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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Atenção: Aqueles tremores nas pálpebras podem ser perigosos

Os pequenos espasmos ou tremores que por vezes sente nos olhos (que aparecem e desaparecem sem razão aparente) não são, regra geral, motivo para preocupação, de acordo com as declarações de um oftalmologista norte-americano à Time. “Esfrega-se um bocadinho e eventualmente passa”, referiu o especialista.
Para se livrar destes espasmos, pode ter que parar de tomar cafeína, pois quando tomada em demasia torna-se uma causa destes pequenos tremores. Estar muito tempo sem dormir e o stress também podem ser fatores, escreve a mesma publicação.
Regra geral, os espasmos sentidos nas pálpebras são benignos, mas pode não ser sempre assim. “Se os espasmos se alargarem à cara ou pescoço, a história já é outra”, diz o oftalmologista.
Não é comum, mas ter estes pequenos tremores de forma frequente ou consistentemente num dos lados da cara (ou mesmo em toda a pálpebra, fazendo com que o olho se feche ou pisque involuntariamente) pode ser razão para ir ver o seu médico, pois existe um número alargado de riscos que só um oftalmologista pode averiguar.

Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Aquecer comida no micro-ondas é prejudicial à saúde?

O micro-ondas é um dos eletrodomésticos mais utilizados em todo o mundo, pela sua rapidez em aquecer, cozinhar ou descongelar certos alimentos.
No entanto, será que este aparelho tem algum efeito na nossa saúde? Diz-se que irradia ondas perigosas aos seres humanos, que deteriora a comida e que lhe retira os seus componentes principais. Mas será tudo isto verdade?
A explicação:
- O calor do micro-ondas não chega a todas as partes dos alimentos. Ao não aquecer suficientemente a comida, algumas bactérias podem sobreviver e provocar um mal-estar intestinal. Para que o calor se propague por toda a comida, deixe arrefecer o prato um pouco no micro-ondas para que depois se distribua uniformemente.
- Segundo um estudo, alguns alimentos processados no micro-ondas podem perder os seus nutrientes, como os antioxidantes. As ondas eletromagnéticas fazem vibrar as moléculas de água que geram um calor do interior para o exterior alterando a sua estrutura química.
- A comida acaba por ter menos sabor em comparação àquela que é cozinhada de forma convencional.
- Também os alimentos se desidratam mais rápido devido às fortes ondas eletromagnéticas que fazem aquecer mais rapidamente através deste equipamento.
No entanto, há que pensar naquelas pessoas que não têm outra solução, seja porque no trabalho só têm à sua disposição este aparelho ou porque precisam de ser rápidos.
A estas pessoas deixamos alguns conselhos:
- Não use recipientes de plástico para aquecer a comida.
- Deixe a comida repousar durante alguns segundos no micro-ondas.
- Aqueça a refeição em recipientes de vidro ou cerâmica, especializados para esse efeito.
- Antes de colocar a comida a aquecer, abra a porta do aparelho para arejar, durante alguns minutos. Só depois é que deve aquecer.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 18 de janeiro de 2015

Morreu após três dias consecutivos a jogar no computador

Um homem de 32 anos morreu depois de ter passado três dias seguidos a jogar no computador num cibercafé em Taiwan, naquele que é o segundo caso do género este ano, informou hoje a imprensa.
O indivíduo, identificado pelo apelido Hsieh, foi encontrado inanimado na cadeira do café na cidade de Kaohsiung.
Outros clientes do café pensaram que o homem estaria a dormir, até que um funcionário do café percebeu que ele não estava a respirar. O indivíduo foi levado para o hospital, onde foi declarado o óbito, informou o Taipei Times.
Médicos confirmaram que o homem sofreu uma paragem cardíaca, tendo declarado "morte súbita" devido a prolongadas horas de jogo em computador.
"Hsieh era um cliente frequente e jogava sempre dias consecutivos. Quando ficava cansado costumava dormir com a cara sobre a mesa ou na cadeira. Foi por isso que não nos apercebemos do seu estado imediatamente", disse o empregado do café.
No dia 01 de janeiro, um homem de 38 anos foi encontrado morto num cibercafé de Taiwan, depois de estar a jogar cinco dias consecutivos.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Investigadores de quatro países detetam eventual causa de falhas de memória

