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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Roupas e brinquedos estão a passar químicos às crianças

Cientistas alertam para «epidemia silenciosa» de perturbações neurológicas.
Dois dos maiores especialistas mundiais na ligação entre o ambiente e a saúde alertam que os químicos industriais a que as crianças estão sujeitas diariamente podem estar a provocar uma «epidemia silenciosa» de perturbações do desenvolvimento.
O alerta surge na revista científica «The Lancet Neurology» e os autores apelam aos países que mudem os seus procedimentos de avaliação dos riscos dos químicos para proteger as crianças destas toxinas.
Em causa estão químicos como o mercúrio, o chumbo e certos solventes e pesticidas, que estão presentes em objetos tão comuns como a roupa, o mobiliário ou os brinquedos.
Segundo o artigo citado pela Lusa, o número de químicos que reconhecidamente provocam perturbações do desenvolvimento neurológico duplicou nos últimos sete anos, de seis para doze, enquanto a lista de químicos que se sabe prejudicarem o cérebro humano mas que não estão regulamentados para proteger a saúde das crianças também aumentou, de 202 para 214.
«As atuais regulamentações dos químicos são largamente inadequadas para proteger as crianças, cujos cérebros em desenvolvimento são particularmente vulneráveis aos químicos tóxicos no ambiente», diz Philippe Grandjean, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston.
«Enquanto não existir um requisito legal para que os fabricantes provem que todos os químicos industriais existentes e todos os novos químicos são não tóxicos antes de entrarem no mercado, na linha da lei da União Europeia, enfrentamos uma pandemia de toxicidade para o desenvolvimento neurológico».
As perturbações do desenvolvimento neurológico, como o autismo, o défice de atenção, a dislexia ou a paralisia cerebral, afetam uma em cada seis crianças em todo o mundo, havendo cada vez mais provas que ligam a exposição a químicos na infância a níveis mais altos destas doenças.
Um controlo mais apertado da utilização destes químicos permitiria poupar milhões de dólares.
Mas Grandjean e o coautor do artigo, Philip Landrigan, da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova Iorque, sublinham que este número poderá ser apenas a ponta do icebergue.
«A vasta maioria dos mais de 80.000 químicos industriais utilizados nos EUA nunca foram testados nos seus efeitos tóxicos para o desenvolvimento do feto ou da criança. A exposição a estes químicos durante as fases iniciais do desenvolvimento pode causar danos cerebrais em níveis muito mais baixos do que os que afetam os adultos e o real impacto na saúde das crianças só agora está a começar a revelar-se», referem.
Os dois maiores obstáculos aos esforços para limitar os químicos que ameaçam a saúde das crianças são as grandes falhas nos testes à sua toxicidade para o desenvolvimento neurológico e a enorme quantidade de provas exigidas para que se possa regulamentar.
«A única forma de reduzir a contaminação tóxica é tornar obrigatórios os testes à sua toxicidade para o desenvolvimento neurológico dos químicos novos e já existentes», diz Landrigan.
«Uma abordagem cautelosa deste género significaria que uma indicação prévia de potenciais efeitos tóxicos graves levaria a uma regulamentação forte, que poderia depois ser relaxada se provas subsequentes demonstrassem que os danos eram menos graves», acrescenta.
Os autores propõem uma estratégia internacional de prevenção que ponha o ónus nos produtores de químicos, e não nos governos, de provarem que os seus produtos são de baixo risco, usando um processo semelhante ao que é exigido às farmacêuticas, e uma nova agência reguladora internacional para coordenar e acelerar estas medidas.
«A nossa grande preocupação é que as crianças de todo o mundo estejam expostas a químicos tóxicos não reconhecidos que estão silenciosamente a corroer a inteligência, a perturbar o comportamento, a truncar as conquistas futuras e a danificar as sociedades, talvez mais seriamente nos países em desenvolvimento».

