domingo, 15 de janeiro de 2012

Destroços de sonda russa cairam no Pacífico

Fragmentos da sonda espacial russa Fobos-Grunt caíram esta tarde nas águas do Oceano Pacífico, anunciou o comando das Tropas Espaciais da Rússia.
Lançada do cosmódromo Baikonur na madrugada de 09 de novembro de 2011, com destino a Fobos, uma das luas de Marte, a sonda não conseguiu sair da órbita terrestre.
A Roscosmos estimou que na superfície terrestre vão cair entre 20 a 30 fragmentos, cujo peso total não será superior a 200 quilogramas. Os componentes do combustível vão queimar-se nas camadas densas da atmosfera, a cerca de cem quilómetros de altitude.

Fonte: Diário de Notícias

Dieta pode impedir o cérebro de encolher

Pessoas com dietas ricas em várias vitaminas ou em ácidos gordos ómega 3 são menos propensas a apresentar o encolhimento do cérebro associado à doença de Alzheimer do que as pessoas cujas dietas não são ricas nesses nutrientes, de acordo com um novo estudo publicado na revista Neurology ®, o jornal médico da American Academy of Neurology. Aqueles com dietas ricas em ácidos gordos ómega 3 e vitaminas C, D, E e do complexo B também tiveram pontuações mais altas em testes de raciocínio mental do que pessoas com dietas pobres nesses nutrientes. Estes ácidos gordos ómega 3 e a vitamina D são encontrados principalmente em peixes. As vitaminas B e os antioxidantes C e E são encontrados principalmente em frutas e legumes.
O estudo mostrou também que pessoas com dietas ricas em gorduras trans eram mais propensas a sofrer o encolhimento do cérebro e tinham menor pontuação nos testes de raciocínio e memória do que pessoas com dietas pobres em gorduras trans. As gorduras trans são encontradas principalmente em comida embalada, fast food, fritos, congelados, assados e outras gorduras animais.
O estudo envolveu 104 pessoas com uma idade média de 87 anos e poucos fatores de risco para problemas de memória e pensamento. Exames ao sangue foram usados para determinar os níveis de vários nutrientes presentes em cada participante. Todos os participantes foram também submetidos a testes de memória e habilidades de pensamento. Um total de 42 dos participantes foi igualmente avaliado através de ressonância magnética para medir o seu volume cerebral.
No geral, os participantes apresentavam um bom estado nutricional, mas sete por cento eram apresentavam carência de vitamina B12 e 25 por cento de vitamina D.
O autor do estudo, Gene Bowman, da Oregon Health & Science University, em Portland e membro da Academia Americana de Neurologia, disse que os nutrientes usados como biomarcadores no sangue eram responsáveis por uma quantidade significativa da variação do volume do cérebro e dos resultados nos testes de memória e pensamento. Para os testes de pensamento e memória, os biomarcadores eram responsáveis por 17 por cento da variação observada. Outros fatores como idade, número de anos de educação e pressão arterial elevada representaram 46 por cento dessa variação. Para o volume do cérebro, os biomarcadores foram responsáveis por 37 por cento da variação.
"Estes resultados precisam de ser confirmados, mas, obviamente, é muito emocionante pensar que as pessoas poderiam impedir o encolhimento dos seus cérebros e mantê-los lúcidos durante mais tempo, simplesmente ajustando a sua dieta", disse Bowman.
O estudo foi o primeiro a usar biomarcadores de nutrientes no sangue para analisar o efeito da dieta sobre a memória e habilidades de pensamento e de volume do cérebro. Estudos anteriores analisaram apenas um ou alguns nutrientes num determinado momento, ou usaram questionários para avaliar a dieta das pessoas. Mas os questionários dependem da memória das pessoas em relação à sua dieta, e eles também não têm em consideração o quanto os nutrientes são absorvidos pelo organismo, que pode ser um problema em idosos.

