavier Bonfils, do Observatório de Genebra, e primeiro autor do artigo.
A descoberta tem "uma mensagem clara", afirmou por seu turno ao DN o português Nuno Santos. "Provavelmente, a maioria das estrelas que existem têm planetas rochosos em volta", diz o astrofísico do CAUP, sublinhando que "isto abre grandes expectativas para existência de vida noutros planetas, e dá-nos ainda mais alento para desenvolver novos instrumentos capazes de os detetar".
O investigador português não adianta prazos para a descoberta de vida noutros sistemas solares. " É difícil de prever", diz. "Neste momento estamos a tentar descobrir planetas potencialmente habitáveis em torno de estrelas próximas e depois de termos um catálogo é necessário desenvolver a capacidade para detetar vida. Pode ainda levar algum tempo para termos essa capacidade instrumental".
Para realizar o estudo e a estimativa, que foi já aceite para publicação na revista Astronomy&Astrophysics, o grupo internacional usou o espetrógrafo HARPS, do European Southern Observatory (ESO), com o qual observou uma amostra de 102 anãs-vermelhas ao longo de seis anos. Nesta amostra foram detetados nove planetas do tipo super-terras, (com massas entre uma e 10 vezes a massa da Terra), incluindo dois na zona de habitabilidade, o Gliese 581d e o Gliese 667Cc, que foram notícia aquando da sua descoberta.
Este último, o segundo planeta indentificado já este ano, em fevereiro, apesar de ter quatro vezes mais massa do que a Terra, é o exoplaneta mais parecido com a Terra até hoje encontrado. Além disso, está exatamente no centro da zona de habitabilidade em relação à sua estrela. Ou seja pode ter a temperatura e as condições certas para poder albergar água no estado líquido.
Tudo isto indica que os instrumentos de nova geração para deteção destes novos mundos, como ESPRESSO, um espetrógrafo de alta de resolução que será instalado nos telescópios VLT (Very Large Telescopes) do ESO, no deserto de Atacama, nos próximos anos, terão muitos planetas destes para descobrir. "Estamos a apostar no futuro", diz o investigador, cuja equipa está envolvida também no desenvolvimento do ESPRESSO para o VLT.
"O ESPRESSO tem uma participação muito importante de Portugal, liderada por nós, no CAUP, com colaboração de colegas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Estamos a desenhar e a construir alguns dos componentes chave do instrumento. Este projeto vai-nos permitir dar um passo muito importante para construir o tal catálogo de planetas de que falei", conclui o investigador do CAUP.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 24 de março de 2012

Planetas que 'viajam' a 50 milhões quilómetros/hora

Especialistas comprovaram que, tal como existem estrelas hipervelozes, também há planetas que passam a grande velocidade pela Via Láctea. Se alguém lá vivesse, "seria como estar montado num touro mecânico".
Quando há sete anos os astrónomos descobriram uma estrela hiperveloz - passou pela galáxia a 2,4 milhões quilómetros/hora - surgiu a questão se era possível algo idêntico acontecer com um planeta. Desde então já são conhecidas 16 estrelas do género e especialistas do centro de Astrofísica de Harvard Smithsonian e da Universidade de Dartmouth revelam agora que sim: também há planetas a passar pela Via Láctea muito, muito rapidamente.
"Esses mundos podem ser os objetos voadores mais rápidos da nossa galáxia", salienta Avi Loeb, um dos autores do estudo. Os planetas podem passar uma velocidade de 50 milhões quilómetros/hora, qualquer coisa como 14 mil quilómetros por segundo. "Se alguém vivesse [num planeta desses], seria como estar montado num touro mecânico desde o centro da Via Láctea até ao universo exterior", acrescentou.
"Além das partículas subatómicas, não conheço nada que seja capaz de abandonar a galáxia tão rápido como fazem estes planetas errantes", salientou Idan Ginsburg, investigador da Universidade de Dartmouth.
Isto acontece um sistema estelar duplo aproxima-se demasiado de um buraco negro. As forças gravitacionais fazem com que a união se rompa e uma das estrelas é puxada para o buraco negro.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 4 de março de 2012

Estudo sugere que Terra nasceu do impacto de meteoritos

O material a partir dos qual se formou a Terra poderá ser diferente daquilo que a comunidade científica até agora julgava. Um novo estudo sugere que o planeta nasceu de um grande número de colisões de meteoritos de diversos tamanhos e géneros.
Levado a cabo por investigadores franceses e publicado na revista Science, o estudo quebra com a tese anterior segundo a qual, há 4500 milhões de anos, a Terra nasceu a partir do material que sobrou da formação do sol e que se agrupou ao redor de uma estrela recém-nascida. Material que, muito lentamente, foi formando grãos, depois rochas e, finalmente, um embrião planetário que foi atraindo ainda mais material até à formação da Terra. Julgava-se também que a maioria dos materiais que se foi fundindo neste embrião terrestre era muito similar e pertencente a uma categoria de meteoritos chamada condritos estantite.
No entanto, o estudo dos geoquímicos franceses Caroline Fitoussi e Bernard Bourdon, que analisaram os isótipos de silício de amostras de rochas terrestres e amostras de rochas lunares e compararam-nas com amostras de meteoritos, quebra com esta ideia.
Utilizando modelos informáticos da formação da Terra, os cientistas chegaram à conclusão que, para produzir a mistura certa de isótopos de oxigénio, níquel e crómio encontrados nas amostras terrestres era preciso juntar pelo menos três diferentes classes de meteoritos, e não apenas uma. Ou seja, percebeu-se que não havia apenas um género de condritos, mas uma mistura, a qual levou à formação da Terra.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra

Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.
O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.
“Uma grande quantidade da sua massa é feita de água”, disse em comunicado o astrónomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que coordenou a equipa internacional de investigadores. “O GJ1214b é diferente de todos os planetas que conhecemos.”
O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.
Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.
Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria "extraordinariamente diferente" em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.
Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.
Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.