Fonte: TVI24

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Óculos revelam tecido canceroso em tempo real

Investigadores da Universidade de Washington desenvolveram e testaram com sucesso um novo equipamento que permite durante uma cirurgia distinguir tecidos cancerosos dos saudáveis junto de um tumor.
A tecnologia é tão recente que ainda nem tem nome, mas a equipa de bioengenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que a desenvolveu, e os cirurgiões da mesma universidade que já a testaram não podiam estar mais satisfeitos.
O novo equipamento, um par de óculos que dá ao cirurgião uma visão colorida do tecido canceroso, permite que durante a operação os tecidos tumorais possam ser removidos de forma mais radical e rigorosa, asseguram os médicos e investigadores da universidade.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cientistas mais perto da cura para a diabetes

Cientistas norte-americanos conseguiram transformar células de pele normais em células pancreáticas produtoras de insulina, o que potencialmente abre a porta a uma cura para a diabetes.
Investigadores da Universidade da Califórnia reprogamaram células de pele, denominadas fibroblastos, retiradas de ratos e fizeram com que estas produzissem insulina, tal como as células do pâncreas, noticia a Press Association (PA).
Depois, as células foram injectadas em ratos cuja genética foi alterada para que imitassem os sintomas da diabetes. O resultado não poderia ser melhor. Uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue dos animais voltaram ao normal. E dois meses depois de as células serem introduzidas nos ratos, estes conseguiram fabricar novas células produtoras de insulina.
Assim que as células lhes foram retiradas, um pico de açúcar no sangue comprovou a relação direta.
A investigação pode revolucionar o tratamento da diabetes de Tipo 1, onde o sistema imunológico do doente destrói as células produtoras de insulina, o que obrigada a injeções administradas diariamente.
Sheng Ding, professor do Instituto Gladstone e da Universidade da Califórnia, disse à PA que "o poder da medicina regenerativa é que pode potencialmente fornecer uma fonte ilimitada de células produtoras de insulina funcionais que podem então ser transplantadas para o paciente".

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Antioxidantes não trazem benefícios seguros

Os antioxidantes, usados em grande popularidade nas últimas décadas, aceleram a progressão do cancro de pulmão nos ratos e não trazem benefícios seguros para os seres humanos sãos, segundo um artigo publicado hoje na revista Science Translational.
"Os antioxidantes usam-se amplamente para proteger as células dos danos induzidos por espécies reativas do oxigénio", explica a equipa de investigadores, liderada por Volkan Sayin, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
"O conceito de que os antioxidantes podem ajudar a combater o cancro está muito arreigado na população mundial, promovido pela indústria dos suplementos alimentares e sustentado por alguns estudos científicos", lê-se no artigo citado pela agência noticiosa Efe.
Todavia as provas clínicas "deram resultados incoerentes", acrescenta.
Os compostos químicos conhecidos como antioxidantes atrasam certos tipos de danos celulares impedindo a acumulação de moléculas da espécie reativa de oxigénio (ERO) que pode causar danos às células.
Entre estes antioxidantes estão a vitamina A, que pode obter-se nas cenouras, abóbora, brócolos, batata-doce, tomate, couve, melão, pêssegos e outros, e vitamina C, presente nas laranjas, limas, limões, pimentos vermelhos, vegetais de folhas verdes, morangos e framboesas.
A vitamina E, por seu lado, está presente nos frutos secos e sementes, graos integrais, azeite, óleo de fígado, assim como outro antioxidante, o selénio, pode ser obtido a partir de peixe e do marisco, carne vermelha, ovos, frango e alho.
O estudo sueca indica que os antioxidantes aceleram a progressão do cancro de pulmão nos ratos de laboratório e em linhas de células humanas.
As conclusões do estudo, segundo a Efe, indicam que as pessoas que têm pequenos tumores no pulmão não diagnosticados -- o que é possível em qualquer pessoa, especialmente nos fumadores - deveriam evitar os suplementos antioxidantes.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Descoberta "revolucionária" abre a porta a novas terapias

