quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nove tarântulas coloridas e peludas encontradas no Brasil

Peludas e coloridas, assim são as nove tarântulas agora identificadas no Brasil. Vivem nas árvores e, apesar de poder haver quem pense que têm um aspecto pouco simpático, são inofensivas.
Das nove espécies, classificadas em três géneros diferentes, a que mais chama à atenção é a Typhochlaena costae. Tem o corpo pintalgado de cor-de-rosa, amarelo e azul e é das tarântulas arborícolas mais pequenas que se conhecem, com apenas dois ou três centímetros de comprimento.
Mas no conjunto agora descrito há tarântulas de outras cores e tamanhos, todas elas com um certo ar de peluche, devido aos pêlos no corpo.
As das espécies Iridopelma katiae e Pachistopelma bromelicola, cujos representantes podem chegar aos 13 centímetros de comprimento, têm o corpo de um vermelho quase castanho.
Todos os exemplares descritos são coloridos, ao contrário do que seria de esperar em tarântulas adultas, que normalmente não têm cores, diz ao PÚBLICO Rogério Bertani, aracnólogo do Instituto Butantan de São Paulo e responsável pelo projecto de identificação destas espécies. “Os jovens de tarântulas arborícolas são normalmente coloridos, mas os adultos costumam perder as cores exuberantes. Alguns padrões encontrados nestas espécies são únicos e não aparecem em nenhuma outra espécie conhecida.”
Por que razão o corpo é tão colorido é uma pergunta ainda sem resposta. “Esse colorido deve ter alguma função protetora contra predadores. Porém, até o momento, não conheço nenhum trabalho que tenha sido feito para demonstrar a real função dessas cores”, responde o aracnólogo.
As tarântulas arborícolas são conhecidas nalguns locais tropicais da Ásia, África, América do Sul, América Central e nas Caraíbas. No Brasil, é na Amazónia que vive a maior parte das espécies. Porém, estas nove são do Brasil central e oriental, uma descoberta inesperada e que, para Rogério Bertani, mostra o quão pouco se sabe sobre a fauna do planeta.
Estas tarântulas (que são aranhas) chegaram até ao aracnólogo de diversas maneiras. “Algumas espécies foram recolhidas em expedições, outras tinham sido recolhidas há muito tempo e estavam guardadas em colecções científicas e outras foram encontradas por outros aracnólogos que sabiam que eu estava a trabalhar com esse grupo de aranhas e me enviaram os exemplares.”
As tarântulas arborícolas têm o corpo fino e leve para serem ágeis e as pernas compridas e ligeiramente mais largas nas extremidades, para poderem trepar com mais facilidade. Em relação à alimentação das novas tarântulas, também ainda não há certezas. “Provavelmente alimentam-se de insectos, outras aranhas e, esporadicamente, de pequenos vertebrados, como sapinhos”, diz Rogério Bertani.
Além de serem coloridas, outro aspecto curioso destes animais, cuja descrição pormenorizada foi publicada na revista ZooKeys, é que algumas das nove espécies vivem dentro de plantas da família das bromélias. “Apenas conhecíamos uma espécie que vivia exclusivamente dentro dessas plantas, e agora temos outra espécie especializada em bromélias”, diz o aracnólogo brasileiro. “Nos locais onde vivem tarântulas arborícolas, esse é dos poucos com água e um refúgio para a luz solar intensa”, acrescenta o investigador, citado num comunicado do grupo editorial da revista.
A intensa actividade humana, com a destruição do seu habitat, pode ter efeitos perversos na preservação destas espécies, que são dependentes da vegetação. Apesar de não haver estudos que mostrem que estão ameaçadas, o cientista sugere mais investigações, para garantir a conservação das espécies. Além disso, é preciso ter cuidado com outra ameaça: como são espécies coloridas, podem atrair o interesse do comércio de animais de estimação.

Fonte: Público

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Inventadas cuecas desodorizantes que eliminam odores

Cuecas que neutralizam os cheiros são já um hit no Japão, graças aos engenheiros da empresa Seiren.
A companhia têxtil desenvolveu várias peças de roupa interior que previnem odores que não são bem-vindos, como por exemplo os da flatulência. "Demorámos alguns anos para desenvolver umas cuecas desodorizantes que sejam confortáveis o suficientes para usar no dia-a-dia e eliminem eficientemente cheiros fortes", disse Nami Yoshida, a porta-voz da empresa.
"Em primeiro pensámos em vender o produto a pessoas que requerem cuidados especiais de saúde e a hospitais ou lares de idosos, mas para nossa surpresa imensas pessoas comuns, como homens de negócios em posições que os obrigam a conviver com várias pessoas todos os dias, compraram-nas", disse ainda Yoshida.
As cuecas são fabricadas com partículas de cerâmica, absorventes de cheiros, integradas nas fibras materiais. A empresa desenvolveu a tecnologia depois de ser contactada por um médico que procurava uma solução para o cheiro emitido por pacientes que sofriam de Síndrome do Intestino Irritável.
A companhia já expandiu a sua variedade de produtos para 22 peças de roupa, incluindo meias que evitam o cheiro dos pés e t-shirts que disfarçam as marcas das axilas suadas.

