quarta-feira, 16 de maio de 2012

A este ritmo serão precisas duas Terras em 2030

Organização ambientalista lançou hoje relatório sobre o estado de saúde do planeta e quer inverter tendências negativas.
A população mundial está a consumir uma Terra e meia e a tendência é para que em 2030 essa voragem cresça para dois planetas. O aumento do número de pessoas e o consumo excesso dos mais ricos ditam este cenário futuro. "Insustentável", diz a WWF (Fundo Mundial para a Natureza) que hoje divulgou o seu Relatório Planeta Vivo 2012. Ali a organização ambientalista internacional faz o ponto da situação e propõe uma série de medidas para travar este caminho de consumo insustentável dos recursos do planeta.
Segundo o documento, a saúde global dos ecossistemas caiu 30% desde 1970, atingindo esse declínio 60% nas regiões dos trópicos. Em contrapartida, a pegada ecológica dos seres humanos está a aumentar. Nesta altura, o planeta necessita de ano e meio para se restabelecer de um ano de exploração e consumo dos recursos pro parte dos seres humanos. Nesta contabilidade, os portugueses estão em 39º lugar, sem dar mostras de abrandamento dos seus hábitos de consumo energéticos, de água ou de produção alimentar.
Racionalizar a produção energética, tornando-a mais verde, ou a produção alimentar e a distribuição de água, eliminando desperdícios são caminhos apontados pela WWF, que antecipou a divulgação do seu relatório, a tempo de influenciar a Cimeira do Rio+20, que se realiza em Junho.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 15 de maio de 2012

Desenvolvido implante sem fios para a retina

Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um implante para a retina que não necessita nem de cabos de ligação, nem de uma bateria que lhe forneça energia. Funciona com infravermelhos – como o comando de controlo remoto de um televisor –, só que, neste caso, a radiação transmite tanto a informação visual como a energia ao dispositivo colocado na parte de trás do olho.
Revelado na revista Nature Photonics, pela equipa de James Loudin, o dispositivo apenas foi aplicado em ratos, para mostrar que funciona com radiação infravermelha. Mas este implante sem fios é considerado mais um passo para restaurar a visão em pessoas com doenças que danificam a retina.
Este “olho biónico” é constituído por várias partes: um dispositivo implantado na retina dos ratos; por uma câmara minúscula nuns óculos especiais; um computador de bolso que processa as imagens captadas; e, por fim, por um sistema que projecta as imagens no implante, através de flashes de infravermelhos. Ao receber estes impulsos, o dispositivo estimula a retina, explica uma notícia no site da revista Nature.
Desta forma, escreve a revista, simplifica-se o que é necessário pôr dentro do olho, incluindo os cabos, que ligam uma bateria atrás da orelha ao próprio implante. Até ao momento, 66 pessoas na Europa e nos Estados Unidos receberam os implantes actualmente existentes para a retina, ainda com muitas limitações. “Os cirurgiões vão ficar contentes connosco. Temos um único implante. As outras abordagens requerem que grandes peças de equipamento sejam enfiadas no corpo, com um a dois centímetros”, diz James Loudin, citado pela Nature.

Fonte: Público

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lince ibérico pode ser solução para áreas desertificadas

A ministra do Ambiente defendeu hoje que a reintrodução do lince ibérico em território nacional pode atrair pessoas para zonas desertificadas, mas alertou para a necessidade da coexistência equilibrada da espécie com a caça e a agricultura.
"O grande desafio é conseguir uma compatibilização dos usos no mesmo território de forma equilibrada", referiu Assunção Cristas, sublinhando que as regiões para aonde está prevista a introdução do lince serão valorizadas economicamente.
Segundo a governante, a coexistência da espécie com a caça, a agricultura e outras atividades permitirá a existência de um território mais "rico", "ordenado" e "com capacidade para atrair gente".
A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, falava hoje à margem da apresentação da implementação do Plano de Ação do Lince Ibérico, no centro nacional de reprodução daquele animal, em Silves.
O projeto que está a ser desenvolvido em cooperação com Espanha consiste na reprodução em cativeiro daquela espécie, com o intuito de inverter o seu processo de declínio e recuperar os núcleos que antes existiam.
Só este ano nasceram no centro de Silves 21 crias de lince ibérico (quatro não sobreviveram), uma taxa de sucesso, já que na anterior época reprodutiva, que decorre entre dezembro e março, nenhuma das crias sobreviveu.
Em menos de um ano alguns deste animais poderão ser reintroduzidos no seu habitat natural, em algumas zonas do país que, de acordo com Assunção Cristas, já estão a ser preparadas para tal, como Moura, no Alentejo.
"Se daqui a uns anos, tivermos na nossa terra o lince ibérico com uma convivência sustentável com as atividades que aqui há, vamos ter zonas muito interessantes para serem visitadas por portugueses e estrangeiros", observou Assunção Cristas.
O Plano de Acção para a Conservação do Lince-ibérico (Lynx pardinus) em Portugal foi aprovado em 2008, mas só agora, quatro anos depois, deverá ser implementado.
O Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI)foi inaugurado em 2009 com o objetivo de reintroduzir a espécie em território nacional.

