quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ovelha transgénica com gordura "boa" para o coração

Cientistas chineses anunciaram hoje a criação de uma ovelha geneticamente modificada que tem no corpo gordura polinsaturada que normalmente só se encontra em peixes e verduras.
Para conseguir este animal, os cientistas clonaram uma ovelha mas no processo incluiram um gene retirado de um verme, noticia a Reuters.
O gene do verme da espécie 'Caenorhabditis elegans' foi inserido numa célula da orelha de uma ovelha adulta que depois foi usada para fertilizar um óvulo, colocado no útero de outra ovelha, onde foi gerado.
Daqui nasceu Peng Peng, no dia 26 de março, pesando 5,74 kg, num laboratório da cidade de Urumqi, oeste da China. "Está a crescer bem e está saudável, como uma ovelha normal", garantiu à Reuters Du Yutao, líder da equipa de investigadores do Instituto de Genética de Pequim.
A ideia, dizem os cientistas é criar animais cuja carne, por incluir um tipo de gordura mais saudável, ajude a combater os problemas cardíacos. Resta saber se o processo de manipulação genética não inclui outros efeitos secundários.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cientistas filmam orca branca adulta pela primeira vez

Só a barbatana mede dois metros. A sua imagem alva a despontar das águas geladas ao largo da península de Kamchatka, na costa oriental da Rússia, inspirou-lhe o nome: "Iceberg". É a primeira orca branca adulta avistada em estado selvagem.
O anúncio foi feito esta segunda-feira por uma equipa de investigadores das universidades de Moscovo e de São Petesburgo que há 12 anos estuda os hábitos sociais das baleias numa zona próxima das ilhas Commander, no âmbito do projecto FEROP (Far East Russia Orca Project).
Nos últimos anos, os cientistas já tinham avistado outras orcas brancas, mas apenas juvenis. “Iceberg” é, no entanto, um macho que já atingiu a maturidade e que poderá ter cerca de 16 anos ou mais. Está integrado num grupo de 12 orcas. Os cientistas têm vindo a estudar 61 grupos distintos que vivem na região.
Para Erich Hoyt, co-director do projecto FEROP, poder visualizar uma raridade da natureza como uma orca branca é um incentivo para manter intocável a área protegida marinha que a Rússia estabeleceu à volta das ilhas Commander. Planos para a sua expansão estão, no entanto, a colidir com outros interesses, como a pesca e a exploração de petróleo e gás natural.
“De muitas formas, ‘Iceberg’ é um símbolo de tudo o que é puro, selvagem e extraordinariamente excitante sobre o que o oceano nos reserva para ser descoberto”, afirma Erich Hoyt, num comunicado do projecto FEROP. “O desafio é manter o oceano saudável de modo a que estas surpresas sejam sempre possíveis”, completa.

Fonte: Público

domingo, 22 de abril de 2012

Abelhas também são "intelectuais"

Investigadores franceses ficaram surpreendidos com as habilidades destes insetos.
Ainda que de uma dimensão minúscula, o cérebro das abelhas é capaz de grandes e inesperadas proezas, como verificou um grupo de investigadores franceses do Centre National de Recherche Scientifique (CNRS), que descobriu que estes insetos conseguem estabelecer relações entre objetos, o primeiro passo para a elaboração de conceitos abstratos.
Num artigo publicado ontem na revista PNAS, o grupo coordenado por Martin Giurfa, da universidade Toulouse III Paul Sabater, afirma que as abelhas têm em conta as relações entre objetos, como a sua localização espacial - por exemplo, em cima, em baixo, ao lado -, uma capacidade que se pensava ser apenas possível para os cérebros maiores como são os dos mamíferos.
A descoberta, que é "totalmente inesperada", como a própria equipa a descreve, vem pôr em questão a ideia de que "a elaboração do conhecimento conceptual" implica necessariamente um cérebro tão elaborado como o cérebro humano.
"O que é notável", afirmou o coordenador do estudo à AFP, "é que elas [as abelhas] conseguem mesmo utilizar dois conceitos diferentes para tomar uma decisão perante uma situação nova".
Para chegar a esta conclusão surpreendente, os investigadores testaram abelhas que deviam chegar até um líquido doce ou amargo (este a evitar) através de orifícios colocados entre imagens, cuja posição variava, mantendo no entanto a relação "em cima" ou "ao lado", relativamente aos orifícios associados à recompensa, ou à punição.
"Depois de 30 ensaios, as abelhas reconheciam sem problema a relação espacial que as guiava para o orifício certo, mesmo quando as imagens mudavam", afirmou Martin Giurfa, sublinhando que "esta manipulação de conceitos é afinal possível na ausência de linguagem, e apesar de estarmos perante uma arquitetura neuronal miniaturizada".
Estes resultados, escrevem os autores no artigo, "colocam assim em causa numerosas teorias em domínios como a cognição animal, a psicologia humana ou as neurociências e a inteligência artificial", já que a exigência de um cérebro muito complexo para produzir esses conceitos muito elaborados cai por terra.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 21 de abril de 2012