Descoberta, na qual participaram cientistas portugueses, é determinante para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento de Alzheimer.
Uma equipa de duas dezenas de investigadores de Portugal, Holanda, Estados Unidos e China acaba de identificar o "possível responsável pelo surgimento de problemas de memória", anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).
A equipa de investigadores daqueles quatro países descobriu que "os recetores A2A para a adenosina" têm "um papel crucial no surgimento de problemas de memória", afirma a UC numa nota hoje divulgada.
A adenosina é a "molécula que funciona como sinal de stress no funcionamento de vários sistemas do organismo, especialmente no cérebro".
Esta é uma "investigação sem precedentes", sublinha a UC, adiantando que o estudo, envolvendo especialistas da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, vai ser publicado no Molecular Psychiatry, "o mais importante jornal internacional da área da psiquiatria".
A investigação, desenvolvida com "modelos animais (ratinhos) saudáveis", permitiu verificar, pela primeira vez, que o funcionamento em excesso dos recetores A2A ("localizados na membrana dos neurónios") é "suficiente para causar distúrbios na memória", salienta a UC.
Para conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos durante as experiências, os especialistas de Coimbra envolvidos no estudo criaram "um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para atuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), ativar este recetor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais".
Assim, "no exato momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples ativação intensa do recetor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória", explica Rodrigo Cunha, coordenador da equipa portuguesa.
Esta descoberta é determinante para a Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente "para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum", sustenta Rodrigo Cunha.
"Se a simples ativação do recetor A2A é suficiente para causar distúrbios na memória, é possível desenvolver bloqueadores seletivos deste recetor", acrescenta aquele professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.
"Os investigadores já sabem o caminho a seguir", conclui Rodrigo Cunha, recordando que "seis anteriores estudos epidemiológicos (alguns europeus) distintos" já tinham confirmado que "o consumo de cafeína diminui a probabilidade de desenvolver Alzheimer e que age sobre os recetores A2A (a cafeína liga-se aos recetores e impede o perigo)".
Os investigadores pretendem agora "desenhar moléculas químicas semelhantes à cafeína capazes de atuar exclusivamente sobre este recetor, impedindo-o de provocar danos na memória", conclui Rodrigo Cunha.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Nova família de morcegos estará na origem desta epidemia de ébola

A família de morcegos Molossidae, que nunca antes tinha sido associada à transmissão do ébola aos seres humanos, é agora a principal suspeita da maior epidemia de sempre desta doença, que continua a fazer vítimas na África Ocidental, onde emergiu em março deste ano.
Os números da epidemia, atualizados ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta até agora de 7693 mortos, num total de 19.695 casos confirmados nos três países mais afetados, a Guiné-Conacri, a Serra Leoa e a Libéria.
A identificação daqueles morcegos insetívoros como os principais suspeitos na origem do pior surto de sempre desta doença foi feita por uma equipa de investigadores europeus, coordenada por biólogos e virologistas do Instituto Robert Koch, em Berlim. Os resultados são hoje publicados no EMBO Molecular Medicine.
Até agora, só os morcegos frutívoros, da família Pteropodidae, eram conhecidos como reservatório natural do vírus ébola: nos anteriores surtos da doença, todos ocorridos em África, foram sempre eles que estiveram na sua origem. Agora, pelos vistos, há uma nova família de morcegos a juntar a primeira, como reservatório natural do vírus.
A equipa que fez o estudo esteve durante quatro semanas em missão na Guiné-Conacri, em abril deste ano, para avaliar todas as possibilidades de transmissão do vírus à população humana, o que permitiu não só identificar aqueles morcegos, como excluir as restantes populações de espécies selvagens existentes na região.
"Monitorizámos as populações de mamíferos na zona de Meliandou [onde se registou o primeiro caso, o de uma criança, e se iniciou a presente epidemia] e nas florestas vizinhas e não encontrámos mais nenhum candidato concorrente [dos morcegos Molossidae] para este surto", explica Fabian Leendertz, do Instituto Robert Koch, que coordenou o estudo.
No estudo realizado em Meliandou, a equipa de Fabian Leendertz identificou uma grande colónia de morcegos insetívoros alojada numa enorme árvore oca, perto da casa onde vivia a criança que foi o primeiro caso deste surto. Junto dos aldeãos, os investigadores confirmaram também que aquele era um local de brincadeiras preferido das crianças da povoação e tudo leva a crer que pelo menos um dos morcegos estaria infetado.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Suplementos dietéticos são ineficazes para a maioria das pessoas

