domingo, 26 de agosto de 2012

Morreu Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua

O astronauta Neil Armstrong morreu este sábado aos 82 anos. Foi o primeiro homem a pisar a Lua, num momento histórico visto por milhões de pessoas pela televisão, em 1969.
Armstrong tinha sido submetido a uma cirurgia ao coração no princípio de Agosto, com a realização de um bypass para resolver quatro bloqueios nas artérias coronárias. Segundo a família, morreu devido a complicações resultantes desta intervenção.
Nascido a 5 de Agosto de 1930 em Wapakoneta, Ohio, Neil Armstrong foi um dos três astronautas da histórica missão Apollo 11, que pousou na Lua a 20 de Julho de 1969. Os outros eram Michael Collins e Edward "Buzz" Aldrin. Collins permaneceu no módulo de comando em órbita, enquanto Armstrong e Aldrin fizeram a alunagem a bordo do módulo Eagle, no chamado Mar da Tranquilidade. “Houston, aqui base da Tranquilidade. A águia pousou”, disse Armstrong.
Foi ele o primeiro a descer, pisando o solo da Lua pela primeira vez na história e pronunciando uma frase que se tornaria célebre: "Um pequeno passo para o homem, uma salto gigante para a humanidade". Buzz Aldrin juntou-se a Armstrong e ambos passaram duas horas a caminhar saltitantes sobre asuperfície lunar, recolhendo 21 quilos de rochas, tirando fotografias e plantando uma bandeira norte-americana no solo, a 380 mil quilómetros da Terra.
Numa entrevista à BBC, Aldrin disse que recordará Armstrong como "um comandante muito competente e o líder de uma conquista que será reconhecida até que o homem ponha os pés em Marte". "Ele era o melhor e sentirei terrivelmente a sua falta", declarou por sua vez Michael Collins.
"Ele foi escolhido para comandar o módulo lunar porque tinha dado provas de ser a pessoa ideal. Era uma manobra dificílima, uma alunagem à vista. Só ele tinha essas qualidades ", recorda Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. “. Vai ficar na história da humanidade por ter sido o primeiro ser humano que visitou outro planeta”, completa.
“Ele era apenas um emissário de todos nós, diz o físico Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra. “Não foi só ele que foi à Lua, fomos todos nós”.
Apaixonado pela aviação desde a infância, Armstrong obteve a sua licença de piloto muito cedo, e serviu como piloto militar entre 1949 e 1952, tendo estado envolvido em 78 missões de combate na Guerra da Coreia. Integrou primeiro a NACA (National Advisory Comittee for Aeronautics), a entidade que daria depois lugar à NASA, servindo como piloto de testes.
Em 1962, passou para o programa de astronautas da NASA. Comandou a missão Gemini 8, em 1966, e três anos depois, foi destacado para liderar a missão Apollo 11, em que uma nave pousaria pela primeira vez na Lua. “É um lugar interessante. Recomendo”, disse depois de regressar. Enquanto guiava o módulo lunar em direcção à superfície, os sensores no seu corpo registavam uma pulsação de 150 batidas por minuto.
Armstrong permaneceu na NASA por mais dois anos, coordenando trabalhos na área da investigação e da tecnologia. Reformou-se em 1971 e até 1979 foi professor na Universidade de Cincinnati.
Apesar de ter sido protagonista do momento mais emblemático da história da aventura espacial, Neil Armstrong manteve uma vida relativamente discreta. A sua própria família, num comunicado difundido sábado, disse que "Neil Armstrong era um herói americano relutante que sempre acreditou que apenas estava a fazer o seu trabalho".
"Enquanto lamentamos a perda de um homem bom, também celebramos uma vida notável e esperamos que ela sirva como um exemplo para que jovens em todo o mundo lutem para concretizar os seus sonhos, para explorar os seus limites e para servir uma causa maior que si próprios", lê-se no comunicado da família.
"Além de ser um dos maiores exploradores norte-americanos, Neil agia com uma graça e humildade que foram um exemplo para todos nós", disse o administrador da NASA, Charles Bolden.

