segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BlackBerry 10, a última esperança contra iPhone e Android

Depois da queda a pique nas vendas dos BlackBerry, eis que chega a última esperança: um novo sistema operativo para os smarphones da companhia BB, presente no novo BlackBerry 10.
A força do iPhone e a pujança do sistema Android destronaram completamente o BlackBerry no mercado dos "telefones inteligentes". A RIM, fabricante dos chamados BB's corre o perigo de passar a ser uma companhia totalmente irrelevante no mercado. A nova esperança chega pelo BlackBerry 10, com um novo sistema operativo.
Apesar de o lançamento se ter atrasado mais de um ano, eis que chega o modelo 10 dos BB's. O lançamento oficial está marcado para 30 de Janeiro de 2013. O atraso obriga assim a empresa a competir com outros renovados sistemas operativos como o iOS 6 da Apple ou o Android 4.2 da Google e do Windows 8, da Microsoft.
A marca da maça e o Android dominam já cerca de 90% do mercado. No terceiro trimestre desde ano a BlackBerry ocupava apenas 4,3% do mercado de smartphones, contra os 9,5% do passado ano e os 14,5% e 19,5% de anos anteriores.
Mesmo que seja preciso esperar até Janeiro para conhecer a totalidade das novas características do sistema BB, já foram desvendadas algumas particularidades. A principal novidade é a possibilidade de ter na mesma tecla todos os avisos de correio eletrónico e redes sociais, sem necessidade de saltar de aplicação em aplicação. Para além disso, não necessitará de um botão para página de inicio, ao contrário do iPhone e do Android, e contará com um espaço "multi-área" para a execução de diferentes funcionalidades em simultâneo. O BlackBerry inovará ainda com um smartphone com ecrã tátil, apesar de um dos modelos continuar a apresentar o habitual teclado qwerty.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 25 de novembro de 2012

Das espinhas de bacalhau, cientistas portugueses querem fazer próteses

É preciso juntar mais uma maneira de cozinhar o bacalhau às 1001 que dizem existir. Neste caso, falamos especificamente das espinhas do peixe muito apreciado e popular em Portugal. E falamos de um tipo de “cozinha” especial. Um grupo de investigadores da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto submeteu as espinhas do bacalhau a temperaturas que vão desde os 600 aos 1250 graus Celsius e conseguiu um “pó branco” — um precioso pó, que é um composto por hidroxiapatite (um fosfato de cálcio que é o principal componente dos ossos humanos e de animais) e que pode servir para produzir próteses ósseas e dentárias, entre outras possíveis aplicações.
Este é o resultado de uma parceria entre as empresas Pascoal & Filhos e WeDoTech e a investigação. “Conseguimos obter a hidroxiapatite com espinhas de bacalhau. Temos agora uma fonte natural para obter este composto, quando a habitualmente usada é de síntese química, feita essencialmente com fósforo e cálcio”, começa por explicar Paula Castro, uma das responsáveis pelo projecto de investigação. A engenheira alimentar nota ainda que outra componente inovadora do processo de produção desenvolvido “é a possibilidade de fazer um pré-tratamento das espinhas em solução, antes da calcinação a alta temperatura e assim produzir materiais à base de hidroxiapatite que são ligeiramente modificados e têm aplicações diferentes”.
Se levarmos esta descrição para a imagem da cozinha, estaremos a falar em adicionar um ingrediente diferente antes de colocar as espinhas “no forno” e assim conseguir “servir” outro produto. Ou seja, há várias receitas possíveis com resultados diferentes.
Exemplos? “Podemos introduzir o fluoreto na composição da hidroxiapatite e então teremos um material que é mais apropriado para aplicação na prótese dentária, porque tem o flúor e uma solubilidade menor.” Outro exemplo: se o ingrediente adicionado na receita foi o cloreto, conseguimos um composto adequado para uso na área electrónica. E se juntarmos titânio teremos uma aplicação mais voltada para o ambiente. Se juntarmos magnésio ou sódio, conseguimos algo capaz de favorecer o crescimento ósseo.
Podemos estar (outra vez) perante 1001 variações possíveis. A hidroxiapatite é o principal elemento dos ossos humanos e, combinada com outros materiais, resulta em diferentes aplicações. Nos materiais usados em próteses dentárias ou ósseas, a exigência em termos de pureza é mais elevada.
Paula Castro sublinha ainda que estes materiais têm uma biocompatibilidade comparável à dos produtos existentes no mercado e que são, na maioria, de síntese química. Por outro lado, nota que era já possível encontrar produtos comerciais de hidroxiapatite a partir de fontes naturais, nomeadamente bovina e algas. Porém, não é conhecido nenhum resultado ou projecto relacionado com a aplicação de peixe como biomaterial, sublinha Paula Castro.
“Na indústria do bacalhau, geram-se quantidades muito elevadas de subprodutos e, no processamento deste peixe, os subprodutos podem atingir valores na ordem dos 40%. Estamos a falar de milhares de toneladas de espinhas anualmente e que agora podem ser utilizadas para a extracção e produção de compostos de elevado valor”.

