segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma galáxia quase tão antiga como o universo

Dois telescópios japoneses descobriram uma galáxia a 12 900 milhões de anos luz da Terra, a mais longínqua descoberta até hoje.
Chama-se SXDF-NB1006-2 e está a 12 900 milhões de anos luz da Terra. A galáxia descoberta pelos telesc+opios japoneses Subaru e Keck é assim a mais longínqua jamais encontrada. Olhar para ela significa estar a olhar para as origens do universo, uma vez que à escala astronómica, mais longe é igual a mais antigo.
Os astrónomos que realizaram este trabalho, publicado no Astrophysical Journal, esperam que o estudo desta galáxia ajude a perceber o que aconteceu nos primórdios do universo.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 16 de junho de 2012

Macacos sobreviveram à infecção pelo vírus de Ébola

Um cocktail de anticorpos que foi administrado entre 24 horas e 48 horas a seguir à infecção pela estirpe mais letal do vírus de Ébola permitiu salvar a vida de macacos infectados.
Actualmente, os tratamentos disponíveis contra este vírus, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa e letal em poucos dias, só têm alguma hipótese de funcionar quando são iniciados minutos após a infecção.
Gary Kobinger, da Universidade de Manitoba, Canadá, e colegas, que publicaram os seus resultados na revista Science Translational Medicine, infectaram nove macacos (Macaca fascicularis) com a estirpe Zaire do vírus (responsável pelos surtos da doença no ex-Zaire, a actual República Democrática do Congo). Horas mais tarde, administraram a oito deles a primeira de três doses de uma mistura de três anticorpos, cada um dirigido contra uma região diferente da proteína do invólucro viral que permite a entrada do vírus nas suas células-alvo. Os anticorpos provinham de ratinhos que tinha sido previamente vacinados com fragmentos do vírus.
Os quatro macacos que iniciaram o tratamento após 24 horas sobreviveram todos, sem efeitos indesejáveis aparentes. Dos quatro que só iniciaram o tratamento após 48 horas, sobreviveram dois. O macaco que não tinha sido tratado morreu da doença passados cinco dias.
“Os anticorpos fizeram abrandar a replicação do vírus até o sistema imunitário dos próprios animais entrar em acção e evacuar completamente o vírus”, diz Kobinger, citado pelo site Nature.com.
Os cientistas consideram os resultados mais promissores do que as anteriores tentativas de tratamento à base de anticorpos. Segundo o mesmo site, a empresa de biotecnologia Defyrus, de Toronto, já está a desenvolver um tratamento contra o vírus de Ébola que integra estes anticorpos e cuja segurança de utilização em seres humanos deverá ser testada até finais de 2014.

Fonte: Público

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Encontrada uma lagosta azul na Nova Escócia

Um barco pesqueiro retirou das águas um estranho espécime de lagosta quando recolhia as suas redes. De acordo com a Universidade do Maine, as lagostas azuis são um fenómeno que acontece uma vez em dois milhões.
Um capitão de um barco pesqueiro, Bobby Stoddard, de 51 anos e natural de Barrington, na Nova Escócia, encontrou uma lagosta de cor azul durante uma das suas saídas para a faina, segundo a CNN.
"É a única que vi", disse a uma televisão norte-americana. "O meu pai foi pescador de lagostas durante 55 anos, pescou uma igual há uns 45 anos... nunca mais tinha voltado a ver nenhuma".
De acordo com o Instituto de Lagostas da Universidade de Maine, as lagostas azuis são um fenómeno que ocorre uma vez em dois milhões de nascimentos. Trata-se de uma variação genética que faz com que a lagosta produza uma quantidade excessiva de uma proteína que lhe dá um aspeto azulado.
Bobby Stoddard tentou vendê-la a um instituto de investigação oceânica que não se mostrou muito interessado. Depois tentou vendê-la pela Internet mas ao ver-se pressionado por tantas chamadas e e-mails acabou por desistir.
Agora o crustáceo vive tranquilamente num tanque na empresa de Stoddard, alimentando-se de pedaços de peixe e moluscos. "Vou devolvê-la ao mar, mas antes disso gostaria que fosse vista pelo maior número de pessoas possível", explicou.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pode ser ético "procriar" com o ADN de três pessoas