A maioria das pessoas que recorrem a suplementos de perda de peso não estão plenamente informados sobre a segurança e eficácia dos mesmos.
A informação é avançada por um estudo da «Consumer Reports», revelado esta terça-feira, que se baseia numa amostra de três mil norte-americanos para afirmar que são poucos os que experimentaram este tipo suplementos e conseguiram obter resultados e mantê-los.
O estudo mostra que um terço das pessoas não obteve qualquer tipo de resultado, e que apenas 9% da amostra conseguiu manter o peso atingido.
Mas, ainda assim, os suplementos não podem obter o crédito sozinhos, sendo que 85% das pessoas que atingiu a meta pretendida e manteve o peso, acompanhou a dosagem com uma alteração na dieta e com um plano de exercícios físicos.
Cerca de 20% das pessoas que usam produtos de perda de peso acredita que são seguros e testados pela Agência de Controlo de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA). No entanto, ao contrário do que acontece com os medicamentos prescritos, este tipo de suplementos não estão sujeitos aos mesmos critérios rigorosos, que exigem aos fabricantes a realização de testes de segurança e eficácia, antes de serem aprovados. Estes produtos, assim como os alimentos, são considerados seguros, até que haja relatos contrários por parte dos consumidores.
Cerca de 20% dos entrevistados acreditava que, por serem «naturais», os suplementos eram mais seguros do que os medicamentos prescritos, mas investigações recentes revelam que muitos destes produtos dietéticos contêm substâncias banidas por razões de segurança. Um dos estudos concluiu mesmo que dois terços dos suplementos de perda de peso incluem este tipo de ingredientes.
A investigação revela ainda que estes produtos nem sempre são benignos, tendo por base os relatos de metade dos consumidores entrevistados, que apontam para pelo menos um efeito colateral, desde a boca seca e constipação, a  problemas digestivos mais graves, diarreia, e aumento da frequência cardíaca.

Fonte: TVI24

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bactéria da tosse convulsa está a mudar... e a enganar as vacinas

Investigadores britânicos identificaram alterações na bactéria que causa a doença com potencial para sabotar as vacinas existentes
Os sinais avolumaram-se, sobretudo na última década, com surtos mais frequentes de tosse convulsa em vários países, incluindo em Portugal, e a possibilidade de isso decorrer de perda de imunidade na população vacinada começou a ganhar terreno. Agora um grupo de investigadores britânicos encontrou indícios que parecem reforçar a hipótese e diz haver motivo para preocupação.
Num estudo publicado no Journal of Infectious Diseases, a equipa de Andrew Preston, da Universidade de Bath, no Reino Unido, confirma que a bactéria da tosse convulsa, a Bordetella pertussis, está a passar por modificações que lhe permitem escapar à ação das vacinas. E esta "evolução rápida", como lhe chamam os autores, poderá ter "consequências sérias" na capacidade das atuais vacinas para controlar a doença.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cientistas descobrem nova doença

Há uma nova doença a preocupar a comunidade médica. Os cientistas chamaram-lhe «vírus de Bourbon», condado norte-americano no estado do Kansas onde a doença fez a sua primeira vítima mortal há seis meses.
John Seested, de 68 anos, deu entrada no hospital da Universidade do Kansas em junho, onde acabou por falecer. Desde aí, os investigadores não descansaram até desvendar o mistério da sua morte.
Esta doença é transmitida pelos carrapatos e assemelha-se a um outro vírus, que também se transmite através da picada deste parasita vulgar nos cães.
O vírus provoca febre, mal estar, dores musculares e anorexia. O paciente de 68 anos sofreu destes sintomas até falecer, quando vários órgãos começaram a falhar. É o único caso diagnosticado até o momento, segundo noticia o «Independent».  

Fonte: TVI24

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Lentes revolucionárias devolvem visão aos olhos mais velhos

Chamam-se TECNIS Symfony, imitam o funcionamento de um olho jovem e devolvem a visão às pessoas com cataratas, astigmatismo e miopia.
As lentes, intraoculares, feitas de plástico e sem necessidade de serem substituídas, são inseridas numa operação simples. Funcionam a qualquer distância, sob quaisquer condições de luz e agem como se fossem uma lente de aumentar de uma câmara, com três focos distintos. Dispensam os óculos e oferecem uma imagem nítida ao perto e ao longe.
A britânica Susan Wright sofria de cataratas e foi uma das primeira pessoas a testar este avanço da tecnologia ao serviço da medicina. Com 57 anos, decidiu fazer a cirurgia a ambos os olhos. Ao The Telegraph, contou que a sua visão melhorou consideravelmente e que "tudo se torna mais nítido e as cores são muito mais brilhantes". A intervenção foi feita numa clínica londrina e não é comparticipada pelo estado. O preço de cada lente pode chegar aos 5 mil euros.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Identificados 53 fármacos que podem conter o vírus do ébola

