segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Descoberto maior vulcão do mundo no Pacífico

Uma equipa de cientistas norte-americanos, da Universidade de Houston, anunciou a descoberta do maior vulcão a nível mundial. O vulcão é submarino e cobre uma área de aproximadamente 310 mil km quadrados.
De acordo com o artigo publicado na Nature Geoscience por William Sager, líder da equipa, o vulcão Tamu Massif é do tipo submarino e localiza-se a 1,6 km ao leste do Japão. No seu ponto mais alto fica a mais de dois quilómetros abaixo da superfície do oceano.
Ao contrário dos montes submarinos mais vulcânicas, que são íngremes e têm, normalmente, não mais do que algumas dezenas de quilómetros de diâmetro, o Tamu Massif abrange uma área de 310 mil quilómetros quadrados. Aproximadamente a mesma área que as Ilhas Britânicas.
William Sager acredita que, embora este seja o maior vulcão já descoberto até agora, é provável que existem outros maiores, também no Pacífico, mas que ainda se encontram por descobrir.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 8 de setembro de 2013

Máquina fotográfica ou big brother?

Memoto é uma câmara sem mãos que tira fotos a cada 30 segundos...
Memoto é uma máquina fotográfica diferente, tão diferente que há quem levante questões de privacidade.
Concebida por uma empresa sueca com o mesmo nome, depois de um dos seus fundadores se aperceber que tinha poucas recordações dos pais que morreram quando era muito novo, este pequeno aparelho, que se coloca num fio ao pescoço ou se prende a uma camisola (como acontecia com um iPod mini), tira uma fotografia a cada 30 segundos, não sendo preciso pressionar qualquer botão.
Outras funcionalidades desta câmara passam pela organização dos ficheiros por data e localização (tem um sistema GPS integrado), e que podem ser partilhados nas redes sociais, facilitando a vida dos que gostam de registar todos os momentos do dia sem perder tempo com a catalogação.
Mas enquanto os criadores da Memoto elogiam esta facilidade em colecionar memórias, outros erguem questões relativas à privacidade e segurança.
Isto porque haverá certamente quem não queira ser apanhado num desses momentos de desfrute do «fotógrafo», num qualquer acaso como uma corrida no parque ou um passeio pela cidade.
E levando a questão da privacidade mais longe, há quem receie mesmo pela segurança de pessoas inseridas num programa de proteção a testemunhas.

Fonte: TVI24

sábado, 7 de setembro de 2013

Há um sapo que ouve pela boca

Cientistas franceses resolvem mistério de anfíbios que habitam as ilhas de Seychelles.
Há sapos que ouvem pela boca, revela um estudo publicado na revista “Proceedings of the Natural Academy of Sciences”. A espécie Gardiner, que habita nas florestas das ilhas de Seychelles, no Oceano Índico, não tem ouvido médio nem tímpano. Como conseguem então ouvir? Foi esta questão que levou cientistas franceses a resolver o mistério.
Investigadores de diversas universidades francesas instalaram sistemas de alta voz na floresta, para expor os sapos Gardiner a gravações do coaxar de outras espécies. Como resultado, foi possível perceber que reagiam de imediato aos sons. E assim ficou provado que ouvem.
Restava apenas descobrir quais eram as partes do corpo dos anfíbios que os permitam ouvir. Os cientistas fizeram radiografias e concluíram que os Gardiner, conhecidos pelo seu ínfimo tamanho (em média, menos de 1,3 centímetros), utilizam a cavidade bucal para transmitir sinais sonoros ao cérebro.
"Esta combinação da cavidade bucal e da cavidade óssea permite às rãs Gardiner perceber os sons sem utilizarem um ouvido médio", declara o coordenador da investigação, Renaud Boistel, citado pela BBC.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Descoberto 'possível' tratamento para autismo e depressão

Um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) descobriu um "possível" tratamento para doenças de alteração do comportamento, como o autismo ou a depressão, através de uma investigação com glucocorticoides, hormonas produzidas durante o stress.
O resultado da investigação, "Dopaminergic modulation of affective and social deficits induced by prenatal glucocorticoid exposure", foi publicado na edição de setembro da revista Neuropsychopharmacology, segundo informa o grupo de investigadores do Instituto de Investigação em Ciências das Vida e da Saúde da academia minhota em comunicado enviado à agência Lusa.
"O estudo, feito em ratos, tenta perceber melhor o que se passa e descobre que o efeito pré-natal dos Glicocorticoides (Cs) sobre o comportamento está ligado a alterações nos níveis de dopamina (um neurotransmissor/proteína que transmite mensagens entre células nervosas) em 2 zonas do cérebro ligadas à perceção do prazer", aponta.
Mas, realça o comunicado,"o resultado mais interessante foi que os problemas emocionais e sociais destes ratos podem ser resolvidos com um medicamento usado para a doença de Parkinson (que também é caracterizada por deficiência de dopamina)".
Segundo os cientistas, esta descoberta "pode ter implicações para várias doenças neurológicas em que há deficiências emocionais e sociais semelhantes e/ou estão ligadas a stress pré-natal, incluindo autismo, hiperatividade, depressão e esquizofrenia".
Os cientistas reafirmam ainda que uma gravidez em stress é "extremamente perigosa" para o bebé uma vez que os GCs "podem interferir com o desenvolvimento do cérebro da criança" e que se continua "longe" de conhecer os efeitos daquela substancia, que se continua a "administrar em grávidas em perigo de parto prematuro para ajudar o desenvolvimento dos pulmões".
Esta investigação é assinada pelos investigadores Sónia Borges, Bárbara Coimbra, Carina Soares-Cunha, José Miguel Pego, Nuno Sousa e Ana João Rodrigues.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Identificada molécula que inverte sintomas da Trissomia 21

Experiência feita em ratinhos...
Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula que permite inverter os sintomas da Trissomia 21 em ratinhos tratados à nascença, divulgou esta quarta-feira a revista «Science Transnational Medicine».
Uma dose de uma pequena molécula da família proteica do gene SHH permitiu que o cerebelo dos roedores se desenvolvesse normalmente e estimulasse a sua capacidade de memória e aprendizagem, segundo investigadores da Universidade Johns Hopkins e dos Institutos Nacionais de Saúde.
Roger Reeves, professor do Instituto de Medicina Genética da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e coautor do estudo, lembrou que «a maior parte das pessoas com Trissomia 21 tem um cérebro 60 por cento inferior ao seu tamanho normal».
Os ratinhos usados na experiência foram geneticamente modificados para reproduzirem a trissomia humana.
Os cientistas questionam, por enquanto, a aplicação da molécula nos humanos com Trissomia 21, uma vez que o seu uso em segurança não está, ainda, garantido.
O facto de ser alterado um mecanismo biológico importante do cérebro apresenta riscos de cancro, pois pode desbloquear o crescimento excessivo de células, advertem, realçando que muitos estudos terão de ser feitos.
De acordo com Roger Reeves, na medida em que a Trissomia 21 implica numerosos genes, qualquer tratamento «é um enorme desafio».
Trissomia 21 ou Síndrome de Down é um distúrbio genético que resulta de uma cópia suplementar do cromossoma 21. A doença, que não tem cura, traduz-se numa deficiência cognitiva, em características faciais particulares (mongolismo) e, por vezes, em problemas cardíacos, como conta a Lusa.

Fonte: TVI24