domingo, 5 de maio de 2013

Criado aparelho que deteta explosivos à distância

Um aparelho portátil com tecnologia ótica avançada permite detetar quantidades mínimas de explosivos a uma distância de 20 metros, prometendo ajudar forças de segurança na prevenção de atentados bombistas, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia (CE), que financiou o projeto.
O dispositivo, que já foi testado em laboratório e em ambientes externos, consegue detetar quantidades inferiores a um miligrama de explosivos a uma distância de 20 de metros, estando ainda previstos mais estudos para aumentar a sensibilidade, precisão e robustez do sistema antes de ser disponibilizado às forças de segurança europeias.
Desenvolvido por um consórcio de empresas e universidades europeias liderado pela multinacional espanhola Indra, o Sistema de Deteção Optix "utiliza a mais avançada tecnologia ótica", pode ler-se no comunicado da CE.
"Nenhuma outra organização ou empresa conseguiu, até à data, atingir resultados semelhantes, o que coloca a indústria europeia numa posição inédita de oferecer tecnologia ao mercado", adianta ainda o comunicado.
Com um financiamento de 2,4 milhões de euros da CE, o protótipo utiliza lasers que podem identificar, de forma precisa, a estrutura atómica e molecular dos explosivos.
O sistema combina duas tecnologias para a deteção de explosivos: a 'espectroscopia LIBS', que identifica a rutura elementar (atómica e molecular) gerada após excitação com um laser de alta energia; e a espectroscopia de Raman, que mede as variações dos estados de vibração das moléculas excitadas com um laser, o que permite identificar a sua estrutura molecular.
Desta forma, o aparelho consegue identificar vestígios de explosivos em carros, malas ou qualquer recipiente opaco, o que se torna útil na deteção de explosivos, mas também na investigação forense, já que "é virtualmente impossível pegar em explosivos e transportá-los sem deixar rasto" porque os resíduos aderem às superfícies dos objetos que os transportam.
"A deteção de vestígios de explosivos vai aumentar a segurança em todos os cenários. Não só a segurança será reforçada, como os inconvenientes para os cidadãos serão significativamente reduzidos através do uso de um sistema de deteção de explosivos sem perigos e não-invasivo" explica Alberto Calvo, diretor de segurança na Indra, citado no comunicado.
O dispositivo será integrado numa plataforma com rodas, que poderá ser transportada em qualquer carrinha para a área a ser patrulhada, movendo-se depois na zona e analisando superfícies onde os vestígios possam estar presentes. Um operador poderá controlar a plataforma remotamente, recebendo de imediato os resultados obtidos.
A comercialização do sistema, conclui a CE, "terá a dupla vantagem de melhorar a segurança dos cidadãos e a competitividade da indústria europeia, tornando o continente menos dependente de tecnologia importada".

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 4 de maio de 2013

Óculos do Google podem causar problemas de visão

Os óculos de realidade aumentada da Google ainda não estão disponíveis no mercado mas já têm contra-indicações. A Mountain View, a empresa que está a desenvolver estes óculos, admite que o dispositivo "poderá causar problemas de visão" a algumas pessoas.
Os óculos de realidade aumentada Google são como um pequeno computador que se usa na cara. São uma câmara de fotografar/filmar que capta a imagem tal como a vemos, permitindo gravá-la, enviá-la ou publicá-la (em direto) noutras plataformas (telemóveis, internet). Além de outras aplicações, estes óculos têm a vantagem de ser acionados pela voz, mantendo as mãos livres.
Os primeiros óculos foram enviados há duas semanas para os clientes que se inscreveram no site e estão agora a ser testados. Devido às muitas dúvidas que o projeto tem suscitado, a empresa enviou-lhes também um guia do utilzador com respostas às perguntas mais frequentes. Avisa, por exemplo, que os óculos não são indestrutíveis, apesar de serem "resistentes, cómodos e criados para a vida quotidiana".
Uma das perguntas colocadas é: "Os Google Glass podem ser usados por todas as pessoas?". E a resposta é: "Os óculos não são para todos." A Google admite que os óculos podem provocar dores de cabeça ou entre os olhos, "tal como uns óculos normais".
Além disso, os óculos não são recomendados a menores de 13 anos ou a quem tenha sofrido uma intervenção cirúrgica com laser nos olhos.
Finalmente, pergunta-se se os óculos podem ser usados em qualquer lugar, ao que o Google responde que, como em tudo, "têm um momento e um lugar". Tudo dependerá do bom senso do utilizador, mas a regra da utilização dos óculos será semelhante à regra para fotografar ou filmar em locais públicos.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 30 de abril de 2013

