quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sequenciado genoma do 'Homem dos Gelos'

Um grupo de cientistas conseguiu sequenciar o genoma completo de Otzi, o homem dos gelos, com mais de 5300 anos, cujo corpo foi encontrado em 1991.
A investigação foi publicada pela revista 'Nature Communications' e revela que tinha os olhos castanhos, era de grupo sanguíneo O e intolerante à lactose; além do mais, tinha predisposição genética a padecer de doenças cardiovasculares.
A análise do ADN revelou ainda estar aparentado aos atuais habitantes da Córsega e da Sardenha, ou não tivesse sido encontrado nos Alpes italianos.
Albert Zink, do Instituto Eurac em Bolzano (Itália), que dirigiu a investigação, explicou que a análise do ADN representa um grande avanço para conhecer a fundo uma das múmias naturais más estudads pela comunidade científica.
A análise do ADN sugere ainda que, provavelmente, os seus antepassados emigraram para o Médio Oriente numa época de transição para a agricultura, o que pode explicar a intolerância à lactose.O 'Homem dos Gelos' media 1,59 e pesava cerca de 50 quilos e teria 46 quando morreu. A causa de morte foi um ferimento por flecha, provavelmente no decurso de um confronto.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ovários têm células estaminais com potencial de produzir óvulos

Uma investigação norte-americana confirmou a existência de células nos ovários de mulheres adultas equivalentes a células estaminais com potencial para produzir óvulos.
Durante décadas os médicos acreditaram que as mulheres nasciam com um número limitado de óvulos, mas uma descoberta da Universidade de Harvard, publicada na revista Nature Medicine, pode desafiar esse dogma e vir a revolucionar os tratamentos de fertilidade, dando uma nova esperança a muitos casais.
Filomena Gonçalves, dirigente da Associação Portuguesa de Fertilidade, disse, esta terça-feira, à TSF que se tratam de boas notícias, mas que pouco adiantam para casais que lutam atualmente para ter um filho.
«Sem dúvida que toda a investigação que é feita nesta área é bastante promissora. No entanto, talvez seja um pouco precoce para alimentar esperança para os casais que estão em tratamento neste momento», disse.
Filomena Gonçalves explicou que «esta investigação poderá abrir portas para novos tratamentos» para «as mulheres com falência precoce ovaria ou menopausa precoce».
Atualmente, as mulheres com estes problemas têm de recorrer à «doação de ovócitos», disse.
Em todos os casos de infertilidade, há alguma dificuldade no acesso aos tratamentos, por existirem longas listas de espera, sobretudo em Lisboa, acrescentou.

Fonte: TSF

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Brasil perde estação na Antárctida para as chamas e vai construir outra

A Presidente do Brasil, Dilma Roussef, emitiu um comunicado em que exprimiu “grande consternação" pelo acidente, elogiou o trabalho dos militares que apagaram o fogo no local e a investigação cíentífica que era conduzida na base. Roussef afirmou, na nota, que o país tenciona reconstruir a estrutura.
Os planos para a construção da nova estação na Antártica, na Ilha Rei George, deverão arrancar já nesta segunda-feira, segundo afirmou o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, ouvido pela Agência Brasil.
"A nossa ideia é imediatamente, já, chamar arquitectos para fazer desenhos, inclusive um desenho mais novo. Não estou dizendo que é por isso que aconteceu o incêndio, mas, obviamente, a base começou há 30 anos. Agora já podemos pensar numa coisa para o futuro, digamos, de maneira mais completa, mais orgânica", adiantou Celso Amorim.
Não há ainda estimativas sobre quando estará pronta a nova estrutura.
A estação que o Brasil tinha naquela região sofreu um incêndio na madrugada de sábado, cujas causas ainda estão por apurar. Dois militares acabaram por morrer nas chamas. Os restantes ocupantes da estação – que alojava pessoal militar, investigadores e pessoal de apoio – foram transferidos ilesos para a estação chilena naquela área, a bordo de um helicóptero argentino.
Não há ainda um relatório oficial sobre os prejuízos causados pelo incêndio, mas os relatos apontam para danos irreparáveis e muito material de pesquisa perdido.
“A estação acabou", afirmou um oficial da Marinha brasileira, citado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Já uma bióloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que contactou com colegas que trabalhavam estação, explicou que estes saíram do local e “deixaram tudo para trás, documentos, pesquisas, bagagem”. A investigadora acrescentou: “É uma perda irreparável. Contaram que uns foram sendo acordados pelos outros, porque o alarme de segurança da estação não soou. Estamos consternados. Parece que não sobrou nada"

Fonte: Público

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cavalos eram do tamanho de gatos há 56 milhões de anos

As alterações climáticas fizeram os animais encolher, conclui um estudo publicado na quinta-feira na revista Science.
Há 56 milhões de anos as temperaturas eram mais altas e os cavalos mais pequenos. Teriam cerca de quatro quilos e não seriam maiores que os atuais gatos de estimação, como forma de se adaptarem às altas temperaturas, provavelmente provocadas por gigantescas erupções vulcânicas.
Para chegarem a esta conclusão, os cientistas analisaram fósseis de dentes desta espécie de cavalos (Sifrihippys), encontrados no Wyoming, nos Estados Unidos.
Durante um período de 175 mil anos, na passagem do Paleoceno para o Eoceno (primeira e segunda épocas da era Cenozoica), muitas espécies animais desapareceram e outras diminuiram de tamanho como forma de se adaptarem ao aquecimento global.
Os investigadores Ross Secord, da Universidade do Nebrasca e Jonathan Bloch, do Museu de História Natural da Flórida, acreditam que cerca de dois terços dos animais diminuiram de tamanho nessa época. Uma conclusão que permite perceber o que poderá acontecer nos próximos séculos, que se esperam que venham a ser de muito calor, com a temperatura a aumentar quatro graus nos próximos 100 anos.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra

Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.
O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.
“Uma grande quantidade da sua massa é feita de água”, disse em comunicado o astrónomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que coordenou a equipa internacional de investigadores. “O GJ1214b é diferente de todos os planetas que conhecemos.”
O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.
Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.
Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria "extraordinariamente diferente" em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.
Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.
Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.

Fonte: Público