domingo, 6 de janeiro de 2013

Anuncio português ao Windows 8 é sucesso internacional

A Microsoft lançou uma nova campanha publicitária, curiosamente gravada em Portugal, onde aposta em mostrar aos utilizadores a simplicidade do Windows 8.
À pergunta, é o "Windows 8 assim tão simples?" a Microsoft responde com uma "pequena" demonstração feita por... uma criança. O anuncio passa-se numa loja normal de venda de software informático e, quando os compradores pedem ajuda ao assistente, este vai buscar um "pequeno" rapaz.
O anúncio foi gravado em Portugal e é até falado em português, tendo sido depois legendado em inglês. Uma nova jogada de marketing da gigante dos computadores que pretende provar que o Windows 8 é tão simples, que até uma criança pode explicar as suas funcionalidades.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 5 de janeiro de 2013

Meteorito NWA 7034 de Marte é diferente de todos os outros

Tem mais água, é constituído por basalto e tem 2100 milhões de anos. A rocha marciana descrita na Science é uma representante única da geologia do planeta.
Bem-vindos os calhaus de Marte, ou pelo menos os 319,8 gramas chegados de lá - o peso do meteorito proveniente do planeta vermelho que agora foi estudado. Enquanto uma missão de ida e volta não trouxer material do quarto planeta do sistema solar, os meteoritos marcianos que caem na Terra são os melhores objectos para se conhecer as profundezas geológicas do planeta. O NWA 7034 é diferente das rochas marcianas que se observaram até agora. É um pedaço de material vulcânico com mais água do que o normal, proveniente da crosta marciana e tem 2100 milhões de anos, revela um artigo na edição de hoje da revista norte-americana Science.
Até agora, eram conhecidos 110 meteoritos marcianos. Mas só na década passada é que se confirmou que esta população de rochas vinha mesmo de Marte. Apesar da sua constituição corresponder àquele planeta, foi preciso a informação recolhida pelas sondas Viking, que aterraram em Marte em 1976, e décadas de investigação para termos a confirmação.
A viagem de um pedaço de rocha arrancado de Marte até à Terra começa com um forte impacto de um grande asteróide ou de um cometa contra o planeta vermelho. Depois, é uma questão de sorte o material cair na Terra.
Os meteoritos que cá chegaram são todos de uma só classe dividida em três grupos, consoante a sua composição química, chamados Shergotty, Nakhla e Chassign (SNC). O NWA 7034 não se encaixa em nenhuma dos tipos. O pedaço de rocha foi encontrado no Noroeste de África. Em 2011 foi adquirido pela Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, onde foi estudado.
"A textura do meteorito NWA não é como a dos SNC. É feito de fragmentos cimentados de basalto, uma rocha que se forma quando a lava arrefece rapidamente, e contém principalmente feldspato e piroxena. A composição é comum nas amostras de material lunar, mas não noutros meteoritos", explica Andrew Steele, um dos autores, que trabalha na Instituição Carnegie, em Washington.
As análises feitas ao solo de Marte pelos sucessivos robôs que foram enviados ao planeta nunca encontraram uma química parecida com a do material marciano que viajou até à Terra. Mas o NWA 7034 parece inverter a situação. "O basalto da rocha é consistente com o que existe na crosta ou no manto superior de Marte, segundo as descobertas recentes feitas pelos robôs em Marte e pelos satélites. A química [do NWA 7034] parece ter uma origem superficial e ter sofrido uma interacção com a atmosfera do planeta", explica Carl Agee, outro autor do artigo, da Universidade do Novo México.

Rocha hidratada
A datação do NWA 7034 indica que esta rocha é, segundo os cientistas, do início da época amazoniana - a mais recente época do registo geológico de Marte. Segundo a análise feita pelos cientistas, o meteorito contém 6000 partes de água por um milhão de partes, o que é cerca de dez vezes mais do que a que se encontra, em média, nos outros meteoritos marcianos. "Esta abundância de água sugere que o meteorito interagiu com a superfície marciana há cerca de 2100 milhões de anos", diz Agee.
É impossível saber a que região do planeta pertence este representante do mundo mineral de Marte. Apesar de o robô Curiosity da NASA, que chegou ao planeta em Agosto de 2012, estar programado para estudar a geologia de Marte - tem um braço capaz de apanhar amostras de solo para analisar -, será preciso uma viagem mais arrojada de ida e volta para as mãos humanas poderem analisar rochas de Marte trazidas de propósito. A NASA e a Agência Espacial Europeia tinham um projecto destes, só que nunca saiu do papel.