Fonte: Público

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nave Mars Express revela que já houve um oceano em Marte

Há fortes indícios de que uma parte da superfície de Marte já esteve coberta por um oceano, mostram dados recolhidos pela nave Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana.
Através de um radar, o MARSIS, a nave detetou restos de sedimentos de fundo oceânico, dentro dos limites de uma zona costeira que já tinha sido identificada.
"A interpretação que fazemos é de que se trata de depósitos sedimentários, talvez ricos em gelo", afirma Jérémie Mouginot, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), em França, e da Universidade da Califórnia, acrescentando que "isto é uma nova e forte evidência de que naquela região já existiu um oceano".
Já havia suspeitas de que teriam existido oceanos em Marte e já foram identificadas reminiscências de uma costa, em imagens captadas por várias sondas espaciais.

Cientistas sugerem dois oceanos
Os cientistas sugerem dois oceanos: um há 4 mil milhões de anos, quando o clima era mais quente, e outro há 3 mil milhões de anos, quando o gelo por baixo da superfície derreteu depois de um forte impacto, que criou canais de escoamento que conduziram a água para áreas mais baixas.  
"O MARSIS penetra bem fundo no solo, revelando os primeiros 60-80 metros da sub-superfície do planeta," explica Wlodek Kofman, líder da equipa do radar no IPAG.
Nesta profundidade, há evidência de sedimentos e de gelo. Os sedimentos são de materiais granulosos de baixa densidade, sujeitos à erosão da água.

Água congelou novamente
Este oceano desaparecido agora revelado pela Mars Express terá sido, no entanto, temporário. Num espaço temporal de um milhão de anos ou menos, estima Mouginot, a água terá congelado novamente, sendo preservada debaixo do solo, ou ter-se-á transformado em vapor de água, subindo lentamente até à atmosfera.
"Não acredito que o oceano tenha existido tempo suficiente para a formação de vida", afirma o cientista. Para encontrar indícios de vida, os astrobiólogos terão de investigar um período ainda mais antigo na história de Marte, quando a água líquida permaneceu por períodos mais longos no planeta.
Olivier Witasse, responsável do projeto da ESA para a Mars Express, recorda que "os resultados anteriores da nave sobre a água em Marte vieram do estudo de imagens e dados mineralógicos, bem como de medições atmosféricas, e agora temos a visão do radar de sub-superfície. Mas a questão permanece: para onde foi toda a água?"

Fonte: Expresso

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Terra vista pelo satélite Suomi


A agência espacial dos Estados Unidos (NASA) mostrou as primeiras imagens captadas com o instrumento CERES, que está no satélite Suomi para melhorar as previsões meteorológicas e aumentar o entendimento das alterações climáticas, noticia a Efe.
O Suomi abriu as comportas e o instrumento 'Earthis Radiant Energy System' (CERES) começou a esquadrinhar a Terra, pela primeira vez, ajudando a assegurar a disponibilidade contínua das medições da energia que emana da Terra para a atmosfera.
Os resultados do CERES ajudarão os cientistas a determinar o equilíbrio energético da terra, proporcionando um registo de longo prazo deste parâmetro ambiental crucial, que servirá para consolidar a informação dos seus antecessores.
O CERES chegou ao espaço em 28 de outubro de 2011, a bordo do satélite Suomi, de observação da Terra, que resulta de uma aliança entre a NASA, a Administração dos Oceanos e da Atmosfera e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Um cientista do Centro de Investigação Langley e principal investigador do CERES, Norman Loeb, afirmou que o instrumento "vigia pequenas mudanças na energia da Terra, a diferença entre a que entra e a que sai".
Em comunicado, adiantou que "qualquer desequilíbrio na energia da Terra, devido às crescentes concentrações de gases, aquece os oceanos, aumenta o nível do mar e causa os aumentos de temperatura".

Fonte: Diário de Notícias

Quasicristal premiado com Nobel caiu do espaço

Um cristal premiado com um Nobel acabou de ter estatuto de alien. Pensa-se que a única amostra conhecida de um quasicristal natural caiu do espaço, modificando o entendimento das condições necessárias para estas estruturas curiosas se formarem.
Os quasicristais são ordenados, tais como os cristais convencionais, mas têm uma forma mais complexa de simetria. Padrões equivalentes a essa simetria têm sido usados na arte há séculos, mas materiais com este tipo de ordem na escala atómica não foram descobertos até à década de 1980.
A sua descoberta, num material feito em laboratório composto por elementos metálicos, incluindo alumínio e manganésio, galardoou Daniel Shechtman do Technion Israel Institute of Technology, em Haifa, com o Prémio Nobel da Química no ano passado.
Agora, Paul Steinhardt da Princeton University, e colegas, revelam evidências de que o único quasicristal conhecido que ocorre naturalmente, encontrado numa rocha das montanhas Koryak, no leste da Rússia, faz parte de um meteorito.

Afinal… meteorito!