Cientistas conseguem fazer crescer pêlos em ratinhos carecas

O elixir da eterna juventude vem aos pedaços. Agora, uma equipa japonesa conseguiu fazer crescer pêlos em ratinhos carecas, com todas as funções. Este desenvolvimento foi feito usando células estaminais adultas da pele, que têm capacidade de originar vários tipos de células. Publicado na última edição da revista Nature Communications, o trabalho é um passo para o fim da calvície.
O segredo foi apostar nas estruturas que dão origem aos folículos capilares - os pequenos invólucros, que existem na pele, de onde nascem os pêlos do corpo e da cabeça.
A formação dos folículos só ocorre durante o desenvolvimento do feto e, quando esta estrutura desaparece, a sua substituição não é possível e os pêlos deixam de crescer.
Mas, até lá, existem células que envolvem o folículo e que durante toda a vida vão produzindo pêlos ciclicamente. A equipa de cientistas, liderada por Takashi Tsuji, da Universidade de Ciências de Tóquio, utilizou as células dos folículos para fazer crescer pêlos. Os cientistas trabalharam com dois tipos de células estaminais dos folículos, umas que estão por baixo da raiz do pêlo e outras mais acima, ao lado do pêlo.
No laboratório, os cientistas juntaram as duas populações de células de ratinho e criaram uma bolinha de células que implantaram na pele de ratinhos carecas. Passados 14 dias, 74% dos 62 animais tratados tinham um tufo de pêlos a crescer saudavelmente no dorso.

Boa densidade capilar

Apesar da "plantação" ter resultado, quase todos os pêlos não tinham pigmentação. Ou seja, nasceram brancos. Mas a equipa conseguiu obter pêlos escuros, adicionando à bolinha células que produziam pigmentos.
Mais: os folículos capilares que se desenvolveram tinham ligações nervosas, glândulas sebáceas e fibras musculares associadas, o que permite que os pêlos se ericem, como acontece quando temos frio.
Tal como os folículos naturais, a equipa de Takashi Tsuji verificou ainda que os novos folículos originavam ciclos de crescimento e de morte dos pêlos. Estes ciclos, refere Tsuji num comunicado, mantiveram-se durante quase um ano.
"Pensamos que os folículos capilares construídos por bioengenharia podem funcionar durante o tempo médio de vida", diz. É assim uma plantação duradoura.
Numa outra experiência, os cientistas testaram o que aconteceria se construíssem bolinhas com células de folículos capilares de um homem com alopécia, o nome técnico da calvície, comum no sexo masculino.
Implantaram essas células nos ratinhos e, em 21 dias, cresceu cabelo escuro. Um resultado que é animador para o tratamento deste problema.
Para testar se seria possível ter uma densidade capilar boa, o que significa entre 60 a 100 pêlos por centímetro quadrado, a equipa fez ainda outra experiência: implantou 28 bolinhas de células de ratinho num centímetro quadrado da pele de três animais. E obteve bons números: em média, nasceram 124 pêlos.
"Estes resultados indicam que o transplante de folículos capilares feitos através da bioengenharia podem ser aplicados no tratamento da alopécia", conclui o artigo.
Num comentário feito na revista Nature, Mayumi Ito, dermatologista de Nova Iorque, sublinha que este é o primeiro relato da reconstituição de folículos capilares com células humanas. Para Mayumi Ito, falta agora a equipa mostrar que consegue disseminar os folículos capilares numa região maior.

Fonte: Público

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Falar sozinho não tem de ser mau sinal

Psicólogos verificaram que isso às vezes ajuda a encontrar o que se procura.
Falar sozinho não é necessariamente um sinal de que se está a ficar lunático. Quem o diz são psicólogos que estudaram este comportamento em crianças e adultos e verificaram que, em determinadas situações, como procurar um objeto em casa, ou um produto no supermercado, isso ajuda a encontrar mais rapidamente o que se procura, segundo um artigo publicado no Quarterly Journal of Experimental Psychology.
É claro que falar sozinho parece de repente um pouco bizarro. Então porque é as pessoas o fazem com tanta frequência?
Foi esta a pergunta que os psicólogos norte-americanos Gary Lupyan e Daniel Swingley, respetivamente das universidades de Wisconsin-Madison e da Pensilvânia, se propuseram responder e os resultados das suas investigações acabam por ser um alívio para quem às vezes se surpreende a si próprio nesses preparos.
Nas experiências realizadas pelos dois investigadoress, os participantes tinham de procurar determinados produtos num supermercado e numa das situações, deviam dizer alto os nomes desses produtos. Em resultado disso, verificaram os psicólogis, as pessoas conseguiam encontrar mais depressa o que procuravam.
Este comportamento é habitual nas crianças, por exemplo quando têm de desempenhar uma tarefa, e os psicólogos pensam que isso lhes serve para se concentrarem e poderem ser mais eficazes na realização da tarefa. Porvavelçmente, nos adultos, o princípio é o mesmo.

Fonte: Diário de Notícias