Um grupo de cientistas do Japão descobriu que é possível criar rapidamente células pluripotenciais (capazes de produzir vários tipos de células) a partir de células sanguíneas adultas, sujeitando-as a elevados níveis de stress, numa experiêcia que pode revolucionar o campo da medicina regenerativa personalizada.
De acordo com o artigo publicado na revista 'Nature', os cientistas usaram células adultas de ratos que deixaram praticamente morrer, expondo-as a traumas, níveis baixos de oxigénio ou a um banho de ácido de apenas 30 minutos. No espaço de dias, os cientistas descobriram que as células sobreviveram e recuperaram do estímulo stressante a que tinham sido sujeitas, recuando a um estado semelhante ao de uma célula estaminal.
"Esta técnica é de facto revolucionária", disse o professor Dusko Ilic, do Kings College, em Londres, na conferência de imprensa sobre a descoberta.
As novas células criadas, apelidadas de STAP (iniciais em inglês da expressão pluripotência adquirida accionada por estímulos), permitiram criar diferentes tipos de tecidos ou células, dependendo do ambiente em que foram depois inseridas. Se este mecanismo puder ser duplicado em células humanas, poderá diminuir o tempo necessário para criar terapias celulares regenerativas personalizadas.
A BBC dá como exemplo o caso da degeneração macular relacionada com a idade, que provoca a perda de visão. São necessários dez meses e elevados custos para partir de uma amostra de pele de um paciente para uma terapia que pode ser injetada no seu olho. O professor de medicina regenerativa no University College de Londres, Chris Mason, diz que a nova técnica pode retirar semanas a esse procedimento e poupar muito dinheiro.
Estas novas células STAP são criadas sem o recurso a um embrião, o que no passado desencadeou um debate ético sobre o uso de embriões humanos (que poderiam ser destruídos no processo).
A partir das células STAP os cientistas conseguiram ainda criar embriões de ratos.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 18 de janeiro de 2014

O tabaco ainda é mais prejudicial do que se pensava

Os cigarros podem provocar mais problemas de saúde do que os previamente detetados, incluindo cancro no cólon e fígado, cegueira, diabetes e disfunção erétil, refere um relatório do governo dos Estados Unidos hoje divulgado.
Responsáveis pelos serviços de saúde dos EUA reuniram-se na Casa Branca para divulgar o último estudo do Surgeon General sobre as consequências do consumo de tabaco, cinco décadas após o primeiro relatório onde se alertava que fumar provocava cancro do pulmão.
Nos Estados Unidos, o consumo voluntário de tabaco permanece a primeira causa de morte prematura, com cerca de 500.000 óbitos por ano.
"Surpreendentemente, 50 anos depois ainda estamos a detetar novas formas de como o tabaco prejudica e mata as pessoas", disse o diretor do Centro de controlo e prevenção de doenças, Thomas Frieden.
"O tabaco ainda é mais prejudicial do que pensávamos".
Quanto aos fumadores passivos, expostos ao fumo do tabaco, o documento refere que enfrentam riscos crescentes de ataque cardíaco.
Os responsáveis pelo relatório do Surgeon General alertam ainda para o facto de os cigarros modernos serem "mais fortes e mais perigosos que nunca".
"Os fumadores têm hoje um maior risco de contrair cancro do pulmão em relação ao primeiro relatório do Surgeon General divulgado em 1964, e mesmo que fumem menos cigarros".
"A forma como os cigarros são fabricados e os químicos que contêm alteraram-se com os anos, e algumas dessas alterações podem ser um fator de maiores riscos de cancro do pulmão", afirmam.
As taxas de fumadores nos Estados Unidos têm vindo a diminuir, com 18% por cento de fumadores atuais em comparação com os 42% há cinco décadas.
Um estudo norte-americano divulgado na semana passada demonstra que apesar de uma diminuição do número de fumadores em diversos países, o seu número aumentou de 721 milhões para 967 milhões em 2012, devido ao crescimento populacional ou ao aumento da popularidade dos cigarros nos países em desenvolvimento.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Google revela lente de contacto inteligente

Lente mede os níveis de Glucose...
A Google revelou esta sexta-feira o protótipo de uma lente de contacto inteligente que permite medir os níveis de Glucose do utilizador e enviar a informação, em modo wireless, para um dispositivo eletrónico.
A lente está a ser testada para conseguir medir os níveis de glicose em lágrimas usando um microchip sem fio e um sensor de glicose que estão encaixados entre duas camadas de material macio da lente de contato.
De acordo com o blog da Google, os protótipos estão a ser testados para conseguirem fazer uma leitura por segundo.
Está ainda a ser explorada a possibilidade de integração de pequenas luzes LED que possam acender para indicar que os níveis de glicose ultrapassaram ou baixaram abaixo de certos valores.
A Google está em conversações com a FDA para conseguir transformar esta tecnologia num sistema que possa ser usado por todas as pessoas.