Steinhardt suspeitou que a rocha pode ser um meteorito, quando uma equipa que ele chefiou descobriu a amostra de quasicrystal natural em 2009. Mas outros pesquisadores, incluindo o especialista em meteoritos Glenn MacPherson, do Instituto Smithsonian de Washington DC, estavam céticos sobre isso. Agora Steinhardt e membros da equipa de 2009 uniram forças com MacPherson para realizar uma nova análise da rocha, descobrindo evidências que finalmente convenceram MacPherson.
Num artigo que os investigadores e as suas equipas escreveram juntos, afirmam que a rocha tem que ter estado exposta a pressões e temperaturas extremas típicas das colisões de alta velocidade que produzem meteoróides no cinturão de asteróides. Além disso, a abundância relativa de diferentes isótopos de oxigénio na rocha correspondente à de outros meteoritos, em vez dos níveis de isótopos de rochas da Terra.
Ainda não está claro como é que os quasicristais se formam na natureza. As amostras de laboratório são feitas por depósito de vapor metálico, com uma composição cuidadosamente controlado, numa câmara de vácuo. A nova descoberta de que eles se podem formar também no espaço, onde o ambiente é mais variável, sugere que os cristais podem ser produzidos numa ampla variedade de condições. "A natureza conseguiu fazê-lo em condições que teríamos pensado que era seria uma loucura ", diz Steinhardt.

Fonte: New Scientist

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nascimento maciço de estrelas está associado às maiores galáxias

Um estudo conseguiu detectar uma intensa fase de nascimento de estrelas em vários agrupamentos de galáxias, numa região específica do Universo que fica na constelação da fornalha, no Hemisfério Sul. Os cientistas associaram esta actividade frenética ao futuro aparecimento das maiores galáxias elípticas de hoje, revela um artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Graças à câmara LABOCA instalada no telescópio Atacama Pathfinder Experimenter de 12 metros, comandado pelo Observatório Europeu do Sul, no deserto do Atacama, no Chile, mais as medições do Very Large Telescope, também da ESO, e do telescópio espacial da NASA Spitzer, uma equipa da Universidade de Durham, no Reino Unido, obteve imagens deste processo antigo.
As regiões a vermelho mostram agrupamentos de galáxias em efervescente actividade, que produzirem estrelas uma enorme quantidade de estrelas há cerca de 10 mil milhões de anos. Estas galáxias estão a uma distância tão grande que demorou todo este tempo para a luz chegar à Terra.
À volta das galáxias existe uma grande auréola de matéria negra – um tipo de matéria diferente da que é visível, que se pensa conectar todas as galáxias. Os cientistas conseguiram prever o crescimento destas galáxias a partir da quantidade de matéria negra e estimam que hoje são das maiores galáxias elípticas que existem.
“Esta é a primeira vez que fomos capazes de mostrar claramente esta ligação entre as galáxias com uma produção de estrelas muito intensa no Universo jovem, com as galáxias mais massivas de hoje”, disse Ryab Hickox, em comunicado. O cientista que liderou a investigação.
Esta actividade intensa de produção de estrelas a partir da matéria existente nas galáxias, durou somente 100 milhões de anos, um tempo pequeno à escala do Universo em que o número de estrelas duplicou. “Sabemos que as galáxias elípticas massivas pararam de produzir estrelas subitamente há muito tempo, e agora são passivas. Os cientistas estão a tentar perceber o que será suficientemente poderoso para desligar a produção de estrelas de uma galáxia inteira”, disse em comunicado Julie Wardlow, outro membro da equipa.
Os estudos feitos pelos investigadores oferecem uma possível explicação: buracos negros. A conformação desta matéria escura que rodeia estes agrupamentos de galáxia é parecida com a que existe à volta dos quasares – que são fontes intensas de luz e radiação, situados no núcleo das galáxias e que têm no seu centro um buraco negro.
Os cientistas pensam que o mesmo material que alimentou o nascimento de milhões de estrelas estava a alimentar estes buracos negros. “Os dias dourados destas galáxias também provocaram o seu fim ao alimentar o buraco negro gigante no centro de cada uma, que rapidamente explodiu ou destruiu as nuvens de formação estelar”, explicou David Alexander, outro membro da equipa.

Fonte: Público

domingo, 15 de janeiro de 2012

Destroços de sonda russa cairam no Pacífico

Fragmentos da sonda espacial russa Fobos-Grunt caíram esta tarde nas águas do Oceano Pacífico, anunciou o comando das Tropas Espaciais da Rússia.
Lançada do cosmódromo Baikonur na madrugada de 09 de novembro de 2011, com destino a Fobos, uma das luas de Marte, a sonda não conseguiu sair da órbita terrestre.
A Roscosmos estimou que na superfície terrestre vão cair entre 20 a 30 fragmentos, cujo peso total não será superior a 200 quilogramas. Os componentes do combustível vão queimar-se nas camadas densas da atmosfera, a cerca de cem quilómetros de altitude.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estrela vomita planetas?