Uma controversa técnica de procriação medicamente assistida foi esta terça-feira considerada eticamente aceitável para prevenir as graves e incapacitantes doenças derivadas de defeitos no ADN das mitocôndrias, as “baterias” das células vivas, num parecer emitido pelo Conselho de Bioética Nuffield, órgão independente muito influente no Reino Unido.
O nosso património genético encontra-se quase na íntegra no núcleo celular, mas as mitocôndrias também possuem um bocadinho de ADN. E as mutações neste punhado de genes podem acarretar cegueira, surdez, disfunção cardíaca, doença hepática e renal, demência e morte prematura. Uma criança em cada 6.500 poderá vir a desenvolver uma forma grave de doença mitocondrial.
As mitocôndrias são herdadas apenas da mãe e existem várias técnicas experimentais que permitem substituir as mitocôndrias defeituosas pelas mitocôndrias saudáveis de outra mulher (por exemplo, retirando o núcleo ao ovócito doado e introduzindo o núcleo da futura mãe antes da fertilização). Três pessoas contribuem assim para os genes do futuro bebé: os pais biológicos, dos quais ele herdará 99,9% do seu ADN, e a doadora do ovócito, cujo ADN mitocondrial (e não nuclear) representa 0,1% do genoma — e cuja designação como “segunda mãe” o parecer agora emitido considera aliás “legalmente e biologicamente” inadequada. O parecer recomenda em particular que, quando se tornarem adultas, as crianças nascidas deste tipo de técnicas não tenham acesso à identidade das doadoras de mitocôndrias.
“Se as investigações ulteriores mostrarem que as técnicas são suficientemente seguras e eficazes”, disse Geoff Watts, presidente do conselho, “achamos que seria ético que as famílias que o desejem as usem, desde que recebam informação e apoio adequados”. Contudo, há quem conteste a utilização deste tipo de manipulação genética, uma vez que é transmissível à descendência. A Autoridade de Fertilização e Embriologia Humanas, a entidade britânica reguladora da investigação e da aplicação das técnicas de procriação artificial, anunciou entretanto que irá lançar uma consulta pública, já em Setembro, para sondar a opinião dos cidadãos.

Fonte: Público

quarta-feira, 13 de junho de 2012

As cabeças dos americanos estão a ficar maiores

A razão ainda está por apurar. Estará relacionado com a medicina, o stress? Porquê, ainda não se sabe. Mas o facto é que um estudo realizado nos Estados Unidos comprovou que o tamanho do crânio dos americanos está a aumentar.
Apesar de ainda não estarem explicadas a razão deste aumento, uma nova pesquisa descobriu que os crânios dos americanos e, possivelmente, de outras raças e nacionalidades, estão a tornar-se ligeiramente maiores.
Segundo a National Geographic, novas medidas a centenas de crânios de americanos brancos, nascidos entre 1825 e 1985, revelaram que a média do tamanho das cabeças aumentou cerca de oito milímetros.
Pode não parecer muito mas este novo espaço pode ser o equivalente a uma bola de ténis.
"Não posso adivinhar as implicações deste salto no tamanho craniano, mas outras pesquisas mostraram que um crânio maior não significa, necessariamente, uma maior inteligência", explica Richard Jantz, antropologista da Universidade do Tennessee, que participou nestas novas descobertas.
O investigador argumenta que a vida dos americanos mudou demasiado, para que possa ser apontada uma causa única para este fenómeno.
"Os americanos conduzem carros, vacinam as suas crianças e o excesso de comida é agora um problema maior que a subnutrição, entre muitas outras coisas. É como se estivéssemos a conduzir experiências em nós próprios, para ver como respondemos a um ambiente completamente novo", argumenta.

Fonte: Diário de Notícias