sábado, 18 de fevereiro de 2012

Tribunal Europeu: redes sociais não têm que controlar downloads

A decisão do Tribunal de Justiça Europeu é uma vitória para as empresas que operam as redes sociais, uma derrota para os que combatem os downloads ilegais de conteúdos como música e filmes.
O Tribunal de Justiça Europeu determinou hoje que os 'sites' das redes sociais não podem ser obrigados a instalar filtros que impeçam a transferência de músicas ou outros ficheiros protegidos pelo direito de autor.
A decisão é uma vitória para as empresas que operam as redes sociais na União Europeia, mas uma derrota para os que defendem restrições à distribuição de obras protegidas pelo direito de autor sem pagamento ou autorização.
Ela é divulgada numa altura em que se registam crescentes protestos na Europa contra o acordo internacional ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), negociado entre a UE, Estados Unidos, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Singapura, Coreia do Sul, Marrocos, México e Suíça.
Na decisão hoje anunciada, o Tribunal europeu, a mais alta instância judicial da UE, determinou que exigir a instalação de filtros que cubram todos os utilizadores do 'site' não permite proteger dados pessoais e contraria a liberdade de receber e partilhar informação.

Encontrar o equilíbrio justo

Num comunicado de imprensa, o Tribunal afirmou que obrigar os 'sites' a policiar as redes não respeitaria "o princípio de que deve ser encontrado um equilíbrio justo entre a proteção do direito de autor, por um lado, e a livre iniciativa, o direito de proteção dos dados pessoais e a liberdade de receber e partilhar informação".
O Tribunal pronunciou-se relativamente a uma queixa apresentada pela sociedade belga de direitos de autor, SABAM, contra as práticas da rede social NetlogTV, cujos perfis de utilizador permitem a partilha ilegal de obras protegidas.
À semelhança de outras redes sociais como o Facebook, o Twitter ou o Youtube, a Netlog permite aos utilizadores a criação de um perfil que possibilita ligações com amigos e publicar fotos, vídeos ou outras ligações, incluindo materiais protegidos pelo direito de autor.
Em novembro, a SABAM já perdeu um outro processo em que pretendia que os fornecedores de serviço Internet fossem obrigados a instalar filtros que impedissem os 'downloads' ilegais.

Fonte: Expresso

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cancro do estômago é o único que diminuiu a incidência


O cancro do estômago é o único que regista uma diminuição em Portugal, uma descida que se deve a décadas de utilização do frigorífico na conservação dos alimentos, revelou a diretora do Registo Oncológico Regional do Sul (ROR Sul).

