domingo, 28 de agosto de 2011

Estudo avança com explicações sobre a fase tardia dos ataques de asma

Uma nova pesquisa liderada por cientistas do Imperial College de Londres explica porque é que cerca de metade das pessoas com asma experiencia uma "fase final" dos sintomas de várias horas após a exposição aos estímulos que desencadearam o ataque. Os resultados, publicados na revista Thorax, podem ajudar no desenvolvimento de melhores tratamentos para a doença. Estima-se que 300 milhões de pessoas sofrem de asma, e a prevalência está a aumentar. Os sintomas são geralmente desencadeados por estímulos no ambiente, tais como pólen e ácaros. Estes estímulos podem causar a constrição das vias aéreas em poucos minutos, causando dificuldades respiratórias que variam de leve a grave. Muitos doentes também sofrem uma "resposta asmática tardia '3-8 horas após a exposição aos estímulos, causando dificuldades de respiração que podem durar até 24 horas.
Na resposta asmática precoce, há uma resposta dos mastócitos, que libertam sinais químicos que causam o estreitamento das vias aéreas. Em contraste, o mecanismo por trás da fase tardia tem-se mantido pouco caracterizado.
Num trabalho com ratos e murganhos, a equipa do Imperial College já encontrou evidências de que a resposta asmática tardia acontece porque o estímulo estimula também nervos sensoriais nas vias aéreas. Esses nervos activam os reflexos que estimulam outros nervos a libertar o neurotransmissor acetilcolina, que provoca o estreitamento das vias aéreas. Se os resultados se aplicarem aos seres humanos, isso significaria que drogas que bloqueiem a acção da acetilcolina - chamados anticolinérgicos - poderiam ser usadas para tratar pacientes com asma que desenvolvem respostas de fase tardia.
Os esteróides são os principais tratamentos receitados para a asma actualmente, mas não são eficazes para todos os pacientes. Um ensaio clínico recente envolvendo 210 pacientes com asma revelou que a droga anticolinérgica tiotrópio melhorou os sintomas quando adicionado a um inalador de esteróides, mas a razão para isso permaneceu por explicar.
"Muitos asmáticos apresentam sintomas durante a noite após a exposição a estímulos durante o dia, mas até agora não se sabia como é que essa resposta final era provocada", disse a professora Maria Belvisi, do National Heart Lung Institute e do Imperial College London, que liderou a pesquisa. "O nosso estudo em animais sugere que drogas anticolinérgicas podem ajudar a aliviar estes sintomas, e isso é apoiado pelos dados clínicos recentes. Estamos em busca de financiamento para ver se estes resultados são reproduzidos em ensaios clínicos com asmáticos".
Os investigadores levantaram a hipótese de que os nervos sensoriais poderiam estar envolvidos, depois de observar que a anestesia impediu a resposta asmática tardia em murganhos e ratos. Eles tiveram sucesso no bloqueio da resposta asmática tardia usando drogas que bloqueiam os diferentes aspectos da função sensorial das células nervosas, acrescentando mais uma prova para essa ideia.
Depois de estabelecer que os nervos sensoriais detectam o estímulo, os pesquisadores testaram o efeito do tiotrópio, uma droga anticolinérgica que é usado para tratar a doença pulmonar obstrutiva crónica. Esta molécula bloqueia o receptor da acetilcolina, que é libertada pelos nervos no sistema nervoso parassimpático. O tiotrópio também bloqueia a resposta asmática tardia, sugerindo que os nervos parassimpáticos estão envolvidos na contracção das vias aéreas.
O estudo foi financiado pelo Medical Research Council (MRC). O professor Stephen Holgate, responsável pelo financiamento no MRC e um especialista em asma, disse: "O esclarecimento da biologia complexa da asma é de vital importância, pois é uma condição extremamente perigosa, que exerce efeitos nocivos ao longo da vida. O MRC apoia trabalhos de investigação que abram portas para melhorar a resistência a doenças, especialmente em condições que atacam o nosso corpo a longo prazo. Estudos como este estão a fazer progressos muito importantes e, ao mesmo tempo, devemos sempre ser cautelosos ao extrapolar as conclusões obtidas com roedores para seres humanos. No entanto, estes resultados são muito interessantes e potencialmente importantes."