O valor ambiental

Desta forma, destaca a investigadora, aproveitamos uma matéria-prima abundante em Portugal (que é habitualmente usada para fazer rações e farinha de peixe) e a reaproveitar o fósforo que existe nessas espinhas. A investigadora valoriza ainda a vertente e o valor ambiental do projecto. “Da maneira como a sociedade tem usado de forma crescente o fósforo, está também a colocar em causa a sua disponibilidade no futuro. Portanto, há também a vantagem de reutilizar fósforo a partir de uma fonte natural”, refere Paula Castro.
Mas o valor ambiental não existe só pelo facto de se conseguir uma nova forma de ir buscar um recurso como o fósforo que é muito explorado, mas também porque, além da aplicação na saúde, a hidroxiapatite pode ser utilizada no tratamento de águas residuais, especificamente na remoção de metais pesados como chumbo ou na degradação de poluentes orgânicos, como corantes.
O processo de produção conseguido no laboratório já está patenteado. Falta agora demonstrar que é possível levar esta “receita” e esta “oportunidade de inovação” para a grande escala de produção industrial. As espinhas do bacalhau são apenas uma parte concluída de um projecto mais vasto, que quer explorar este outro lado do peixe, desde a pele à água da salga, e que é hoje apresentado no seminário ICOD, no Porto.

Fonte: Público

sábado, 24 de novembro de 2012

Nariz muda de temperatura quando se mente

A famosa história do Pinóquio, personagem imortalizada pela Disney, poderá ter algum fundo de verdade. Quando os seres humanos mentem o nariz não cresce, mas aquece ou arrefece.
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Granada, em Espanha, mostrou que quando as pessoas mentem o nariz não permanece igual. Dependendo do tipo de mentira que se conta, o nariz pode aquecer ou arrefecer, notícia o site do jornal espanhol 'El Mundo'.
De acordo com Emilio Gómez Milán e Elvira Salazar López, ambos do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Granada, quando um indivíduo realiza um grande esforço mental, a temperatura do nariz desce. Se, por outro lado, uma mentira causar um elevado nível de ansiedade, produz-se uma subida da temperatura facial.
Deste modo, o chamado "efeito Pinóquio" demonstra que a temperatura da ponta do nariz aumenta ou diminui consoante os estados de espírito. Esta investigação faz parte de uma tese de doutoramento, defendida ontem na Faculdade de Psicologia da Universidade de Granada. Alguns dos resultados defendidos foram já publicados em revista científicas, diz o 'El Mundo'.

Fonte: Diário de Notícia

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cientistas descobrem gene que indica a hora da morte

A equipa do investigador Andrew Lim comprovou que as pessoas madrugadoras morrem por volta das 11 horas da manhã a as notívagas a partir das seis da tarde.
Um grupo de cientistas descobriu o gene que dá corda ao relógio biológico e que, segundo a revista "Annals of Neurology", é capaz de determinar o momento em que vamos morrer, avança o jornal espanhol "ABC".
"O relógio biológio interior regula muitos dos aspectos da biologia e comportamento humano e também inclui a hora de estados clínicos graves como um derrame cerebral ou um enfarte", explica Andrew Lim, do centro médico Beth Israel, em Boston, nos Estados Unidos.
A ideia inicial de Lim e dos seus colegas era prevenir enfermidades e determinar o traço genético que determina o aparecimento de determinadas doenças como a Alzheimer ou a Parkinson. No total, cerca de 1.200 pessoas com mais de 65 anos submeteram-se a um estudo efetuado pela equipa de investigadores, através de um apulseira que vigiava os seus ciclos de sono e vigília. Assim foi descoberto que as pessoas que costumam madrugar e deitar-se cedo apresentam diferenças genéticas em relação aos que preferem levantar-se tarde e só se vão deitar de madrugada. Um nucleótido combinado com o gene "Period 1" marcava uma diferença entre os "madrugadores" e os "notívagos", sendo que os primeiros (60%) tinham adenina (A) e os segundos (40%) guanina (G).
Como os seres humanos posuem pares de cromossomas, a adenina e a guanina também estão duplamente presentes (A-A, G-G ou A-G). O estudo revela que os portadores do par A-A acordam aproximadamente uma hora antes dos portadores do par G-G, enquanto que os A-G dormem meia hora menos que estes últimos.
Os investigadores decidiram comparar também a descoberta em coelhos da índia, após a sua morte, e comprovaram que estas variedades genéticas podem indicar a hora da morte dos seus portadores.
Assim, as pessoas com A-A e A-G, os "madrugadores", morrem cerca das 11 horas da manhã, enquanto que a maioria dos G-G, "notívagos" morrem cerca das seis horas da tarde.
Apesar dos estudos já efetuados, a equipa de investigadores adianta que ainda serão necessários estudos mais aprofundados para determinar com exatidão qual a correlação entre o relógio biológico e o momento da morte.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cães paralisados recuperam controlo das patas traseiras após transplante de células olfactivas

