sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Novo robô consegue apanhar bolas que lhe são atiradas


Investigadores de Cambridge dedicam-se a tentar "humanizar" robôs. Assim, conseguiram que um robô, da Disney, pudesse apanhar uma bola quando lha atiram.
A 'máquina' segue a bola com os olhos e consegue apanhá-la, ou reage com várias expressões se não a consegue alcançar. Quando o robô perde a bola, olha para trás ou para baixo, dependendo do local onde o objeto caiu e encolhe os ombros ou abana a cabeça. No desenvolvimento do aparelho foi utilizado uma câmara interna, com um sistema de captação de movimento.
O novo robô da Disney foi especialmente desenvolvido para interagir com visitantes nos parques temáticos da marca. O robô é perfeitamente capaz de jogar ao "apanha a bola" com qualquer pessoa, adulto ou criança.
Vários investigadores mostraram-se já reticentes em relação ao facto de estar a ser dada às maquinas a capacidade de pensarem por elas próprias, alertando para as consequências que isso pode acarretar.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Desflorestação da Amazónia cai para novo mínimo histórico

A desflorestação da Amazónia baixou para o seu menor nível desde 1988, quando começou a ser feita uma monitorização regular por satélites. A superfície destruída entre Agosto de 2011 e Julho de 2012 foi de 4656 quilómetros quadrados, o que equivale aproximadamente à área ardida em Portugal em 2003, o pior ano de incêndios florestais no país.
Houve uma redução de 27% em relação ao ano anterior, em que o abate de árvores tinha também chegado a um recorde mínimo, 6418 quilómetros quadrados.
Os dados oficiais foram divulgados terça-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a agência brasileira que acompanha a evolução da desflorestação da Amazónia a partir de imagens de satélites. O INPE possui dois sistemas de monitorização: o DETER, que dá uma imagem mais imediata ao longo do ano, de modo a detectar sinais de alerta, e o PRODES, que faz um retrato mais detalhado no final de cada época. Os números agora divulgados são os do PRODES.
Os resultados surgem num momento em que a comunidade internacional discute novos passos a dar na luta contra o aquecimento global, na conferência climática anual das Nações Unidas, em Doha, Qatar. “Ouso dizer que esta é a única boa notícia ambiental que o planeta teve neste ano do ponto de vista de mudanças do clima”, disse a ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira, ao apresentar os resultados em Brasília.
Há três anos, o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir em 36% o aumento das suas emissões de CO2 até 2020, em comparação o que seria expectável. Uma grande fatia deste esforço seria, nos planos do Governo, atingida com uma descida de 80% do nível de desflorestação, em relação a 2005. Neste momento, já houve uma redução de 76%.
“Podemos mostrar em Doha que estamos a fazer a nossa parte para reduzir emissões”, continuou Izabella Teixeira. “O mundo deve encontrar urgentemente uma solução para a questão das alterações climáticas”, acrescentou.

Cultura da soja
Nem tudo são, porém, boas notícias. Apesar da diminuição da área desflorestada em geral, houve um aumento em três dos nove estados brasileiros da chamada Amazónia legal: Acre (10% ), Amazonas (29%) e Tocantins (33%). Já nos estados onde a floresta está a desaparecer em maior superfície, houve grandes descidas. No Mato Grosso e no Pará, que representam metade da área desflorestada em 2011/12 e dois terços desde 1988, o ritmo abrandou 31% e 44% respectivamente. É sobretudo nestes estados, e também em Rondónia, que a cultura da soja mais tem avançado sobre a floresta nas últimas duas décadas.
O ritmo de destruição da Amazónia tem vindo a cair desde 2004, quando desapareceram quase 28 mil quilómetros quadrados da mancha florestal.
Dados mais recentes, já do terceiro trimestre de 2012, lançaram a preocupação de que esteja a haver uma nova subida. Entre Agosto e Outubro de 2012, as árvores desapareceram de 1152 quilómetros quadrados, um aumento de 125% em relação ao mesmo período de 2011, segundo a organização não-governamental Imazon, que tem o seu próprio sistema de monitorização.

