sábado, 20 de abril de 2013

Uma aplicação que evita relações amorosas com familiares

Islandeses criam aplicação para telemóvel que evita o risco de relacionamentos amorosos entre familiares. A campanha, bem humorada, tem como lema a frase: "Se eu tivesse esta aplicação no ano passado, provavelmente não teria levado a minha prima para casa".
A Islândia é um país do norte da Europa com uma população tão reduzida que quase todos os islandeses são parentes uns dos outros. Por isso, como escreve o jornal "News of Iceland", praticamente qualquer islandês que comece uma relação com um compatriota poderá estar a fazê-lo com um familiar.
Para evitar o problema, três engenheiros da Sad Engineer Studios criaram agora uma aplicação para telemóvel (bump technology) que está a ser um sucesso na Islândia. Usando a nova aplicação, antes de começarem uma relação amorosa, os islandeses podem aceder através dos seus telemóveis (só para Android) ao "Islendingabok" (Livro dos Islandeses), uma base de dados onde estão registadas todas as informações geneológicas de cada islandês e descobrir facilmente se o seu futuro par é ou não um familiar próximo.
A campanha, bem humorada, tem como lema "Se eu tivesse esta aplicação no ano passado, provavelmente não teria levado a minha prima para casa"

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Empresa quer levar humanos a viver em Marte

Uma empresa holandesa quer criar a primeira colónia de humanos em Marte.
A ‘Mars One’ quer levar a cabo o seu objetivo de criar a primeira 'vila' humana em Marte.
Em 2014, a empresa vai enviar um robot explorador e em 2016, quer instalar um satélite em Marte para enviar material para acomodar os humanos.
Os novos inquilinos de Marte deverão partir em 2022, chegando ao local no ano seguinte, segundo informa o site da ‘Mars One’.
A seleção dos candidatos será feita através de um reality show, que irá mostrar a toda a preparação da viagem e a chegada a Marte.

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novo vírus H7N9 resulta da mistura de três outras estirpes da gripe das aves

Desconhecido até agora entre os seres humanos, o novo vírus é instável e continua a evoluir, revela análise dos dados genéticos disponíveis.
O novo vírus da gripe das aves que já matou 14 pessoas na China ainda continua a evoluir, o que dificulta o trabalho dos cientistas na previsão de quão perigoso irá tornar-se. Os peritos em gripe dizem que provavelmente a estirpe H7N9 ainda está a trocar genes com outras estirpes, seleccionando aqueles que poderão torná-lo mais apto. Se for bem-sucedido, o mundo poderá ter de enfrentar a ameaça de uma mortífera pandemia da gripe. Também pode dar-se o caso, no entanto, de falhar e desaparecer simplesmente.
Ou seja, o vírus continua instável e essa instabilidade levanta questões sobre se o H7N9 irá tornar-se resistente a fármacos antivirais como o Tamiflu, uma possibilidade já sugerida pela análise dos dados genéticos disponíveis até agora.
“Mesmo só com as sequências disponíveis de três genes, há algumas provas de que um deles não tem muito a ver com os outros dois. Por isso, pensamos que o vírus ainda anda à procura de uma constelação genética com a qual fique contente”, diz a virologista Wendy Barclay, do Imperial College de Londres. “Talvez haja outros vírus por aí com que esteja a trocar genes até ter uma constelação estável.”
Para poder dizer com certeza que esta nova estirpe, nunca vista nos humanos até Março, pode evoluir e causar uma pandemia, os cientistas precisam de saber mais.