Uma equipa internacional de cientistas identificou, de um universo de 2816 fármacos, 53 que poderão servir para travar a disseminação do vírus do Ébola nas células.
Apesar disso, e ainda que todos os fármacos identificados estejam já aprovados para uso em pacientes com outras patologias, são precisas mais investigações e testes em animais e humanos.
Esta é uma das principais conclusões de um estudo publicado na revista Emerging Microbes and Infections, do grupo editorial Nature, no qual participaram cientistas de centros dos Estados Unidos e Canadá.
Adolfo García-Sastre, da Escola Icahn de Medicina do Hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, explicou à agência Efe que alguns dos medicamentos identificados encontram-se já no mercado, enquanto outros não, mas que todos foram aprovados para uso.
Para realizar a investigação, os cientistas geraram partículas virais não infeciosas que usam o mesmo mecanismo de entrada nas células que o Ébola.
"Uma das importantes razões que tivemos em conta para publicar este estudo antes de fazer experiências com animais prende-se com o facto de esperarmos que todos os laboratórios que têm capacidade para realizar experiências com o vírus infecioso possam começar a fazer ensaios e encontrar um ou vários destes fármacos que funcionem bem", explicou García-Sastre.
"Apesar de [os fármacos] ainda terem de ser testados com vírus infeciosos, é quase seguro que a maioria inibe a entrada do Ébola nas células. Com isso, esperamos travar a infeção e, portanto, diminuir os sintomas graves da doença", detalhou o especialista, frisando, porém, que ainda é preciso demonstrar se tal é mesmo assim e estabelecer a dosagem do medicamento.
Os cientistas classificaram os 53 medicamentos em seis categorias.
Segundo os mais recentes dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados na segunda-feira, foram detetados quase 18 500 casos de Ébola, 99% dos quais na Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, registando-se 6900 mortos.
O atual surto de Ébola é o mais grave e prolongado desde que o vírus foi descoberto, em 1976.
A OMS decretou, a 08 de agosto, o estado de emergência de saúde pública.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 13 de dezembro de 2014

Fármaco semelhante à cafeína ajuda a combater Alzheimer

Um grupo de cientistas, que inclui investigadores portugueses, demonstrou que um fármaco semelhante à cafeína atua sobre lesões cerebrais relacionadas com a doença de Alzheimer e melhora o desempenho de funções da memória nos doentes.
Os investigadores usaram um novo fármaco da família da cafeína, o MSX-3, que conseguiu atacar uma das principais causas do declínio cognitivo característico da doença, que é a acumulação de uma proteína responsável pela morte das células nervosas cerebrais.
«Dando este fármaco aos animais num período de tempo de um a dois meses, não verificamos reversão total das características, mas conseguimos uma melhoria significativa no desempenho, nas tarefas de memória, portanto o aumento da memória, conseguimos diminuir os sinais de inflamação no cérebro e também mostrar a diminuição, ou uma melhoria significativa, na acumulação de proteínas anormais», explicou esta sexta-feira à agência Lusa a neurocientista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) Luísa Lopes.
O estudo, que aponta novas estratégias no combate à doença, foi publicado na revista «Molecular Psychiatry», do grupo «Nature», e resultou do trabalho de um grupo de investigadores do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, em França, em colaboração com o IMM, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e da Universidade de Bonn, na Alemanha.
O principal avanço é perceber que, num modelo já com progressão da doença, «um fármaco desse tipo atua», referiu a cientista, recordando que estudos anteriores já tinham concluído que a cafeína é benéfica em algumas situações deste tipo.
No entanto, este fármaco «tem uma natureza mais focada, com menos efeitos secundários», realçou.
Luísa Lopes referiu três características principais observadas na doença humana que são neuroinflamação, défices de memória ou desempenhos alterados ou reduzidos e uma acumulação de proteínas anormal. E os cientistas queriam perceber em qual delas o fármaco poderia ter uma ação positiva.
«Era esse o objetivo, testar o fármaco numa situação "in vivo" [em animais] e conseguir mostrar que era benéfico numa situação já de lesão mais avançada», por isso, foi ministrado a animais que já tinham lesões, défices cognitivos e de memória, lesões ao nível do tecido cerebral e sinais de inflamação do cérebro.
O próximo passo do trabalho destes cientistas é utilizar este conhecimento para testar a atuação do fármaco no défice cognitivo.
«Já há fármacos desta família testados em ensaios clínicos, [mas] nunca foram testados para défice cognitivo», as experiências realizaram-se sobretudo para doenças do foro motor, normalmente para a doença de Parkinson, segundo Luísa Lopes.
Agora, «o que estamos a tentar fazer com a equipa que sintetizou [o fármaco] é usar estas descobertas para conseguir argumentar a favor de usá-lo também no défice cognitivo», especificou.

