segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Meio de auxílio ao diagnóstico criado por portuguesa premiado

Um novo método de auxílio de diagnóstico de determinadas doenças, especialmente da diabetes, foi premiado com o 'Best Student Paper Award', na conferência internacional Bioinformatics 2012, anunciou hoje a reitoria da Universidade de Coimbra (UC).
O prémio de melhor artigo científico foi atribuído a Edite Figueiras, doutoranda em engenharia biomédica, no âmbito de "uma investigação iniciada, há quatro anos", no Centro de Instrumentação da UC, em colaboração com investigadores internacionais e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
A investigação permitiu criar "um protótipo de produto, que mede, com todo o rigor, o fluxo sanguíneo nos vasos mais pequenos" e, por isso, "também os mais difíceis de medir", disse, à Agência Lusa, o investigador principal do projeto, Requicha Ferreira.
O protótipo -- um fluxómetro a laser --, "não invasivo", envia e recebe, através de fibra ótica, "informações resultantes da sua interação com os glóbulos vermelhos, medindo a velocidade de circulação do sangue", acrescentou o especialista.
Este meio permite medir o fluxo de sangue presente até às camadas mais profundas da pele, afirmou Requicha Ferreira, sublinhando que as informações ali recolhidas "podem ser, depois de convenientemente estudadas, muito importantes", no âmbito do diagnóstico de certas doenças.
O fluxómetro desenvolvido pela UC -- sintetizou --, permite "correlacionar os fenómenos que se passam na pele", em função da velocidade da circulação capilar sanguínea, "mesmo nas camadas mais profundas".
Sem este novo meio de auxílio de diagnóstico (ou qualquer outro com esta capacidade), só é possível efetuar medições nas camadas superficiais da pele, salientou Requicha Ferreira, recordando que as diferentes doenças afetam, no corpo humano, de modo diverso, "as várias camadas microcirculatórias".
Ao medir-se o fluxo sanguíneo presente em cada uma das camadas microcirculatórias, é possível detetar "a camada da pele mais afetada" e, portanto, localizar a zona mais atingida pela falha da microcirculação.
Trata-se, sem dúvida, de "um contributo muito importante para o auxílio no diagnóstico médico e na terapêutica de várias doenças, especialmente na diabetes", já que, explicitou Requicha Ferreira, permite verificar a gravidade de determinada doença.
As atenções dos estudos dos investigadores do CIUC envolvidos neste projeto vão agora centrar-se na "otimização do dispositivo", na perspetiva de o poder vir a colocar no mercado.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bitdefender alerta para falsos vídeos de comportamentos heróicos no Facebook

A Bitdefender, provedor de soluções de segurança para a Internet, alertou hoje para a proliferação de falsos vídeos de comportamentos heróicos no Facebook, cujo intuito é entrar na conta dos utilizadores.
Em comunicado, a empresa adianta que esta "nova fraude no Facebook" atua através de vídeos de comportamentos heróicos, como a história de um polícia que morreu para ajudar um cidadão.
Quando os utilizadores tentam ver estes falsos vídeos, que são acompanhados de mensagens como "precisamos mais gente como esta" ou "isto é um herói", é-lhes pedido que instalem um complemento para o seu 'browser' ou uma atualização para o Youtube.

Fonte: Expresso

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Receber artigos de graça e testá-los comodamente em casa...

A Internet é uma ferramenta poderosa de marketing, talvez mesmo a mais poderosa de todas. As marcas sabem bem isso e portanto não param de criar novas maneiras de promover e divulgar os seus produtos. Uma das formas que tem vindo a crescer muito nos últimos anos, mais ainda por causa do contexto de crise económica global em que estamos atualmente, é o teste de produtos grátis. A ideia é muito simples (volto a referir, já existe há vários anos, mas é algo que tem vindo a crescer drasticamente nos últimos tempos)... há sites onde as pessoas se podem registar e candidatar-se a receber produtos grátis na sua casa; ou então, há lojas em que as pessoas pagam uma quota anual e podem levar para casa um determinado número de artigos. Em ambos os casos o que têm que fazer é utilizar os produtos no dia-a-dia e depois devem divulgar a sua opinião, através da internet.
Como qualquer fenómeno da internet, este também já recebeu um nome, sendo designado por tryvertising ou advertrying (do inglês try + advertising). Da minha parte, posso dizer que já me rendi a esta situação e penso que é a melhor forma de podermos experimentar os artigos antes de os comprarmos. Se quiser ser um tryvertiser, pode clicar no seguinte link (Experimentar produtos grátis) e depois  é só começar a experimentar... :) Neste site já houve artigos de várias marcas conhecidas para teste, tais como Colgate, Ben & Jerry, Mimosa, Nintendo, etc.

