quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mães que amamentam durante pelo menos seis meses têm menor pressão sanguínea

Mães que amamentam os seus bebés por pelo menos seis meses diminuem o risco de desenvolver pressão sanguínea elevada no futuro. Os pesquisadores descobriram que aquelas que amamentaram por menos de três meses tinham quase um quarto a mais de probabilidade de desenvolver o problema de saúde referido.
O estudo americano, com quase 56 mil mulheres com pelo menos uma criança, concluiu que as mães que amamentaram pelo menos 6 meses tinham menos probabilidades de desenvolver problemas de pressão num período de 14 anos. A pesquisa também estimou que até 12% dos casos de pressão alta entre as mulheres com filhos podem estar relacionados com a amamentação abaixo do indicado.
Mesmo que os resultados não provem que a amamentação ajude a ter uma pressão sanguínea melhor, os pesquisadores afirmam que eles adicionam evidência de que a prática é boa para as mães e os bebés. “Mulheres que nunca amamentaram têm mais chance de desenvolver hipertensão do que as que amamentaram exclusivamente os seus filhos por seis meses ou mais”, afirma Alison Stuebe, líder do estudo.
As atuais recomendações do Departamento de Saúde americano pedem a todas as mulheres que amamentem os seus filhos pelo menos nos primeiros seis meses, se puderem. Stuebe afirma que a ideia não é fazer as mães tentarem amamentar com mais afinco, mas tornar a prática mais fácil.
Estudos anteriores demonstraram que mulheres que amamentaram têm menor risco de diabetes, colesterol alto e doenças cardíacas no futuro.
Entre as participantes do estudo, cerca de 8.900 foram diagnosticadas com pressão alta num período posterior de 20 anos. Mulheres que nunca amamentaram ou o fizeram por três meses ou menos tinham quase um quarto a mais de probailidade de desenvolver o problema do que as que amamentaram por pelo menos um ano. Fatores como alimentação, exercício e fumo foram levados em conta.
Mas Stuebe adverte que nenhum dos resultados prova que a amamentação, por si só, dá proteção de longo prazo à pressão alta. É possível que outros fatores modifiquem os hábitos de amamentação e os níveis de pressão, como o stress do ambiente. Porém, o estudo aponta benefícios diretos da amamentação pelo peito. Estudos anteriores já provaram que a prática ajuda os bebés contra doenças comuns, como diarreia e otites.

Fonte: HypeScience

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Investigadores portugueses estudam doença que afecta abelhas

O projecto é promovido pela Federação Nacional dos Apicultores de Portugal e está a ser executado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Universidade de Évora (UÉvora) e o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV).
“Em Portugal, ainda não temos dados sobre esta problemática. Contudo, este projecto visa identificar esta espécie e saber qual é a sua distribuição”, afirmou à Agência Lusa Paulo Russo Almeida, investigador da UTAD.
A síndrome do colapso das colónias foi detectada nos EUA por volta de 2006, reflectindo-se numa redução drástica e inexplicável dos efectivos de abelhas naquele país e em consequências drásticas a nível económico. As abelhas são os principais agentes polinizadores, estimando-se que cerca de um terço das culturas agrícolas dependam da polinização destes insectos. O alerta foi lançado e foram sendo desenvolvidas várias investigações com o objectivo de identificar a causa deste fenómeno.
No mesmo ano, investigadores espanhóis identificaram pela primeira vez o agente Nosemae ceranae na Europa e, desde então, o trabalho desenvolvido por essa equipa tem sido no sentido de demonstrar se há uma relação de causa entre este novo agente e a síndrome.
A doença é causada pelo desenvolvimento de um ou de dois microsporídios – Nosema apis ou Nosema ceranae, duas espécies que só se conseguem distinguir através de métodos de genética molecular. Ainda não há certezas quanto à relação da Nosema ceranae com as perdas inexplicáveis das colónias. Em Portugal, está identificada a existência da espécie apis, não estando, no entanto, comprovada a existência da ceranae. “Daí a importância do nosso projecto”, salientou Paulo Russo Almeida. Financiado pelo Programa Apícola Nacional, o projecto dispõe de cerca de 90 mil euros para três anos.
Numa primeira fase foram feitos 660 inquéritos aos apicultores. No Outono foram recolhidas amostras em 270 apiários espalhados pelo continente. Em cada apiário foram recolhidas, nas várias colmeias, entre 60 a 100 abelhas.
A segunda fase de amostragem irá avançar a partir de Maio. Ainda este mês irá dar-se início à avaliação microscópica das amostras, seguida da identificação específica pela técnica da PCR (Reacção em Cadeia da Polimerase). O objetivo é caracterizar o país, saber se o agente está presente, onde e com que incidência. E, caso se comprove que esta patologia está por detrás da síndrome do colapso das colónias, para que seja possível tomar medidas de combate à doença.
“Determinar a espécie em causa ajuda depois na adopção de medidas de combate”, salientou o investigador. Em Portugal existem apenas alguns relatos pontuais de mortalidade fora do normal.
Em 2010, estavam contabilizados em Portugal cerca de 17 mil apicultores, correspondendo a um universo de, aproximadamente, 38 mil apiários e 562 mil colónias.
Os apicultores não profissionais, no seu conjunto, representam 96,6 por cento do total de apicultores  portugueses e detêm 61,8 por cento do total de colónias. “Nós temos condições naturais que permitem ter vários tipos de mel de qualidade em Portugal”, salientou Paulo Russo de Almeida.

