quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os bebés manifestam fortes sentimentos de justiça e altruísmo

Nós somos lapidados pelas experiências ao longo da vida. Contudo, alguns valores são adotados em tenra idade. Um estudo realizado pela Universidade de Washington, nos EUA, mostra que bebés com menos de 15 meses têm um sentido básico de justiça e altruísmo, percebendo as diferenças entre a distribuição igual e desigual de comida, por exemplo. A compreensão de quantidades equivalentes de alimento, por sua vez, estaria relacionada com a disposição em dividir um brinquedo.
“As nossas descobertas mostram que essas normas de justiça e altruísmo são mais rapidamente adquiridas do que pensávamos”, diz Jessica Sommerville, professora de psicologia e responsável pelo estudo. “Esses resultados também mostram uma ligação entre justiça e altruísmo em crianças, já que os bebés que eram mais sensíveis à distribuição igual de alimentos também tendiam mais a dividir os seus brinquedos favoritos”.
Estudos anteriores revelavam que crianças de dois anos de idade podem ajudar outros – uma prova de altruísmo – e que a partir dos seis ou sete começam a demonstrar noções de justiça. Entretanto, os pesquisadores de Washington suspeitavam que isso poderia ocorrer mais cedo. Para testar a hipótese, a equipa realizou experiências em que um bebé de 15 meses se sentava no colo dos seus pais para assistir a vídeos de pessoas dividindo comida de forma igualitária ou não. Depois, os pesquisadores avaliaram 47 bebés individualmente em relação à forma como eles olhavam a distribuição de comida.
“As crianças esperavam uma distribuição equitativa e justa dos alimentos, e ficaram surpresas ao ver determinada pessoa com mais biscoitos ou leite do que outra”, explica Jessica.
Para ver se o sentido de justiça estava associado à própria vontade de partilhar, os pesquisadores realizaram uma segunda tarefa: o bebé poderia escolher entre dois brinquedos – um bloco de Lego simples ou um boneco mais elaborado de Lego. Então os pesquisadores perguntavam se podiam brincar com os seus brinquedos favoritos. Um terço das crianças compartilhou os preferidos, um terço compartilhou os brinquedos menos preferidos e um terço não dividiu nenhum brinquedo.
Ao comparar os resultados de partilha dos brinquedos com os resultados da tarefa de distribuição dos alimentos, os pesquisadores descobriram que 92% dos bebés que partilharam o seu objeto preferido passaram mais tempo a olhar para a distribuição desigual de comida. Em contraste, 86% dos bebés que partilharam os seus brinquedos menos preferidos ficaram mais surpresos quando houve divisão justa de alimentos.
Fonte: Ciência Diária

