domingo, 17 de fevereiro de 2013

Treinar o cérebro pode dar-nos mais anos de vida

Os velhos ditados dizem que "se não não usas algo, podes acabar por perde-lo". O psiquiatra californiano Daniel G. Amen levou a ideia a sério e desenvolveu um método que mostra as "áreas negras" do cérebro que precisam de ser estimuladas, prevenindo assim o seu "adormecimento".
A fórmula que promete combater os efeitos do envelhecimento do cérebro é promovida por Daniel Amen. Distinguido pela American Psychiatric Association, Amen utiliza o seu programa de digitalização cerebral para detetar as "zonas adormecidas do cérebro", que lhe vão poder indicar os quais os problemas que impedem uma pessoa de viver mais tempo e de se sentir mais jovem.
Como relata a BBC, através de uma imagem tridimensional Amen percebe quais as zonas do cérebro onde o fluxo de sangue é mais baixo. Depois, conforme o diagnóstico, o psiquiatra desenha um tratamento adequado às necessidades do paciente, que irá estimular as áreas adormecidas.
Para uns, ler, dormir ou fazer alguns jogos será mais que suficiente. Para outros, o exercício físico ou a estimulação do córtex com luzes, sons e outras terapias, pode ser o tratamento mais indicado.
Daniel Amen pensa que o tempo de vida do ser humano é, em parte, determinado pelas funções cerebrais. As pessoas devem ser capazes de tomar decisões certas decisões que protejam o seu cérebro, tais como não comer ou beber demais.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Aprovada comercialização do primeiro 'olho biónico'

Aparelho batizado de 'Argus II' ajuda pessoas que perderam a visão devido a uma doença rara a distinguir formas e movimentos. Com a sua comercialização autorizada esta semana pela Agência de Medicamentos americana (FDA, sigla em inglês), Argus II será o primeiro aparelho do género a chegar ao mercado. Apoiado também por autoridades europeias, o dispositivo já foi implantado em cerca de 60 pessoas no mundo.
Embora o dispositivo não seja capaz de restaurar a visão, ele dá aos utentes a capacidade de perceber a diferença entre a luz e a escuridão. O aparelho é composto por uma câmara de vídeo, um transmissor sobre um par de óculos e uma unidade de processamento de imagens, que transforma e as imagens em dados eletrónicos enviados para uma prótese implantada na retina.
"Esse novo sistema é uma grande oportunidade para as pessoas que não têm visão devido à retinite pigmentosa (RP). Este olho biónico fornece-lhes perceções de formas e movimentos. Funções que, também, lhes permitem ser mais independentes e realizar as tarefas diárias de todos os dias", disse num comunicado Jeffrey Shuren, diretor do Centro para Saúde Radiológica e Dispositivos da FDA.
Retinite pigmentosa é uma doença genética rara que afeta principalmente as células que detetam a luz na retina. Num olho saudável, essas células convertem os raios de luz em impulsos elétricos que enviam informações através do nervo ótico até ao cérebro, que classifica os sinais e os transforma em imagens. A RP atinge cerca de cem mil pessoas nos Estados Unidos, de acordo com dados da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles.
O Argus II destina-se a pessoas com 25 anos ou mais, diagnosticadas com RP severa. Precisam ter intacto o funcionamento da retina interna e ter tido a capacidade de perceber formas em alguma altura da sua vida. Além disso, os utilizadores devem assinar um termo de consentimento em que se comprometem a seguir as instruções e a reabilitação necessários após a realização do implante.
Para autorizar a comercialização do olho biónico, a FDA foi baseou-se num estudo clínico realizado com 30 pessoas entre 28 e 77 anos, com uma capacidade visual mínima. Os utentes foram capazes de distinguir entre o preto e o branco e os movimentos. Segundo a AFP, o Argus II estará brevemente disponível também em vários países europeus e custará 73 mil euros.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Software prevê os crimes antes de acontecerem