Cientistas da Universidade do Algarve descobrem ser vivo mais velho da Terra

O ser vivo mais velho da Terra que se conhece vive mesmo ao lado da Península Ibérica, é uma erva marinha que cresce no Mediterrâneo e pode ter mais de 100.000 anos, de acordo com uma equipa de cientistas que integra investigadores da Universidade do Algarve. A descoberta foi publicada nesta semana na revista Public Library of Science One.
A erva marinha chamada Posidonia oceanica não é uma alga, mas sim uma angiospérmica, ou seja, pertence ao grupo das plantas que dão flores, e é endémica do mar Mediterrâneo.
A planta tem folhas curtas que podem crescer até ao metro e meio, e apesar de ter flores e reproduzir-se sexualmente, utiliza na maior parte das vezes indivíduos clones para se ir dispersando. O seu crescimento é muito lento, demorando 600 anos para cobrir um espaço de 80 metros nas pradarias subaquáticas do Mediterrâneo.
A equipa liderada por Ester Serrão, do Centro de Ciências do Mar, da Universidade de Algarve, que contou com investigadores de Espanha, analisou a nível genético os espécimes desta planta que vivem em 40 pradarias aquáticas ao longo de 3500 quilómetros do mar Mediterrâneo.
Os resultados revelaram que muitos espécimes são clones uns dos outros, alguns com dezenas de milhares de anos. Um pedaço erva com 15 quilómetros de largura, que fica ao pé da ilha espanhola Formentera, poderá ter mais 100.000 anos.
Esta descoberta demonstra a robustez de um genoma capaz de se adaptar a diferentes habitats, ao longo do tempo. Mas também pode ser a razão do declínio desta planta, cujo genoma poderá não aguentar as rápidas mudanças climáticas recentes: nos últimos 100 anos, a área de distribuição da Posidonia oceanica diminuiu em 10%.

Fonte: Público

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Zebras têm riscas pretas e brancas para afastar as moscas

Porque é que as zebras têm riscas brancas e pretas? De acordo com um estudo realizador por investigadores da Hungria e da Suécia, e agora publicado no Journal of Experimental Biology, o objetivo das riscas é sobretudo um: afastar os insetos que lhes sugam o sangue e transmitem doenças.
Várias explicações têm sido avançadas ao longo de décadas de investigação e já se sabia que a principal função das riscas tinha a ver com a camuflagem, mas falava-se sempre de as zebras estarem a escapar aos seus predadores. Este estudo vem dar uma explicação diferente. Na verdade, o segredo não é tanto o facto de as zebras terem riscas mas sim o modo como os padrões em riscas refletem a luz.
"Começámos a estudar cavalos com pelo branco, preto e castanho", explicou à BBC Susanne Akesson, da Lund University, e um dos elementos da equipa internacional de cientistas que realizou este estudo. "Descobrimos que os cavalos preto e castanhos refletem ondas de luz polarizadas na horizontal", o que atrais geralmente os insetos, sobretudo as moscas da família Tabanidae. Já a pele branca tem uma forma diferente de refletir a luz, tornando-se menos atraente para as moscas.
Foi a partir desta descoberta que os investigadores voltaram a sua atenção para as zebras que, além de padrão com branco, têm riscas verticais, o que torna tudo diferente: "Fizemos uma experiência e descobrimos que o padrão da zebra era, de longe, aquele que atraia menos moscas. isto foi uma surpresa."
Isto não significa que as outras explicações estão erradas, avisam os cientistas. Até porque, se isto fosse assim tão linear, talvez outros animais que costumam ser incomodados pelas moscas também devessem ter evoluído no sentido de ter riscas. Como afirma o biólogo Matthew Cobb, citado pela BBC: "O meu palpite é que não há uma única explicação, mas são vários os factores que contribuíram para as riscas das zebras."

Fonte: Diário de Notícias