terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Software prevê os crimes antes de acontecerem

Uma multinacional americana desenvolveu um software capaz de localizar e mapear os movimentos de cada pessoa, prevendo comportamentos através do GPS e de informações divulgadas no Facebook, no Foursquare ou no Twitter. A ideia é antecipar comportamentos de terroristas.
O RIOT (Rapid Information Overlay Technology), um software de análise de informação em larga escala, está ao serviço do governo americano desde 2010 como parte de um projeto de investigação que pretende criar um sistema de segurança nacional capaz de "analisar biliões de identidades" através do ciberespaço.
O facto de o RIOT se aproveitar de plataformas populares como as redes sociais e usar técnicas de cruzamento de dados para exercer a sua vigilância e impedir atentados contra os países que defende atraiu o interesse de agências de segurança de todas as partes do mundo. Mas também é alvo de criticas daqueles que pretendem ver resguardadas as suas liberdades civis e a sua privacidade.
Um vídeo conseguido pelo 'The Guardian' (veja aqui) revela como é possível obter um retrato instantâneo da vida de uma pessoa, dos seus amigos, dos locais que frequenta, apenas com um clique no botão do rato.
Brian Urch, um dos principais "investigadores", decide exemplificar o funcionamento do programa e, em quatro minutos, reúne, não só todos os trajetos efetuados por Nick, um dos seus empregados, como algumas das suas fotografias e previsões para o futuro. "Se quiser encontrar o Nick ou o seu computador, pode visitá-lo segunda-feira, às seis horas, no ginásio", diz.
Esta tecnologia tem várias aplicações potenciais, como prever comportamentos criminosos antes de estes acontecerem. Mas para o fazer cruza informações de cidadãos comuns, sem que estes o saibam, no que será uma violação do direito à privacidade.
Na ficção, este tipo de sistemas tem sido explorado na literatura, cinema e televisão. O caso mais recente e curiosamente mais semelhante ao do sistema RIOT é a série "Sob Suspeita - Person of Interest", criada por Jonathan Nolan e protagonizada por James Caviezel, com produção de J.J. Abrams.
Na série transmitida em Portugal pela RTP2 e pela Fox, a cada semana o software indica um indivíduo que se encontra em risco de vida, calculando a probabilidade de este vir a ser atacado, cabendo depois à personagem encarnada por Caviezel defendê-lo.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Etiópia quer lançar primeiro satélite espacial

A Etiópia pretende lançar o seu primeiro satélite espacial dentro de dois anos, anunciou hoje o governo de Adis Abeba, noticia o jornal etíope "The Reporter", citado pela agência espanhola Efe.
De acordo com o vice primeiro-ministro, Debretsion Gebremicha, o satélite vai servir para fins de comunicação e o governo já está a preparar o seu desenho, construção e lançamento.
"Não é uma coisa que vá acontecer da noite para o dia, já que requer um financiamento adequado e recursos humanos", afirmou o governante, esclarecendo que o lançamento deverá ocorrer em território etíope daqui a dois anos.
Segundo informações reveladas na página online da Sociedade Etíope do Espaço e da Ciência, o satélite vai chamar-se ET-SAT, terá pequenas dimensões e vai ser o primeiro aparelho que uma instituição da Etiópia vai construir e pôr em órbita.
O projeto de construção vai ter apoios do Instituto de Von Karman, de Bruxelas, por ter sido o único projeto africano selecionado entre as 71 propostas recebidas de 38 países.
O Instituto de Tecnologia de Adis Abeba, por seu turno, vai ser responsável pelo desenho e pela construção do satélite.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Descoberta ajuda o corpo a destruir o cancro

Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula, designada TIC10, que é capaz de ativar uma proteína no corpo humano que combate as células cancerígenas. A esperança é conseguir tratamentos contra o cancro sem recurso a químio- ou radioterapia.
A proteína em causa, designada TRAIL, tem características anticancerígenas conhecidas - 'ordena' ao sistema imunológico do corpo que ataque células com mutações malignas. No entanto, a sua utilização em tratamentos tem-se revelado difícil. A proteína tem um tempo de vida curto em cultura, torna-se rapidamente instável e a sua administração no tratamento de cancros no cérebro é pouco eficaz.
Estes problemas podem ser ultrapassados com a descoberta de que a molécula TIC10 é capaz de ativar a TRAIL já existente no corpo do paciente, que deixa de funcionar eficazmente com o progredir da doença.
Segundo investigadores da Universidade da Pensilvânia, num estudo publicado no Science Translational Medicine, o TIC10 é potencialmente administrável por via oral e pode originar tratamentos sem recursos a químicos 'estranhos' ao organismo.
Esta molécula tem ainda a vantagem de, dado o seu minúsculo tamanho, ser capaz de transpor a barreira que separa o cérebro do sistema circulatório central, pelo que se revela potencialmente eficaz no combate a tumores cerebrais.
"Não estávamos à espera que esta molécula pudesse ser utilizada para tratar tumores no cérebro. Foi uma agradável surpresa", admitiu o oncologista da Universidade da Pensilvânia Wafik El-Deiry, citado pelo jornal britânico Daily Mail.
Os testes até agora foram limitados a ratinhos de laboratório, mas os investigadores estão nitidamente excitados com as possibilidades que esta molécula lhes abre. "Utilizar uma minúscula molécula para 'dar um empurrão' à TRAIL e ultrapassar as suas limitações parece ser uma forma promissora de tratar o cancro utilizando um mecanismo seguro que já existe no sistema imunológico normal", afirmou El-Deiry.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Crianças bilingues desenvolvem melhor "memória de trabalho"