Problemas sexuais aumentam com a crise

O número de casos de impotência e de falta de desejo sexual está a aumentar em Espanha, sobretudo entre as pessoas mais afetadas pela crise económica, alertou hoje o médico espanhol José Luis Arrondo, citado pela EFE.
Presidente da comissão organizadora do XVI Congresso espanhol de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodutiva, a decorrer em Pamplona, o especialista exemplificou que entre os mais afetados pelos crescentes problemas sexuais estão as pessoas com dificuldades em pagar hipotecas ou os casais em que ambos se encontram no desemprego.
Segundo Arrondo, a resposta sexual das pessoas é muito influenciada pela atual situação de crise social e económica.
Para o chefe do serviço de Andrologia do Complexo Hospitalar de Navarra, a solução é complicada porque estas pessoas precisam frequentemente de medicamentos que não são comparticipados e que não são baratos, pelo que os doentes não podem comprá-los devido à sua "delicada situação económica".
Na sua intervenção, o especialista referiu também que o homem mudou muito nos últimos anos, no que diz respeito a aceitar os seus problemas sexuais.
"Até há pouco tempo, o homem nem sequer tinha consciência da sua debilidade sexual; se não funcionava bem, entendia que isso era normal e não lhe passava pela cabeça recorrer a um especialista", disse.
Atualmente, os homens já pedem ajuda, embora ainda falte algo: "que recorram com as suas companheiras", afirmou Arrondo, sublinhando a "curiosidade" de, quando se trata de problemas urinários, cerca de 85% dos pacientes aparecerem nas consultas acompanhados, mas, quando é por causa de uma disfunção erétil ou uma ejaculação precoce, surgem sozinhos em 85% dos casos.
O especialista disse ainda que, da sua experiência em 33 anos de carreira, há três tipos de mulheres.
A primeira é "a acomodada", que, quando o marido tem problemas, ou não aparece na consulta ou não participa porque "no fundo está aliviada por uma possível ausência de relações sexuais no futuro".
A segunda é "a reivindicativa", que "arrasta o seu parceiro para a consulta e, longe de ajudar, o que faz é humilhá-lo e dificultar as soluções", enquanto a terceira, a que chama "a colaboradora", é "a ideal, porque entende que não há culpados e que entre ambos podem encontrar a solução para o problema".