Fonte: TVI24

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Descoberto mecanismo para reparar 'corações partidos'

Os cientistas portugueses Maria José Pereira e Lino Ferreira são coautores de um artigo, publicado na última edição da revista científica Science Translational Medicine, sobre a descoberta de um adesivo que permite reparar mais facilmente defeitos cardiovasculares.
"Quando os adesivos são colocados nas paredes dum coração em batimento, eles continuam firmemente fixos independentemente da forte pressão que o sangue exerce no coração e vasos sanguíneos", explica Maria José Pereira.
A cientista, doutorada do Programa MIT Portugal, desenvolveu a investigação com Lino Ferreira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular, e outros investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital.
O estudo provou a eficácia de um adesivo não-tóxico que adere fortemente ao tecido e é capaz de resistir à constante pressão exercida num órgão, como o coração, em presença de sangue.
O novo método poderá ser usado para reparar defeitos do septo cardíaco, um problema presente em seis bebés a cada mil nascimentos.
Atualmente, reparar estes defeitos implica uma intervenção cirúrgica invasiva nos primeiros meses de vida.
A maior vantagem deste método é a sua natureza não-invasiva, visto que o adesivo é inserido através de um pequeno cateter no local apropriado e ativado por luz.
Em comunicado, o MIT Portugal explica que "a aplicação dum adesivo formado por um novo biomaterial irá simplificar consideravelmente o processo, melhorar os seus resultados e diminuir a invasão cirúrgica."
Maria José Pereira, primeira coautora do artigo, participou na investigação nos Estados Unidos através do Programa MIT Portugal, uma iniciativa que estimula a colaboração entre universidades, centros de investigação e empresas portuguesas e este prestigiado estabelecimento de ensino norte-americano.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Estudo: cafeína melhora a memória

Estudo norte-americano conclui que a cafeína estimula certas memórias, pelo menos até 24 horas após o consumo
A cafeína melhora a memória e tem efeitos positivos a longo prazo, concluiu um estudo de uma universidade norte-americana publicado este domingo.
Uma equipa da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, descobriu que a cafeína estimula certas memórias, pelo menos até 24 horas após o consumo.
Segundo o estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, a cafeína tem um efeito positivo sobre a memória a longo prazo em humanos.
«Sempre soubemos que a cafeína tem efeitos que melhoraram o desempenho cognitivo, mas nunca foi examinado em detalhe nos seres humanos os seus efeitos específicos sobre o reforço da memória e como ela gera resistência ao esquecimento», disse Michael Yassa, especialista que liderou o estudo.
O professor universitário adiantou que, pela primeira vez, foi detetado um efeito específico da cafeína por mais de 24 horas, que diminui o esquecimento.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Osso humano reconstituido a partir de células de gordura

Um grupo de cientistas belgas desenvolveu uma inovadora técnica para reconstruir partes de osso humano danificado a partir de células estaminais extraídas da gordura corporal do paciente, noticiam hoje os media locais.
Este método, até agora nunca utilizado, poderá revolucionar o tratamento de fraturas ósseas e de doenças como o cancro ósseo, segundo os responsáveis do projeto científico da Universidade Católica de Lovaina (norte da Bélgica).
A técnica baseia-se no cultivo de células estaminais extraídas da gordura corporal do paciente, com as quais se cria uma espécie de pasta moldável capaz de ser reimplantada nas partes do osso danificadas.
Esta descoberta "provém da vontade de procurar soluções, principalmente para os jovens pacientes com cancro do osso", explicou o coordenador do projeto, Denis Dufrane, em declarações ao diário "Le Soir".
Até agora, na maioria das tentativas de regenerar ossos humanos foram empregadas células estaminais da medula espinal, "com resultados dececionantes", disse o especialista.
"Descobrimos que a gordura continha 500 vezes mais células estaminais do que a medula, e além disso podia converter-se em osso e resistir perfeitamente à privação de oxigénio e de vasos sanguíneos", explicou Dufrane.
Os cientistas mostram-se "entusiasmados" após testar o método em 11 pacientes que sofriam de uma degeneração dos discos vertebrais e doenças que impediam a regeneração óssea espontânea, entre as quais tumores ósseos ou disfunções metabólicas como a síndrome de Blackfan-Diamond.
Em todos os casos, a implantação de "osso artificial" permitiu a regeneração das partes danificadas sem que se observassem fraturas posteriores.
Antes, os pacientes sofriam fraturas repetidas, múltiplas intervenções e longos períodos de hospitalização, assinalaram os peritos.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 2 de novembro de 2013