Uma investigação internacional demonstrou que as crianças bilingues desenvolvem melhor do que as monolingues a designada "memória de trabalho", encarregada dos processos ligados ao armazenamento temporário da informação e ao seu processamento.
O estudo realizado por investigadores das Universidades de Granada (Espanha) e de York (Canadá) foi divulgado hoje pelo estabelecimento de ensino superior espanhol, informou a agência noticiosa espanhola EFE.
A memória de trabalho é fundamental na execução de numerosas atividades, como o cálculo mental ou a compreensão da leitura.
É um dos componentes das denominadas "funções executivas", um conjunto de mecanismos responsáveis pela planificação e autorregulação do comportamento humano.
O objetivo do estudo era avaliar de que modo o facto de se utilizar mais do que uma língua influencia o desenvolvimento da memória do trabalho e, por outro lado, analisar o papel que tem aquele tipo de memória na superioridade cognitiva dos bilingues demonstrada em estudos anteriores.
As crianças bilingues que participaram na investigação, com idades entre os cinco e os sete anos -- período crítico no desenvolvimento daquele tipo de memória -, realizaram melhor do que os monolingues as tarefas que implicavam memória de trabalho e a vantagem foi maior quanto maiores eram as exigências de outras funções cognitivas.
Os resultados indicam que a experiência bilingue não melhora o desempenho da memória de trabalho de modo isolado, mas que influencia de forma global o desenvolvimento das funções executivas, sobretudo quando estas têm de interagir, disse Julia Morales, do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Granada e principal autora da investigação.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Médico diz ter provado o 'milagre' da testosterona

Um médico de Las Vegas que tem 74 anos e um corpo que aparenta metade da sua idade, terá dentro de si o segredo da vida longa: um bom nível de testosterona. Pelo menos, é o que ele acredita.
O médico tinha cerca de 50 anos quando percebeu que se tinha tornado num homem de meia-idade, com peso a mais, podendo morrer a qualquer momento: "Eu estava realmente fora de forma, tinha muita gordura corporal, que resultou, mais tarde, em diabetes e nalgumas doenças cardíacas", afirmou à BBC, sem dar o seu nome verdadeiro.
Até que decidiu começar a tratar mais de si. Começou por fazer uma dieta muito rigorosa e a frequentar um ginásio. Foi preciso apenas um ano para o seu corpo se modificar completamente. Em 1998, ficou em primeiro lugar numa competição, para pessoas que tinham alterado drasticamente o físico, garantindo: "A minha vida mudou e eu sinto-me muito bem com esta mudança".
Só que quando ficou mais velho notou que estava estava a perder algumas das suas capacidades físicas e que começava a ter dificuldades para manter o corpo magro. Aos 60 anos, resolveu ir a Las Vegas para assistir a uma conferência médica que tinha como tema "parecer e sentirmo-nos mais jovens". E a partir dessa altura começou a prestar atenção às suas hormonas. "Eu fiz análises ao sangue e percebi que tinha uma deficiência nos níveis de testosterona", conta. Decidiu então recorrer a injeções semanais para compensar.
"Quando a testosterona fica baixa, os homens perdem a vontade de ir ao ginásio", garante. "Vários homens dizem-me que sofrem de menopausa masculina, a conhecida andropausa, e que esta lhes prejudica a vida".
O médico diz que quando o nível de testosterona torna-se saudável a gordura corporal e muscular começa a desaparecer.
As hormonas sexuais, estrógeno e testosterona, na mulher e no homem, representam vários papéis no organismo. Segundo a BBC, estudos comprovam que estes estão envolvidos nalgumas mudanças relacionadas à idade, como por exemplo o desenvolvimento da demência.
Christian Pike, um neurologista da Universidade do Sul da California, que é especialista no cérebro e na doença de Alzheimer, declarou à BBC: "A testosterona é fantástica". Pike diz que há investigações bastante promissoras no que toca à possibilidade de o sistema cerebral estar ligado à testosterona. O mesmo diz que os níveis relativamente altos de testosterona estão associados a uma maior longevidade e que as pessoas que vivem mais tempo têm também melhores níveis hormonais.
O homem conta à BBC como toda a sua vida mudou no vídeo que se segue:

Fonte: Diário de Notícias