Fonte: Ecologia

domingo, 13 de maio de 2012

O cérebro dos psicopatas tem menos massa cinzenta

Cientistas britânicos e canadianos afirmam ter confirmado, pela primeira vez, que a psicopatia está associada a anomalias distintivas do desenvolvimento cerebral. Num artigo na revista Archives of General Psychiatry, Nigel Blackwood, do King"s College de Londres, e colegas apresentam o primeiro estudo que examina as diferenças cerebrais entre criminosos violentos com e sem manifestações de psicopatia. Até agora, tinha-se comparado os cérebros de criminosos violentos em geral com os de pessoas que nunca cometeram crimes.
Sabe-se que a maior parte dos crimes violentos é cometida por um pequeno grupo de homens reincidentes com perturbações anti-sociais da personalidade. Mas nem todos são psicopatas e, embora ninguém saiba o que causa a psicopatia em personagens reais como o norueguês Anders Breivik ou ficcionais como Patrick Bateman, protagonista de American Psycho, as diferenças comportamentais entre anti-sociais psicopatas e não psicopatas são claras. Ao passo que os anti-sociais não psicopatas se tornam agressivos em reacção a uma suposta ameaça ou a sentimentos de frustração e têm níveis de ansiedade e uma instabilidade do humor elevados, os psicopatas têm um défice patente de empatia e de remorsos e usam friamente a agressividade para atingir os seus fins. Não distinguem o bem do mal, não se arrependem dos seus actos, gostam de magoar os outros. "Costumamos descrever os não psicopatas como impulsivos (hot-headed) e os psicopatas como frios e calculistas (cold-hearted)", diz Blackwood em comunicado.
Os cientistas utilizaram a ressonância magnética para obter imagens do cérebro de 44 homens adultos que tinham cometido homicídios, violações, tentativas de homicídio ou causado ferimentos corporais graves a terceiros. Desses, 17 correspondiam ao perfil do psicopata, mas não os restantes 27. Também estudaram os cérebros de 22 pessoas não criminosas. E quando compararam as imagens, viram que os psicopatas, e só eles, apresentavam volumes de matéria cinzenta significativamente reduzidos em duas áreas: na região anterior rostral do córtex pré-frontal e nos pólos temporais. Estas duas áreas são importantes na percepção das emoções e das intenções alheias e são activadas quando pensamos em comportamentos morais, explica o mesmo comunicado. E as lesões nessas áreas têm sido associadas à falta de empatia, de medo, de angústia e de sentimentos de culpa e de vergonha.

Responsabilidade penal

Os novos resultados vêm juntar-se a uma série de outros estudos de visualização cerebral que, nos últimos anos, têm vindo a apontar fortemente para uma base neurobiológica da psicopatia, com alterações estruturais assimiláveis a lesões cerebrais. Coloca-se então a questão de saber se os psicopatas podem ou não ser tidos como moral e legalmente responsáveis pelos seus actos. Mais: será que no futuro as neurociências vão permitir responder a esta pergunta melhor do que hoje?
Marta Farah, da Universidade da Pensilvânia, não acredita que as imagens do cérebro possam um dia ser mais informativas do que as avaliações psicológicas no que respeita à intencionalidade dos criminosos psicopatas. "Diz-se amiúde que não é o cérebro que comete os crimes, mas as pessoas", explica, citada num artigo publicado no site da DANA Foundation (organismo filantrópico que promove a investigação do cérebro). "E mesmo que uma imagem cerebral confirme uma dada perturbação, é pouco provável que possa fornecer uma resposta claramente afirmativa ou negativa à questão de saber se o arguido foi ou não responsável por um acto."
Também para Michael Gazzaniga, não é possível, pelos menos por enquanto, "reconstituir, num dado instante, as intenções de uma pessoa com base nos seus mecanismos neurais". Mas este conhecido neurocientista norte-americano acredita que este tipo de provas acabará por entrar nos tribunais e diz que temos "de nos preparar". Marta Farah, que concorda com essa inevitabilidade, diz que vai ser preciso garantir que os cientistas percebem a relevância legal do seu trabalho e os advogados as vantagens e limitações da ciência.

Fonte: Público

sábado, 12 de maio de 2012

Peritos querem aprovado 1º fármaco para prevenir sida

Um painel de peritos da Administração de Fármacos e Alimentos (FDA, na sigla inglesa) dos Estados Unidos recomendou hoje a aprovação do primeiro fármaco para prevenir a infeção pelo vírus de imunodeficiência humana (HIV), que causa a sida.
Os peritos recomendaram a aprovação do fármaco "Truvada" e agora a FDA, que só segue os conselhos dos seus comités assessores, se pronunciará sobre o assunto previsivelmente em junho.
Segundo os especialistas, o consumo de "Truvada" ajudaria a prevenir as infeções e pessoas saudáveis com alto risco de contrair o vírus, incluindo os homens homossexuais e bisexuais, e os casais heterossexuais em que dos elementos seja HIV positivo.
Segundo o painel, não está tão clara a efetividade do medicamento entre as mulheres.
O medicamento "Truvada" já está aprovado pela FDA para o tratamento das infeções por HIV.

Fonte: Diário de Notícias