Fonte: Público

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O mosquito da malária não deixa o sangue coagular e agora sabemos porquê

Como é que o mosquito da malária, enquanto suga a sua vítima, impede que a coagulação do sangue que lhe serve de refeição? Cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, com colegas de Espanha e França, desvendaram agora o mecanismo usado pelos mosquitos do género Anopheles.
Publicado pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences no final de 2012, o trabalho abre caminho ao desenvolvimento de novas moléculas sintéticas para o tratar problemas cardiovasculares, que muitas vezes necessitam da administração de anticoagulantes.
Os mosquitos anófeles usam uma molécula para controlar o sistema de coagulação durante as suas refeições de sangue – a anofelina, que tem como alvo a trombina, uma enzima central na anticoagulação.
A anofelina já tinha sido isolada e caracterizada por uma equipa norte-americana, que a patenteou como anticoagulante. “A maioria dos hematófagos [animais que se alimentam de sangue] possuem moléculas anticoagulantes interessantes para usos biomédicos, muitas delas já patenteadas. Mas o que se desconhece é forma como elas funcionam”, explica Pedro Pereira, investigador principal da equipa que liderou o estudo, citado num comunicado do IBMC.
A anofelina tem uma “abordagem radicalmente inovadora” no controlo do sistema de coagulação do hospedeiro: ela liga-se à trombina aproveitando os locais normalmente utilizados por substratos naturais do organismo no processo de coagulação, como por exemplo o fibrinogénio. Desta forma, o fibrinogénio não consegue ligar-se à trombina e, consequentemente, não se produz a fibrina, que forma os coágulos. Um coágulo é uma rede de fibrina. Encravando os locais também usados pelo fibrinogénio como ligação à trombina, à semelhança de uma chave partida dentro da fechadura, a anofelina trava a formação de coágulos.
“A anofelina é admiravelmente pequena e muito simples, sendo no entanto bastante eficaz”, diz Pedro Pereira. Isso é diferente de outras moléculas extraídas de outros animais hematófagos, como a carraça dos bovinos, cujas moléculas anticoagulantes são quatro vezes maiores, e por isso ela pode ser mais fácil de imitar em compostos sintéticos. “Apesar de terem sempre o mesmo objectivo, impedir a coagulação, as características de cada molécula são muito específicas de cada grupo de animais e seguem estratégias diferentes”, refere por sua vez Ana Figueiredo, a primeira autora do artigo.
A equipa – que inclui ainda investigadores da Universidade Pompeu Fabra e do Hospital de Sant Pau, em Barcelona, e do Laboratório Europeu de Radiação Sincrotrão em Grenoble, em França – também identificou a porção da molécula essencial para a actividade anticoagulante, que corresponde a cerca de metade da anofelina originalmente descrita.
Assim, uma molécula isolada de mosquitos que infectam cerca de 500 milhões de pessoas por ano com malária pode agora vir servir de base à concepção de fármacos sintéticos para prevenir e tratar alguns dos problemas que mais matam, neste caso as doenças cardiovasculares.

Fonte: Público

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Morreu Carl Woese, o cientista que descobriu o terceiro ramo da árvore da vida