Ana Miranda falava a propósito dos dados mais recentes da incidência, sobrevivência e mortalidade por cancro, ocorridos na população residente nas regiões abrangidas pelo ROR-Sul: Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Região Autónoma da Madeira.
Estes dados, referentes aos cancros diagnosticados em 2006, serão divulgados hoje nas XIX Jornadas ROR-Sul e apresentam a evolução dos principais tumores no homem e na mulher entre os anos 1998 e 2006.
Dos resultados, Ana Miranda destaca o facto de o cancro do estômago estar a "perder cada vez mais lugar de destaque", o único em que se verifica esta diminuição de incidência.
As razões, explica-as com um maior controlo da doença, mas sobretudo com a melhoria das condições de vida.
"O cancro do estômago está relacionado com a helicobacter pylori [bactéria que infeta o estômago humano], que hoje em dia já se consegue erradicar graças a uma melhor conservação dos alimentos no frigorífico, ao contrário do que se passava antigamente quando a conservação era feita por salmoura e fumeiro", explicou.
O frigorífico já foi inventado há décadas, mas é preciso todo este tempo para se estabelecer uma causa efeito e começar a ver os resultados, esclareceu.
É o que se passará com a vacina contra o cancro do colo do útero, que atualmente ainda não tem reflexos na redução da incidência deste tipo de tumor.
"Ainda é uma coisa muito recente. A vacinação faz-se até aos 16 anos e o tumor ocorre muito mais tarde. A repercussão vamos ver daqui a uns anos, porque esta vacinação só vai ter efeito sobre estas mulheres, já que as que são agora mais velhas não foram vacinadas", afirmou.
Ana Miranda salvaguarda que também não se sabe "até quando esta vacina confere imunidade".
A taxa de incidência para este cancro anda à volta (taxa alta em relação aos outros países da Europa) dos 11 por cem mil, uma taxa ainda alta em relação aos outros países europeus.
"Aqui o rastreio é altamente eficaz, conseguimos detetar lesões pré-malignas, e detectando-as o risco fica igual ao das outras mulheres", sublinhou a responsável.
O cancro do colo do útero aumenta grandemente a incidência a partir dos 35 anos. Desta idade até aos 39 a incidência é de 55 por cem mil mulheres e dos 40 para os 45, a incidência duplica, passando para os 110 casos por cem mil mulheres.
Outro tumor em relação ao qual o rastreio é fundamental é o da mama, que continua a ser "de longe o mais importante, representando 30 por cento do total de casos de cancro na mulher".
"Se compararmos com mortalidade, a incidência é quatro vezes mais do que a mortalidade. Temos para 600 óbitos uma incidência de 2.400 casos".
O segundo é o do cólon, mas mesmo assim ainda muito longe do da mama, representando 11% do total, tanto no homem como na mulher.
O cancro que continua a afetar mais homens é o da próstata -- 30% do total de cancros -- embora este seja também o que tem uma maior taxa de sobrevivência (80%).
"Isto tem a ver com o teste PSA [Antígeno prostático específico] que permite detetar na fase inicial, um fator fundamental para a sobrevivência na maioria dos tumores".
Entre os homens o segundo cancro com maior incidência é também o mais mortal, o do pulmão (e também o da traqueia), em relação ao qual se nota um acentuar da preponderância, afirmou.
Atualmente está a ser feita uma monitorização destes tumores, mas só daqui a uns anos é que se vai poder ver o impacto das medidas antitabagistas, já que os cigarros são a principal causa de cancro do pulmão, mas também com grande impacto numa série de outros como o da língua, da boca, do lábio, do esófago e até da bexiga.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Apple revela novo iPad até 7 de março

A terceira geração do iPad vai ser anunciada a 7 de março, segundo avança o site iMore, citando fontes próximas da empresa.
O All Things Digital já tinha noticiado que a conferência seria marcada para a primeira semana de março. Segundo o iMore, confirmam-se os rumores de que o tablet terá um processador quad-core (o que multiplica a sua capacidade), mas não é certo que seja compatível com 4G – algo que foi reportado pelo Wall Street Journal.
O WSJ também fala de um ecrã ligeiramente menor. Os rumores têm apontado para que apresente já o retina display que o iPhone 4 tem, com uma resolução muito maior.  