Fonte: E! Science News

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ferramenta matemática fundamental vê primeiro avanço em 24 anos

Uma das ferramentas mais fundamentais da matemática fora da aritmética diária viu a sua primeira melhoria em 24 anos.
Embora o novo método de multiplicação de matrizes, uma ferramenta essencial para a resolução de problemas em física, economia e na maior parte das áreas da ciência, não seja prático para o uso nos computadores atuais, é um salto teórico surpreendente que poderá um dia ter múltiplas aplicações. E está a criar uma agitação significativa na blogosfera matemática.
"Tudo isto é extremamente excitante, e é um dos melhores resultados obtidos na teoria nos últimos anos", escreveu Richard Lipton, um cientista de computação no Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, no seu blog.
"Na verdade, eu sabia há um mês que isto ia acontecer – foi muito difícil manter o segredo", escreveu Scott Aaronson, outro cientista de computação e bloguer, do Massachusetts Institute of Technology.

Reduzindo o valor de ómega
A matriz é um conjunto de números, e a multiplicação de matrizes é uma maneira de combinar duas matrizes para produzir uma terceira. A maneira mais simples de se multiplicar duas matrizes n × n - aquelas com n linhas e n colunas - requer mais ou menos n^3 passos, mas em 1969, Volker Strassen descobriu um algoritmo que fez isso em n^2.807 passos.
A multiplicação de matrizes é geralmente realizada utilizando o método simples n^3 ou usando o algoritmo de Strassen, que é mais complexo mas também mais eficiente para grandes matrizes, mas os teóricos têm tentado muitas outras maneiras de reduzir o número de passos, através da redução do valor do expoente, conhecida como ómega.
Em 1987, esta busca culminou com o mais rápido algoritmo conhecido há 24 anos. Foi desenvolvido por Don Coppersmith e Winograd Shmuel e colocou o valor de ómega em 2,376.

Solução enterrada
Agora, Virginia Vassilevska-Williams, que divide o seu tempo entre a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e a Universidade de Stanford, mostrou que este pressuposto estava errado - ajustando o algoritmo para produzir um ómega de 2,373.
A ideia por trás da melhoria estava presente no método original de Coppersmith Winograd, que envolve essencialmente a aplicação de um algoritmo de partida duas vezes seguidas. O problema era que a aplicação do algoritmo de uma terceira vez aparentemente não produziu melhorias. "Isso levou a acreditar que níveis mais elevados de recursão não produziriam melhorias", diz Vassilevska-Williams, por isso eles desistiram. Cada aplicação do algoritmo envolveu a resolução de um número crescente de equações difíceis, e sem retorno no final não parecia valer a pena o trabalho duro.
Então, em 2010, Andrew Stothers da Universidade de Edinburgh, Reino Unido, aplicou o algoritmo quatro vezes como parte de sua tese de doutoramento, mas o resultado ficou “enterrado na tese”, o que fez com que passasse despercebido pela maioria comunidade matemática. Ele então deixou a sua pesquisa para trabalhar na indústria de serviços financeiros. "Não foi intencional o facto de eu não a ter divulgado", diz ele.

Caixa de ferramentas matemáticas
Quando Vassilevska-Williams, que estava a trabalhar de forma independente, deparou com a tese de Stothers, percebeu que poderia usar parte do seu trabalho. Ela aplicou o algoritmo de partida oito vezes para descobrir o valor ómega final de 2,373.
Vale a pena ficar animado sobre uma melhoria tão pequena? "Sim, porque tem resistido por tanto tempo e muitas pessoas já trabalharam nele", diz William Gasarch, um cientista de computação da Universidade de Maryland em College Park. "Muitas vezes os teóricos trabalham em problemas que as pessoas realmente não se preocupam. Este não é o caso aqui."
Embora os computadores de hoje não possam tirar proveito deste avanço específico, Vassilevska-Williams também criou uma estrutura matemática que poderia permitir mais avanços teóricos que podem ser úteis para a computação. "Você pode pensar nisso como uma nova ferramenta para ser adicionada à caixa de ferramentas", diz ela.