Tratamento precoce da sida é rentável a longo prazo

Investigadores descobriram que o tratamento de pessoas com sida logo após serem infetadas é rentável a longo prazo, revela um estudo divulgado quarta-feira.
O estudo, publicado no Jornal de Medicina de N, analisou os custos e benefícios na aplicação de terapia antirretroviral em pessoas infetadas com VIH, antes de a sua carga viral se tornar muito elevada.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, o custo anual com tratamentos em pacientes com VIH ronda os 16,7 mil euros.
Projetando o custo de tratamentos ao longo do tempo, e contabilizando os efeitos de uma melhor saúde e menor número de infeções, os investigadores descobriram benefícios económicos a longo prazo nos países alvo do estudo: África do Sul e Índia.
"Em resumo, a terapia antirretroviral precoce é uma 'tripla vencedora': os pacientes com VIH vivem de forma mais saudável, os seus parceiros estão protegidos do VIH e o investimento é excelente", afirmou Rochelle Walensky, do Hospitalgeral de Massachusetts, coautora do estudo.
O estudo centrou-se na África do Sul e Índia por estes países terem apresentado o maior número de infetados com VIH de entre nove países estudados num ensaio clínico cujas conclusões demonstraram que o tratamento de prevenção reduziu drasticamente não só o risco de transmissão viral mas também de desenvolvimento de infeções como a tuberculose.
O estudo demonstrou ainda que 93% dos pacientes que receberam tratamento antirretroviral precoce sobreviveram, o que só sucedeu a 83% dos doentes cuja terapia foi mais atrasada.
Já a esperança de vida dos pacientes tratados precocemente atingia os 16 anos, mais dois que o grupo com terapias mais tardias.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 27 de outubro de 2013

Especialistas advertem para perigos do cigarro eletrónico

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) advertiu para os perigos do cigarro eletrónico e para a incidência que este pode ter nas doenças respiratórias, num comunicado hoje divulgado.
Considerada uma das principais causas da elevada incidência de doenças respiratórias, o cigarro electrónico - segundo a Sociedade Portuguesa de Pneumologia - é "um pretexto para introduzir a nicotina no mercado".
O cigarro eletrónico continua a dividir as opiniões no que se refere à sua utilização na cessação tabágica, ainda que o Parlamento Europeu (PE) proponha que os cigarros eletrónicos continuem a pertencer à categoria dos produtos de tabaco, em vez de serem equiparados a medicamentos.
A cessação tabágica foi um dos temas que esteve na base de alguns dos debates do XXIX Congresso de Pneumologia que decorre em Albufeira, no Algarve, desde sexta-feira, e que termina no domingo.
A discussão do primeiro dia do congresso incidiu sobre a cessação tabágica, considerada a única medida de tratamento efetiva para evitar a progressão e a incidência das doenças respiratórias.
O tabaco é um dos mais elevados fatores de risco das doenças respiratórias que matam anualmente 12% da população portuguesa e cinco milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a SPP.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 26 de outubro de 2013

Cientistas japoneses criam aparelho para detetar cancro da mama em casa

Falta apenas encontrar quem queira financiar o fabrico e comercializar o aparelho...
Uns cientistas japoneses apresentaram, esta quinta-feira, um dispositivo para detectar o cancro da mama em casa da própria paciente.
Foram precisos oito anos de investigação no laboratório de Engenharia Médica de Newcat da Universidade de Nihon, no Japão, para finalizar o produto.
O aparelho é parecido com uma bola e é bastante pequeno. Ao entrar em contacto com o seio, o dispositivo detecta imediatamente uma possível acumulação de sangue, sintoma típico do tumor cancerígeno, explicou o professor Mineyuki Haruta.
O instrumento permitirá a prevenção do cancro da mama e sua detecção num estado inicial da doença. Falta apenas encontrar quem o queira financiar e produzir.
Os investigadores esperam poder vendê-lo por menos de 150 euros.