Fonte: E! Science News

sábado, 27 de agosto de 2011

Fezes caninas, inimigo nº1 do ar puro

Se se der um passeio de inverno numa grande cidade dos EUA acaba por se inalar mais do que o fumo dos veículo. Um novo estudo demonstrou pela primeira vez que, durante o inverno, a maioria das bactérias presentes no ar de 3 grandes cidades do Centro-Oeste dos EUA,vêm das fezes de cães.
Noah Fierer da Universidade de Colorado, Boulder, encontrou elevadas quantidadesde bactérias fecais de cão no ar depois de analisar amostras de ar de Inverno de Cleveland, Detroit e Chicago. A sua equipa verificou o DNA das amostras e comparou com bases de dados, que funcionam como que "códigos de barras" de organismos.
Eles descobriram que a maioria das bactérias que encontraram veio de fezes caninas, verificando os perfis bacterianos e comparando-os com amostras de referência de populações tipicamente presentes em solos, folhas e fezes de seres humanos, vacas e cães.
No verão, as proporções de bactérias no ar vêm quase igualmente dos solos, de fezes de cão e das folhas das árvores. Mas vem o inverno, as árvores perdem todas as folhas e os aerossóis do solos são limitados pela neve ou gelo, reduzindo o número absoluto de bactérias no ar em cerca de 50%. Isto significa que as fezes dos cães se tornam a fonte dominante em relação àsrestantes.
Fierer diz que as concentrações relativamente baixas encontradas - 10.000 bactérias por metro cúbico de ar amostrado - não são susceptíveis de causar doenças.

Fonte: New Scientist

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Fóssil revela que Plesiossauros davam à luz a descendência, em vez de porem ovos

O espécime adulto de 15,4 pés de comprimento e com 78 milhões de anos, é uma Polycotylus latippinus, um dos répteis gigantes e carnívoros conhecidos como os plesiossauros, que viveram durante a Era Mesozóica. O esqueleto embrionário encontrado revela muito do corpo em desenvolvimento, incluindo costelas, 20 vértebras, ombros, quadris e outros ossos. A pesquisa, efectuada pelo dr. O'Keefe e pelo dr. Chiappe estabelece que este fóssil duplo é a primeira evidência de que plesiossauros davam à luz filhos vivos, ao invés de incubação dos ovos na terra.
Apesar da viviparidade ter sido documentada em vários outros grupos de répteis aquáticos do Mesozóico, nenhuma prova tinha sido previamente encontrada para a ordem dos plesiossauros. Os drs. O'Keefe e Chiappe também determinaram que os plesiossauros eram os únicos entre os répteis aquáticos, a dar à luz um filho único, grande, e que eles podem ter vivido em grupos sociais e baseados no cuidado parental.
"Os cientistas sabem há muito tempo que os corpos dos plesiossauros não estavam bem adaptados à ida para terra e colocação de ovos num ninho," afirmou o dr. O'Keefe. "Assim, a falta de provas de partos em plesiossauros era intrigante. Este documento fóssil, pela primeira vez, revela essa capacidade e, assim, finalmente resolve este mistério. Além disso, o embrião é muito grande em comparação com a mãe, muito maior do que seria de esperar, em comparação com outros répteis. Muitos dos animais vivos, hoje, que dão origem a filhos grandes e únicos são sociais e têm cuidados maternos. Especulamos que os plesiossauros podem ter exibido comportamentos semelhantes, tornando as suas vidas sociais mais semelhantes aos dos modernos golfinhos do que outros répteis. "
Os plesiossauros não têm parentes vivos conhecidos, mas eram comuns nos oceanos do mundo durante a Era dos Dinossauros. Eles estavam entre os predadores de topo no Western Interior Seaway, a vasta massa de água tropical que dividiu a América do Norte durante o Cretáceo, quando as águas do Oceano Árctico e do Golfo do México inundaram o continente esse encontraram.
O espécime NHM notável foi descoberto em 1987 por Charles Bonner no rancho Bonner no Condado de Logan, Kansas. Praticamente completa, excepto para as peças do pescoço do adulto e do crânio, a "mãe" exemplar e o seu bébé foram alvo de conservação extensa pelo NHM e, então, montada para exibição por Phil Fraley Productions (Patterson, NJ) com a supervisão dos drs. O'Keefe e Chiappe. O espécime está actualmente em exibição no Salão Dinosaur, a nova exposição de 14.000 metros quadrados no NHM com mais de 300 fósseis e 20 montagens completas de dinossauros e criaturas do mar.
"Como muitos outros espécimes em exposição e na nossa colecção, este espécime é extremamente importante entre os fósseis, o que significa que apenas pode ser admirado e estudado aqui em Los Angeles", declarou o dr. Chiappe. "Estamos muito orgulhosos de que na NHM, estes materiais insubstituíveis estejam acessíveis não só aos cientistas, mas a todo o público, dando às pessoas a oportunidade de se integrar na busca do conhecimento com a maravilha de ver os restos desses animais antigos e misteriosos."