Uma multinacional americana desenvolveu um software capaz de localizar e mapear os movimentos de cada pessoa, prevendo comportamentos através do GPS e de informações divulgadas no Facebook, no Foursquare ou no Twitter. A ideia é antecipar comportamentos de terroristas.
O RIOT (Rapid Information Overlay Technology), um software de análise de informação em larga escala, está ao serviço do governo americano desde 2010 como parte de um projeto de investigação que pretende criar um sistema de segurança nacional capaz de "analisar biliões de identidades" através do ciberespaço.
O facto de o RIOT se aproveitar de plataformas populares como as redes sociais e usar técnicas de cruzamento de dados para exercer a sua vigilância e impedir atentados contra os países que defende atraiu o interesse de agências de segurança de todas as partes do mundo. Mas também é alvo de criticas daqueles que pretendem ver resguardadas as suas liberdades civis e a sua privacidade.
Um vídeo conseguido pelo 'The Guardian' (veja aqui) revela como é possível obter um retrato instantâneo da vida de uma pessoa, dos seus amigos, dos locais que frequenta, apenas com um clique no botão do rato.
Brian Urch, um dos principais "investigadores", decide exemplificar o funcionamento do programa e, em quatro minutos, reúne, não só todos os trajetos efetuados por Nick, um dos seus empregados, como algumas das suas fotografias e previsões para o futuro. "Se quiser encontrar o Nick ou o seu computador, pode visitá-lo segunda-feira, às seis horas, no ginásio", diz.
Esta tecnologia tem várias aplicações potenciais, como prever comportamentos criminosos antes de estes acontecerem. Mas para o fazer cruza informações de cidadãos comuns, sem que estes o saibam, no que será uma violação do direito à privacidade.
Na ficção, este tipo de sistemas tem sido explorado na literatura, cinema e televisão. O caso mais recente e curiosamente mais semelhante ao do sistema RIOT é a série "Sob Suspeita - Person of Interest", criada por Jonathan Nolan e protagonizada por James Caviezel, com produção de J.J. Abrams.
Na série transmitida em Portugal pela RTP2 e pela Fox, a cada semana o software indica um indivíduo que se encontra em risco de vida, calculando a probabilidade de este vir a ser atacado, cabendo depois à personagem encarnada por Caviezel defendê-lo.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Etiópia quer lançar primeiro satélite espacial

A Etiópia pretende lançar o seu primeiro satélite espacial dentro de dois anos, anunciou hoje o governo de Adis Abeba, noticia o jornal etíope "The Reporter", citado pela agência espanhola Efe.
De acordo com o vice primeiro-ministro, Debretsion Gebremicha, o satélite vai servir para fins de comunicação e o governo já está a preparar o seu desenho, construção e lançamento.
"Não é uma coisa que vá acontecer da noite para o dia, já que requer um financiamento adequado e recursos humanos", afirmou o governante, esclarecendo que o lançamento deverá ocorrer em território etíope daqui a dois anos.
Segundo informações reveladas na página online da Sociedade Etíope do Espaço e da Ciência, o satélite vai chamar-se ET-SAT, terá pequenas dimensões e vai ser o primeiro aparelho que uma instituição da Etiópia vai construir e pôr em órbita.
O projeto de construção vai ter apoios do Instituto de Von Karman, de Bruxelas, por ter sido o único projeto africano selecionado entre as 71 propostas recebidas de 38 países.
O Instituto de Tecnologia de Adis Abeba, por seu turno, vai ser responsável pelo desenho e pela construção do satélite.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Descoberta ajuda o corpo a destruir o cancro

Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula, designada TIC10, que é capaz de ativar uma proteína no corpo humano que combate as células cancerígenas. A esperança é conseguir tratamentos contra o cancro sem recurso a químio- ou radioterapia.
A proteína em causa, designada TRAIL, tem características anticancerígenas conhecidas - 'ordena' ao sistema imunológico do corpo que ataque células com mutações malignas. No entanto, a sua utilização em tratamentos tem-se revelado difícil. A proteína tem um tempo de vida curto em cultura, torna-se rapidamente instável e a sua administração no tratamento de cancros no cérebro é pouco eficaz.
Estes problemas podem ser ultrapassados com a descoberta de que a molécula TIC10 é capaz de ativar a TRAIL já existente no corpo do paciente, que deixa de funcionar eficazmente com o progredir da doença.
Segundo investigadores da Universidade da Pensilvânia, num estudo publicado no Science Translational Medicine, o TIC10 é potencialmente administrável por via oral e pode originar tratamentos sem recursos a químicos 'estranhos' ao organismo.
Esta molécula tem ainda a vantagem de, dado o seu minúsculo tamanho, ser capaz de transpor a barreira que separa o cérebro do sistema circulatório central, pelo que se revela potencialmente eficaz no combate a tumores cerebrais.
"Não estávamos à espera que esta molécula pudesse ser utilizada para tratar tumores no cérebro. Foi uma agradável surpresa", admitiu o oncologista da Universidade da Pensilvânia Wafik El-Deiry, citado pelo jornal britânico Daily Mail.
Os testes até agora foram limitados a ratinhos de laboratório, mas os investigadores estão nitidamente excitados com as possibilidades que esta molécula lhes abre. "Utilizar uma minúscula molécula para 'dar um empurrão' à TRAIL e ultrapassar as suas limitações parece ser uma forma promissora de tratar o cancro utilizando um mecanismo seguro que já existe no sistema imunológico normal", afirmou El-Deiry.

Fonte: Diário de Notícias