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 28 de abril de 2013

Descoberta arqueológica trouxe uma nova tese para a origem dos maias

Arqueólogos descobriram num sítio maia, na Guatemala, a estrutura arquitectónica mais antiga da que é a marca de água das futuras cidades maias, as praças e as pirâmides.
A questão é sobre pirâmides e cerimónias, mas é principalmente sobre origens. Viaje-se no tempo e no espaço até à América Central, na actual região da Guatemala, ao ano 1000 a.C.. Estava-se então no início daquilo a que os arqueólogos chamam "período pré-clássico médio". Naquela região existia uma constelação de povoações. As famílias, depois de séculos a viverem da agricultura, agregaram-se em grupos mais complexos onde as classes sociais começaram a germinar. No meio desta efervescência, nasceram as primeiras praças e pirâmides, que mais tarde seriam a marca de água das cidades-estado da cultura maia. Os arqueólogos descobriram agora no local arqueológico maia de Ceibal que estas estruturas nasceram dois séculos mais cedo do que se conhecia, revela um artigo publicado na Science.
Estas praças e pirâmides fazem parte de um complexo construído em conjunto e são expressões arquitectónicas de uma mudança social que existiu, por esta altura, desde o Sul da Guatemala até ao golfo do México. Já se sabia que o aparecimento da civilização maia como a conhecemos esteve ligada a este desenvolvimento, mas os autores defendem no artigo que os maias participaram nessa mudança regional. "Há esta ideia da origem da civilização maia como um acontecimento interno e isolado, e há esta outra ideia de que foi uma influência externa que desencadeou a complexidade social da civilização maia. Agora, estamos a pensar que o que se passou não é nem preto nem branco", diz Victor Castillo, um dos autores do artigo que pertence à Faculdade de Antropologia na Universidade de Arizona, nos Estados Unidos.
Foi no período clássico, entre 250 e 900 d.C., que as cidades mais espectaculares da civilização maia prosperaram, como Tikal, situada a norte de Ceibal, já no início da península de Iucatão. Mas, durante os séculos anteriores, verificou-se a ascensão e a queda de cidades e de outras civilizações como a olmeca, que é outra das personagens desta história.
A civilização olmeca englobava cidades situadas na costa do golfo do México, centenas de quilómetros a norte de Ceibal. Centros como o de San Lorenzo, no istmo de Tehuantepec, atingiram o auge antes de 1200 a.C.. Mas as prospecções arqueológicas feitas até hoje ainda não revelaram em San Lorenzo as estruturas arquitectónicas de praças e pirâmides que se tornaram depois presentes nos maias. Contudo, La Venta, o grande centro olmeca que floresceu por volta dos 800 anos a.C., após o esvaziamento de San Lorenzo, já apresentava estes complexos.
Os académicos sempre debateram a influência dos olmecas no desenvolvimento da sociedade maia das terras baixas [no Norte da Guatemala e na península de Iutacão]", lê-se no artigo da Science. "Alguns viam-nos como a cultura-mãe: a fonte de todas as inovações culturais, a partir de onde as artes e o sistema centralizado de política se espalharam para os maias e para outros grupos na América Central."
Há, contudo, quem defenda que os grupos maias que se estavam a desenvolver a sul eram pouco influenciados pelos olmecas e que estariam mais ou menos isolados. Mas a existência das praças e pirâmides em La Venta é um forte argumento a favor da força dos olmecas como cultura-mãe. Só que o novo trabalho põe em causa a tese de que os olmecas serviram de inspiração à cultura dos maias.
Takeshi Inomata, da mesma universidade de Victor Castillo, e outros colegas que trabalham nos Estados Unidos e no Japão fizeram prospecções arqueológicas em algumas estruturas de Ceibal, que fica na Guatemala, na fronteira sul da província de Petén, e descobriram que no ano 1000 a.C. já existiam estes complexos cerimoniais, apesar de serem muito menos sofisticados e grandes. As estruturas mais antigas de pirâmides e praças que se conheciam na cidade olmeca de La Venta eram 200 anos mais novas do que estas.
"O principal complexo em Ceibal é feito por uma praça, a oeste dela está uma plataforma ou pirâmide e, a leste, está um monte [aplanado]", explica Inomata. "Esta estrutura é genericamente conhecida por 'Estrutura do Grupo E', e pode-se encontrar por todo o Sul da América Central", acrescenta.
Os autores defendem que as pirâmides e praças de La Venta, datadas dois séculos mais tarde do que as que agora foram descobertas em Ceibal, pertencem ao mesmo tipo de estruturas. "Provavelmente, os seus usos eram similares", defende Inomata. "Os rituais eram muito importantes para estas civilizações, e há uma série de depósitos associados a rituais na praça de Ceibal. Encontraram-se machados feitos de jade, que eram depositados como uma espécie de oferta", descreve.
Portanto, esta novidade põe em causa o lugar dos olmecas na cultura maia. “Há uma mudança social profunda a acontecer desde as terras baixas dos maias, passando pela região de Chiapas [região no Sul do México, junto ao Pacífico, colada à Guatemala] até ao sul do golfo do México”, argumenta o investigador. "Esta nova ordem social não emergiu só de um centro, como o do golfo do México dos olmecas, mas através de muitas interacções entre diversos grupos, incluindo os maias."  

Fonte: Público

sábado, 27 de abril de 2013

Pé gigante em decomposição gera mistério

Um pé de enormes proporções foi encontrado num bosque de Lakeville, no Massachussets (EUA), e está a gerar mistério.
As autoridades policiais locais deram com os fragmentos do membro que gerou especulação devido ao seu enorme tamanho, desconhecendo-se se pertence a um humano.
De acordo com a imagem revelada esta semana, o pé tem cinco dedos e foi encontrado por um par de jovens.
Segundo o ‘Daily Mirror’, especialistas médicos já testaram o membro mas terão de ser feitos mais exames para descobrir a sua génese.
A descoberta gerou já múltiplas teorias, havendo quem defenda que se trata de um vestígio da mítica criatura ‘Pé Grande’.
Ao mesmo jornal, o chefe da polícia local Frank Alvilhiera sugeriu que pode tratar-se da pata de um urso. Contudo, refere que “terá de haver mais tempo antes dos resultados oficiais”.

Fonte: Correio da Manhã