Fonte: TVI24

domingo, 30 de novembro de 2014

Kit português para diagnóstico precoce de cancro oral premiado

Um 'kit' de diagnóstico precoce de cancro oral venceu o 16.º Prémio do Jovem Empreendedor, promovido pela Associação Nacional dos Jovens Empresários (ANJE), foi anunciado esta quinta-feira.
Denominado Blue Stain, o 'kit' permite a colheita de células do corpo e a sua análise em apenas alguns minutos e é uma inovação desenvolvida pela ‘startup’ Targetalent, instalada em Paredes, distrito do Porto.
Fonte da ANJE afirmou hoje à Lusa que este 'kit' “direciona-se, sobretudo, para o diagnóstico do cancro oral”, que é feito através da recolha de células do corpo e a sua análise imediata, com recurso a um interface digital.
«O plano de negócios desta ‘startup’ especifica um investimento de 200 mil euros, valor já assegurado por dois investidores ('business angels')», acrescentou a mesma fonte.
Liderada por Paula de Melo Alves e Francisco Ferreira, a empresa de Paredes apresentou a entidades de capital de risco o conceito deste 'kit' considerado inovador em novembro do ano passado, no âmbito da 16.ª Feira do Empreendedor.
Na cerimónia de entrega dos prémios da ANJE, que decorreu na noite de quinta-feira no edifício da Alfândega, no Porto, foi também atribuída uma menção honrosa à Peekmed, que detém uma solução tecnológica (software) para o planeamento 3D da cirurgia ortopédica.
Esta tecnologia «permite que o ortopedista faça uso de um modelo 3D gerado a partir da tomografia computorizada do paciente de representações digitais 3D do material de osteossíntese (parafusos, placas de fixação, por exemplo)», disse a fonte.
Esta foi a 16.ª edição do Prémio do Jovem Empreendedor, criado em 1998 e que este ano registou 15 candidaturas, das quais cinco foram selecionadas como finalistas.
A ANJE atribuiu ainda o Prémio Carreira a António Mota, que preside o conselho de administração do Grupo Mota-Engil, considerando o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, que o engenheiro é “um exemplo de espírito de iniciativa, de coragem para assumir riscos, do trabalho abnegado e da visão para os negócios que a associação pretende transmitir aos jovens empreendedores portugueses.

Fonte: TVI24

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Estes 'tampões' de ouvido prometem melhorar a sua noite

Tem sono leve? Acorda com qualquer barulhinho? Pois bem, este artigo é para si. Dá conta o Huffington Post que chegaram ao mercado uns novos tampões de ouvidos que prometem bloquear todo o ruído, substituindo-o por sons bem mais agradáveis.
Os Smart Earplugs da Hush apenas precisam de uma ligação ao seu smartphone, sem fios, tocando depois uma multiplicidade de sons, como ondas do mar ou chuva a cair, prometendo melhorar a sua experiência durante o sono.
Ouvir o alarme do despertador também não será um problema, porque este tocará, na hora que agendou, diretamente nos seus ouvidos.
Inventado por dois estudantes da Universidade da Califórnia os auscultadores da Hush precisavam de um financiamento de 100 mil dólares. Por isso, procuraram investidores no Kickstarter, e desde 12 de novembro, altura em que registaram o projeto, já conseguiram 240 mil dólares.

Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Está sempre no smartphone? Cuidado, pode ficar com «postura de sms»

Quem passa muito tempo ao telemóvel, a enviar mensagens, no Facebook ou a verificar emails, anda a exercer demasiada pressão na coluna cervical. Segundo um estudo, a força exercida no pescoço de um adulto quando está a olhar para baixo, em direção ao telemóvel, pode chegar aos 27 quilos. Para compreender o significado imagine carregar um 8 miúdo de anos, à volta do pescoço, várias horas por dia.
Kenneth Hansraj, cirurgião ortopédico em Nova Iorque, é o responsável pelo cálculo do impacto que a chamada «postura de sms» (cabeça inclinada para a frente e ombros caídos) causa. Hansrai encontrou o valor utilizando um modelo computacional de coluna de um ser humano e publicou o estudo na revista Surgical Technology International.
Em média a cabeça de uma pessoa pesa entre 4.5 e 5.5 quilos e, ao ser inclinada, o peso da cabeça faz com que aumente a força exercida sobre o pescoço, que «pode levar a desgaste precoce, degeneração e até a cirurgias», explica Hansraj.
«Quando a cabeça se inclina para a frente as forças que registamos no pescoço disparam para 12 quilos com a inclinação a 15 graus» e chegam a «27 quilos se a inclinação for de 60 graus» afirma o médico.
Como as pessoas passam cada vez mais tempo a olhar para o telemóvel, se não tiverem o cuidado de elevar o ecrã a uma altura boa para o pescoço, então as suas colunas vão estar muito tempo debaixo de stresse.
Hansraj vê muitos pacientes debruçados sobre os dispositivos, o que pode resultar em dor nas costas e no pescoço. Quando um homem não parava de ter problemas, o médico descobriu que ele passava quatro horas por dia a jogar no iPad, com a cabeça inclinada para baixo.
«Pode-se chamar isto de epidemia. Onde quer que vá, basta olhar à volta: as pessoas estão de cabeças para baixo a olhar para o telemóvel, especialmente os adolescentes», disse Hansraj ao Today. «Não sou contra a tecnologia. A minha mensagem é muito simples: basta estar ciente de onde a cabeça se encontra».
O médico decidiu dar algumas dicas para evitar dores no pescoço ao usar o telemóvel:
«Não é preciso colocar o dispositivo ao nível dos olhos. Os olhos têm uma amplitude de movimento, o que permite olhar para o telemóvel sem inclinar a cabeça»;
«Para manter as articulações do pescoço flexíveis, mover a cabeça da esquerda para a direita várias vezes e tocar com o ouvido no ombro em ambos os lados»;
«Colocar as mãos na cabeça, para fornecer alguma resistência, enquanto empurra a cabeça para frente e fazer o mesmo para trás. Isso fortalece os ligamentos e os músculos que sustentam o pescoço».