Fonte: Público

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tempestade de poeira aquece atmosfera em Marte

A NASA observa, desde há duas semanas, uma grande tempestade de poeira em Marte, que produziu sobreaquecimento da sua atmosfera e foi detetada pelo satélite 'MRO' e pelo robô 'Opportunity', noticiou a agência AFP.
É a primeira vez desde as missões norte-americanas 'Vicking', dos anos 70, que tais tempestades podem ser observadas por um satélite e um engenho em Marte, anunciou hoje, no seu portal, a agência espacial dos Estados Unidos.
Em 2001 e 2007, tempestades de poeiras afetaram grandes áreas do "planeta vermelho", segundo a NASA.
Após décadas de observações, os cientistas sabem que as tempestades ocorrem em certas estações do ano, com a mais recente a ter começado na primavera (Hemisfério Sul).
Instrumentos a bordo do satélite 'MRO' detetaram, a 16 de novembro, um sobreaquecimento da atmosfera a cerca de 25 quilómetros acima da tempestade, com a temperatura a aumentar 25 graus Celsius.
O fenómeno explica-se pela absorção, a esta altitude, do calor dos raios do Sol pela poeira levantada pelo vento.
Um sobreaquecimento foi também registado em latitudes próximas do Polo Norte, devido à circulação atmosférica.
Os instrumentos meteorológicos a bordo do robô 'Opportunity', em Marte desde 2004 e que se encontra a mais de 1.300 quilómetros da tempestade, mediram igualmente a alteração na pressão atmosférica, adiantou a NASA.
Se a tempestade continuar a expandir-se, o Opportunity poderá ser afetado, uma vez que depende do Sol para produzir energia.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Já tínhamos luz branca e ruído branco. Agora, também temos cheiro branco

É o equivalente odorante da luz branca e do ruído branco. Ao que dizem os que o cheiraram, não é nem agradável, nem desagradável - e não se parece com nenhum cheiro natural.
Quando um número suficiente de cores do arco-íris se misturam, vemos luz branca. Quando muitas frequências sonoras se sobrepõem, acabamos por ouvir sempre o mesmo distintivo ruído "branco" (aquela crepitação irritante que sai dos altifalantes do auto-rádio quando estacionamos o carro no piso -3 de um parque subterrâneo). Mas que odor sentiríamos se cheirássemos uma mistura de muitos componentes odoríferos diferentes?
Será que existe também um cheiro "branco"? Segundo resultados publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por uma equipa de cientistas israelitas, tudo indica que sim. Basta misturar um número suficiente de odores de igual intensidade e que abrangem todo o "espectro olfactivo" para o nosso nariz achar, a dada altura, que qualquer um dos cheiros assim obtidos é, por assim dizer, o mesmo cheiro. Noam Sobel e colegas, do Instituto Weizmann de Ciência (Israel), designam este cheiro de "branco olfactivo".
Para realizar o estudo, estes cientistas partiram de uma variedade de 86 moléculas odoríferas - cheiros agradáveis como o das rosas, desagradáveis como o da transpiração, cheiros que costumam estar associados a substâncias comestíveis ou pelo contrário a produtos tóxicos. Diluíram as moléculas para nivelar a sua intensidade e com esses ingredientes de base prepararam uma série de misturas. Pediram então a um grupo de participantes, entre os quais um profissional dos perfumes, para avaliar as diferenças ou semelhanças entre os cheiros das diversas misturas.
"Constatámos", escrevem os investigadores na PNAS, "que à medida que fazíamos aumentar o número de componentes independentes (...), as misturas se tornavam cada vez mais semelhantes entre si, apesar de não terem entre elas qualquer componente em comum". A partir de 20 componentes, a distinção olfactiva entre as misturas tornava-se difícil e, "com cerca de 30 componentes, a maioria das misturas tinham o mesmo cheiro".
Mas então, perguntam, "por que é que, no mundo real, misturas com inúmeros componentes, tais como o vinho, o café ou as rosas não cheiram todos igual, todos a branco?" Um primeiro elemento de resposta é que o leque de cheiros que compõem o odor das substâncias reais é muito estreito. Um segundo elemento é que os componentes dos cheiros naturais não costumam ter intensidades uniformes: por exemplo, o característico cheiro a rosas deve-se na realidade ao esmagador contributo (98%) de uma única molécula: o álcool beta-feniletílico. Por isso, apesar de poder haver uma multiplicidade de outros cheiros envolvidos - que nos casos reais podem atingir as centenas -, nada ultrapassa a predominância desse único cheiro distintivo. Aquilo que é a essência do "branco olfactivo" - igual intensidade de todos os componentes e uma distribuição por todo o espectro olfactivo - não se verifica com os cheiros reais.
"A que cheira o branco olfactivo?", perguntam ainda os cientistas. Segundo os voluntários que participaram no estudo, trata-se de um cheiro que não é nem agradável, nem desagradável, nem imponente de mais, nem parecido com nada de conhecido. Os cientistas especulam aliás que, mesmo a existir na natureza, a sua ocorrência é provavelmente "um evento extremamente raro". E por isso propõem, na versão online do seu artigo, uma lista de "receitas" artificiais de branco olfactivo.
Seja como for, pensam que este inédito cheiro possa vir a ser utilizado para perceber melhor a neurobiologia do olfacto, que permanece em parte misteriosa. A teoria mais consensual descreve este sentido com uma espécie de máquina de detectar moléculas odorantes, explica um comunicado do Instituto Weizmann, mas o estudo agora publicado sugere, pelo contrário, que o nosso sistema olfactivo apreende os cheiros no seu conjunto e não os odores individuais que os compõem. "Os resultados", diz Sobel, citado no mesmo documento, "dizem respeito aos princípios mais básicos subjacentes ao nosso sentido do olfacto e levantam algumas questões em relação às ideias feitas sobre o tema".
E houve outras surpresas ainda: numa das experiências, o branco olfactivo mostrou-se capaz de neutralizar outros cheiros. Como explica no seu site a revista Nature, "quando as [quatro] moléculas-chave do cheiro a rosas foram combinadas com uma mistura de branco olfactivo, o cheiro a rosas foi ocultado - demonstrando-se assim que poderia vir a ser utilizado para mascarar odores", por exemplo nas casas de banho públicas...

