quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estranha criatura ou placenta de baleia?

Foi capturado um vídeo com uma estranha criatura subaquática. As opiniões dos cientistas divergem e enquanto uns dizem que pode apenas tratar-se de placenta de baleia, outros afirmam que se trata de um exemplar de uma espécie de medusa.
Circula na Internet um vídeo do que pode ser uma estranha criatura, não se sabendo ao certo a sua origem. Meio milhão de pessoas já viram o vídeo e os rumores dispararam em flecha.
Alguns cientistas afirmam que se trata de uma Deepstaria Enigmatica, uma espécie de medusa com cerca de 60 cm de diâmetro, que vive nas profundezas marítimas e já tinha sido descrita em 1967 por F.S. Russell, o falecido biólogo marinho.
Rapidamente surgiram outras teorias, um pouco mais mirabolantes, que garantem tratar-se de um Cthulhu, uma criatura fictícia, inventada pelo escritor Howard Phillips Lovecraft.
Ainda que possa tratar-se de uma Deepstaria Enigmatica, outros investigadores são da opinião de que poderá ser ainda uma Gigantea Stygiomedusa, uma espécie que poderá medir quase seis metros.
Alguns cientistas afirmam tratar-se apenas de placenta de baleia ou até de redes de pescadores.
Por enquanto, permanece o mistério em relação à origem deste objeto ou ser não identificado.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Aberta porta para uma vacina universal contra a gripe

Todos os anos, é preciso tomar uma nova vacina para o vírus da gripe sazonal, porque ele sofreu entretanto modificações, que levam as vacinas anteriores a deixarem de funcionar. Uma equipa canadiana descobriu agora que a vacina de 2009 para o vírus H1N1, ou vírus da gripe suína, conseguiu desencadear a produção pelo sistema imunitário de anticorpos contra uma série de estirpes do vírus da gripe – incluindo o letal vírus da gripe das aves, ou H5N1.
Em 2009, a pandemia do vírus da gripe suína matou mais de 14 mil pessoas em todo o mundo. Foi uma pandemia diferente, porque os seres humanos nunca tinham sido antes expostos a um vírus semelhante a esse. Foi também a vacina produzida contra esta infecção que permitiu a descoberta anunciada esta terça-feira, na revista Immunology pela equipa de John Schrader, da Universidade da Colúmbia Britânica.
O vírus da gripe contém à superfície uma proteína, a hemaglutinina (HA), que é como se tivesse uma cabeça e uma cauda. “O vírus da gripe liga-se às células humanas através da cabeça da HA, como uma ficha a uma tomada eléctrica”, explica Schrader, citado num comunicado da sua universidade. “As vacinas da gripe actuais têm como alvo a cabeça da HA para evitar a infecção. Mas como o vírus da gripe sofre mutações muito rápidas, esta parte da HA muda constantemente, daí a necessidade de diferentes vacinas a cada estação da gripe.”
Ora, a equipa percebeu que a vacina para o vírus H1N1 induzia o sistema imunitário a produzir anticorpos capazes de combater diferentes estirpes, o que conferiu uma protecção alargada (as vacinas têm partes dos agentes infecciosos, para forçar o organismo a produzir anticorpos específicos contra eles). “Isto aconteceu porque, em vez de atacarem a cabeça mutável da HA, os anticorpos ligaram-se à sua cauda, neutralizando o vírus da gripe”, explicou Schrader. “A cauda desempenha um papel essencial na penetração do vírus na célula e não muda entre as diferentes estirpes do vírus.”
Embora diga que nesta descoberta pode estar o início do desenvolvimento de uma vacina universal, o investigador é cauteloso: diz que o sistema imunitário torna difícil a produção dessa vacina, lembrando que foi pelo vírus de 2009 ser diferente que essa protecção alargada se verificou. Se uma futura vacina misturar vírus que não circulem entre os humanos, mas nos animais, talvez se consiga esse efeito protector de largo espectro. Nesse dia, a gripe que todos os Invernos nos leva à cama poderá tornar-se apenas uma lembrança do passado.