Fonte: Diário de Notícias

Criada Pepsi que "ajuda a emagrecer"

A empresa não revelou ainda dados específicos sobre a nova bebida, mas será colocada à venda com a "fama" que tem um ingrediente que bloqueia a gordura.
Chama-se Pepsi Special e estará à venda a partir de amanhã no Japão (não se sabe quando irá ser exportada para outros países). A nova bebida da conhecida marca de refrigerantes promete ser uma ajuda para quem quer emagrecer.
Supostamente, a bebida contém dextrina, um ingrediente que funciona como dietético, isto é, que reduze a absorção de gordura, ajudando a pessoa a sentir-se durante mais tempo "cheia". Alguns estudos indicam ainda que poderá ajudar a baixar o colesterol. Por saber está a quantidade, por exemplo, de açucar que a bebida contém e os restantes ingredientes.
Segundo o Daily Mail a bebida custará dois dólares (cerca de euro e meio).

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A baleia mais rara do mundo deu à costa e foi vista pela primeira vez

Ao fim de quase um século e meio em que os seus vestígios se limitavam a alguns ossos – uma mandíbula encontrada em 1872 e dois crânios em 1950 e 1986 –, dois exemplares da espécie de baleia mais misteriosa deram à costa. E que baleia é esta? É a baleia-bicuda da espécie Mesoplodon traversii.
Ainda não foram divulgadas imagens dos dois exemplares, uma baleia adulta, com 5,3 metros de comprimento, e a sua cria, um macho de 3,5 metros. Ao início, quando os encontraram numa praia da Nova Zelândia em Dezembro de 2010, foram identificados erradamente como Mesoplodon grayi, uma espécie bastante mais comum de baleias, pelos técnicos do Departamento de Conservação da Nova Zelândia, através de medições e fotografias. Os técnicos recolheram ainda tecidos e só aí, depois de o ADN das amostras ter sido submetido a análises, ficou revelado que os dois exemplares completos que ficaram presos na praia de Opape pertenciam à espécie Mesoplodon traversii.
Mãe e cria acabaram por morrer, mas os investigadores conseguiram fazer a primeira descrição completa desta espécie, num estudo coordenado por Kirsten Thompson, da Universidade de Auckland, e que foi publicado na revista Current Biology. “Pela primeira vez, fazemos a descrição morfológica e fornecemos imagens desta espécie enigmática”, dizem os cientistas no artigo.
Como se lê ainda no artigo, é difícil identificar a espécie apenas pela sua morfologia, por isso este estudo destaca a importância da recolha de ADN como ferramenta de classificação de espécies raras.
Esta baleia-bicuda habita as águas do Pacífico Sul e passa a maior parte do tempo submersa. Além disso, tendo em conta que o Pacífico Sul se estende por cerca de 85 milhões de quilómetros quadrados, cobrindo aproximadamente 14% da superfície terrestre, tudo isso torna muito difícil avistar estes animais. Repleto de zonas muito profundas, o Pacífico esconde numerosas espécies raras. A Nova Zelândia está entre os países com maior biodiversidade. Com uma zona litoral extensa, muitas baleias dão às costas neozelandesas, havendo aí uma das maiores taxas de diversidade de cetáceos.
Excelente mergulhadora, a Mesoplodon traversii alimenta-se de lulas e peixes pequenos, tem dentes e um focinho semelhante ao dos golfinhos, daí o seu nome comum. Os escassos ossos que se conheciam dela tinham sido descobertos sobretudo na Nova Zelândia: a mandíbula no arquipélago das Chatham e um dos crânios na ilha Branca. No Chile, na ilha Robinson Crusoe, encontrou-se o segundo crânio em 1986.
Os esqueletos dos dois animais agora descobertos foram levados para o Museu de Nova Zelândia Te Papa Tongarewa, em Wellington, para mais estudos morfológicos. Esta descoberta lembra que ainda há muito que desconhecemos sobre a vida no oceano.

Fonte: Público

domingo, 11 de novembro de 2012

China planeia lançar voo tripulado para o espaço

A China planeia lançar o seu próximo voo tripulado ao espaço em junho de 2013, de acordo com informações divulgadas hoje pela rádio nacional chinesa CNR.
O programa de voo tripulado permitiu à China, em 2003, ser o terceiro país no mundo a enviar um homem para o espaço.
A missão Shenzhou-X tem uma primeira oportunidade para ser lançada em junho, declarou à CNR Niu Hongguang, vice-responsável do programa do voo tripulado, à margem do congresso do Partido Comunista Chinês na sexta-feira.
Niu Hongguang acrescentou que, na impossibilidade de lançar a nave em junho, outras duas oportunidades estarão disponíveis em julho e agosto.
"Se este voo tiver sucesso, a China estará em condições de começar a construção de uma estação orbital permanente e de um laboratório espacial", afirmou, Niu Honggaung.
A missão Shenzhou-X terá três tripulantes a bordo da nave, entre os quais uma mulher, como no voo tripulado ao espaço anterior, Shenzhou-IX.
A primeira chinesa no espaço, Liu Yang, participou em junho da missão Shenzhou-IX.
Pequim pretende, em 2020, ter uma estação espacial orbital permanente.
A China anunciou também que pretende enviar um homem à Lua, mas não fixou um calendário para o projeto.
O país asiático afirmou que quer ainda enviar, pela primeira vez, uma sonda para a superfície da Lua durante a segunda metade de 2013.

Fonte: Diário de Notícias