Fonte: Público

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cientistas criam garrafa de água que se enche sozinha

Tendo como inspiração o besouro do deserto da Namíbia, em África, a empresa americana 'NBD Nano' está a desenvolver uma garrafa capaz de se encher sozinha, recolhendo água do ar.
O besouro da Namíbia desenvolveu a capacidade de extrair água do ar através da condensação. Nas suas costas tem uma zona hidrófila onde armazena a água, o que é essencial para a sua sobrevivência visto que na zona onde habita é raro chover, diz o site do jornal espanhol 'ABC'.
Se o besouro foi capaz de o fazer, os cientistas da 'NBD Nano' acreditam que também podem seguir o seu exemplo, adaptando a natureza à tecnologia. Deckard Sorensen, co-fundador da empresa, concluiu que é possível imitar-se o processo do besouro e aplicá-lo a uma simples garrafa.
O processo, que parece bastante simples, tem como base a criação de uma garrafa coberta de capas hidrófilas e hidrófobas e um pequeno ventilador para fazer circular o ar. Este processo eventualmente levará à condensação, fazendo com que a garrafa se encha de água sozinha. Para isto será necessária uma fonte de energia externa, sendo que uma bateria re-carregável é suficiente, diz o 'ABC'.
Este trabalho está ainda na sua fase inicial mas é um dos muitos exemplos que demonstram como os cientistas procuram na natureza inspiração para a tecnologia sustentável. Em declarações ao site da BBC, Miguel Galvez, co-fundador da empresa, afirmou que estão já a desenvolver um protótipo da garrafa. "Acreditamos que o protótipo inicial será capaz de recolher, em qualquer local, desde meio litro até três litros de água por hora, dependendo do meio ambiente", acrescentou.
O potencial desta inovação reside no facto de haver milhões de litros de água no ar, que não são aproveitados enquanto recurso natural, principalmente considerando que há imensos países de terceiro mundo onde a água é escassa, diz o 'ABC'.

Fonte: Diário de Notícias