É má educação brincar com a comida, mesmo se se tratar de uma estrela.
Uma das estrelas na mira do telescópio espacial Kepler aparentemente regurgitou os restos do tamanho da Terra de dois planetas ingeridos quando a estrela temporariamente cresceu, tornando-se numa gigante vermelha. Agora, os sobreviventes rochosos estão a pairar ao redor do pequeno coração pulsante da estrela, completando a sua órbita em menos de 10 horas.
Pelo menos, essa é a interpretação feita por uma equipa internacional que publicou estas observações na revista Nature. Enquanto alguns astrónomos estão céticos em relação à explicação, se a história se mantiver poderia explicar como é que um tipo raro de estrelas forma e determina o destino de planetas enormes engolidos pelos seus anfitriões.
"A ideia de que um planeta poderia sobreviver quando está imerso numa estrela é espetacular", diz Eliza Kempton, uma astrónoma da Universidade da Califórnia, Santa Cruz. "É uma descoberta realmente interessante."
A estrela é um animal raro, uma subanã B quente, e os dois planetas - KOI 55,01 e 55,02 - são os núcleos dos planetas supostamente parcialmente digeridos que começaram maiores do que Júpiter e agora são apenas como que batatas fritas tostadas um pouco menores do que a Terra. Eles estão esborrachados ao lado da estrela, e orbitam-na a uma distância de menos de 1% da distância entre a Terra e o sol.
Normalmente, uma estrela como o sol transforma-se numa gigante vermelha, e em seguida origina uma anã branca. Mas, às vezes, a gigante muda de pele estelar antes de contrair, deixando para trás um coração brilhante a bater – uma subanã B quente. Os cientistas não sabem o que provoca que algumas gigantes vermelhas tenham este destino, mas a hipótese mais aceite é de que um companheiro - uma segunda estrela ou um planeta - pode instigar a transformação. Um planeta culpado terá de ser, pelo menos, várias vezes tão grande como Júpiter, grande o suficiente para deixar para trás os restos sobreviventes, diz o astrofísico e co-autor do estudo Stephane Charpinet da Universidade de Toulouse, na França.
Para observar estes viajantes tenazes, os cientistas monitorizaram os sinais enigmáticos que surgiam no meio das pulsações normais da estrela. Tal como os sinos, as estrelas vibram e tocam em certos tons. Esta, chamado KIC 05807616, teve vários tons subtis que não poderiam ser explicados pela estrela sozinha, Charpinet diz. Ele e a equipe descartaram outras explicações, como manchas na estrela ou a presença de uma companheira estelar antes de decidir que os planetas eram os mais prováveis culpados destes jingles anormais da estrela.
Mas alguns cientistas estão céticos sobre a interpretação da equipa, apontando para uma série de suposições que a equipa usou para calcular o tamanho e as propriedades dos planetas propostos e a necessidade de observações adicionais de outras estrelas semelhantes.
"Eu não estou convencido", diz o astrónomo John Johnson da Caltech. "Isto não tem que estar errado, mas eu tenho as minhas dúvidas."
Alguns planetas foram descobertos em locais inóspitos antes. O primeiro planeta extrassolar a ser descoberto foi encontrado a orbitar uma pulsar, o denso remanescente de uma de uma estrela que passou a supernova. Os restos de planetas também foram encontrados nas atmosferas de estrelas anãs brancas. E em 19 de dezembro, disseram cientistas na arXiv.org foi efetuada a descoberta de um planeta do tamanho de Júpiter a orbitar um sistema binário de estrelas que incluía o mesmo tipo de subanãs B quentes.

Fonte: Science News

sábado, 26 de novembro de 2011

Estrelas zombies regressam como supernovas

Tipo de objeto: anã branca
Número conhecido: 10 na nossa galáxia
A dez mil anos-luz de distância, o núcleo de uma estrela morta circula tranquilamente ao redor de uma companheira semelhante ao sol. Embora o cadáver estelar não mostre sinais de vida, é um vampiro cósmico, aguardando o seu tempo, uma vez que lentamente suga o gás da sua companheira.
Décadas mais tarde, um flash ofuscante 100.000 vezes mais brilhante que o Sol anuncia o despertar da estrela morta-viva: finalmente ela acumulou bastante combustível roubado de forma a reatar mais uma vez a sua fusão nuclear. A estrela brilha por alguns dias gloriosos antes de retornar ao seu sono mortal durante anos ou décadas, até que toda a sequência se repete.
Espetaculares como são, essas ressurreições são apenas o prelúdio do ato final, quando a estrela morta-viva se torna finalmente uma supernova, obliterando-se à medida que ofusca a nossa galáxia inteira.
Isto é, pelo menos, a sugestão de medidas recentes de uma dessas estrelas latentes, também conhecida como uma nova recorrente. Esses dados apoiam a teoria de que estes são os há muito tempo procurados progenitores de um tipo muito interessante de estrela explosiva: a supernova tipo 1a.

Natureza das trevasEncontrar estes progenitores seria uma bênção para o estudo da energia escura, a misteriosa entidade que se pensa estar a acelerar a expansão do universo. Foi a supernova tipo 1a que levou à identificação inicial do material misterioso, e que esteve na base da atribuição do prémio Nobel no início deste ano a três cosmólogos. Todos os tipo 1a evoluem a partir de um tipo de estrela chamada anã branca, mas fixar exatamente que anãs brancas são precursores da supernova poderia levar a medidas muito mais precisas da energia escura - e até mesmo revelar sua verdadeira natureza.
A caça tem decorrido há décadas. As novas recorrentes foram descobertas em 1913, mas só a partir dos anos 70 é que elas se tornaram os principais suspeitos. Foi quando elas foram identificados como anãs brancas pesadas, com uma massa muito próxima do “ponto de inflexão” da supernova de 1,4 vezes a massa do sol. Quando uma anã branca cresce mais do que isso, não pode mais aguentar o seu próprio peso e começa a entrar em colapso, provocando reações nucleares que rasgam a estrela em pedaços originando uma supernova tipo 1a.
De qualquer das formas, foi difícil provar que as novas recorrentes obtêm massa suficiente para fazer a transição da anã branca pesada para a explosão 1a. Elas roubam o gás dos seus vizinhos, mas também o lançam durante as suas explosões, por isso não ficou claro se elas ganham ou perdem o material em geral.