Fonte: Science Daily

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Caminhar reduz tempo de internamento de pacientes idosos em unidades hospitalares

Caminhar nos seus quartos ou pelas áreas da enfermaria durante a hospitalização reduz a duração da estadia de pacientes geriátricos nas alas internas. Isso foi mostrado num novo estudo realizado pelo Dr. Efrat Shadmi e Dr. Anna Zisberg do Departamento de Enfermagem da Universidade de Haifa, Israel, e publicado na revista Archives of Internal Medicine.
Os investigadores constataram que todos os pacientes que andavam reduziram o seu tempo de internamento numa média de um dia e meio, em comparação com aqueles que não exerciam esta mobilidade física. O estudo revelou também que aqueles que andaram pela enfermaria no primeiro dia de hospitalização encurtaram as suas estadias mais do que os outros. O resultado da pesquisa encontrado é relevante, independentemente do estado de saúde dos pacientes.
De acordo com os investigadores, pacientes mais velhos podem enganosamente acreditar que quando estão hospitalizados devem permanecer na cama. No entanto, estudos com idosos mostraram que o oposto é verdadeiro. A capacidade de reserva muscular pode diminuir muito rapidamente em pessoas mais velhas. Quando trocam um modo de mobilidade – mesmo que seja mínima – por um estado de imobilidade quase completo, estes pacientes perdem muito rapidamente a sua reserva muscular. Poucos dias de hospitalização são suficientes para acarretar mais dificuldades de funcionamento orgânico e outras complicações.
Este estudo, juntamente com outros novos estudos na área, mostra não apenas que andar vale a pena realmente, mas também indica que a simples intervenção para incentivar caminhadas nas enfermarias geriátricas deveria ser considerada seriamente, para encurtar o período de internamento do paciente idoso. “Dado a utilização da capacidade máxima em muitos hospitais, esta conclusão pode ser de grande utilidade”, argumentam os responsáveis pelo estudo.

Fonte: Ciência Diária

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nojentos e estranhos, mas extremamente importantes

Ao olhar para um peixe-bruxa, provavelmente vai achá-lo nojento. Mas essas criaturas, muitas vezes ignoradas, desempenham um papel essencial no ecossistema do oceano, e você pode querer saber mais sobre elas antes de serem extintas.
Na semana passada, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) anunciou os resultados de um estudo acerca das 76 espécies conhecidas de peixes-bruxa, e as notícias não foram boas. De acordo com a pesquisa, realizada em associação com a Conservation International (CI), uma espécie de peixe-bruxa está criticamente ameaçada, duas estão ameaçadas, seis estão vulneráveis à extinção e duas estão quase ameaçadas. Outras 30 serão listadas na Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, como “dados insuficientes”, ou seja, não há informações suficientes para avaliar sua viabilidade em estado selvagem.
Os peixes-bruxa ajudam a manter saudável o ecossistema oceânico e auxiliam também no processo de manter abundantes várias espécies de peixes exploradas comercialmente. “Ao consumir os animais mortos que caíram no fundo do oceano, esses peixes limpam o chão e criam um ambiente rico para outras espécies, incluindo peixes comerciais, como o bacalhau”, explica o principal autor do estudo, Landon Knapp. “A presença de peixes-bruxa em áreas de intensa pesca é extremamente importante.”
Além de seu papel no oceano, também são capturados para uso como alimento ou na fabricação do couro.
“Os peixes-bruxa são um grande exemplo de uma dessas espécies ‘não-tão-bonitas’ que desempenham um papel vital na saúde do ecossistema”, conta Cristiane Elfes, oficial de programa da Unidade de Avaliação da Biodiversidade da CI-IUCN. “Este estudo destaca o impacto que temos sobre esses animais e a importância de protegê-los para manter a estabilidade dos ecossistemas do oceano.
Essas enguias antigas excretam um muco viscoso como mecanismo de defesa, tornando sua captura muito difícil para os predadores. Têm três corações acessórios, não têm vértebras nem olhos reais, e nascem como hermafroditas. Eles são um elo com um mundo mais antigo, e seria melhor não nos esquecermos deles.

Fonte: Scientific American