Tripla mistura
Para já, as sequências de amostras recolhidas em três vítimas do H7N9, que foram disponibilizadas no site Global Initiative on Sharing All Influenza Data (GISAID), mostram que a estirpe é de um vírus de “combinação tripla”, com uma mistura de genes de três outras estirpes de vírus da gripe encontradas em aves na Ásia.
Na edição da revista norte-americana New England Journal of Medicine, da semana passada, equipa de Rongbao Gao, do Instituto Nacional para o Controlo e Prevenção das Doenças Virais da China, analisou em detalhe a origem do vírus e concluiu que, até agora, parece que a combinação de genes do H7N9 ocorreu quando ele se encontrava nas aves ou em qualquer outro mamífero, mas não nos humanos – um sinal que, de alguma forma, é tranquilizador.
Wendy Barclay diz que é possível esta combinação de genes continuar e pode significar que demorará algum tempo até o vírus encontrar uma forma em que se consiga disseminar rápida e eficazmente nas populações de aves. Por agora, as análises genéticas mostram que o vírus adquiriu algumas mutações que tornam mais provável a sua disseminação entre mamíferos e capaz de iniciar uma pandemia humana.
Um estudo no jornal online Eurosurveillance, levado a cabo pelos especialistas Yoshihiro Kawaoka, da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, e Masato Tashiro, do Instituto Nacional das Doenças Infecciosas em Tóquio, Japão, concluiu que as sequências do H7N9 “têm várias características típicas dos vírus da gripe dos mamíferos, que são susceptíveis de contribuir para a sua capacidade de infectar os humanos”. Estas características “suscitam preocupações em relação ao seu potencial pandémico”, escreveram os cientistas.
Este receio foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), neste sábado, referindo que “são preocupantes mudanças genéticas observadas em vírus H7N9, sugerindo uma adaptação aos mamíferos”. E alertou: “Podem ocorrer mais adaptações.”

Potencial pandémico
Embora os peritos estejam relativamente tranquilos pelo facto de até agora não haver provas de que o H7N9 se transmita de pessoa para pessoa – o que aumentaria drasticamente o seu potencial pandémico –, o desconhecimento de como 60 e tal pessoas ficaram infectadas por esta estirpe também os deixa pouco tranquilos.
“Sabemos que os vírus H7 podem passar para os humanos. Para mim, a coisa mais importante a descobrir agora é de que espécie o H7N9 está a passar”, diz An Osterhaus, chefe de virologia do Centro Médico Erasmus da Holanda. “É de uma só espécie? É de diferentes espécies? Nesta altura, falta-nos muitos dados.”
An Osterhaus considera que uma vigilância apertada das aves selvagens, como patos e codornizes, e de aves de capoeira, como frangos, bem como de mamíferos bem conhecidos por hospedarem vírus da gripe como os porcos, deverão permitir encontrar respostas.
Recentes vírus pandémicos – incluindo o vírus da “gripe suína” H1N1, de 2009-2010 – têm uma mistura de vírus da gripe de mamíferos e das aves. Os peritos dizem que estes híbridos têm mais probabilidade de ser suaves, porque a gripe dos mamíferos tende a tornar os humanos menos doentes do que a gripe aviária. Geralmente, as estirpes puras da gripe das aves – como a nova H7N9 e a H5N1, que matou 371 pessoas entre as 622 que infectadas desde 2003 – são mais letais para as pessoas. A pior pandemia conhecida, a gripe espanhola de 1918, que matou mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, foi causada por um vírus da gripe das aves que adquiriu mutações que permitiram a sua disseminação eficiente entre os humanos.
David Heymann, perito em gripe e director do Centro sobre Segurança da Saúde da Chatham House, uma organização não-governamental com sede em Londres, com a missão de promover a compreensão de temas internacionais, considera importante colocar a descoberta do H7N9 nos humanos no contexto das capacidades científicas actuais. Nos anos seguintes ao surto da síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla inglesa), na China em 2003, diz ainda David Heymann, tem sido dada mais atenção à detecção e à notificação de infecções respiratórias parecidas com as da gripe na Ásia e por todo o mundo. A SARS matou uma em cada dez pessoas, entre as 8000 infectadas em todo o mundo.
Quanto mais os cientistas procuram, acrescenta este especialista, mais provável é encontrarem vírus que são potencialmente ameaçadores. Mas também pode ser como ocorrências que, no passado, surgiram tão depressa como desapareceram sem terem sido sequer apanhadas pelo radar da vigilância da gripe. Tendo dito isso, David Heymann considera que esta não é altura para se ficar descansado. “Os vírus da gripe são sempre muito instáveis. Qualquer mutação é aleatória, por isso ninguém consegue prever quando irá acontecer. É preciso estar sempre atento.”