Ganhar ou perder?Para resolver esta questão, Bradley Schaefer da Louisiana State University, em Baton Rouge, analisou as medidas da nova recorrente CI Aquilae antes e após a sua erupção em 2000.
Pares mais pesados de estrelas orbitam mais rápido entre si por causa da sua forte gravidade. Isso significa que qualquer massa perdida pela anã branca iria prolongar o seu período orbital.
A equipa de Schaefer descobriu que não havia nenhuma mudança mensurável no período orbital de 15 horas da CI Aquilae, após a erupção. Dada a precisão das suas observações, isto significa que a anã branca não pode ter perdido mais de um milionésimo da massa do sol no evento.
Como se estima que tenha roubado mais do que o dobro dessa quantidade a partir da sua companheira, no intervalo entre as erupções, ela deve ganhar massa em geral, conclui Schaefer.
Amadores com olho de águia
A conclusão é provisória por causa de possíveis erros de medição. Mas, felizmente, a amadores com olho de águia encntrarammais duas das 10 novas recorrentes conhecidas que estão no processo de erupção - U Scorpii em janeiro de 2010 e T Pyxidis em abril do ano passado.
A T Pyxidis foi uma surpresa, mas Schaefer tinha previsto quando é que a U Scorpii subiria novamente, de forma que telescópios espaciais e observatórios terrestres estavam prontos para a observar. "Nós caracterizamos aquela coisa com as observações - foi incrível", diz Schaefer.
A análise dessas observações, juntamente com medidas de períodos orbitais ao longo dos próximos anos, poderiam ajudar as novas recorrentes a ultrapassar potenciais rivais no papel de progenitores da supernova tipo 1a.
Isso seria um avanço para o estudo da energia escura. Todas as supernovas tipo 1a parecem ter o mesmo brilho intrínseco, portanto o seu brilho aparente pode ser usado para trabalhar o quão longe eles estão. O que, por sua vez, nos permite estimar o quão rápido a expansão do Universo está a acelerar. No entanto, as chamados "velas padrão" variam ligeiramente entre elas, limitando a precisão dessas medições.
O conhecimento das propriedades das estrelas que produzem essas explosões tipo 1a poderia ajudar os pesquisadores a entender melhor as suas variações, permitindo estimativas mais precisas da aceleração da expansão cósmica. Esta por sua vez, será crucial para distinguir entre diferentes teorias para a origem da energia escura.
"Não se pode obter uma alta precisão se não se souber qual é o progenitor é", diz Schaefer. "Precisamos desesperadamente de saber isso."
A pesquisa será publicada na revista Astrophysical Journal.

Fonte: New Scientist

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Três novos planetas e um objeto misterioso descobertos fora do nosso sistema solar