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O lado escuro da Via Láctea

por Leo Blitz

Embora os astrónomos só viessem a perceber lentamente a importância da matéria escura no Universo, para mim, isso aconteceu em um instante. No meu primeiro projeto de pós-doutoramento na University of California em Berkeley, em 1978, medi as velocidades rotacionais das nuvens moleculares gigantes de formação estelar na parte exterior do disco da Via Láctea. Desenvolvi o que era, então, o método mais acurado para determinar aquelas velocidades e sentei-me para analisar os resultados no departamento de astronomia. Dois outros peritos na Via Láctea, Frank Shu e Ivan King, apareceram por acaso. Observaram enquanto eu preenchia as velocidades das nuvens exteriores, e o padrão que vimos deixou claro que a Via Láctea era abundante em matéria escura, especialmente na sua parte mais externa. Sentamo-nos e coçámos a cabeça, imaginando qual poderia ser a natureza da matéria escura, e as ideias que nos ocorreram rapidamente se mostraram erradas.
Esse estudo foi um entre muitos dos anos 70 e 80 que forçaram os astrónomos a concluir que a matéria escura – uma substância misteriosa que não absorve nem emite luz e que se revelava pela sua influência gravitacional – não só existe, mas também é o material dominante na constituição do Universo. Medidas feitas com o satélite WMAP confirmam que a matéria escura dá conta de cinco vezes mais massa que a matéria comum (protões, neutrões, eletrões e assim por diante). O que essa coisa realmente é permanece tão esquiva como sempre foi. É uma medida da nossa ignorância que a hipótese mais conservadora proponha que a matéria escura consista em uma partícula exótica, não detectada até agora nos aceleradores de partículas, predita por teorias sobre a matéria ainda não verificadas. A hipótese mais radical é que a lei gravitacional de Newton, e a relatividade geral de Einstein, estejam erradas ou, no mínimo, exijam modificações desagradáveis.
Qualquer que seja a sua natureza, a matéria escura já está a fornecer pistas para resolver alguns quebra-cabeças relativos a como a Via Láctea apresenta algumas das suas características. Os astrónomos sabem há mais de 50 anos, por exemplo, que as partes exteriores da Galáxia são deformadas como um disco de vinil deixado sobre um aquecedor. Eles não puderam criar um modelo viável da deformação – até que considerassem os efeitos da matéria escura. De modo semelhante, as simulações computacionais da formação galáctica, baseadas nas propriedades da matéria escura, prediziam que a nossa galáxia deveria estar envolta por centenas ou mesmo milhares de pequenas galáxias satélites. Mesmo assim, os observadores viam não mais do que duas dúzias. A discrepância levou a uma interrogação sobre se a matéria escura tinha as propriedades que se imaginava. Mas, nos últimos anos, vários grupos de astrónomos descobriram um tesouro escondido de galáxias-satélites anãs, reduzindo a disparidade. Essas galáxias recém-localizadas não só estão a auxiliar a solucionar mistérios sobre a estrutura galáctica, há muito pendentes, como também podem estar a ensinar algo sobre o inventário cósmico total da matéria.
Um primeiro passo para a compreensão do que a matéria escura nos diz sobre a Via Láctea é fornecer um quadro geral de como a galáxia é organizada. A matéria comum – estrelas e gás – reside em quatro estruturas maiores: um disco fino (que inclui o padrão espiral e a localização do sol), um núcleo denso (que também abriga um buraco negro supermassivo), um bojo alongado conhecido como a barra e um “halo” esferoidal que contém estrelas velhas e aglomerados e que envolve o resto da galáxia. A matéria escura tem um arranjo muito diferente. Embora não possamos vê-la, inferimos onde está a partir das velocidades de rotação das estrelas e do gás. Os seus efeitos gravitacionais sobre a matéria visível sugerem que está distribuída mais ou menos esfericamente e se estende muito além do halo estelar, com uma densidade mais alta no centro que vai diminuindo na proporção do quadrado da distância ao centro. Essa distribuição seria o resultado natural do que os astrónomos chamam de aglomeração hierárquica: a proposição de que, no universo inicial, galáxias menores se juntavam para formar maiores, incluindo a Via Láctea.
Durante anos a fios os astrónomos não puderam obter mais do que este quadro básico da matéria escura como uma esfera gigante e indiferenciada de material não identificado. Nos últimos anos, porém, conseguimos recolher mais detalhes, e a matéria escura revelou-se ainda mais interessante do que suspeitávamos. Várias linhas de evidência sugerem que esse material não é homogeneamente distribuído; mas exibe “encaroçamentos” em larga escala.
Essa disparidade explicaria a existência e o tamanho da deformação galáctica. Quando os astrónomos dizem que a galáxia é deformada, estamos a referir-nos a uma distorção específica na periferia do disco. A distâncias superiores a cerca de 50 mil anos-luz do centro, o disco consiste quase que inteiramente em gás de hidrogénio atómico, com apenas umas poucas estrelas. Mapeado por radiotelescópios, o gás não se assenta no plano da Galáxia; quanto mais se afasta, mais ele se desvia. Até uma distância de aproximadamente 75.000 anos-luz, o disco curvou-se cerca de 7.500 anos-luz para fora do plano.

Fonte: Scientific American

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vacina contra o papilomavírus (HPV) recomendada também para os rapazes

