sexta-feira, 26 de abril de 2013

Estão abertas inscrições para viagem a Marte

A organização não-governamental holandesa Mars One quer colocar seres humanos em Marte em 2023, tendo lançado na segunda-feira um programa de recrutamento de voluntários. Ainda não há portugueses inscritos.
Até às 15h30 de hoje havia apenas cerca de 50 pessoas inscritas como voluntárias para ir a Marte no site oficial do projeto, que foi apresentado na segunda-feira, numa conferência de imprensa em Nova Iorque. Na ocasião, Bas Landsdorp, fundador da Mars One, explicou que a organização já recebeu "dez mil 'emails' de pessoas de mais de cem países que estão interessadas em juntar-se à missão", mas no site em que cada um dos interessados se deverá inscrever o número ainda é reduzido e sem nenhum português inscrito.
Os candidatos a astronautas terão que ter mais de 18 anos, com capacidade de criar e manter relacionamentos, que sejam capazes de auto-análise e confiança, que sejam curiosos, criativos, flexíveis e desembaraçados, que tenham noções básicas de inglês e que tenham a plena noção de que esta poderá ser uma viagem sem regresso à Terra.
As candidaturas estão abertas até 31 de agosto. No total, a organização procura 24 astronautas, que serão enviados para Marte em grupos de quatro (dois homens e duas mulheres, para que possam reproduzir-se), para estadias de sete meses. O primeiro grupo parte para Marte em setembro de 2022. De dois em dois anos será enviado um novo grupo, que no Planeta vermelho viverá em casas de 50 metros quadrados e cultivará os seus próprios alimentos.
Os astronautas selecionados serão treinados entre 2016 e 2021 em compartimentos que simularão as condições físicas e atmosféricas marcianas.
Os finalistas serão escolhidos pela Mars One e através de um programa televisivo.
Há a possibilidade de a estada em Marte também ser filmada, pelo que este projeto se poderá transformar numa espécie de "Big Brother" feito no espaço.
Com um orçamento de 4,6 mil milhões de euros, o programa da Mars One é apadrinhado pelo holandês Gerard't Hooft, Nobel da Física em 1999.
"Isto parece muito dinheiro, e na verdade é muito dinheiro, mas imaginem o que será quando a primeira pessoa pisar Marte. Toda a gente do globo, literalmente, vai querer ver", sublinhou Landsdorp.
O programa tem sido visto com reservas e algum ceticismo, porque a própria agência norte-americana NASA até agora apenas conseguiu enviar um veículo robotizado para o planeta vermelho. Há ainda muitas questões por responder no que toca a um programa espacial com humanos em Marte, relacionados com as condições de sobrevivência no planeta.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 24 de abril de 2013

FESTIVAL DO MINUTO lança concurso com o tema “Ciência”

 
Os melhores vídeos concorrem a R$ 10 mil em prêmios 
As inscrições vão de abril a 30 de agosto
São aceitos vídeos de qualquer formato e que tenham até 60 segundos de duração

“Ciência”. Nos deparamos com ela nas mínimas coisas do dia a dia – da lâmpada elétrica ao telefone celular, do banho quente aos tratamentos de saúde, da conservação ambiental ao uso da internet. Por isso, o termo pode trazer inúmeras ideias! É nisso que aposta o concurso do Festival do Minuto, que conta com o apoio da FAPESP e está em sua segunda edição.
Para participar, nada melhor do que deixar a imaginação fluir sobre qualquer ciência, seja ela exata, humana ou sobre a vida. Ciência da computação, engenharia, física, matemática, química, zootecnia, botânica, biologia, antropologia... E, como sempre, valem vídeos de até 60 segundos em qualquer formato: filmes de animação, vídeos feitos com câmeras digitais, celular, ipad etc. O que importa, mais uma vez, é a criatividade. O concurso segue aberto até o dia 30 de agosto. Ao todo serão entregues R$ 10 mil em prêmios.
Os interessados - de todas as idades e de qualquer parte do mundo – podem inscrever seus vídeos. Regulamento e informações, além do envio do vídeo, estão disponíveis no site www.festivaldominuto.com.br.
Lembrando que quem tem até 14 anos deve se inscrever pelo Minuteen - www.minuteen.com.br, espaço dedicado a crianças e adolescentes que estão começando a familiarização com equipamentos digitais.
E há ainda o www.escoladominuto.com.br que dá dicas de como realizar um vídeo de 1 minuto. Trata-se de um portal que, após o preenchimento de um cadastro simples e rápido, exibe depoimentos de realizadores e dicas do curador e diretor de cinema Marcelo Masagão. Ele fornece dicas para a pesquisa de temas, de softwares de imagem e som, de iluminação, entre outros tópicos importantes para a produção e orientação dos vídeos.
Sobre a FAPESP, apoiadora do concurso
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das mais importantes agências brasileiras de apoio à pesquisa científica. Criada em 1962, a FAPESP, ao longo dos seus 50 anos, concedeu cerca de 105 mil bolsas de pesquisa – da graduação ao pós-doutorado – e apoio a mais de 92 mil auxílios para pesquisadores do Estado de São Paulo. O apoio é dado a pesquisas em todas as áreas das ciências, bem como tecnologia, engenharia, artes e humanidades. A FAPESP também apoia pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o País, por meio de programas em grandes temas, como biodiversidade, mudanças climáticas e bioenergia.
Para saber mais, acesse www.fapesp.br.
Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais, indistintamente. A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira e Cidade de Deus,), Beto Brant (O Invasor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios) e Tata Amaral (Antônia e Hoje).
Para saber mais, acesse www.festivaldominuto.com.br.