Usando o telescópio Hobby-Eberly, os astrónomos observaram as estrelas-pai dos planetas - chamadas HD 240237, BD 48 738, e HD 96127 – localizadas a dezenas de anos-luz de distância do nosso sistema solar. Uma das estrelas massivas que está a morrer tem um objeto misterioso adicional a orbitá-la, de acordo com o chefe da equipa Alex Wolszczan, professor de Astronomia e Astrofísica na Universidade Penn State, que, em 1992, tornou-se o primeiro astrónomo a descobrir planetas fora do nosso solares do sistema. Espera-se que a nova pesquisa lance luz sobre a evolução dos sistemas planetários em torno de estrelas moribundas. Também vai ajudar os astrónomos a entender como é que o conteúdo de metal influencia o comportamento de estrelas moribundas.
A pesquisa será publicada em Dezembro na revista Astrophysical Journal. O primeiro autor do artigo é Sara Gettel, uma estudante de pós-graduação do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Penn State, e o artigo é co-autorado por três alunos de pós-graduação da Polónia.
Os três sistemas planetários recém-descobertos são mais evoluídos do que o nosso próprio sistema solar. "Cada uma das três estrelas está a aumentar e já se tornou uma gigante vermelha - uma estrela moribunda que em breve irá devorar qualquer planeta que passe a orbitar muito próximo dela", disse Wolszczan. "Nós certamente podemos esperar um destino semelhante para o nosso próprio Sol, que eventualmente se tornará uma gigante vermelha e, possivelmente, irá consumir a nossa Terra, mas não temos que nos preocupar com isso nos próximos cinco mil milhões de anos". Wolszczan também disse que uma das estrelas mais massivas que está a morrer – a BD 48 738 - é acompanhada não só por um enorme planeta semelhante a Júpiter, mas também por um segundo objeto misterioso. Segundo a equipa, este objeto poderia ser outro planeta, uma estrela de baixa massa, ou - mais interessante - uma anã castanha, que é um astro semelhante a uma estrela que é um intermediário de massa entre as estrelas mais frias e os planetas maioes. "Vamos continuar a observar este estranho objeto e, daqui a alguns anos, esperamos ser capazes de revelar a sua identidade", disse Wolszczan.
As três estrelas que estão a morrer e os planetas que as acompanham têm sido particularmente úteis para a equipa de pesquisa, porque eles têm ajudado a esclarecer mistérios em curso, tais como a relação entre o comportamento de estrelas que estão a morrer e a sua metalicidade. "Em primeiro lugar, sabemos que as estrelas gigantes como HD 240237, BD 48 738, e HD 96127 são especialmente barulhentas. Ou seja, elas parecem nervosas, porque oscilam muito mais do que a nossa estrela bem mais jovem, o Sol. O barulho perturba a observação do processo, tornando-se um desafio para descobrir qualquer planeta companheiro ", disse Wolszczan. "Ainda assim, fomos capazes de detetar planetas orbitando uma estrela massiva."
Uma vez, Wolszczan e a sua equipa haviam confirmado que a HD 240237, BD 48 738, e HD 96127, de fato, têm planetas que orbitam em redor delas, e mediram o conteúdo de metal das estrelas, tendo encontrado algumas correlações interessantes. "Nós encontramos uma correlação negativa entre a metalicidade de uma estrela e o seu nervosismo. Acontece que quanto menor era o conteúdo de metal de cada estrela, mais barulhenta e agitada ela era", explicou Wolszczan. "O nosso próprio Sol vibra um pouco também, mas porque é muito mais jovem, a sua atmosfera é muito menos turbulenta."
Wolszczan também apontou que, como as estrelas cresceram para a fase de vermelha gigante, as órbitas planetárias mudam e eventualmente cruzam-se, e os planetas e luas mais próximos acabam por ser, eventualmente, engolidos e sugados pela estrela moribunda. Por esta razão, é possível que a HD 240237, BD 48 738, e HD 96127, possam ter tido mais planetas em órbita, mas esses planetas podem ter sido consumidos ao longo do tempo. "É interessante notar que, dessas três estrelas recém-descobertas, nenhuma tem um planeta a uma distância de 0,6 unidades astronómicas - ou seja, 0,6 a distância da Terra ao nosso Sol", disse Wolszczan. "Pode ser que 0,6 seja o número mágico a partir do qual o planeta está condenado à morte."
A observações de estrelas moribundas, o seu conteúdo de metal, e a forma como elas afetam os planetas em torno delas pode fornecer pistas sobre o destino do nosso próprio sistema solar. "É claro que, em cerca de cinco biliões de anos, o nosso Sol vai-se tornar uma gigante vermelha e provavelmente irá engolir os planetas interiores e luas dos planetas que o acompanham. No entanto, se ainda estamos a cerca de, digamos, um bilião a três biliões de anos, podemos considerar instalarmo-nos na lua de Júpiter, Europa, nos restantes mil milhões de anos antes que isso aconteça ", disse Wolszczan. "A Europa é um deserto gelado e certamente não é habitável agora, mas como o Sol continua a aquecer e expandir-se, a nossa Terra vai-se tornar muito quente, enquanto ao mesmo tempo, a Europa irá derreter e pode ficar alguns biliões de anos na zona Goldilocks – não demasiado quente, não demasiado velha, coberta por vastos e belos oceanos "
O Centro para Exoplanetas e Mundos Habitáveis, da Penn State, está a organizar uma conferência em janeiro de 2012 para discutir os planetas e as suas estrelas moribundas. A conferência será realizada em Porto Rico e está programada para ocorrer exatamente 20 anos a partir de quando Wolszczan usou o radiotelescópio Arecibo para detectar três planetas que orbitam uma estrela de neutrões em rápida rotação - a primeira descoberta de planetas fora do sistema solar . Esta descoberta abriu as portas para a era atual de caça intensa aos planeta, sugerindo que a formação de planetas poderia ser muito comum em todo o universo e que os planetas podem-se formar em torno de diferentes tipos de objetos estelares.