Uma vacina que previne o cancro cervical também deve ser administrada a rapazes na pré-adolescência, segundo recomendação de um painel federal. A recomendação tem em consideração uma série de estudos que mostram que rapazes e homens beneficiariam com a imunização, que protege contra vários tipos de cancro causado pelo papilomavírus humano, ou HPV.
Ao recomendar a vacina para rapazes a partir de 11 ou 12 anos de idade, o Comité Consultivo em Práticas de Imunização - cujas recomendações servem como referência para os médicos – coloca os rapazes quase nas mesmas condições que as meninas, que já são aconselhadas a tomar a vacina. O HPV pode causar verrugas genitais e cancro de vagina, pénis, vulva, garganta e ânus.
De forma a defender um papel mais amplo para a vacina, os cientistas afirmaram na revista New England Journal of Medicine que no caso de homens que têm sexo com homens a vacina limita a formação de lesões pré-cancerosas anais, uma espécie de crescimento de células que pode levar ao cancro anal neste grupo de alto risco.
O HPV raramente causa sintomas, mas é a infecção sexualmente transmissível mais comum nos Estados Unidos, com mais de 6 milhões de novas infecções a cada ano. Algumas das evidências mais fortes que suportam as orientações de expansão da vacina para homens advém de estudos de cancro da garganta e amígdalas. Cerca de 80 por cento desses cancros são devidos a uma infecção por HPV, diz Robert Haddad, oncologista do Dana-Farber Cancer Institute em Boston.
"Eu espero ver uma maior utilização desta vacina agora", diz Haddad. O cancro da garganta ligado a infecções por HPV contraídas por sexo oral "atingiram níveis epidémicos e a incidência está a aumentar", diz ele.
Embora menos comum, o cancro anal também está a aumentar a uma taxa de 2 por cento ao ano, de acordo com a Food and Drug Administration.
No novo estudo, os pesquisadores testaram a vacina anti-HPV Gardasil em 602 homens saudáveis (16-26 anos) que têm sexo com homens, de sete países diferentes. Gardasil desencadeia uma resposta imunitária contra dois tipos de HPV causadores de cancro – tipos 16 e 18 – e protege contra outros dois tipos que causam verrugas genitais.
Os cientistas designaram aleatoriamente os voluntários para receberem o tratamento standard de três doses de Gardasil ou placebo. Durante os três anos seguintes, o check-up para lesões pré-cancerosas anais causadas pelos tipos de HPV cobertos pela vacina revelou que cerca de metade dos homens vacinados, assim como nos que receberam placebos apresentaram tais lesões.
Alguns dos voluntários tiveram uma infecção por HPV antes de entrar no estudo. Quando esses voluntários foram excluídos da análise, dos homens restantes que receberam a vacina apenas cerca de um quarto apresentava lesões causadas por HPV dos tipos cobertos pela vacina.
A vacina não parece funcionar contra um tipo de HPV que já tenha infectado um indivíduo, diz o co-autor do estudo Joel Palefsky, um médico de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, em San Francisco. Assim, as conclusões extraídas dos homens não expostos no novo estudo fornecem "o tipo de dados que se iria obter se as pessoas fossem vacinadas aos 11-12 anos", diz ele. Quando ficou claro que a vacina foi benéfica, o estudo foi interrompido e a vacina foi oferecida aos voluntários.
Os HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70 por cento dos cancros do colo do útero e 90 por cento dos casos de cancro anal. O HPV 16 é responsável pela maioria dos câncros de garganta. Expandindo a recomendação da vacina para os rapazes "é um grande passo em frente na saúde pública", diz Palefsky.

Fonte: Science News

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Gritos de coalas relacionam-se com o seu tamanho

Durante a época de acasalamento, berros de coalas podem revelar o seu tamanho corporal, segundo um novo estudo realizado por cientistas austríacos e australianos.
Surpreendentemente, os coalas machos gritam durante o período de acasalamento, entre Novembro e Dezembro.
Esta nova pesquisa, publicada no The Journal of Experimental Biology, descobriu que os gritos parecem conter informações sobre o seu tamanho, e podem ser usados para intimidar rivais ou atrair parceiros.
"Nós mostramos, pela primeira vez, que há variações que se correlacionam com o tamanho do corpo dos machos," diz o co-autor do estudo, o Dr. Bill Ellis, que faz parte do Grupo de Ecologia Koala da Universidade de Queensland.
"Para os nossos ouvidos, nós não podemos realmente ouvir muita diferença entre um coala grande e um não tão grande, mas parece que os coalas o podem dizer", diz ele.
Para ver se o grito muda com o tamanho do corpo, os cientistas analisaram coalas no Lone Pine Koala Sanctuary, em Queensland, e em seguida mediram as suas cabeças. O tamanho da cabeça correlacionou-se diretamente com o comprimento do corpo em coalas, e é um parâmetro mais fácil de observar.
A análise das gravações mostrou que a diferença estava na ressonância do trato vocal, ou formante.
"Os formantes são uma frequência de ressonância do trato vocal," diz o co-autor, o Dr. Ben Charlton, um biólogo da Universidade de Viena.
"O trato vocal tem ar nele, e vibra em determinadas frequências preferenciais", diz ele. "A percepção do formante é fundamental para a percepção da vogal [em humanos]"
Em coalas, é o espaçamento dos formantes que muda com o tamanho do corpo, sendo que quanto maior o coalas, menor o espaçamento do formante, explica Charlton.
Segundo o estudo, o espaçamento do formante é uma indicação honesta do tamanho do corpo, pois ambos estão intrinsecamente ligados ao comprimento do trato vocal, que está relacionado com o tórax e o esterno.
Som exagerado
Apesar de os coalas serem honestos sobre o seu tamanho, o seu trato vocal é altamente exagerado, quando comparado com o de outras espécies, diz Ellis.
"Se apenas se olhar para as ressonâncias do trato vocal, seria de esperar que viessem de um animal muito maior", diz ele.
O som do coala soa como se seu trato vocal tivesse cerca de 50 centímetros de comprimento, quase o comprimento do seu corpo inteiro.
A sua laringe, ou caixa de voz, encontra-se numa localização muito profunda na garganta, e eles podem puxá-la ainda mais para baixo usando um músculo grande embutido na cavidade torácica, de acordo com o estudo.
Ellis já está a pensar no próximo estudo…
"Estamos realmente ansiosos para levá-lo para a próxima etapa agora", diz ele. "Se pudermos manipular esses sons para fazer um grande som do sexo masculino como um elemento menor do mesmo sexo, e, em seguida, observarmos o movimento das fêmeas, então nós podemos realmente começar a entender a língua deles."