Fonte: Público

terça-feira, 8 de maio de 2012

Meningite: Investigadores mais perto de descobrir vacina

Um grupo de investigadores de uma universidade australiana afirma estar mais perto de desenvolver uma vacina contra um tipo de meningite, que ataca maioritariamente na Europa e na América do Norte e mata anualmente centenas de pessoas.
Testes feitos em adolescentes na Austrália, Polónia e Espanha demonstraram que estes desenvolviam imunidade sem grandes efeitos secundários, de acordo com um estudo publicado na revista médica "The Lancet Infectious Diseases".
Depois de lhes ser administrada a vacina, os membros do grupo de teste geraram anticorpos que são ativos contra 90 por cento das estirpes de meningite do grupo B, que afetam os Estados Unidos e a Europa.
"Os dados sugerem que esta vacina é uma promissora e amplamente protetora da doença meningocócica do subgrupo B", afirmou o primeiro autor do estudo, Peter Richmond, da Escola de Pediatria e Saúde da Criança da Universidade do Oeste da Austrália.
A meningite, uma inflamação das películas que envolvem o cérebro e a espinal medula, atinge sobretudo adolescentes e tem uma taxa de mortalidade entre os cinco e os 14 por cento.
Muitos dos que sobrevivem à doença ficam com danos neurológicos permanentes e perda de audição.
Há vacinas contra os tipos A e C de meningite, mas nenhuma delas é eficaz contra as estirpes do subgrupo B, prevalentes maioritariamente em países industrializados.
"Os resultados demonstraram que três doses produziram uma resposta imunitária, o que indica proteção, em 80 a 100 por cento dos adolescentes", refere um comunicado.
Os autores da investigação referiram que irão realizar mais testes para determinar a duração da proteção dada pela vacina.
"Se testes adicionais mostrarem imunogenicidade (a capacidade de produzir uma resposta imunitária) e tolerabilidade, esta vacina pode ajudar a reduzir a carga global da doença meningocócica invasiva".

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cabelo loiro dos habitantes das Ilhas Salomão deve-se a um gene nativo

O que é que faz um geneticista, deitado na praia numa ilha paradisíaca do Pacífico a ver crianças a brincar, quando repara na profusão de pequenas cabeças loiras à sua volta? "Calcula a frequência das crianças com essa cor de cabelo e pensa: "Uau! É de 5 a 10%!"", diz Sean Myles, que ficou fascinado com a questão em 2004, durante uma viagem às Ilhas Salomão, situadas a leste da Papuásia-Nova Guiné. Agora, anos mais tarde, Myles e a sua equipa da Universidade de Stanford (Estados Unidos), juntamente com colegas da Universidade de Bristol (Reino Unido), conseguiram explicar por que é que há tantos loiros naquele país da Melanésia.
A explicação não podia ser mais simples - e não se trata, ao que tudo indica, nem de uma resposta à exposição solar nem de um efeito da dieta local, rica em peixe, como os próprios habitantes dessas ilhas especulam. Esta característica física, tanto mais invulgar quanto os habitantes das Ilhas Salomão são a população não africana com a pele mais escura do planeta, deve-se a uma variação genética num único gene.
Mais: essa variante é nativa daquela região e é portanto diferente da variante genética responsável pelo cabelo loiro dos europeus do Norte - a outra região do mundo com a maior percentagem de loiros naturais.
Os resultados, publicados hoje na revista Science, constituem "um dos mais belos exemplos até à data do mapeamento de um traço genético simples nos seres humanos", comenta David Reich, um especialista da Universidade de Harvard que não participou no estudo, citado por um comunicado de Stanford.
O fascínio de Myles perdurou e, em 2009, o investigador voltou às Ilhas Salomão com Nicholas Timpson (de Bristol) para estudar as bases genéticas dessa singularidade capilar da população. Juntos, relata o mesmo comunicado, os dois cientistas "andaram de aldeia em aldeia, explicando o que queriam fazer e pedindo autorização para recolher dados, com Myles a falar o pidgin [um crioulo primitivo] das Ilhas Salomão". Falam-se lá dezenas de línguas diferentes (o que faz desta nação uma das mais diversas do mundo em termos linguísticos) e o pidgin é a mais compreendida por todos.
Quando o chefe local dava a luz verde, os cientistas recrutavam os participantes, avaliavam a cor da pele e do cabelo com a ajuda de um instrumento óptico, mediam a pressão arterial, a altura e o peso de cada um e pediam-lhes para cuspir dentro de um tubinho para depois poderem extrair e analisar o ADN da saliva. Num mês, recolheram assim mais de 1200 amostras.