O norte-americano descobriu que os microrganismos que vivem em ambientes extremos são um grupo completamente à parte de tudo o resto que se conhece.
O mundo microscópico esteve sempre presente na vida científica de Carl Woese. Mas foi em 1977 que o cientista norte-americano revolucionou a árvore da vida, o diagrama que representa a relação evolutiva entre as espécies: propôs um novo domínio, os archaea. Pensava-se que este conjunto de espécies eram bactérias, mas Woese mostrou que é um grupo independente e, a nível evolutivo, está tão próximo da bactéria Escherichia coli como de um cogumelo ou de um pinguim. Woese faleceu no último domingo, devido a um cancro no pâncreas. Tinha 84 anos.
Um dos maiores enigmas da biologia está relacionado com a evolução e com os processos que fizeram as primeiras formas de vida transformarem-se na diversidade que existe hoje. É este enigma que cientista tinha em mente.
Woese nasceu a 15 de Julho de 1928, em Siracusa, uma cidade no estado de Nova Iorque. Licenciou-se em matemática e física na Universidade de Amherst em 1950 e três anos depois fez o doutoramento em biofísica na Universidade de Yale. Em 1964, entrou para a Universidade de Illinois como professor, onde trabalhou até morrer.
Durante a década de 1970, o cientista tentou compreender melhor a relação evolutiva entre as espécies de bactérias. “Para realmente compreendermos a biologia, é preciso compreendermos de onde tudo veio”, disse o cientista, que defendia que a vida microbiana era um componente fulcral da biosfera.
Todas as formas de vida provêm de um único antepassado comum, há mais de 3500 milhões de anos. Nos anos de 1970, defendia-se que a evolução tinha resultado em dois grandes ramos diferentes, dois domínios da vida. Um domínio era os eucariotas, que reúne organismos com células com núcleo (onde está guardado o ADN), que podem ter uma só célula como a amiba. O outro domínio agrupava as bactérias.
Carl Woese revolucionou a forma de caracterizar as bactérias, e não só, graças a novas técnicas de análise de ADN que apareceram na altura. Em vez de se apoiar em características físicas, utilizou a sequenciação de moléculas do ADN dos ribossomas – as fábricas de proteínas que estão em todas as células – para comparar a distância evolutiva entre as espécies de bactérias.
“Fez uma métrica para determinar o parentesco a nível evolutivo”, explicou Norman Pace, um microbiólogo da Universidade do Colorado. “Os seus resultados foram os primeiros a provar que toda a vida na Terra estava relacionada entre si”, disse, citado pelo jornal New York Times.
Desta forma, também descobriu um grupo de microrganismos que eram tão diferentes das bactérias quanto de um cão. Em 1977, o cientista publicou, com outros colegas, dois artigos científicos onde anuncia a descoberta as archaea, ou arquea. Este novo domínio reúne organismos unicelulares sem núcleo que vivem em ambientes extremos a nível de temperatura, de salinidade ou de pH, como as fontes hidrotermais, no fundo do oceano. Entretanto, foram descobertas mais espécies de archaea no plâncton ou no tubo digestivo de animais.
Segundo o investigador, este grupo tem características tão antigas como as bactérias e vive em condições que estarão mais próximas do ambiente terrestre que existia quando a vida apareceu.
“Carl não só rescreveu o manual da biologia evolutiva, mas a sua descoberta proporcionou ferramentas para estudarmos hoje o microbioma humano, o conjunto complexo e incrivelmente diverso de microrganismos que existe no nosso corpo e que contribui tanto para a nossa saúde como para as doenças”, diz Gene Robinson, director do Instituto para a Biologia Genómica em Illinois, em comunicado.
A comunidade científica resistiu no início à teoria de Woese e só na década de 1990, quando a sequenciação dos genomas aprofundou o conhecimento deste novo grupo, é que os mais resistentes críticos se calaram. Entretanto, o biofísico foi acumulando galardões como a Medalha Nacional da Ciência dos Estados Unidos, em 2000, ou o Prémio Crafoord das Biociências, em 2003, entregue pela academia sueca.
Carl Woese teve dois filhos. O cientista, que muitos defendem ter merecido o Prémio Nobel, deixa ainda uma visão da vida na Terra: “Para mim, é claro que se a humanidade limpar da Terra todas as formas de vida multicelulares, a vida microbiana poderá mudar pouco. Se a vida microbiana desaparecer – isso seria a morte instantânea para o planeta.”

Fonte: Público

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Arqueólogos descobrem 12 esqueletos com 800 anos

Arqueólogos descobriram no centro do México esqueletos de 12 crianças e adultos com cerca de 800 anos, informou um especialista do Instituto Nacional de Antropologia e História do México citado pela agência AFP.
Os esqueletos foram descobertos quando os arqueólogos estavam a supervisionar a instalação de um novo sistema de drenagem em Cholula, uma cidade a cerca de 120 quilómetros a norte da capital mexicana.
As descobertas foram feitas entre o dia 08 de dezembro e quinta-feira, tendo sido identificados um total de 12 esqueletos.
Os investigadores terão agora de identificar o sexo e a origem étnica dos mesmos.
Em abril, 17 esqueletos com cerca de 700 anos também foram descobertos na mesma região.

Fionte: Diário de Notícias