Fonte: Público

sábado, 25 de agosto de 2012

Resíduos de laticínios transformados em produtos úteis

Investigadores da Universidade do Minho desenvolveram uma solução para recuperar e valorizar resíduos da indústria de laticínios, transformando soro de queijo em produtos usados na alimentação ou cosmética, e está prevista a instalação de uma unidade no Brasil.
Uma informação do Departamento de Engenharia Biológica da Universidade do Minho refere que a biorrefinaria adota um processo tecnológico que permite obter 11 novos produtos destinados aos setores alimentar, farmacêutico e agrícola.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Biotempo - Consultoria em Biotecnologia, definiu uma tecnologia que recupera e transforma os restos em vários produtos de valor acrescentado, como concentrados proteicos para o setor alimentar, prébióticos, bioetanol, lactose refinada e água ultrapura para a indústria farmacêutica, bem como sais para a indústria agrícola.
A biorrefinaria está em fase de testes e a Universidade do Minho prevê para este ano a construção de uma unidade à escala industrial, no Brasil.
"Está previsto um investimento de cerca de 35 milhões de euros e, numa fase mais adiantada, alargar a tipologia de resíduos a tratar e a instalação desta biorrefinaria em outros países do mundo, incluindo Portugal", avança o comunicado.
A unidade terá capacidade para tratar diariamente um milhão de litros de resíduos, principalmente soro do queijo, mas também leite e iogurte estragados ou fora de prazo.
As águas residuais resultantes da lavagem de máquinas e camiões e a biomassa produzida serão introduzidas numa unidade de digestão anaeróbia e transformadas em biogás utilizado para produção de energia elétrica.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Filhos de homens mais velhos têm mais mutações no seu genoma

Um estudo na Islândia mostra que, a cada ano que passa, os espermatozóides do pai têm, em média, mais duas mutações novas no seu genoma que transmitem aos filhos. O trabalho é publicado na revista Nature.
O reservatório do genoma está em cada pessoa na Terra. A cada geração, misturam-se cromossomas de mulheres e homens – onde estão os genes para construir um ser humano – e uma nova fornada de pessoas é concebida. Mas não sem um preço. Um estudo que analisou genomas de islandeses mostra que os filhos de homens mais velhos recebem um genoma paterno com mais mutações, que surgiram entretanto, do que os filhos de homens mais novos. Estas mutações podem estar associadas a doenças mentais, como o autismo e a esquizofrenia, defendem os autores num artigo hoje na revista Nature.
A idade da reprodução é uma condicionante na mulher: está limitada a ter filhos até à menopausa e há um risco acrescido de ter crianças com deficiências depois dos 35 anos. O homem mantém-se fértil até perto do final da vida, mas há um custo.
Para que todos os dias tenha espermatozóides novos, as células progenitoras dos espermatozóides têm de estar a dividir-se continuamente. Em cada divisão, todo o genoma é copiado: a célula utiliza uma enorme maquinaria para copiar, tijolo a tijolo, a molécula de ADN que forma os 23 pares de cromossomas humanos e que contêm todos os genes. A evolução arranjou muitas formas de assegurar que esta replicação do ADN fosse perfeita. Mas, de vez em quando, há tijolos que são mal copiados e, no fim, obtém-se um genoma quase igual mas com mutações.
No caso das células sexuais femininas, esta divisão celular dá-se só no desenvolvimento embrionário. Quando as mulheres nascem, já têm todos os ovócitos de que precisam. A partir da puberdade, em cada mês, uma célula perde metade dos cromossomas para poder ser fecundada. Quanto mais velho for esse ovócito, maior é a probabilidade de haver alterações graves no ADN que provocam deficiências no embrião.
No caso dos homens, a divisão das células que vão dar origem aos espermatozóides mantém-se e as mutações no ADN podem assim acumular-se nessas células, de uma divisão para outra. "A maioria destas mutações são neutras, algumas são nocivas e, muito raramente, uma delas é benéfica", diz Kari Stefansson, ao PÚBLICO, líder da equipa da investigação da empresa deCODE, com sede em Reiquejavique, na Islândia, que estuda o genoma humano.
Estudos epidemiológicos tinham mostrado que homens que tinham filhos em idades mais avançadas transmitiam-lhes mais mutações associadas ao autismo. A equipa de Stefansson conseguiu, pela primeira vez, quantificar este aumento de mutações que eram inexistentes na geração anterior. "Existem duas mutações novas por ano, à medida que o homem envelhece", refere.
A equipa estudou o genoma de 78 filhos de casais que foram pais em diferentes idades. A grande maioria destes filhos tem autismo ou esquizofrenia. Procuraram por mutações nos tijolos de ADN que não existiam nem nos pais, nem nas mães, e que por isso teriam de ter sido originadas nas células sexuais de um dos pais. Depois, identificaram se tinham ocorrido no pai ou na mãe.
Descobriram que, em média, cada pessoa tem 60 mutações novas que não existiam na geração anterior. Quinze são da mãe e as restantes do pai, mas em função da sua idade. Um homem com 20 anos passa 25 mutações novas à descendência, enquanto um homem com 40 anos transmite 65. "É graças às mutações que vai surgindo nova diversidade no genoma humano e 97% dessa variação está relacionada com a idade do pai", explica o investigador.
A equipa estima que apenas 10% destas mutações novas tenham efeitos negativos e verificou que algumas estão associadas à esquizofrenia ou ao autismo. Uma das mutações identificada foi no gene NRXN1 – que comanda o fabrico de uma proteína que funciona no sistema nervoso – e que foi associado à esquizofrenia. A nova mutação faz parar a produção da proteína a metade.
Ainda não se sabe quais serão os efeitos deste fenómeno na saúde. "Apesar de a maioria destas mutações serem benignas do ponto de vista individual, colectivamente poderão ter um impacte sério na saúde", defende Alexey Kondrashov, investigador da Universidade de Michigan, nos EUA, num comentário da Nature.Uma idade para ser pai?
Kondrashov lembra que a diminuição da mortalidade infantil está a atenuar a selecção natural. De geração em geração, a população pode estar a acumular mutações negativas e uma das consequências pode já estar a sentir-se. "São usados mais genes no cérebro do que noutro órgão, o que significa que a fracção de mutações que o afectam é maior. O aumento da prevalência do autismo em muitas populações humanas pode ser, em parte, devido ao acumular de mutações", diz o cientista.
Para Isabel Alonso, investigadora do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, a importância deste estudo centra-se na quantificação deste fenómeno. "Ainda não podemos tirar grandes ilações. Tem sempre que se replicar a experiência noutras populações, porque a taxa de mutações pode ser diferente na população brasileira, francesa ou na nossa", refere a especialista em genética humana.
No último século, a Islândia sofreu mudanças sociais como a migração do campo para a cidade, que diminuiu a idade média dos homens na altura de serem pais. Entretanto, a tendência já se inverteu. Este estudo leva a reflectir sobre a paternidade. "Confirma que não é saudável ser-se pai a partir de uma certa idade", considera Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. "O genoma pode ser alterado pelo ambiente, não é estático."
Darren Griffin, professor de genética na Universidade de Kent, no Reino Unido, discorda: "Não é necessário os futuros pais mais velhos ficarem preocupados. Há 3000 milhões de letras no ADN, o estudo detectou mutações só nalgumas dúzias", diz.
Mas Kari Stefansson não tem dúvidas sobre as implicações das mutações: "Quando aparecem, vão manter-se na população e ter efeitos na diversidade humana."