Fonte: Science Daily

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O lado escuro da Via Láctea

por Leo Blitz

Embora os astrónomos só viessem a perceber lentamente a importância da matéria escura no Universo, para mim, isso aconteceu em um instante. No meu primeiro projeto de pós-doutoramento na University of California em Berkeley, em 1978, medi as velocidades rotacionais das nuvens moleculares gigantes de formação estelar na parte exterior do disco da Via Láctea. Desenvolvi o que era, então, o método mais acurado para determinar aquelas velocidades e sentei-me para analisar os resultados no departamento de astronomia. Dois outros peritos na Via Láctea, Frank Shu e Ivan King, apareceram por acaso. Observaram enquanto eu preenchia as velocidades das nuvens exteriores, e o padrão que vimos deixou claro que a Via Láctea era abundante em matéria escura, especialmente na sua parte mais externa. Sentamo-nos e coçámos a cabeça, imaginando qual poderia ser a natureza da matéria escura, e as ideias que nos ocorreram rapidamente se mostraram erradas.
Esse estudo foi um entre muitos dos anos 70 e 80 que forçaram os astrónomos a concluir que a matéria escura – uma substância misteriosa que não absorve nem emite luz e que se revelava pela sua influência gravitacional – não só existe, mas também é o material dominante na constituição do Universo. Medidas feitas com o satélite WMAP confirmam que a matéria escura dá conta de cinco vezes mais massa que a matéria comum (protões, neutrões, eletrões e assim por diante). O que essa coisa realmente é permanece tão esquiva como sempre foi. É uma medida da nossa ignorância que a hipótese mais conservadora proponha que a matéria escura consista em uma partícula exótica, não detectada até agora nos aceleradores de partículas, predita por teorias sobre a matéria ainda não verificadas. A hipótese mais radical é que a lei gravitacional de Newton, e a relatividade geral de Einstein, estejam erradas ou, no mínimo, exijam modificações desagradáveis.
Qualquer que seja a sua natureza, a matéria escura já está a fornecer pistas para resolver alguns quebra-cabeças relativos a como a Via Láctea apresenta algumas das suas características. Os astrónomos sabem há mais de 50 anos, por exemplo, que as partes exteriores da Galáxia são deformadas como um disco de vinil deixado sobre um aquecedor. Eles não puderam criar um modelo viável da deformação – até que considerassem os efeitos da matéria escura. De modo semelhante, as simulações computacionais da formação galáctica, baseadas nas propriedades da matéria escura, prediziam que a nossa galáxia deveria estar envolta por centenas ou mesmo milhares de pequenas galáxias satélites. Mesmo assim, os observadores viam não mais do que duas dúzias. A discrepância levou a uma interrogação sobre se a matéria escura tinha as propriedades que se imaginava. Mas, nos últimos anos, vários grupos de astrónomos descobriram um tesouro escondido de galáxias-satélites anãs, reduzindo a disparidade. Essas galáxias recém-localizadas não só estão a auxiliar a solucionar mistérios sobre a estrutura galáctica, há muito pendentes, como também podem estar a ensinar algo sobre o inventário cósmico total da matéria.
Um primeiro passo para a compreensão do que a matéria escura nos diz sobre a Via Láctea é fornecer um quadro geral de como a galáxia é organizada. A matéria comum – estrelas e gás – reside em quatro estruturas maiores: um disco fino (que inclui o padrão espiral e a localização do sol), um núcleo denso (que também abriga um buraco negro supermassivo), um bojo alongado conhecido como a barra e um “halo” esferoidal que contém estrelas velhas e aglomerados e que envolve o resto da galáxia. A matéria escura tem um arranjo muito diferente. Embora não possamos vê-la, inferimos onde está a partir das velocidades de rotação das estrelas e do gás. Os seus efeitos gravitacionais sobre a matéria visível sugerem que está distribuída mais ou menos esfericamente e se estende muito além do halo estelar, com uma densidade mais alta no centro que vai diminuindo na proporção do quadrado da distância ao centro. Essa distribuição seria o resultado natural do que os astrónomos chamam de aglomeração hierárquica: a proposição de que, no universo inicial, galáxias menores se juntavam para formar maiores, incluindo a Via Láctea.
Durante anos a fios os astrónomos não puderam obter mais do que este quadro básico da matéria escura como uma esfera gigante e indiferenciada de material não identificado. Nos últimos anos, porém, conseguimos recolher mais detalhes, e a matéria escura revelou-se ainda mais interessante do que suspeitávamos. Várias linhas de evidência sugerem que esse material não é homogeneamente distribuído; mas exibe “encaroçamentos” em larga escala.
Essa disparidade explicaria a existência e o tamanho da deformação galáctica. Quando os astrónomos dizem que a galáxia é deformada, estamos a referir-nos a uma distorção específica na periferia do disco. A distâncias superiores a cerca de 50 mil anos-luz do centro, o disco consiste quase que inteiramente em gás de hidrogénio atómico, com apenas umas poucas estrelas. Mapeado por radiotelescópios, o gás não se assenta no plano da Galáxia; quanto mais se afasta, mais ele se desvia. Até uma distância de aproximadamente 75.000 anos-luz, o disco curvou-se cerca de 7.500 anos-luz para fora do plano.

Fonte: Scientific American

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Contrariando a regra: estrelas de neutrões com campo magnético normal podem ser magnetares

Uma equipa internacional, liderada pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), Espanha, descobriu que mesmo estrelas de neutrões com um campo magnético normal podem gerar explosões de raios gama e experimentar grandes picos de luminosidade.
Até agora, esta atividade só havia sido detectada em estrelas de neutrões com grandes campos magnéticos externos, conhecidas como magnetares. Os resultados do estudo apontam a necessidade de rever os modelos teóricos sobre a origem desses objetos, que poderiam ser muito mais frequentes do que se pensava.
Os pesquisadores estudaram por mais de um ano a estrela SGR0418, descoberta em junho do ano passado quando o satélite Fermi detectou uma explosão de raios gama que veio dela. Usando vários satélites da NASA e da ESA, os cientistas concluíram que a estrela tem todas as características de um magnetar (emissões muito fortes de raios gama e X), mas ao contrário do que se sabe até agora, o seu período rotacional não diminui e o seu campo magnético na superfície é muito menor.
 “Até agora pensava-se que estas radiações tão energéticas se deviam ao grande campo magnético tanto interior como exterior da estrela, que provocava a rotura da cápsula estelar e a matéria era projectada, carregada de energia X e gama”, explica Nanda Rhea, pesquisadora do CSIC no Instituto de  Ciências do Espaço e pesquisadora principal do estudo. “No entanto, o campo externo é menor do que em outros magnetares e mesmo assim intensas emissões são detectadas, o que nos faz suspeitar que deve haver um campo magnético interno muito maior que aquele da parte externa da estrela (que é onde podemos medir). Isso obriga-nos a repensar os modelos e explicações que são usados até agora sobre a origem destes objetos”.

