sábado, 15 de setembro de 2012

Carro inteligente do futuro é apresentado em Berlim

A DLR apresenta pela primeira vez um veículo eléctrico "inteligente" e capaz de se mover de forma autónoma. No RoboMóvil, apelidado de Romo, as quatro rodas movem-se independentemente, dado-lhe a capacidade de girar 360.º.
O novo carro foi apresentado em Berlim, na ILA, uma das mais importantes feiras do mundo da aviação, já que esta inovação partiu do Centro Espacial Alemão. Com capacidade para dois passageiros, a grande novidade deste automóvel é que as suas quatro rodas são capazes de se mover de forma independentes, permitindo assim a capacidade de o carro girar 360.º sobre o seu eixo. Este sistema permite ainda que o veículo se mova para os lados e na diagonal sem alterar a direção da cabine.
Outra das novidades é que, graças a câmaras embutidas na estrutura, o Romo, é capaz de evitar buracos e irregularidades e ainda estacionar de forma completamente independente.
O veículo exposto na ILA representa um grande avanço no campo da mobilidade elétrica, e segundo o porta voz da empresa poderá andar nas cidades daqui a "20 ou 30 anos". O Romo é o resultado da aplicação da robótica aeroespacial na terra.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A Terra tem um novo recorde de temperatura; mas é menor

Durante várias décadas, a cidade líbia de Al Azizia, 40 quilómetros a sul da capital Trípoli, manteve a fama de ser o ponto mais quente da Terra. A 13 de Setembro de 1922, os termómetros marcaram 58 graus Celsius. Agora, este recorde foi posto em causa, mas não por ter surgido um valor maior. Uma equipa internacional de meteorologistas concluiu que a medição feita há 90 anos, então numa base militar italiana, estava errada.
Com isso, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) reconheceu esta quinta-feira que o recorde mundial de temperatura cabe ao segundo colocado, a localidade norte-americana de Greenland Ranch, na Califórnia. Ali – numa região sintomaticamente designada como Vale da Morte – os termómetros chegaram aos 56,7 graus Celsius, no dia 10 de Julho de 1912.
Desde o princípio que se desconfiava da veracidade do recorde de Al Azizia. Já em 1930, um artigo numa revista da Departamento de Meteorologia dos Estados Unidos questionava como era possível tal temperatura num ponto tão próximo do mar. Na década de 1950, o meteorologista italiano Amilcare Fantoli expôs mais dúvidas concretas.
Recentemente, a OMM resolveu tirar a questão definitivamente a limpo. Nos dois últimos anos, especialistas de nove países passaram a pente fino um vasto conjunto de dados e fontes de informação, incluindo o caderno original onde a observação foi anotada, medições históricas de outras localidades próximas a Al Azizia, o equipamento utilizado e as condições do local onde a medição foi feita. “No coração de cada meteorologista e climatologista bate sempre a alma de um detective”, graceja Randy Cerveny, especialista da Universidade do Estado do Arizona e relator da OMM para os extremos meteorológicos, citado num comunicado.
O estudo identificou cinco problemas com a observação de Al Aziza. O aspecto mais importante é que a medição terá sido feita por alguém inexperiente, utilizando um tipo de termómetro na altura já obsoleto, que dava ampla margem para uma leitura errada – conforme se utilizasse a parte de cima, e não a de baixo, de um ponteiro que indicava a temperatura máxima. Na prática, terá havido um erro de sete graus Celsius. Ou seja, naquele dia os líbios de Al Aziza terão sufocado na mesma, mas com apenas 51 graus Celsius.
Observações pontuais podem facilmente revelar falhas, mas para o climatologista Ricardo Trigo, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o mais grave é haver problemas em séries de dados de temperatura ao longo do tempo. “É mais importante, do ponto de vista climatológico, corrigir as séries longas”, afirma.
Algumas dúvidas têm sido levantadas, nos últimos anos, sobre a consistência das séries utilizadas nos estudos sobre a dimensão e as causas das alterações climáticas. Cientistas sobretudo conotados com os chamados “cépticos” da tese de que o aquecimento global é obra humana têm contestado, por exemplo, a utilização de estações meteorológicas nas cidades – que resultariam em dados exagerados devido ao efeito de ilha de calor – ou a escolha parcial das fontes de observações de temperatura.
Estas dúvidas estiveram na base de um estudo recente – o Berkeley Earth Surface Temperature – que multiplicou por cinco o número de estações meteorológicas consideradas e efectuou diversas combinações diferentes de dados. Os resultados preliminares, divulgados em Julho passado, coincidem com as séries já existentes das agências norte-americanas para o espaço (NASA) e para o oceano e atmosfera (NOAA), e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
Os resultados corroboram também a correlação entre a subida das temperaturas e o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. “Eu não estava à espera disso, mas como cientista é o meu dever deixar que as evidências mudem a minha opinião”, disse na altura Richard Muller, fundador e director do projecto Berkeley Earth.
A “desclassificação” dos 58 graus Celsius de Al Azizia não vai ter qualquer efeito nas séries históricas. Mas alterou o quadro de honra dos maiores episódios de extremos meteorológicos, mantido pela OMM, e que incluem secas que duraram 14 anos, rajadas de vento com mais de 400 quilómetros por hora e chuvas anuais equivalentes a quase 30 vezes a precipitação em Portugal (ver infografia). A reavaliação do antigo recorde de Al Aziza enfrentou um sério contratempo, quando um dos cientistas envolvidos – o líbio Khalid El Fadli – desapareceu por oito meses, durante a revolta popular que derrubou o ditador Muammar Kadhafi. Quando retomou o contacto com o resto da equipa, o trabalho foi concluído, tendo agora sido publicado online na revista da American Metereological Society.
Um recorde de temperatura, segundo Randy Cerveny, é algo mais do que um atributo a exibir por uma localidade. “Este tipo de dado pode ajudar as cidades em tais ambientes a desenvolver edifícios melhor adaptados a esses extremos”, afirma.