Fonte: TVI24

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Químico presente em garrafas de plástico pode provocar aborto

BPA (sigla em inglês para bisfenol A) um químico presente, por exemplo, em garrafas de plástico pode estar ligado aos abortos espontâneos, diz novo estudo.
Um estudo realizado pela Universidade de Standford, EUA, aponta o bisfenol A, um químico presente em grande parte dos produtos de plástico, como influente em situações de abortos espontâneos, avança a Associated Press.
A investigação, liderada por Ruth Lathi, acompanhou cerca de 115 mulheres recentemente grávidas com um historial de infertilidade ou perdas de bebés, das quais 68 acabariam por abortar e 47 por conseguir um parto.
«A maioria dos abortos espontâneos deve-se a problemas com os óvulos ou cromossomas da mulher e um estudo em ratos sugeriu que o BPA pode influenciar esse risco», disse a investigadora.
A pesquisa recolheu amostras de sangue da altura em que as mulheres descobriram estar grávidas e a quantidade de BPA no sangue determinou a sua divisão em quatro grupos. As mulheres com quantidade mais elevada revelavam 80% de maior risco em perder o bebé comparado com o grupo com menor, apesar de semelhanças na idade e outros fatores.
«É possível que as mulheres com elevados níveis de BPA possam ter outros fatores de risco» para abortar que possam se amplificados pelo BPA, disse Lathi.
O estudo não deve ser motivo de alarme, mas «também está longe de assegurar que o BPA é seguro» para tais mulheres, continuou.
O trabalho não é suficiente para provar uma ligação, mas pode ser, sim, «plausível biologicamente» que o BPA afete a fertilidade e outros aspetos da saúde, disse Linda Giudice, e presidente da Sociedade Americana de medicina reprodutora.
Para minimizar a exposição a este químico deve evitar-se cozinhar ou aquecer comida em recipientes de plástico, já que o calor ajuda à sua exposição. Não se deve, igualmente deixar garrafas de plástico ao sol e limitar o uso de comidas enlatadas ou segurar recibos de caixas registadoras (conhecidas por conter o químico).
É, no entanto, «impossível de evitá-lo completamente», disse Lathi.

Fonte: TVI24

domingo, 15 de setembro de 2013

Gelado «do mar» faz bem à saúde

Iguaria criada no Instituto Politécnico de Leiria vai começar a ser comercializada em breve.
A pesquisa sobre o potencial dos recursos marinhos levou investigadores do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) a criar um gelado de microalgas, com benefícios para a saúde, que vai começar a ser comercializado em breve.
Nos laboratórios do grupo de investigação em recursos marinhos da Escola Superior de Tecnologia do Mar, pertencente ao IPL e localizada em Peniche, as microalgas, já antes utilizadas em suplementos alimentares, são estudadas desde há um ano, à medida que o gelado tem vindo a ser alvo de provas de degustação para melhor se adaptar ao paladar dos consumidores.
Os investigadores afirmam que o gelado tem «um grande efeito benéfico» na regularização do trato intestinal, pelo que os problemas de obstipação «serão minimizados».
«Em termos da capacidade antioxidante associada às algas, sabemos que as algas vão minimizar problemas de stress oxidativo, que poderão dar origem a doenças cardiovasculares, oncológicas, que serão minimizadas pela capacidade de antioxidação das algas. Sendo o teor de lactose reduzido em 50 a 55%, um intolerante à lactose pode consumir este gelado», explica Susana Bernardino, docente envolvida na investigação.
Com o aproveitamento dos recursos marinhos, os cientistas querem, neste caso, trazer as algas para a alimentação ocidental, à semelhança do que acontece na cultura oriental.
Ao fim de um ano, o resultado final é um gelado fabricado a partir de algas e uma substância denominada kefir (microorganismos compostos), de cor verde, que a partir de hoje e até domingo vai ser oferecido à saída da praia na Figueira da Foz aos transeuntes pela Emanha, uma geladaria de fabrico artesanal com lojas na Figueira da Foz e Lisboa.
O projeto de investigação, financiado por fundos comunitários em cerca de 33 mil euros, destinados a comparticipar investigadores bolseiros, insere-se na estratégia de desenvolver investigação aplicada às necessidades das empresas, criando soluções que facilitem a inovação e competitividade das empresas.

Fonte: TVI24

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Descoberto 'possível' tratamento para autismo e depressão