Fonte: ABC Science

domingo, 30 de outubro de 2011

Humanos e tubarões partilham características do sistema imunitário

Um elemento central do sistema imunitário tem permanecido constante através de mais de 400 milhões de anos de evolução, de acordo com nova pesquisa do National Jewish Health. Na revista Immunity, os pesquisadores relatam que os receptores de células T de ratos continuam a funcionar mesmo quando são substituídos por pedaços de receptores de sapo, tubarão ou truta. A função dos receptores quiméricos depende de alguns aminoácidos essenciais, encontrados também em humanos, que ajudam a ligação do receptor de células T às moléculas MHC de apresentadoras de antigénios. "Estas descobertas comprovam a hipótese proposta pela primeira vez há 40 anos atrás", disse o autor sénior Laurent Gapin, PhD, professor associado de imunologia no Departmento Integrado de Imunologia do National Jewish Health e Universidade de Colorado Denver. "Apesar de mamíferos, anfíbios e peixes cartilagíneos compartilharam um ancestral comum com mais de 400 milhões de anos atrás, eles continuam a partilhar um elemento dos seus receptores de células T, indicando que a interacção célula T-MHC surgiu no início da evolução do sistema imunitário, e é fundamental para a sua função. "
A célula T serve como sentinela, gerente e executadora da resposta imune adaptativa. O seu funcionamento baseia-se no seu receptor, o receptor de células T, para reconhecer o material estranho e identificar o alvo do ataque do sistema imunitário. Quando o receptor se liga a pequenos fragmentos de organismos estranhos, chamadas antigénios, a célula T é ativada, prolifera e inicia um ataque contra qualquer molécula ou organismo que contém esse antigénio.
No entanto, as células T não conseguem reconhecer antigénios livres. Eles reconhecem antigénios apenas quando estes são mantidos por moléculas de MHC na superfície de outras células, tal como um pão de cachorro quente (molécula de MHC) possui uma salsicha no seu interior (antigénio). Essa interação entre a célula T e as moléculas MHC é crucial para a defesa imunitária e transplantes de órgãos. A compatibilidade de órgãos transplantados é determinada pela semelhança de moléculas MHC de diferentes pessoas. No entanto, esta interação é ainda pouco compreendida pelos cientistas.
Em 1971, um futuro vencedor do Prémio Nobel Niels K. Jerne propôs que a evolução pode ter selecionado os genes que reconhecem especificamente as moléculas de MHC. Evidências descobertas posteriormente sugeriram que a afinidade das células T para as moléculas MHC pode ser o produto do desenvolvimento das próprias células T que ocorre no timo. A pergunta ficou sem resposta há 40 anos.
O receptor de células T é constituído por vários péptidos de entre dezenas que estão disponíveis, além de algumas sequências aleatórias de aminoácidos. Esta combinação é que permite que o sistema imunitário possa gerar uma variedade quase infinita de receptores capazes de reconhecer quase qualquer potencial invasor. O receptor tem seis loops que são os principais pontos de ligação para o complexo antigénio-MHC. Um desses loops, conhecido como CDR2, liga-se frequentemente à molécula de MHC.
Na busca de possíveis semelhanças nos receptores de células T de diferentes animais, os pesquisadores compararam as sequências de aminoácidos de um segmento do receptor que contém o loop CDR2. Embora os segmentos continham menos de 30 por cento de homologia em relação às sequências de aminoácidos, dois aminoácidos específicos permanecem inalterados em humanos, rato, rã, trutas e tubarão. Estes aparentam ser aminoácidos especificamente envolvidos na ligação à molécula de MHC.
"A herança evolutiva deste padrão vai de tubarões a seres humanos, que compartilharam um ancestral comum com 450 milhões de anos", disse o co-autor Marrack Philippa, PhD.
Os pesquisadores inseriram segmentos contendo o loop CDR2 de sapo, truta e tubarão em receptores de células T de rato. Estes receptores quiméricos reconheceram antigénios ligados a uma molécula de MHC do rato.
Uma vez que seções de sapo, truta e tubarão funcionaram perfeitamente bem em receptores de células T de rato, as experiências sugerem que a capacidade da célula T para detetar um antigénio somente quando ligado a uma molécula de MHC surgiu pela primeira vez mais de 400 milhões de anos atrás , quando os quatro animais compartilhavam um ancestral comum.

Fonte: E! Science News