Fonte: Público

Barba de Napoleão mostra que ele era caucasiano



Investigadores compararam ADN do imperador com o de um descendente do seu irmão Jerónimo.

Ao contrário do que se especulava até agora, as raízes de Napoleão Bonaparte não eram árabes mas estavam bem firmadas na população caucasiana europeia. A conclusão é de um grupo de investigadores coordenado pelo francês Gérard Lucotte, do Instituto Molecular de Antropologia, de Paris, que analisou dois pelos da barba do imperador e publicou os seus resultados no Journal of Molecular Biology Research de dezembro.

Fonte: Diário de Notícias

Análises instantâneas de saúde de edifícios e pontes

por Charles Q. Choi

Durante a onda mortal de terremotos, enchentes e tornados deste ano, inúmeros edifícios tiveram de ser evacuados enquanto trabalhadores faziam análises para ter certeza que eles estavam estáveis. Os eventos serviram como uma lembrança que a maioria das estruturas ainda é inspecionada por um método definitivamente pouco tecnológico: a olho nu. Para acelerar o processo e torná-lo mais preciso, investigadores estão a pesquisar peles eletrónicas, algoritmos evolucionários e outros sistemas que possam monitorizar a integridade de pontes, edifícios, reservatórios e outras estruturas em tempo real.
Para automaticamente detectar problemas pequenos e transmitir locais precisos, o engenheiro civil Simon Laflamme, do Massachusetts Institute of Technology e os seus colegas, estão a inventar uma “pele de deteção” – remendos flexíveis que colam a áreas onde rachas podem acontecer e que continuam a monitorizá-las. A formação de uma racha causaria um movimento mínimo no betão debaixo de um remendo, causando uma mudança na carga elétrica contida na “pele de deteção”, que é feita de plástico extensível misturado com óxido de titânio. Todos os dias um computador anexado à coleção de remendos emitiria uma corrente para medir a carga de cada um deles, um sistema que Laflamme e os seus colegas detalham no Journal of Materials Chemistry.
Outro engenheiro está a aplicar um conceito semelhante a pontes. Para monitorizar a deterioração dentro de cabos de suspensão de pontes, Raimondo Betti, da Universidade de Columbia, e os seus colaboradores, estão a testar 40 sensores em cabos na Manhattan Bridge, em Nova Iorque. Os sensores medem temperatura, humidade e corrosão.
Embora estes sensores possam detetar danos, isso ocorre apenas depois de eles serem instalados. O roboticista Hod Lipson, da Universidade de Cornell, e os seus colegas desenvolveram um modelo de computador que simula uma estrutura intacta e avalia algoritmos que evoluem nesse modelo até que ele atinja as informações que os sensores estão a fornecer, o que pode revelar uma gama mais ampla de danos.
Alguns ainda não estão convencidos dos benefícios destes projetos. “Não existe ainda pesquisa suficiente e informação que sustente economicamente essa manutenção contínua e na hora certa”, afirma Laflamme. Outra preocupação pode ser o desempenho de longo prazo dos sistemas, o que ainda não foi estudado, especialmente se eles estiverem em ambientes severos – matéria para futura investigação.

Fonte: Scientific American

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Revista médica defende ocultação do sexo do bebé


A revista da Associação Médica do Canadá defendeu na segunda-feira, no seu editorial, que os médicos não deveriam revelar o sexo do bebé antes dos 7,5 meses de gravidez, para evitar o aborto seletivo de meninas.

No seu mais recente número, a publicação assinala que o Canadá se converteu num paraíso para os pais que desejam abortar bebés do sexo feminino devido à sua predileção por filhos varões.
Os casos ocorrem entre os imigrantes asiáticos, principalmente da Índia e da China, onde a prática é elevada.
O editorial da revista, citado pela agência Efe, refere que, devido a uma variedade de fatores, incluindo o fácil acesso a abortos e serviços de determinação do sexo do bebé, a interrupção voluntária da gravidez seletiva disparou no Canadá, bem como nos Estados Unidos.

Fonte: Diário de Notícias