Um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) descobriu um "possível" tratamento para doenças de alteração do comportamento, como o autismo ou a depressão, através de uma investigação com glucocorticoides, hormonas produzidas durante o stress.
O resultado da investigação, "Dopaminergic modulation of affective and social deficits induced by prenatal glucocorticoid exposure", foi publicado na edição de setembro da revista Neuropsychopharmacology, segundo informa o grupo de investigadores do Instituto de Investigação em Ciências das Vida e da Saúde da academia minhota em comunicado enviado à agência Lusa.
"O estudo, feito em ratos, tenta perceber melhor o que se passa e descobre que o efeito pré-natal dos Glicocorticoides (Cs) sobre o comportamento está ligado a alterações nos níveis de dopamina (um neurotransmissor/proteína que transmite mensagens entre células nervosas) em 2 zonas do cérebro ligadas à perceção do prazer", aponta.
Mas, realça o comunicado,"o resultado mais interessante foi que os problemas emocionais e sociais destes ratos podem ser resolvidos com um medicamento usado para a doença de Parkinson (que também é caracterizada por deficiência de dopamina)".
Segundo os cientistas, esta descoberta "pode ter implicações para várias doenças neurológicas em que há deficiências emocionais e sociais semelhantes e/ou estão ligadas a stress pré-natal, incluindo autismo, hiperatividade, depressão e esquizofrenia".
Os cientistas reafirmam ainda que uma gravidez em stress é "extremamente perigosa" para o bebé uma vez que os GCs "podem interferir com o desenvolvimento do cérebro da criança" e que se continua "longe" de conhecer os efeitos daquela substancia, que se continua a "administrar em grávidas em perigo de parto prematuro para ajudar o desenvolvimento dos pulmões".
Esta investigação é assinada pelos investigadores Sónia Borges, Bárbara Coimbra, Carina Soares-Cunha, José Miguel Pego, Nuno Sousa e Ana João Rodrigues.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Identificada molécula que inverte sintomas da Trissomia 21

Experiência feita em ratinhos...
Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula que permite inverter os sintomas da Trissomia 21 em ratinhos tratados à nascença, divulgou esta quarta-feira a revista «Science Transnational Medicine».
Uma dose de uma pequena molécula da família proteica do gene SHH permitiu que o cerebelo dos roedores se desenvolvesse normalmente e estimulasse a sua capacidade de memória e aprendizagem, segundo investigadores da Universidade Johns Hopkins e dos Institutos Nacionais de Saúde.
Roger Reeves, professor do Instituto de Medicina Genética da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e coautor do estudo, lembrou que «a maior parte das pessoas com Trissomia 21 tem um cérebro 60 por cento inferior ao seu tamanho normal».
Os ratinhos usados na experiência foram geneticamente modificados para reproduzirem a trissomia humana.
Os cientistas questionam, por enquanto, a aplicação da molécula nos humanos com Trissomia 21, uma vez que o seu uso em segurança não está, ainda, garantido.
O facto de ser alterado um mecanismo biológico importante do cérebro apresenta riscos de cancro, pois pode desbloquear o crescimento excessivo de células, advertem, realçando que muitos estudos terão de ser feitos.
De acordo com Roger Reeves, na medida em que a Trissomia 21 implica numerosos genes, qualquer tratamento «é um enorme desafio».
Trissomia 21 ou Síndrome de Down é um distúrbio genético que resulta de uma cópia suplementar do cromossoma 21. A doença, que não tem cura, traduz-se numa deficiência cognitiva, em características faciais particulares (mongolismo) e, por vezes, em problemas cardíacos, como conta a Lusa.

Fonte: TVI24

terça-feira, 25 de junho de 2013

'Chip' diagnostica gripe em 10 minutos

Com o sensor, os utilizadores poderão saber em minutos se têm gripe, bastando colocar uma amostra de muco no aparelho, relata o diário económico japonês Nikkei.
A tecnologia funciona alterando a voltagem quando entra em contacto com o vírus: em dez minutos surge o diagnóstico, uma rapidez com que os investigadores contam para reduzir as hipóteses de propagação da doença.
O sistema tem uma precisão até 10 mil vezes superior aos métodos convencionais.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 7 de maio de 2013