O Jasper é um “cão-salsicha” (Dachshund) que perdeu o uso das suas patas posteriores há quatro anos. Agora, a seguir a um tratamento a que foi submetido por Robin Franklin, da Universidade de Cambridge, e colegas, Jasper está “sempre a correr pela casa fora”, diz a sua dona, citada no site do Huffington Post United Kingdom.
Os resultados da equipa britânica, que dizem respeito a Jasper e mais 33 cães de estimação que ficaram paralisados na sequência de atropelamentos ou de problemas de costas, foram publicados na revista Brain e constituem a primeira demonstração de que é possível reparar lesões da medula espinal em casos “da vida real”, salientam os cientistas. A maior parte dos cães era raça Dachshund (ou Teckel), que tem propensão a sofrer de problemas da coluna vertebral que se revelam altamente incapacitantes.
O que os cientistas fizeram foi colher certas células da própria mucosa nasal dos cães para realizar um autotransplante – em inglês, são chamadas olfactive ensheathing cells, ou OEC. As OEC não são neurónios, mas células gliais, ou seja, células nervosas que têm em particular como função a sustentação dos tecidos nervosos.
Essas células foram cultivadas no laboratório antes de serem injectadas, no local da lesão, em cerca de dois terços dos animais, enquanto os outros recebiam apenas uma injecção de um líquido neutro.
Como o sistema olfactivo é a única parte do organismo dos mamíferos onde as fibras nervosas continuam a crescer ao longo de toda a vida – e como as OEC são justamente as células nervosas que promovem esse crescimento –, os especialistas suspeitavam há anos, com base em estudos anteriores, de que um transplante destas células ao nível de uma lesão espinal poderia permitir a reconstituir as ligações nervosas que tinham sido seccionadas por um traumatismo. Sabia-se também que um tal procedimento não apresentava riscos para o ser humano, mas a sua eficácia nunca fora testada – e ainda menos comprovada.
Foi isso que agora parece ter finalmente acontecido – no cão. “Os nossos resultados são extremamente excitantes porque mostram, pela primeira vez, que o transplante deste tipo de células para dentro de uma lesão grave da espinal medula pode acarretar uma melhoria significativa”, diz Franklin, citado pela imprensa britânica. E, de facto, isso aconteceu aos cães que tinham recebido as suas próprias células olfactivas, mas não aos que tinham apenas sido tratados com o líquido.
Os animais foram testados, de mês a mês, do ponto de vista da sua função neurológica e do seu desempenho numa passadeira. E os cientistas puderam observar que os animais tratados com as células nasais conseguiam mexer as patas até aí paralisadas, coordenando o movimento de conjunto graças às patas dianteiras. Porém, também constataram que, ao contrário do que acontece naturalmente no nariz, onde a regeneração nervosa promovida pelas OEC consegue manter a comunicação entre o sistema olfactivo e o cérebro (condição sine qua non para a preservação do sentido do olfato), ao nível da espinal medula as ligações nervosas regeneradas eram de curto alcance.
Daí que os cientistas permaneçam muito prudentes quanto à eventual aplicação da técnica aos seres humanos. “Pensamos que a técnica poderia restaurar o movimento pelo menos de forma limitada em doentes humanos com lesões da espinal medula”, acrescenta Franklin, “mas estamos muito longe de poder dizer que esses doentes poderiam vir a recuperar todas as funções perdidas.” Acontece que, juntamente com a perda de mobilidade, estas lesões acarretam também perda da função sexual e do controlo dos esfíncteres. Ora, na actual experiência, embora alguns cães tenham recuperado o controlo da bexiga e dos intestinos, o seu número não foi significativo.Isso não impede Geoffrey Raisman, do University College de Londres e descobridor das OEC, de afirmar que se trata “do mais alentador avanço em anos”.

Fonte: Público