sábado, 12 de janeiro de 2013

Dupla hélice de ADN fotografada directamente pela primeira vez

A dupla hélice do ADN tornou-se um ícone da ciência do século XX, mas só agora foi possível vê-la mesmo como ela é.
Há muito que as imagens da dupla hélice do ADN fazem parte do nosso quotidiano. Mas os pormenores da molécula que contém os genes só eram visualizáveis através de fotografias feitas por raios X, crípticas para os leigos. Agora, quase 60 anos após a descoberta da icónica estrutura, uma equipa italiana oferece-nos a primeira visualização da dupla hélice tal como ela é.
A fotografia que ilustra este texto, obtida por microscopia electrónica por Enzo di Fabrizio, do Instituto Italiano de Tecnologia, e colegas, acaba de ser revelada num artigo na revista Nano Letters.
Como explica a revista Nature da última quinta-feira, os cientistas espalharam gotículas que continham o ADN de um vírus que infecta as bactérias à superfície de pequenas “pastilhas” de silício. As pastilhas tinham sido previamente “gravadas”, de forma a ficarem pejadas de micrométricos buracos e de “pilares” cilíndricos.
Quando as gotas secaram, as fibras de ADN ficaram bem esticadas entre os diversos “pilares” e suspensas por cima dos buracos. E os cientistas puderam então fotografar o ADN espreitando com um microscópio electrónico através dos buracos do silício.
Ainda não é uma imagem da dupla hélice no seu meio natural, fisiológico, uma vez que o ADN adopta uma forma algo diferente ao ser desidratado. Mas é a primeira vez que se consegue ver as voltas que a molécula dá, à maneira de uma escada de cordas enrolada sobre si própria.
Os cientistas puderam também medir com precisão a distância entre voltas consecutivas da hélice (assinaladas pelas setas vermelhas na fotografia): 2,7 milionésimos de metro, que se sabe corresponder à dita configuração “seca” do ADN.

Fonte: Público

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Comida pode ser retirada diretamente do estômago

Uma chocante nova tecnologia de perda de peso promete ajudar todos os que tentam fazer dieta para perder alguns quilos. A comida poderá retirada diretamente do estômago antes de ser digerida.
O Aspire Assist Therapy System trabalha com a inserção cirúrgica de um tubo que vai desde a superfície da pele da pessoa até ao estômago. O tubo é depois acompanhado de um aparelho que permite o acesso ao estômago.
Vinte minutos depois de uma refeição, é possível fazer o encaixe de um pequeno tubo no original, o que permite chegar até aos conteúdos do estômago e esvazia-lo. É mesmo possível injetar água no estômago antes de o esvaziar.
Os criadores do projeto, Dean Kamer - inventor da Segway - e uma equipa de médicos, dizem que o seu método remove pelo menos um terço de cada refeição do estômago. Assim, e pelas suas contas, seria possivel que uma pessoa conseguisse perder entre 500 gramas a um quilo por semana, ou mais.
De acordo com o New York Daily News, o produto é já considerado uma alternativa barata ao bypass gástrico. Mas, como tudo, tem os seus limites: algumas comidas entopem os tubos. Sendo assim, brócolos, couve-flor, batatas fritas, bife e comida chinesa estão proibidos de serem retirados do estômago.
O Aspire Assist foi experimentado em 24 pacientes obesos e o seu uso já foi aprovado em alguns países europeus.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Porque é que os dedos ficam enrugados na água quente?

A ciência pode estar perto de conseguir explicar o porquê de os dedos das mãos e dos pés ficarem enrugados depois de estarem mergulhados em água quente durante algum tempo.
Investigadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, confirmaram que os objetos molhados são mais fáceis de manusear com dedos enrugados. Os cientistas sugerem que os nossos antepassados podem ter adquirido pela primeira vez as pequenas "rugas" quando procuravam por comida em vegetação molhada ou em correntes de água.
As últimas experiências, que consistem em pedir a voluntários que peguem em berlindes imersos em água com uma mão e os depositem num recipiente com a outra mão, foram publicadas no jornal da Royak Society para a biologia. Os voluntários com os dedos enrugados conseguem completar a tarefa mais rapidamente e com mais facilidade do que os outros.
Durante muito tempo, assumiu-se que as pequenas rugas eram somente o resultado da pele a inchar na água, mas as mais recentes investigações mostraram que a causa são os vasos sanguíneos a apertarem-se em reação à água, uma resposta controlada pelo sistema nervoso do corpo e que pode atuar como uma ajuda para manusearmos objetos molhados.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Lula gigante filmada pela primeira vez no seu meio natural