Fonte: Público

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Rim criado em laboratório funciona em animais

Rim criado a partir de células de animal recém-nascido foi implantado com êxito num rato adulto. O resultado deste trabalho é um avanço científico importante com vista ao crescimento de orgãos personalizados que possam ser transplantados em pessoas.
Harald Ott e a sua equipa de cientistas, do Massachussets General Hospital, nos EUA, usaram uma técnica experimental usada anteriormente no cescimento de corações, pulmões e fígados, descrita em detalhe na edição de domingo da revista científica "Nature Medicine"
Os investigadores isolaram células funcionais e introduziram células de rim e vasos sanguíneos de ratos recém-nascidos numa estrutura de rim, cultivados durante 12 dias. O órgão foi depois implantado num rato vivo, filtrando o sangue e produzindo urina do animal.
Esta técnica foi usada pela primeira vez pela engenheira bioquímica Doris Taylor, em 2008 para desenvolver corações. Será necessárias mais investigação e "refinamento" da técnica mas o cientista Harald Ott acredita que este avanço pode levar um dia à substituição de rins doentes. Idealmente, estes rins seriam criados a partir de células do próprio paciente, que assim deixaria de precisar de medicamentos imunosupressores quando transplantado.
A insuficência renal é uma doença sem cura. Encontrar uma nova fonte de substituição de orgãos, criados a partir das células dos próprios pacientes e sem prazo de validade, seria um grande avanço no seu tratamento.
Os tratamentos que existem fazem os pacientes ganhar tempo. Com a hemodiálise, os doentes são aconselhados a beber menos de um litro de líquidos por dia e o transplante renal dura entre 10 e 15 anos, contextualiza o jornal britânico "The Guardian".

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Impressão 4D revoluciona mercado

Projeto Cyborg revolucionará a maneira como os designers pensam ao treinar os materiais para se montarem sozinhos, adaptando-se ao meio envolvente.
O projeto Cyborg permitirá construir automaticamente objetos em pouco tempo de um modo eficaz. Processos de modelação que teriam levado anteriormente semanas a serem finalizados, necessitando de conhecimentos técnicos muito específicos, podem agora ser realizados em poucos segundos através das bases de dados de supercomputadores espalhados pelo planeta.
Embora cadeiras de 'sensações' e robôs anti-cancerígenos possam parecer ideias retiradas de um filme de ficção científica, são duas propostas que possuem grandes possibilidades de se tornarem realidade graças a Carlos Olguin, diretor de programação tecnológica na gigante norte-americana Autodesk.
Esta empresa popularizou-se ao produzir software AutoCAD (Desenho assistido por computador) para PCs de 8 bits na década de 80, estando agora a avançar para o desenvolvimento de formas de vida programáveis.
"Estamos agora a encarar a vida como um espaço de design, explorando a inércia do mundo e o modo como pudemos aplicar o que aprendemos na indústria à vida orgânica", explica Olguin. "O nosso principal objetivo é tornarmos a tecnologia mais acessível", acrescentou.
As capacidades do projeto Cyborg encontram-se a ser testadas por diversas instituições por todo o Mundo, como a Universidade de Harvard ou o Instituto de Tecnologia do Massachusetts nos Estados Unidos.
"Estamos a analisar a capacidade de programar fisicamente e biologicamente materiais para mudarem de forma, alterando as suas propriedades", revela Skylar Tibbits do Massachusetts durante a conferência global TED no passado mês de fevereiro.
Em Harvard o software da AutoDesk tem sido utilizado na construção de estruturas proteicas, recorrendo a um 'origami' de ADN: "O ADN é uma matéria estrutural bastante útil, uma vez que a maneira como evolui é controlável", relata Shawn Douglas de Harvard.

Fonte: Correio da Manhã