Fonte: New Scientist

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nova Teoria sobre onde os peixes se tornaram criaturas com 4 membros

O cientista Gregory J. Retallack, professor da Universidade de Oregon, diz que as suas descobertas em diversos locais, em Maryland, Nova York e Pensilvânia sugerem que "um ancestral hipotético da nossa espécie provavelmente não poderia ter sobrevivido a todas as adversidades que encontrou enquanto caminhava para outra lagoa que estava a desaparecer. "
Este cenário vem do Devoniano tardio, há cerca de 360-390 milhões de anos atrás. O paleontólogo Alfred Romer, que morreu em 1973 depois de trabalhar na Universidade de Chicago e na Universidade de Harvard, via este período como um período de luta e fuga - e importante para a transição para peixe tetrápode - para garantir a sobrevivência.
No estudo, publicado na revista Journal of Geology, Retallack, que também é co-diretor de colecções paleontológicas no Museu de História Natural e Cultural da UO, argumenta em favor de uma explicação muito diferente. Ele examinou vários solos enterrados em rochas que apresentavam pegadas e os ossos dos primeiros fósseis de transição entre os peixes e os anfíbios do Devónico e Carbonífero. O que ele encontrou levanta um grande desafio para a teoria de Romer.
"Esses fósseis de transição não foram associados à seca de lagoas ou desertos, mas consistentemente foram encontrados em solos húmidos de floresta", disse ele. "Restos de seca de lagos e solos desérticos também são conhecidos e estão cheios de peixes fósseis, mas nenhum dos nossos antepassados distantes. A avaliar o local onde os seus fósseis foram encontrados, as formas de transição entre peixes e anfíbios viveram nas planícies aluviais arborizadas. Os nossos antepassados não eram tão temerários, mas sim oportunistas, aproveitando várzeas e lagos com raízes e troncos, pela primeira vez na história geológica. "
Os membros acabaram por ser úteis para lidar com tais obstáculos de madeira, e os pescoços flexíveis permitiram uma alimentação mais eficiente em águas rasas, afirmou Retallack. De acordo com esta nova hipótese, os membros e o pescoço, que distinguem as salamandras dos peixes, não surgiram da aventura irresponsável em desertos, mas sim foram alimentadas por um habitat recém-evoluída de planícies arborizadas húmidas.
Os resultados, disse ele, revoluciona a hipótese do deserto de Romer e uma nova teoria inter-tidal apresentada por Grzegorz Niedbwiedzki e colegas da Universidade de Varsóvia. Em 2010, eles publicaram a descoberta de tetrápodes com oito metros de comprimento e com 395 milhões de anos de idade, em lama lagunar antiga no sudeste da Polónia, onde Retallack também tem estudado solos fósseis com o colega polaco Marek Narkeiwicz.
"Solos e sedimentos antigos em locais com fósseis de transição ao redor do mundo são fundamentais para a compreensão de quando e em que condições os primeiros peixes andaram", disse Retallack.

Fonte: Science Daily

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Homem quase morre atingido por um fragmento de satélite

Andrei Krivorukov recebeu um ótimo presente de Natal: a própria vida. Ele salvou-se após uma bola de titânio de um satélite de comunicações russo atingir a sua casa, passando a poucos centímetros dele.
O satélite era um Meridiano, usado para comunicação civil e militar. Ele foi destruído quando o foguetão Soyuz-2 explodiu no ar, poucos minutos após ter sido lançado de uma estação de lançamento russa, a 800 quilómetros de Moscovo. A catástrofe lançou vários pedaços do objeto pela região da Sibéria. Um deles foi a bola de 6 kg que acertou no teto de Krivorukov, caindo no local onde ele estava poucos minutos antes. Esse foi o momento em que ele foi para o seu jardim buscar lenha.
Ele também conseguiu outro presente: a prefeitura local afirmou que vai pagar os reparos necessários. Acho que ainda estar vivo já seria motivo de felicidade suficiente para o homem. O acidente é estranho não só porque parece um milagre natalício: o Soyuz tem um passado excelente. É um foguete com várias missões de sucesso, desde a década de 60, quando foi criado. O seu primeiro voo foi em 1966. Até hoje, ele só passou por uma falha (e outra parcial), por isso era meio difícil imaginar que um artefacto desses poderia cair na sua casa.

Fonte: HypeScience