Fonte: Ciência Diária

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Via Láctea está por um fio cósmico

Astrónomos Australianos identificaram a posição da nossa galáxia na estrutura em grande escala do cosmos. A equipa do dr. Stefan Keller da School of Astronomy and Astrophysics da Universidade Nacional Australiana fizeram essa descoberta ao estudar bolas antigas de estrelas empacotadas chamadas de aglomerados globulares.
Em vez de serem distribuídas aleatoriamente, os pesquisadores descobriram que estavam localizadas principalmente ao longo de um plano estreito em torno da Via Láctea.
"Foi uma descoberta agradável e de certa forma inesperada", diz Keller.
"Nós estávamos a discutir notícias sobre a descoberta de que galáxias anãs satélites existentes ao redor da Via Láctea estavam espalhadas ao longo de um único plano, e questionámo-nos se com os aglomerados globulares acontecia o mesmo. Então eu fiz alguns cálculos e descobri que eles realmente traçam o mesmo plano."

Juntando tudoKeller diz que existem como que filamentos que ligam os aglomerados globulares e as galáxias satélite.
"Em vez de serem coleções de estrelas da nossa própria galáxia, alguns aglomerados globulares poderiam ser os restos de outras galáxias que colidiram com e foram consumidas pela Via Láctea através do processo de canibalismo galáctico", diz Keller.
Os resultados, que foram pré-divulgados no blogue arXiv.org e submetidos para publicação no Astrophysical Journal, suportam a hipótese de que a estrutura em larga escala do cosmos consiste em longos filamentos compostos de galáxias e vazios vastos de milhões de anos-luz entre eles.
"Nós estamos como que ensanduichados entre dois vazios enormes que nos empurram para um filamento ligado numa extremidade ao grande aglomerado de galáxias Virgo, e na outra ao aglomerado de galáxias Fornax ", diz Keller.

"Espuma na crista de uma onda"Keller diz que a estrutura dos filamentos foi provavelmente moldada por interações entre a matéria escura e a comum.
"Uma consequência do Big Bang e o domínio da matéria escura é que a matéria comum é dirigida, como a espuma na crista de uma onda, em vastas camadas interligadas e filamentos esticados sobre os vazios cósmicos enormes",
Keller diz: "A gravidade atrai o material sobre esses filamentos de interconexão para os maiores pedaços de matéria, e os nossos resultados mostram que aglomerados globulares e galáxias satélites da Via Láctea traçam um desses filamentos”.

Fonte: ABC Science

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Metais preciosos podem ter vindo de meteoritos

A descoberta foi publicada na revista Nature.
Durante a formação da Terra, ferro fundido afundou-se até ao centro, formando o núcleo. Isso levou com ele a grande maioria dos metais preciosos do planeta - como o ouro e platina. Na verdade, existem metais preciosos no núcleo suficientes para cobrir toda a superfície da Terra, com uma camada de quatro metros de espessura. No entanto, os metais preciosos são dezenas de milhares de vezes mais abundantes no manto de silicato da Terra do que o previsto. Tem sido argumentado que esta sobre-abundância descontínua é o resultado de uma chuva cataclísmica de meteoritos que atingiram a Terra, após o núcleo ser formado. A carga total de ouro dos meteoritos foi assim adicionada ao manto e não se perdeu para o interior profundo.
Para testar esta teoria, o Dr. Matthias Willbold e Professor Tim Elliott do Bristol Isotope Group na Escola de Ciências da Terra analisou rochas da Gronelândia com quase quatro biliões de anos, recolhidas pelo professor Stephen Moorbath da Universidade de Oxford. Estas rochas antigas fornecem uma oportunidade única de análise da composição do nosso planeta logo após a formação do núcleo, mas antes do proposto bombardeio de meteoritos.
Os pesquisadores determinaram a composição isotópica de tungsténio dessas rochas. O tungsténio (W) é um elemento muito raro (1g de rocha contém apenas cerca de um décimo-milionésimo de 1g de tungsténio) e, como o ouro e outros elementos preciosos, deveria ter entrado no núcleo quando este se formou. Como a maioria dos elementos, o tungsténio é composto por vários isótopos, átomos com as mesmas características químicas, mas com massas ligeiramente diferentes. Os isótopos fornecem impressões digitais robustas da origem do material e a colisão de meteoritos com a Terra iria deixar uma marca de diagnóstico sobre a  composição isotópica do tungsténio.
O dr. Willbold observou uma diminuição de 15 partes por milhão na abundância relativa do isótopo 182W entre as rochas da Gronelândia e as rochas modernas. Esta mudança pequena, mas significativa, está em excelente concordância com o estipulado para explicar o excesso de ouro acessível na Terra, como consequência de um bombardeamento de meteoritos. O dr. Willbold afirmou: "A extração de tungsténio a partir da análise de amostras de rochas e a determinação da sua composição isotópica para a precisão requerida era extremamente exigente, dada a pequena quantidade de tungsténio disponível nas rochas. Na verdade, somos o primeiro laboratório mundial que tem feito com sucesso medições com tão elevada qualidade. "
O impacto dos meteoritos foi agitando o manto da Terra por processos de convecção gigantescos. Um alvo tentador para o trabalho futuro é o estudo do tempo que este processo demorou. Posteriormente, os processos geológicos formaram os continentes e concentraram os metais preciosos (e o tungsténio) em depósitos de minério que são extraídos atualmente.
O dr. Willbold continuou: "O nosso trabalho mostra que a maioria dos metais preciosos em que se baseiam as nossas economias e muitos dos principais processos industriais foram adicionados ao nosso planeta por uma feliz coincidência, quando a Terra foi atingida por cerca de 20 biliões de biliões de toneladas de material espacial".

Fonte: Science Daily