Fonte: Público

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Peixe com "rosto humano" é atração em Weymouth

Um curioso peixe com um "rosto humano" é mais recente atração do aquário Weymouth Sea Life Park, no Reino Unido, segundo o jornal espanhol ABC.
A natureza decidiu dar um ar estranho a um peixe que se tornou na mais recente atração do aquário da cidade de Weymouth, no Reino Unido.
O peixe tem um rosto com semelhanças humanas. E as suas características, refere o ABC, parecem tiradas do filme da Disney "À procura de Nemo".
Olhando para o peixe de perfil vê-se um rosto de onde sai uma protuberância que aparenta um nariz e que outros não hesitam em comparar com um chifre de um unicórnio.
O peixe foi batizado de Nimrod, uma vez que também lembra o avião da RAF.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Risco de cancro nos testículos é elevado com marijuana e menor com cocaína

Um estudo publicado esta segunda-feira na revista Cancer, da Sociedade Americana de Cancro, confirma a relação entre o consumo recreativo de marijuana e um maior risco de desenvolver cancro nos testículos associando-a ainda a prognósticos mais graves. Os investigadores perceberam também que o mesmo risco é menor entre os consumidores de cocaína.
A associação entre o consumo de marijuana e o risco de cancro de testículo já era conhecida mas, desta vez, os investigadores alargaram o âmbito da análise aos efeitos provocados pelo uso recreativo de outras drogas, desde cogumelos, a LSD ou cocaína, entre outras. Os resultados do estudo destacam a confirmação da “culpa” da marijuana no aumento de casos desta neoplasia e alertam para o facto de esta relação de risco existir não só no uso recreativo mas também no terapêutico (medicinal).
Para verificar a relação entre o consumo recreativo de drogas com o risco de cancro do testículo, o grupo de cientistas liderado por Victoria Cortessis da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles, examinou 163 jovens entre os 18 e os 35 anos, caucasianos, com diagnóstico positivo e compararam os resultados com o obtido com 292 homens saudáveis, da mesma faixa etária e também caucasianos.
Os resultados obtidos mostram que os homens com historial de uso de marijuana, têm duas vezes mais probabilidade de desenvolver um dos subtipos de cancro dos testículos: não seminomas (considerados mais agressivos e que afectam sobretudo homens mais jovens) e neoplasias mistas. Porém, segundo o artigo, o risco é maior nos consumidores pouco frequentes (menos do que uma vez por semana) e há menos tempo (menos de dez anos).
De acordo com estes dados, os investigadores sugerem que os potenciais efeitos negativos do consumo de Marijuana e dos seus derivados devam ser tidos em conta, não só quando é usada para fins recreativos, também nas situações em que o uso tem fins terapêuticos.
O cancro dos testículos é o mais comum em homens entre os 15 e os 45 anos e, apesar de ser raro, representa 2% dos casos diagnosticados. Este tumor maligno, tem uma taxa de sucesso de cura que ronda os 95%, mas muitos sobreviventes ficam com sequelas como, por exemplo, doenças cardiovasculares. Trata-se de um cancro que afecta principalmente jovens que nasceram com um testículo não-descido (criptorquidia), mas os antecedentes familiares da doença e os problemas de fertilidade são também factores de risco. É um tipo de cancro praticamente inexistente em asiáticos e africanos.
O artigo publicado na Cancer, nota que “a incidência tem vindo a aumentar ao longo das últimas décadas o que implica uma mudança na exposição a um ou mais riscos não genéticos”.
A marijuana tem sido associada a múltiplos efeitos adversos no sistema reprodutivo, do impacto na qualidade do esperma à impotência e infertilidade. O seu principal componente químico é o tetrahidrocanabinol (THC), um princípio activo alucinogénio, cujos receptores no nosso corpo estão instalados no cérebro, no coração, nos testículos e no útero. Por outro lado, alguns estados americanos e países como a Holanda ou a Bélgica, usam esta planta pontualmente, para aliviar sintomas relacionados com o tratamento do cancro, tais como as náuseas e os vómitos causados pela quimioterapia.
Em relação ao uso da cocaína são ainda necessários mais estudos para se poderem validar resultados, mas, pela primeira vez, os investigadores perceberam que os homens que tinham usado cocaína apresentavam um risco reduzido nestes subtipos de cancro. Embora ainda não se saiba como é que influencia o cancro dos testículos, os testes de laboratório com animais, mostram que esta droga destrói as células germinativas (a maioria destes tumores tem origem nestas células). “Se isto for válido também para os humanos então a “prevenção” tem um preço muito alto” refere Victoria Cortessis, citada num comunicado de imprensa da Wiley. “ Embora as células germinativas deixem de poder desenvolver cancro, se elas são as primeiras a ser destruídas a fertilidade seria prejudicada”, acrescenta a investigadora.