Fonte: Dinheirovivo

NASA não tem dinheiro para mandar sondas a Marte

É o anúncio-choque da proposta de orçamento para 2013 de Barack Obama: a NASA não tem dinheiro para enviar missões para Marte, nem sequer para as duas missões ExoMars, que tinha planeado com a Agência Espacial Europeia (ESA) desde 1999.
Em tempos de falta de dinheiro e opções difíceis, a agência espacial norte-americana optou por continuar a construção do telescópio espacial que substituirá o Hubble e por desenvolver o novo sistema de foguetões e cápsulas tripuladas, uma aposta para voltar a levar astronautas com a bandeira das estrelas e das listras para o espaço. “Não há dúvida de que tivémos de tomar decisões duras”, disse o administrador da NASA, Charles Bolden, na apresentação do orçamento.
Os valores do orçamento permanecem estáveis, em 17,7 mil milhões de dólares para o ano fiscal de 2013 (que começa em Outubro), e assim devem permanecer nos próximos anos. Mas os custos do Telescópio Espacial James Webb (que não será lançado antes de 2018), que se estimam em 6,5 mil milhões de dólares, serão cada vez maiores, apesar de já ter ultrapassado em muito o orçamento inicial, e a data esperada de conclusão. Já esteve para ser abandonado, mas o Congresso ordenou à NASA que o terminasse.
Por outro lado, o dinheiro que a NASA canaliza para a exploração tripulada do sistema solar e a tecnologia espacial deve aumentar de 6% para 22% — para desenvolver meios alternativos aos vaivéns, aposentados definitivamente no ano passado.
O resultado disto é que a percentagem do orçamento dedicada à exploração planetária, onde se incluem as missões robóticas para Marte, fica reduzida em 21% na proposta de orçamento da NASA. “Este é um orçamento estável, que nos permite suportar um portfólio diversificado”, garantiu o administrador da agência espacial.
Mas esta retirada do jogo é, pelo menos, má diplomacia. Deixa um parceiro pendurado — a ESA — que já fez investimentos nas duas missões ExoMars. A primeira é uma sonda que ficaria em órbita de Marte, a ExoMars Trace Gas Orbiter, a lançar em 2016, para tentar compreender o mistério do metano na atmosfera do planeta. Este gás pode ter origem biológica, mas tem de ser constantemente renovado para persistir na atmosfera. Qual a sua origem em Marte? A segunda missão, um robô que andaria pela superfície, deveria partir em 2018, para recolher amostras de materiais que fornecessem pistas sobre se houve vida em Marte no passado.
A ESA está a tentar interessar a Rússia em participar nas missões ExoMars e, após a saída dos EUA, o interesse na colaboração de Moscovo pode ser ainda maior. Por outro lado, tanto a ESA como a Alemanha têm expressado um interesse crescente na cooperação espacial com a China — que não poderia participar se os EUA estivessem a bordo.

Fonte: Público

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

LHC vai aumentar a potência antes de fazer uma pausa nos trabalhos

O Grande Acelerador de Hadrões vai aumentar a potência, anunciou nesta segunda-feira o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). Este aumento da energia, nas colisões de feixes de protões, tornará mais fácil a detecção do bosão de Higgs, a partícula que, segundo as teorias da física, dá massa à matéria.
Durante os últimos dois anos, os feixes de protões estavam a colidir com energias de 3,5 tera electrovolts (TeV), a energia que resultava do choque chegava aos sete TeV. Agora a energia vai ser aumentada para quatro TeV.
Múltiplas partículas podem ser produzidas durante estes choques, com probabilidades diferentes. O bosão de Higgs é uma delas, mas até agora nunca foi encontrado.
Desde 2008, aquando a inauguração do LHC (sigla para o acelerador), que os cientistas andam à procura do bosão. Só no ano passado é que conseguiram alguns resultados que indicam a sua presença. Mas estes resultados precisam de confirmação. Ao aumentar a energia do feixe em 0,5 TeV, os cientistas vão conseguir colisões na ordem dos oito TeV, o que aumenta em 30 a 40% a probabilidade de se produzirem bosões de Higgs durante as colisões, facilitando assim a detecção destas partículas, explica a revista American Scientist.
O acelerador, um túnel circular que fica a 100 metros de profundidade debaixo da Terra, situado na região fronteiriça da França com a Suíça, vai parar a sua actividade no final de 2012. A pausa servirá para fazer uma actualização dos sistemas. Quando voltar a funcionar, o LHC irá produzir feixes na ordem dos 7 TeV, se tudo correr bem. Por isso, até à paragem é o tudo por tudo.
"Na altura em que o LHC fizer a sua primeira grande paragem no final deste ano, saberemos se existe um bosão de Higgs ou se excluímos o bosão de Higgs previsto pelo Modelo Padrão," disse Sergio Bertolucci, Director de Pesquisa no CERN, em comunicado. "De qualquer forma, teremos um enorme avanço no nosso entendimento da Natureza, aproximando-nos da compreensão de como é que as partículas fundamentais adquirem a sua massa, e marcando um novo capítulo em física de partículas."

Fonte: Público