Animal com oito metros de comprimento foi localizado por cientistas japoneses a 630 metros de profundidade, no Pacífico.
Cientistas japoneses filmaram pela primeira vez uma lula gigante viva no seu habitat natural, a centenas de metros de profundidade.
As imagens foram captadas a 10 de Julho passado, mas anunciadas esta segunda-feira pela rede japonesa de televisão NHK, num projecto em conjunto com o Discovery Channel e o Museu Nacional de Ciência e Natureza do Japão.
O animal foi localizado a 630 metros de profundidade, a partir de um submersível com três tripulantes a bordo, ao largo da ilha de Chichijima, que cerca de 1000 quilómetros a sul de Tóquio.
O corpo da lula tinha aproximadamente três metros. Faltavam-lhe os dois tentáculos principais, mas os cientistas estimam que o comprimento total do animal seria de oito metros. Seguida pelo submersível até 900 metros de profundidade, a lula acabou por desaparecer no fundo do mar.
“Brilhava, era muito bonita. Fiquei muito emocionado, quando a vi com os meus olhos”, afirma o zoólogo Tsunemi Kubodera, do Museu Nacional de Ciência e Natureza, citado pela agência de notícias AFP. “Investigadores de todo o mundo já tinham tentado filmar este animal no seu meio natural, mas até agora em vão”, completou.
Em 2004, Kubodera já tinha liderado uma equipa que conseguiu fotografar pela primeira vez uma lula gigante no seu habitat, também próximo da ilha de Chichijima, onde aqueles animais são procurados por cachalotes como alimento. Dois anos depois, os cientistas capturaram pela primeira vez uma lula gigante viva, filmando-a à superfície da água. Agora, surgem as primeiras imagens em vídeo do animal no fundo do mar.
“Com este documento, esperamos aprender mais sobre a vida desta espécie, que permanece como um mistério até hoje”, disse Tsunemi Kubodera.
A NHK e o Discovery Channel farão uma emissão especial com as imagens ainda este mês, segundo a AFP.

Fonte: Público

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Será que a chave para a imortalidade está nas medusas?

Conhecidas como "turritopsis nutricula", as medusas poderão conseguir com que as suas células regridam até um estado mais jovem, nunca chegando a morrer. Já há quem acredite que a vida eterna poderá estar a caminho.
De acordo com a National Geographic, o ciclo da vida de uma medusa não chega ao fim, já que em vez de morrerem conseguem reverter as suas células vezes sem conta. A "habilidade" faz com que as medusas possam ultrapassar a morte, tornando-as biologicamente imortais.
A investigação foi levada a cabo por um cientista da Universidade de Brooklyn, em Nova Iorque. O estudo foi publicado na revista norte-americana Nature and Science e o feito único conseguido pelas medusas tem o nome de "transdiferenciação". A explicação é até bastante simples: a criatura absorve as suas próprias células, transformando-as em novas células de qualquer tipo. Justifica-se assim a grande proliferação de medusas ao longo dos anos, fenómeno que o jornal britânico Telegraph já apelidou de "invasão silenciosa".
Interessa então saber se os humanos poderão aprender ou até retirar algum proveito deste fenómeno. De acordo com Shin Kubota, um dos poucos cientistas que conseguiu criar espécies em laboratório, "a medusa é uma das mais milagrosas espécies em todo o reino animal", disse ao New York Times. "Acredito que será fácil resolver o mistério da imortalidade e conceder vida eterna aos seres humanos". Outros investigadores não se dizem tão certos no que toca ao futuro das células que poderão ser aproveitadas das medulas.

Fonte: Diário de Notícias