Fonte: Público

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Adesivo para corrigir defeitos cardíacos de bebés

Uma investigadora portuguesa que participa no Programa MIT Portugal está a desenvolver um adesivo que ajuda a resolver "defeitos" cardíacos de bebés, evitando uma operação e com menos efeitos secundários.
Maria José Pereira, doutoranda do MIT Portugal e a trabalhar na sua investiação em colaboração com a Harvard Medical School, onde "tudo é testado em hospital, com médicos cirurgiões", disse hoje à Lusa que a ideia é desenvolver um adesivo, colocado através da carótida, indo até ao coração através de um cateter.
Trata-se de resolver problemas como defeitos no septo, malformações ventriculares, ou seja, "quando há um buraquinho entre os dois ventrículos ou nas aurículas".
Em algumas crianças, o defeito acaba por fechar espontaneamente, mas noutras não fecha e é necessária uma intervenção cirúrgica.
Com o novo método, "evita-se que seja necessária uma operação de coração aberto, os materiais são elásticos, [permitindo] imitar as propriedades do coração, sem causar fricção no tecido cardíaco", referiu Maria José Pereira, avançando que os cientistas esperam que haja "muito menos efeitos secundários".
Os materiais utilizados foram já testados em ratinhos, nomeadamente as propriedades de biocompatibilidade, e "agora estamos a desenvolver os procedimentos e os dispositivos usando um modelo animal de porco", salientou Maria José Pereira.
A investigadora explicou que o adesivo "serve como suporte e há várias células que podem aderir ao material e, à medida que o material se vai degradando, as células vão-se organizando" e vai sendo criada uma cicatriz, a qual, segundo vários estudos, "não é um problema".
A cientista começou por trabalhar em terapias para enfartes do miocárdio, desenvolveu um elemento local para entrega de fármacos de maneira controlada ao coração e foi necessário um adesivo para o colocar na superfície do coração.
Foi assim que surgiu a ideia de usar o adesivo para outros problemas cardíacos, como os defeitos no feto.
E prosseguiram os trabalhos para "desenvolver um material que seja resistente ao sangue e que possa ser empregue de uma maneira minimamente invasiva [quando no local adequado]", especificou a investigadora.
No caso do tratamento do enfarte do miocárdio, a entrega do material é feita na superfície do coração e poderá existir um medicamento a libertar, mas para os defeitos do feto "não há muita necessidade de haver um fármaco, basta haver um suporte físico para que as células possam aderir ao material e acabar por fechar o defeito".
O dispositivo vai ser desenvolvido nos próximos dois anos, mas até poder ser utilizado nos humanos terá de percorrer um processo longo, não inferior a cinco anos, segundo as expetativas da estudante de doutoramento do MIT Portugal.

Fonte: Diário de Notícias