Garfo ajuda a perder peso

O talher vibra quando quem o está a segurar está a comer mais rápido do que deveria. Inventores franceses garantem que esta é uma forma de combater obesidade.

Os nutricionistas são unânimes: quanto mais devagar se comer, melhor para a balança e para a saúde. Mas como da teoria à prática vai uma longa distância, uma equipa de criativos criou uma invenção que promete ajudar as pessoas a comer melhor: um garfo eletrónico que vibra quando se come rapidamente, lembrando ao utilizador que tem de abrandar o ritmo.
A invenção foi o grande sucesso no CES 2013, uma conferência de tecnologia, realizada em janeiro, mas só agora está disponível para pré-venda no site de promoção de invenções Kickstarter.com e os seus criadores franceses asseguram que o invento pode ajudar a combater a obesidade e problemas digestivos.
As pessoas que desembolsarem 89 dólares (cerca de 68 euros) receberão um garfo HAPIfork antes do seu lançamento oficial previsto para o final do ano.
O objeto tem luzes LED, um cabo USB e um software para computadores e smartphones que permite aos utilizadores monitorizar o seu progresso na forma de comer mais lentamente, ou seja, de forma mais saudável.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 23 de abril de 2013

Roupa interior que se controla com o iPhone

A empresa britânica Durex criou uma linha de lingerie que se pode fazer vibrar através de uma aplicação para telefones móveis.
Manter uma relação à distância nem sempre é fácil, mas a marca de preservativos Durex decidiu dar uma ajuda. Por isso criou uma linha de roupa interior que conta com uma série de pequenos vibradores repartidos por pontos estratégicos e que podem ser controlados através de uma aplicação para iPhone.
Como se pode ler no blogue espanhol Gadgetos, esta linha de lingerie, batizada Fundawear permite aos dois membros de um casal simular a proximidade, mesmo estando afastados.
A Durex garante que, de momento, esta aplicação é apenas uma experiência, mas pode vir a ter continuidade.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 21 de abril de 2013

Cientistas detectaram sinais de consciência em bebés de cinco meses

Quando é que começamos a tornar-nos conscientes do mundo que nos rodeia? Segundo os mais recentes resultados, isso poderá acontecér muito mais cedo do que se pensava.
Pela primeira vez, foi possível detectar, no cérebro de bebés com apenas cinco meses de vida, um tipo de actividade cerebral que assinala que a sua consciência visual está a emergir. Os resultados são publicados esta sexta-feira na revista Science.
Sabe-se que, nos adultos, a apresentação de uma imagem, mesmo por brevíssimos instantes, dá origem a um padrão de activação neuronal característico, explica a Science no seu site. A activação começa no córtex visual e, passados uns 300 milissegundos, a mensagem chega ao córtex pré-frontal, a região do cérebro onde residem as nossas mais sofisticadas funções cognitivas – e em particular o pensamento.
Sid Kouider e colegas da Ecole Normale Supérieure, em Paris, decidiram testar, através da técnica de electroencefalografia, se a segunda fase deste padrão de ondas cerebrais se verificava também nos bebés muito novos. O estudo envolveu 80 crianças de cinco, 12 e 15 meses de idade, cuja actividade cerebral foi medida graças a um “gorro” de electrodos, enquanto visionavam séries de imagens dentro das quais estava “escondida” a de uma face humana.
Confirmaram assim que os bebés com mais de um ano respondiam àquela imagem desenvolvendo o mesmo tipo de resposta neuronal semelhante à dos adultos – o que não admira, visto que, nesta idade, a interacção visual e social do bebé com o mundo já é muito rica. Mas ficaram surpreendidos ao descobrirem que, embora de forma incipiente e muito mais lenta, essa segunda fase da resposta cerebral já estava presente nos bebés de cinco meses.
Quer isto dizer que desde tão cedo, os bebés têm consciência do que viram, que sabem que viram uma face? Nem por isso: Kouider, citado pela revista New Scientist, diz que o trabalho não constitui uma prova directa de que os bebés estão a ter uma experiência subjectiva. Segundo ele, não é claro que os timings da segunda fase da resposta cerebral, que são ainda muito lentos, permitam uma autêntica experiência consciente. 
Mas os rudimentos já lá estão, concluem os cientistas. “Estes resultados mostram que os mecanismos cerebrais subjacentes à percepção consciente já estão presentes na primeira infância”, escrevem no seu artigo na Science.
A abordagem utilizada neste trabalho também poderá servir, salientam, para perceber melhor os estados de consciência mínima nos adultos – seja na sequencia de lesões cerebrais, seja durante uma anestesia – para determinar até que ponto essas pessoas têm consciência do mundo exterior.

Fonte: Público