Fonte: TVI24

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) divulgou hoje que num estudo que envolveu mais de 400 crianças nascidas entre 01 de junho de 2011 e 31 de maio de 2012 verificou-se "que cerca de um terço dos bebés muito prematuros avaliados, teve algum problema de saúde que implicou, pelo menos, um internamento hospitalar no primeiro ano de vida", principalmente devido a complicações respiratórias.
Assim, o estudo, no âmbito do projeto europeu EPICE, revelou que os bebés "que apenas estavam a receber leite artificial, à data da alta hospitalar da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, tinham duas vezes mais risco de serem 'reinternados' durante o primeiro ano de vida, quando comparados com os bebés que estavam a receber leite materno".
Os resultados preliminares do estudo sobre bebés prematuros, que tem em Portugal como investigador principal o presidente do ISPUP, Henrique Barros, mostram que, "aos dois anos de idade, 6% das crianças tomam medicação para a asma diariamente e aproximadamente 20% tomam qualquer outro tipo de medicação regularmente".
O documento recorda que, em Portugal, oito em cada cem bebés são prematuros e um em cada cem nasce com menos de 32 semanas de gestação.
O projeto EPICE (Cuidados Intensivos Neonatais Eficazes na Europa, na sigla em inglês) abrange 11 países e é coordenado em Portugal pelo Departamento de Epidemiologia Clínica, Medicina Preditiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em parceria com o ISPUP.
A iniciativa pretende "construir uma base de conhecimento empírico sobre como as provas científicas se traduzem em provisões dos serviços de saúde nas unidades de obstetrícia e neonatais", para além de "identificar catalisadores para a aplicação de práticas assentes em provas" e "desenvolver estratégias para alcançar mudanças nos cuidados de saúde neonatais".

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sociedade Portuguesa de Pneumologia desaconselha uso do cigarro eletrónico

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia defende que o cigarro eletrónico é "um retrocesso" na luta contra o tabagismo, pelo que recomenda que não seja utilizado enquanto os efeitos e a eficácia não forem provados.
"O cigarro eletrónico não deve ser utilizado enquanto não se conhecerem os efeitos que têm na saúde, e não devem ser utilizados na cessação tabágica enquanto não houver ensaios clínicos fiáveis que provem a sua eficácia", afirmou a Coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo, Ana Figueiredo, citada em comunicado da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).
Segundo a Organização Mundial de Saúde, na Europa, o tabaco é responsável direto por cerca de 85% das mortes por cancro do pulmão, 70% das mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) e 15% das mortes por doenças cardiovasculares, pelo que "esta é uma luta que passa também por manter uma posição desfavorável em relação ao uso de cigarro eletrónico".
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia reuniram-se este sábado numa sessão institucional para debater aquela que figura como uma das principais causas da doença respiratória e cardiovascular.
Os dados do Relatório "Prevenção e Controlo do Tabagismo em números -- 2013", do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, revela que mais de 90% dos fumadores portugueses iniciaram o consumo antes dos 25 anos e que existe uma tendência para o aumento do consumo de tabaco entre os jovens escolarizados.
Um cenário que a SPP considera a ter em conta: "Alguns jovens não fumadores podem começar a usar e-cigarros por acreditarem ser menos nocivo do que fumar cigarros. Esta é uma questão que não podemos negligenciar. Não se trata apenas de olharmos para o cigarro eletrónico como um incentivo ao consumo e dependência da nicotina mas também como um retrocesso na longa batalha que ao longo dos anos temos vindo a travar contra o tabagismo", acrescentou Ana Figueiredo.
Segundo o presidente da SPP, Carlos Robalo Cordeiro, "é urgente" que a questão do cigarro eletrónico seja regulamentada". Isto "para que dentro de 20 anos não tenhamos uma nova geração de fumadores, conquistados através dos cerca de 7000 sabores existentes no mercado e das atrativas campanhas publicitárias como as que em tempos conferiram glamour ao cigarro".
"Congresso não fumador, incluindo equipamentos eletrónicos" foi a mensagem que o XXX Congresso de Pneumologia procurou transmitir, à semelhança do que ocorreu no Congresso da European Society Respiratory (ERS), realizado, em setembro, em Munique.
Asma brônquica, DPOC, cancro do pulmão, pneumonias, cuidados respiratórios domiciliários e reabilitação respiratória foram temas debatidos no XXX Congresso de Pneumologia que reuniu mais de 700 profissionais de saúde nacionais e internacionais.

