segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aumenta a mortalidade das árvores centenárias

Cientistas alertaram hoje para o aumento alarmante das taxas de mortalidade dos maiores organismos vivos do planeta, as árvores centenárias de grande porte que abrigam e sustentam inúmeras aves e animais selvagens.
Estudos conduzidos na Austrália e nos Estados Unidos, sustentam que os ecossistemas a nível mundial estão em perigo de perder as suas árvores de maior dimensão e idade, a não ser que sejam implementadas novas políticas no sentido de uma melhor proteção destes organismos.
"É um problema a nível mundial e parece estar a acontecer na maioria dos tipos de florestas", disse David Lindenmayer, da Australian National University.
Segundo o autor principal do estudo sobre o problema, "tal como os animais de grande porte como elefantes, tigres, e cetáceos diminuíram drasticamente em muitas partes do mundo, um número crescente de provas sugere que as grandes árvores centenárias podem estar igualmente em perigo".
Os cientistas disseram que políticas e práticas de gestão devem ser implementadas com vista ao crescimento destes organismos e redução das taxas de mortalidade dos mesmos.
Lindenmayer, juntamente com colegas da James Cook University na Austrália e Washington University nos Estados Unidos, conduziram estudos depois de analisarem os registos das florestas suecas até ao período de 1860.
Os cientistas descobriram alarmantes perdas de árvores de grande porte, com idades entre os 100 e 300 anos, nas várias latitudes da Europa, América do Norte, Ásia, América do Sul, América Latina e Austrália.
Os investigadores defenderam também a necessidade de levar a cabo investigações direcionadas para objetos de estudo específicos para compreender melhor as ameaças à vida dos grandes organismos e traçar estratégias para as enfrentar.
"Sem essas iniciativas, estes organismos icónicos e as muitas espécies que dependem deles poderão diminuir em largar escala ou perder-se completamente", sustentaram.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 9 de dezembro de 2012

As sondas Ebb e Flow espreitaram por baixo da superfície da Lua e eis o que viram...

Duas sondas da NASA, em órbita em redor da Lua desde o início do ano, criaram um mapa detalhado da crosta lunar e fizeram algumas descobertas surpreendentes.
A superfície lunar parece feita de queijo gruyère (ou de Stilton, como argumentariam Wallace e Gromit). E isso mascara as características da crosta subjacente, ocultando as fases mais precoces da formação da Lua. Mas agora, graças a duas sondas chamadas Ebb e Flow ("fluxo" e "refluxo", ou ainda "cheia" e "vaza"), que utilizam uma técnica muito simples, mas ao mesmo tempo muito poderosa, foi possível levantar o véu e espreitar o interior da Lua como nunca tinha sido feito.
As sondas, cuja missão foi baptizada GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory), foram lançadas em Setembro de 2011 pela agência espacial norte-americana NASA e têm estado a orbitar a Lua, uma à frente da outra e a uma distância muito precisa uma da outra.
Como é que conseguem cartografar o interior da Lua? “Quando a primeira (Flow) passa por cima de uma formação rochosa particularmente maciça, o ligeiro aumento da atracção gravitacional [da Lua] que isso ocasiona empurra-a para a frente, distanciando-a da segunda (Ebb)”, explica, na Science desta sexta-feira, o jornalista Richard Kerr num texto que acompanha a publicação de três artigos que descrevem os resultados obtidos nos primeiros meses da missão.
Foram essas oscilações da distância entre as sondas, que elas foram medindo com grande precisão entre os meses de Março e Maio, que permitiram à equipa de Maria Zuber, geofísica do Massachusetts Institute of Technology, criar as belas imagens que constituem o “mapa gravitacional” da crosta da Lua.
A operação já se revelou fértil em surpresas acerca da juventude do nosso satélite natural. Uma delas é que, ao longo dos primeiros mil milhões de anos de vida da Lua, a sua crosta foi muito mais fustigada por asteróides e outros projécteis espaciais do que se pensava e que os impactos deixaram “fracturas que vão de finíssimas fissuras a falhas que poderão atingir dezenas de quilómetros de profundidade e penetrar mesmo no manto”, lê-se ainda na Science. Esta descoberta permite pensar que o mesmo processo de fracturação também poderá ter tido lugar nos planetas vizinhos – e em particular em Marte, "onde a água, que no início era abundante, poderá ter-se infiltrado, fornecendo muitas rochas molhadas e quentes” e criando assim condições propícias ao aparecimento da vida.
“Já se sabia que os planetas tinham sido fustigados por impactos, mas ninguém imaginava que a crosta da Lua tivesse sido tão atingida”, diz Maria Zuber, citada pelo diário britânico Guardian. “Isto foi uma grande surpresa, que vai fazer muita gente questionar-se sobre o seu significado para a evolução planetária.”
Outra novidade dos resultados publicados na Science é que, ao contrário de estimativas anteriores, que apontavam para a crosta lunar ter uma espessura de 50 a 60 quilómetros, ela parece ser muito mais fina (35 a 40 quilómetros) e a sua parte superior mais porosa do que previsto. Ainda outra é que a crosta é atravessada por cerca de 20 gigantescos lençóis de magma arrefecido, cuja densidade é maior do que a do resto – e cuja formação poderá remontar aos primórdios da história da Lua.
As duas sondas, que se encontravam inicialmente a 55 quilómetros de altitude, desceram para os 22 quilómetros no fim do Verão, o que promete imagens mais detalhadas daqui a uns meses, escreve ainda Kerr. Nas próximas semanas, aproximar-se-ão ainda mais perigosamente da superfície, acabando por se estatelar na Lua quando o combustível dos seus foguetões de controlo de altitude se esgotar.