Fonte: Público

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EUA emitem alerta para "tempestade solar do século"

O Congresso dos Estados Unidos alertou os norte-americanos para a necessidade de se prepararem para uma forte tempestade solar, após alerta da NASA.
O Congresso dos Estados Unidos fez um alerta aos norte-americanos para estes se prepararem para aquilo que está a ser denominado como a "tempestade solar do século". Num documento elaborado pelos parlamentares, foi pedido às comunidades locais para se precaverem com os recursos necessários de modo a poderem abastecer as populações com um mínimo de energia, alimentos e àgua em caso de emergência. De igual modo, é destacada a importância de tomar medidas de prevenção adequadas a este tipo de fenómenos, articuladas entre as comunidades vizinhas, uma vez que é necessária uma boa coordenação entre todos.
Segundo avança o jornal espanhol "ABC", o texto do Congresso também cita várias informações elaboradas pela Protecção Civil, pelo regulador de energia eléctrica e pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicando a forma de atuar perante estes fenómenos. O objectivo é incentivar as práticas preventivas, bem como definir a natureza da ameça, de forma a que os cidadãos possam estar preparados.
Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, são alguns dos países que, tal como os Estados Unidos, já estão a tomar "importantes medidas ao nível da prevenção".
Este mês a NASA alertou para que, em 2013, o Sol chegará a uma fase do seu ciclo onde grandes explosões e tempestades solares serão mais prováveis e deverão afetar o nosso planeta.
O Sol tem ciclos solares com média de 11 anos e atualmente estamos numa fase de aumento da atividade, o que se traduz em maior número de manchas na superfície da estrela. É possível que haja outros ciclos mais longos, mas só existem registos das manchas solares desde meados do século XVIII. Por isso, é difícil fazer previsões sobre a atividade da nossa estrela.
Teme-se sobretudo uma tempestade electromagnética semelhante à de 1859, conhecida por Evento Carrington. Essa erupção foi tão intensa, que os sistemas de telégrafo, na altura incipientes, foram seriamente afetados. Se houvesse redes eléctricas, elas teriam sido destruídas. As auroras boreais foram visíveis em latitudes muito a sul, nomeadamente em Roma.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Genoma de tentilhão que Charles Darwin estudou foi sequenciado