Como na Irlanda
Já em 2010, em Stanford, juntamente com Carlos Bustamante e Eimear Kenny, a equipa seleccionou as amostras de saliva de 43 loiros e de 42 dos voluntários mais morenos e Kenny realizou uma análise de associação genética à escala do genoma (genome-wide association study).
Como a maior parte dos traços físicos humanos costumam ser o resultado de uma combinação de factores genéticos e ambientais, não esperavam ver nada de muito conclusivo. Em vez disso, Eimear Kenny deu de caras com "um único sinal, muito forte" no cromossoma 9, que permitia explicar 50% da variabilidade da cor do cabelo dos nativos das Ilhas Salomão. O gene em causa chama-se TYRP1, comanda o fabrico de uma enzima que se sabe influir na pigmentação no ratinho e no ser humano - e a variante agora descoberta neste gene na população das Ilhas Salomão não está presente nos genomas dos europeus. "Portanto, esta característica do cabelo loiro surgiu independentemente na Oceânia equatorial, o que é bastante inesperado e fascinante", diz a cientista, salientando ainda que "a frequência [de loiros nas Ilhas Salomão] é mais ou menos igual à do sítio onde nasci" - a Irlanda.
"O cabelo naturalmente loiro é um traço surpreendentemente invulgar nos humanos e está tipicamente associado às populações dos países escandinavos e do Norte da Europa", diz por seu lado Timpson, citado por um comunicado da Universidade de Bristol. Este cientista não é tão afirmativo como a sua colega, salientando que "a questão de sabermos se esta variação genética se deveu à evolução ou a uma hibridação recente requer estudos mais aprofundados".
Seja como for, hoje em dia, a maior parte dos estudos de associação genética é feita em populações de origem europeia. Daí que estes resultados ponham em evidência, segundo Bustamante, a importância de realizar também estudos genéticos em populações isoladas. "Se queremos desenvolver a próxima geração de tratamentos médicos com base na informação genética e não incluímos um leque suficientemente amplo de populações, poderíamos acabar por beneficiar desproporcionadamente algumas e prejudicar outras."

Fonte: Público

domingo, 6 de maio de 2012

Descoberta nova pista sobre futuro do sistema solar

Foram descobertos detritos de planetas rochosos com propriedades semelhantes à Terra, no âmbito de uma investigação realizada através do telescópio espacial Hubble. Este cenário poderá ser o futuro do sistema solar.
Astrofísicos da Universidade de Warwick, em Inglaterra, descobriram quatro estrelas anãs brancas, envolvidas em poeira proveniente de corpos planetários, que originalmente tinham grandes semelhanças com a composição da Terra.
Estas descobertas, proporcionadas através da utilização do telescópio espacial Hubble, permitiram o conhecimento da composição química atmosférica das estrelas anãs brancas, sendo que os investigadores concluíram que os elementos mais comuns presentes nesta poeira são oxigénio, magnésio, ferro e silício, que compõem cerca de 93% da Terra.
A revelação mais significativa desta investigação é o facto de os níveis de carbono serem extremamente baixos, o que condiz com a composição da Terra e de outros planetas em órbita perto do Sol.
Esta é a primeira vez que são medidos níveis tão baixos de carbono na atmosfera das estrelas anãs brancas, que está poluída por detritos. Assim, é provável que estas estrelas tenham estado perto de planetas semelhantes à Terra e que foram entretanto destruídos. É inevitável pensar que o mesmo acontecerá com o nosso planeta, num futuro provavelmente muito distante.
Estas atmosferas são feitas de hidrogénio e/ou hélio, fazendo com que qualquer elemento pesado que entre nesta atmosfera seja arrastado para o seu núcleo e desapareça, numa questão de dias, devido à elevada gravidade das estrelas anãs.
O professor Boris Gänsicke, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, que conduziu este estudo, afirma que o processo destrutivo que causou a circulação desta poeira à volta das estrelas anãs provavelmente será visto um dia no nosso sistema solar. Acrescenta que "o que estamos a ver hoje, nestas estrelas anãs, poderá ser, dentro de alguns anos-luz, o futuro da Terra".

Fonte: Diário de Notícias