Fonte: DIário de Notícias

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cocaína e heroína alteram química do cérebro como Parkinson

A cocaína e a heroína induzem alterações moleculares nas células neuronais que são semelhantes às que se observam em doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson. A descoberta foi feita pela equipa de Catarina Resende de Oliveira, do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, e vem juntar-se a um corpo crescente de estudos que apontam para que as drogas como a cocaína ou a heroína, mas também a canábis, mais conhecida por marijuana, causam alterações de longo prazo em determinadas células e estruturas no cérebro.
A investigação da equipa de Coimbra foi feita em células de ratinhos, no laboratório, e a fase seguinte, os estudos em animais, ou in vivo, já deveriam estar em marcha, mas a falta de de financiamento inviabilizou a sua continuação. "Concorremos a um projeto nesse sentido, mas não conseguimos verba", explica Catarina Oliveira ao DN. "Vamos esperar pelo próximo concurso [da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, CCT], que ainda não sabemos quando abrirá", diz a investigadora.
A verificação daquelas semelhanças moleculares nos neurónios de ratinhos, tanto pelo efeito daquelas duas drogas, como pelas consequências neurodegenerativas da doença de Parkinson já eram, por seu turno, a sequência de anteriores estudos da equipa portuguesa sobre a ação da cocaína e da heroína nas células cerebrais de ratinhos. Com esses trabalhos anteriores a equipa de Catarina Oliveira tinha demonstrado que aquelas duas drogas induzem a degenerescência dos neurónios e até a morte celular.
Estes estudos integram um corpo crescente de investigações cujos dados mostram com uma nova clareza que o consumo de substâncias psicoativas deixa marcas perenes, talvez definitivas, nas células de algumas estruturas cerebrais.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Robôs podem vir a ajudar a combater o Ébola

Cientistas norte-americanos estão a ponderar utilizar tecnologias robóticas em situações de emergência e desastres, como por exemplo para ajudar a conter a epidemia de Ébola.
Um robô que pode executar algumas das tarefas de um ser humano, como a remoção de resíduos ou o enterro dos corpos, teria potencial para salvar vidas significativas. No entanto, os cientistas dizem que o problema é que a tecnologia ainda é limitada no campo da Medicina. Enquanto os robôs podem desarmar bombas e conduzir carros, ainda estão a dar apenas os primeiros passos para conseguirem atingir níveis humanos de destreza necessários na área da Saúde.
«Tal como aconteceu com o caso em Fukushima, a crise do Ébola em África revelou uma falha significativa entre as capacidades do robô e o que é necessário no domínio de desastres e assistência humanitária», disse Gill A. Pratt, um especialista em robôs, gerente do programa federal Defense Advanced Research Projects Agency. «Temos a obrigação moral de tentar selecionar, adaptar e aplicar a tecnologia disponível onde ela pode ajudar, mas também devemos analisar a dificuldade do problema», acrescentou.
Muitos dos países que foram fortemente atingidos pelo Ébola não estão em condições de implantar o uso de robôs, mas os modelos rudimentares são bastante utilizados em ambientes médicos nos Estados Unidos.
A empresa InTouch Health construiu um robô que percorre corredores do hospital, guiado por um médico através de um controlo remoto, que «vê» através de um dispositivo conectado à Internet. Normalmente é usado para observar pacientes com o auxílio de vídeo de alta qualidade e áudio.
«O telefone tocou continuamente nas últimas semanas», disse Yulun Wang, presidente-executivo da InTouch Health, um fabricante de robôs de telepresença utilizados em hospitais para diagnóstico de AVC e outras tarefas médicas. «Eles adquiriram as nossas soluções com um propósito muito diferente e agora estão a perguntar se são aplicáveis para os cuidados de Ébola», explicou Wang.
Clientes como o Hospital Universitário Robert Wood Johnson e o Hospital Baylor University perguntam se os robôs podem ser usados para ajudar a diagnosticar a infeção Ébola, sem a presença humana, ou para facilitar a visita virtual de familiares aos pacientes em isolamento.
Mas só agora é que começam a aparecer, em laboratórios, robôs que se movem sem orientação humana. Um robô que poderia trabalhar em contato direto com o paciente, substituindo um enfermeiro ou um médico, ainda vai demorar alguns anos.
Os cientistas, com a ajuda do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, estão a planear uma série de reuniões para debaterem a possibilidade. A primeira será realizada dia 7 de novembro.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Como o nariz de um homem paralisado lhe permitiu voltar a andar