O genoma de uma das espécies de tentilhões de Charles Darwin foi sequenciado, agora só falta fazer o mesmo a mais alguns milhares de espécies para que o BGI - Genoma 10K atinja o seu objectivo. O projecto, com direcção norte-americana, pretende sequenciar o ADN de 10.000 espécies de vertebrados nos próximos anos. Um dos primeiros genomas lidos neste programa, que reúne a colaboração de vários cientistas, foi o do Geospiza fortis, que Charles Darwin viu nas ilhas Galápagos, na viagem histórica do navio Beagle.
O ADN do Geospiza fortis será o primeiro do projecto BGI - Genoma 10K a ficar disponível na base pública Genome Browser, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. O simbolismo de este ser o primeiro genoma do projecto escolhido para estar nesta biblioteca não passa despercebido. "É simbólico porque foi a diversidade de fenótipos (características visíveis das espécies) nestes tentilhões que contribuiu para a teoria da evolução de Darwin", diz Erich Jarvis, num comunicado da universidade.
Erich Jarvis, que é professor da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, EUA, estuda a aprendizagem do canto ao nível do cérebro das aves. "O avanço científico [da sequenciação do genoma do tentilhão] vai permitir-nos investigar os genomas de um grupo de espécies que são parentes próximas e têm diversidade suficiente para ajudar a perceber melhor a genética das características [que foram escolhidas] na evolução", diz o investigador.
Passados 153 anos desde a publicação de Na Origem das Espécies - o livro em que Darwin deu a primeira explicação de como a vida evolui -, os cientistas continuam a tentar perceber os processos mais ínfimos que ocorrem nas células dos organismos e que permitem que haja tanta diversidade de espécies na Terra.
Essa variedade reflecte-se no nome do tentilhão agora sequenciado, uma das 15 espécies de "tentilhões de Darwin", como são conhecidos, que existem nas Galápagos. O Geospiza fortis tem como nome comum tentilhão-de-solo-médio. Alimenta-se de sementes que estão no chão, nas várias ilhas onde vive no arquipélago das Galápagos. Compete pela comida com outras espécies de tentilhões. Duas delas estão muito próximas a nível evolutivo e pertencem ao mesmo género: é o tentilhão-de-solo-pequeno e o tentilhão-de-solo-grande. A diferença nos nomes destas três aves está no tamanho dos bicos: comem sementes no chão, só que especializaram-se em tamanhos diferentes e os bicos adaptaram-se às dimensões dessas sementes.
Darwin, que chegou às Galápagos em 1835, só se apercebeu destas particularidades muito depois, quando já tinha voltado a Inglaterra. "Ao observar esta diversidade de estruturas num grupo de aves tão pequeno e intimamente relacionado, é possível imaginar que, havendo de início poucas aves neste arquipélago, uma espécie sofreu modificações em diferentes direcções", escreveu no seu livro sobre as viagens no Beagle.
O BGI - Genoma 10K, que vai sequenciar cerca de um genoma por cada género de vertebrados que existe na Terra (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos), é a continuação da tradição deixada por Darwin. O objectivo é "compreender o quão complexa foi a evolução da vida animal através das mudanças no ADN e usar este conhecimento para nos tornarmos melhores guardiões do planeta", lê-se no site do projecto.
A lista dos primeiros 100 vertebrados que serão sequenciados já está definida pela organização, algumas das descodificações já terminaram, como a do tentilhão, juntando-se a outras 120 espécies de vertebrados cujo genoma já se conhece.

Rápida adaptação
O genoma do Geospiza fortis, publicado na revista GigaScience, foi sequenciado por uma equipa do Instituto Genómico de Pequim, que é um dos colaboradores do BGI - Genoma 10K. Os resultados mostram que esta espécie tem 16.286 genes. "Estes tentilhões são de uma grande importância histórica, mas Darwin dificilmente terá previsto que se iriam tornar o modelo perfeito para estudar a evolução em acção", diz Goujie Zhang, um dos responsáveis pelo trabalho, referindo-se à capacidade rápida de adaptação da ave.
Nas últimas décadas, cientistas que estudaram a ave testemunharam a adaptação a mudanças climáticas que ocorreu em gerações. "Ter o genoma sequenciado abre portas para estudos que olham para as mudanças a nível genómico relacionadas com esta evolução rápida", diz Goujie.
Mas este genoma também ajudará a perceber a origem das capacidades vocais deste tentilhão. O Geospiza fortis tem uma linguagem complexa, que não se sabe se é adquirida por um processo de aprendizagem cultural ou se a genética tem um papel nessa aprendizagem, explica Erich Jarvis. Já foram identificados genes importantes para a aprendizagem vocal, mas só numa outra espécie de tentilhão da Indonésia. Por isso, esta sequenciação, diz ainda, contribuirá para "validar essa descoberta".

Fonte: Público