Fonte: Público

sábado, 8 de dezembro de 2012

Regresso à Lua só com financiamento privado

Harrison Schmitt, astronauta da última missão do projeto Apollo, diz que o governo norte-americano não tem capacidade para voltar a enviar homens à Lua e que serão empresas privadas a financiar a exploração mineira no satélite.
No 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto, um dos austronautas presentes nessa última viagem à Lua, Harrison Schmitt, defende que as empresas privadas vão apostar na exploração do satélite, não só com uma perspetiva mais turística, mas na expliração mineira.
Em causa está a extração de hélio-3, uma fonte de combustível difícil de se ter na Terra, mas que não falta na Lua. "Se se tiver uma razão para se construir foguetões, naves espaciais e máquinas de exploração mineira, os custos vão diminuir. O governo não tem capacidade para diminuir os custos onde seria económico fazê-lo", salientou Schmitt à BBC.
Para o antigo astronauta serão as empresas privadas a apostar na exploração mineira para a extração de hélio-3. Esta fonte de combustível é vista como o futuro, pois 25 toneladas pode permitir fornecer energia para todo o planeta durante um ano. Se na Terra há apenas a capacidade para produzir várias dezenas de gramas por ano, as estimativas, mais baixas, é que na Lua as reservas atinjam as 500 mil toneladas.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Terra vista à noite do espaço é um mundo de luz e escuridão

Há um novo vídeo da NASA que mostra o lado escuro da Terra. E a electricidade marca a geografia nocturna do planeta.
O lado nocturno do nosso planeta foi fotografado por um satélite norte-americano com uma resolução sem precedentes. A NASA e a NOAA, a agência para atmosfera e os oceanos dos Estados Unidos, mostram agora a compilação dessas imagens num vídeo. A Terra surge-nos a girar à noite e, vista do espaço, é um mundo de escuridão, mas também de muita luz.
Não é só a cartografia dos postes de electricidade que pode ser feita com as imagens registadas pelo satélite. O vídeo também revela os poços petrolíferos activos que estão a queimar combustível, as luzes dos navios no mar e os incêndios o interior da Austrália.
"Por todas as razões que tornam necessário fazer a observação da Terra durante o dia, também é preciso fazer esta observação à noite”, defende Steve Miller, um investigador do Instituto Cooperativo para a Investigação da Atmosfera, da Universidade Estadual do Colorado, que pertence à NOAA. “Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme”, diz o investigador, num comunicado.
O satélite norte-americano resulta de uma parceria entre a NASA e NOAA e foi para o espaço em 2011. Um dos seus instrumentos é um radiómetro que detecta ondas de luz em comprimentos de onda que vão desde o verde (na parte visível do espectro) até ao infravermelho. O aparelho utiliza técnicas de filtragem e um sensor que permitem registar, a partir do espaço, o brilho pouco intenso das luzes eléctricas que iluminam as estradas. Este sensor até consegue “ver” a única luz de um navio sozinho no oceano.
O registo que aparece agora é fruto de fotografias tiradas em 22 dias, entre Abril e Outubro de 2012, em noites sem nuvens. É possível ver continentes vastamente iluminados como a Europa em contraste com regiões mais escuras como a Rússia. O vídeo mostra diferenças políticas: a iluminada Coreia do Sul e a mais escura Coreia do Norte. E evidencia também a importância dos acidentes geográficos, como as cordilheiras escuras dos Himalaias, que travam o avanço da civilização.
“A noite não é de longe tão escura como podemos pensar”, diz Miller. As fotografias revelam ainda fenómenos luminosos naturais como auroras ou o brilho parco de reacções químicas que se dão na atmosfera superior. Com esta vigilância nocturna, os cientistas também estão interessados em detectar o início de tempestades que ocorrem de noite ou outros fenómenos meteorológicos. Mas também podem identificar apagões, como os que aconteceram nos Estados Unidos durante o furacão Sandy, no final de Outubro, ou os navios que pescam ilegalmente e se servem de luz para atrair cardumes de peixe.

Fonte: Público

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Com quantos blocos lego aguentará a base de uma torre?

Engenheiros da Open University colocaram um tijolo sobre pressão hidráulica para medir o peso que este poderia aguentar. O resultado é surpreendente.
É uma questão que já chegou aos fóruns e aos maiores pensadores da Internet, mas até agora ainda não tinha conhecido resposta definitiva. Quão alta precisa de ser uma torre de lego para que a peça de baixo ceda? É a pergunta que se impõe.
A resposta, que levou a milhares de comentários especulativos na rede, chegou pelo canal de televisão britânico BBC, que através de um programa de rádio conseguiu que académicos investigassem a questão, utilizando de pressão hidráulica.
Já era sabido que os legos são extremamente resistentes, mas como qualquer outro material, também eles têm um limite. De acordo com engenheiros da Open University, no Reino Unido, peças lego de 2x2, com uma massa de 1,152 gramas podem aguentar com 432 quilogramas. Nunca é demais recordar que as peças da lego são feitas inteiramente de plástico. Assim, os cientistas concluíram que uma torre lego poderá suportar 375 mil peças empilhadas numa só sem ceder.

Fonte: Diário de Notícias