Um doente conseguiu recuperar de uma coluna vertebral cortada. Darek Fidyka, um búlgaro de 38 anos, ficou paralizado há quatro anos. Depois de um período de tratamento longo, já consegue conduzir e mesmo caminhar com a ajuda de um andarilho.
A cirurgia que permite a Fidyka andar, cujo método foi publicado na revista Cell Transplantation, é, segundo o dirigente da equipa britânica, Geoff Raisman, "mais impressionante do que o Homem andar na Lua", disse à BBC.
A técnica baseia-se no uso de células olfatórias retiradas no nariz, que são transplantadas, após um período de tratamento no laboratório, para a coluna vertebral, em 100 micro-injeções acima e abaixo do local da quebra. Na falha onde a coluna vertebral tinha sido cortada, os cirurgiões colocaram quatro tiras nervosas.
Uma técnica que já era usada em Portugal desde 2001, por uma equipa do Hospital Egas Moniz, em Lisboa. O método deu origem a dois artigos científicos escritos em 2009 e 2010, publicados no Journal of Spinal Cord Medicine.
Segundo os cientistas, citados pela BBC, as células retiradas dos bulbos olfatórios incentivaram as células da espinal medula a regenerarem-se, e estas usaram as tiras de tecido nervoso como caminhos para crescer e reunir as duas partes da coluna que tinham ficado separadas.
Apenas seis meses depois desta cirurgia experimental, Fidyka já conseguia dar alguns passos ao longo de barras paralelas. Também recuperou alguma sensibilidade na parte de baixo do corpo.
As células olfatórias foram usadas nesta experiência por serem a única parte do sistema nervoso que continua a regenerar-se ao longo da vida adulta, uma capacidade que os cientistas procuraram explorar, levando essas células a incentivar as circundantes a regenerar-se também.
Segundo o que Geoff Raisman explicou ao The Telegraph, as fibras nervosas estão sempre a tentar regenerar-se, mas são impedidas pelo processo de cicatrização e pelos espaços grandes deixados pelas feridas. "Para que as fibras nervosas expressem essa capacidade que sempre tiveram de se reparar a si próprias, primeiro é preciso abrir a cicatriz, e depois é preciso providenciar um canal que as deixe ir onde precisam de ir."
Os cientistas envolvidos não pretendem lucrar com a pesquisa que realizaram. Raisman disse mesmo à BBC: "Seria o meu maior orgulho se eu pudesse dizer que nenhum paciente teve que pagar um cêntimo por nenhuma da informação que encontrámos."
A pesquisa foi apoiada pela Nicholls Spinal Injury Foundation e pela UK Stem Cell Foundation, que juntas contribuíram mais de 3 milhões de libras para as equipas de investigação no Reino Unido e na Polónia.
Em 2005, Susan Fajt, uma norte-americana operada também em Lisboa já mostrava sinais de recuperação da mobilidade. Depois de operada em 2003, começou a fisioterapia e dois anos mais tarde dava já alguns passos com ajuda de um andarilho. Foi descrita, na época, pelo neurocirurgião Hasse Ferreira, membro da equipa, como um dos casos de maior sucesso.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Quer evitar o cancro? Especialistas dizem-lhe como

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulga manual com 12 recomendações que podem ajudar a diminuir para metade o número de novos casos de cancro na Europa.
O novo Código Europeu contra o Cancro resulta de uma investigação liderada por Joachim Schuez, da Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro da OMS, e resume em 12 passos simples as medidas que cada indivíduo pode adotar e integrar no seu comportamento diário, de forma a reduzir o risco de contrair a doença.
Segundo o especialista, levar em conta estas recomendações pode ajudar a reduzir para metade o número de novos casos de cancro na Europa. Atualmente, são dignosticados por ano 2,5 milhões de casos de cancro no continente europeu.
Sendo o tabaco a principal causa de cancro na Europa, as primeiras recomendações relacionam-se precisamente com a necessidade de evitar os cigarros.
Código Europeu contra o Cancro:
1. Não fume nem use qualquer forma de tabaco.
2. Garanta que a sua casa é um ambiente livre de fumo do tabaco. Apoie políticas anti-tabaco no seu local de trabalho.
3. Mantenha um peso saudável.
4. Seja fisicamente ativo. Coloque limites ao tempo que passa sentado.
5. Faça uma alimentação saudável: coma cereais integrais, leguminosas, vegetais e fruta, corte nos alimentos calóricos (ricos em gorduras e açúcar) e bebidas açucaradas, evite carne processada, carnes vermelhas e alimentos com alto teor de sal.
6. Se consome álcool, corte na quantidade. Não beber álcool é aconselhável para prevenir o cancro.
7. Evite o sol, especialmente as crianças. Use proteção solar e não use solários.
8. No seu local de trabalho, proteja-se das substâncias cancerígenas seguindo as instruções de segurança e saúde.
9. Descubra se está exposto a altos níveis de radiação em casa e tome medidas para os reduzir.
10. Amamentar reduz o risco de cancro da mãe. Se puder, amamente o seu filho. Terapias de substituição hormonal aumentam o risco de determinados cancros, evite-as.
11. Garanta que os seus filhos participam em programas de vacinação para a hepatite B, no caso dos recém-nascidos, e para o HPV (para as raparigas).
12. Participe em rastreios do cancro do intestino (homens e mulheres), cancro da mama e cancro do colo do útero.

Fonte: Diário de Notícias