Vacina contra a heroína testada com sucesso em ratos toxicodependentes

Se também funcionar no ser humano, a vacina poderá permitir neutralizar os subprodutos psicoactivos da heroína logo no sangue, antes deles penetrarem no cérebro.
Uma equipa de cientistas do Instituto de Investigação Scripps (EUA) anuncia esta segunda-feira resultados promissores de um teste pré-clínico, em ratos de laboratório dependentes da heroína, de uma vacina contra esta droga. O estudo é publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Já existem vacinas experimentais contra a cocaína, a nicotina ou a meta-anfetamina, explica aquele instituto em comunicado. E como as moléculas das drogas psicoactivas costumam ser demasiado pequenas para estimular, pela sua simples presença, a produção de anticorpos pelo organismo, essas vacinas são compostas por fragmentos-chave da droga em causa acoplados a proteínas, que são moléculas muito maiores e mais susceptíveis de provocar uma resposta imunitária.
No caso da heroína, porém, acrescia-se uma dificuldade: o facto de esta droga se desintegrar rapidamente no sangue, dando origem a um outro composto – chamado 6-acetilmorfina – que penetra no cérebro e é responsável por grande parte do efeito da heroína.
Agora, Joel Schlosburg e colegas parecem ter conseguido ultrapassar esse obstáculo ao desenvolverem, nos últimos três anos, uma vacina "dinâmica" que estimula a produção de anticorpos dirigidos não apenas contra a heroína, mas também contra a 6-acetilmorfina e a morfina. “A vacina consegue seguir o rasto à droga à medida que ela é metabolizada, mantendo os subprodutos activos fora do cérebro”, diz Kim Janda, um dos co-autores do trabalho, citado pelo mesmo comunicado.
Mas os cientistas precisavam de testar efectivamente a eficácia da vacina. Por isso, administraram-na a ratos viciados na droga. "Demos a vacina a ratos que já tinha sido expostos à heroína, o que representa uma situação de evidente relevância para a clínica humana", comenta Schlosburg.
E mostraram assim que, mesmo os animais já eram profundamente dependentes da droga – ao ponto de a auto-administrarem de forma compulsiva e em doses cada vez maiores –, a vacina fazia com que, quando esses animais eram desmamados e a seguir novamente expostos à heroína, já não tornavam a desenvolver esses comportamentos. “Os ratos heroinómanos privados da droga costumam retomar um comportamento compulsivo se voltarem a ter acesso a ela”, diz George Koob, um outro co-autor, “mas a nossa vacina impede que isso aconteça”. E em grande parte, a vacina experimental também bloqueia, afirmam os autores, as propriedades analgésicas da heroína e os seus efeitos sobre os circuitos de recompensa cerebrais.
Mas como, por outro lado, ela não bloqueia os efeitos da metadona nem de outras substâncias utilizadas no tratamento da toxicodependência, “será em princípio possível administrá-la em simultâneo com as terapias convencionais”, salienta pelo seu lado Schlosburg.
Os cientistas pensam portanto que, se a vacina demonstrar eficácia em futuros ensaios clínicos no ser humano, poderá vir um dia a fazer parte da panóplia de tratamentos utilizados contra a dependência da heroína, que se estima afecta mais de 10 milhões de pessoas no mundo.

Fonte: Público

sábado, 4 de maio de 2013

Óculos do Google podem causar problemas de visão

Os óculos de realidade aumentada da Google ainda não estão disponíveis no mercado mas já têm contra-indicações. A Mountain View, a empresa que está a desenvolver estes óculos, admite que o dispositivo "poderá causar problemas de visão" a algumas pessoas.
Os óculos de realidade aumentada Google são como um pequeno computador que se usa na cara. São uma câmara de fotografar/filmar que capta a imagem tal como a vemos, permitindo gravá-la, enviá-la ou publicá-la (em direto) noutras plataformas (telemóveis, internet). Além de outras aplicações, estes óculos têm a vantagem de ser acionados pela voz, mantendo as mãos livres.
Os primeiros óculos foram enviados há duas semanas para os clientes que se inscreveram no site e estão agora a ser testados. Devido às muitas dúvidas que o projeto tem suscitado, a empresa enviou-lhes também um guia do utilzador com respostas às perguntas mais frequentes. Avisa, por exemplo, que os óculos não são indestrutíveis, apesar de serem "resistentes, cómodos e criados para a vida quotidiana".
Uma das perguntas colocadas é: "Os Google Glass podem ser usados por todas as pessoas?". E a resposta é: "Os óculos não são para todos." A Google admite que os óculos podem provocar dores de cabeça ou entre os olhos, "tal como uns óculos normais".
Além disso, os óculos não são recomendados a menores de 13 anos ou a quem tenha sofrido uma intervenção cirúrgica com laser nos olhos.
Finalmente, pergunta-se se os óculos podem ser usados em qualquer lugar, ao que o Google responde que, como em tudo, "têm um momento e um lugar". Tudo dependerá do bom senso do utilizador, mas a regra da utilização dos óculos será semelhante à regra para fotografar ou filmar em locais públicos.

Fonte: Diário de Notícias