sábado, 21 de setembro de 2013

Cientistas descobrem gene que ajuda a esquecer

Descoberta pode ajudar pessoas que sofrem de stress pós-traumático.
Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram o gene que ajuda a apagar experiências traumáticas.
Tet1 é o nome do gene em questão. Este controla a memória ao manipular os níveis de metilação do DNA, ou seja, através da alteração do acesso aos genes.
Para testar como este gene afeta a memória, os investigadores fizeram uma experiência com ratos. Os animais recebiam choques em determinada gaiola para ficarem com medo e, pouco depois, eram postos na mesma gaiola - sem o tal choque. As suas reações foram gravadas.
 
Resultados da investigação
Como resultado, os ratos com níveis normais do gene Tet1 acabaram por esquecer o choque, permitindo que as novas memórias substituíssem as antigas. Contudo, ficou provado que os ratos com baixos níveis de Tet1 esqueceram as más memórias com  maior dificuldade.
Portanto, o baixo nível de Tet1 é a chave para a compreensão deste problema. Se os médicos encontrarem uma maneira de elevar os níveis deste gene, as pessoas que sofrem de stress pós-traumático serão capazes de deixar que as lembranças positivas apaguem os seus traumas.
"O que acontece durante a extinção da memória não é o apagar da memória original. O antigo vestígio de memória diz aos ratos que o lugar é perigoso. Mas a nova memória informa-os de que, afinal, é um lugar seguro. Há duas opções de memória que competem uma com a outra", explica Li-Huei Tsai, diretora do Instituto Picower para a Aprendizagem e Memória do MIT.
Por outras palavras, elevar os níveis do gene Tet1 pode vir a ajudar as pessoas a decidirem aquilo que querem, ou não, recordar. Todavia, é provável que demore algum tempo a passar esta pesquisa para um plano efetivo de tratamento para pessoas que sofram de stress pós-traumático. Afinal, a experiência ainda só foi realizada em ratos. Isto se esquecermos 'O Despertar da Mente', filme de Michael Gondry, protagonizado por Jim Carrey que parece ter sido a inspiração para este estudo.

Fonte: Coreeio da Manhã

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tecnologia arrefece bebidas em 45 segundos

Uma tecnologia financiada pela União Europeia refrigera uma bebida em 45 segundos, o que permite uma poupança energética de até 80% e a consequente redução do impacto ambiental, anunciou a Comissão Europeia (CE).
Em comunicado, a CE explica que o Rapidcool visa reduzir o consumo de energia na refrigeração de bebidas no ponto de venda, já que em toda a Europa se estima que o consumo elétrico dos frigoríficos e congeladores comerciais equivalha às necessidades energéticas de 20 milhões de famílias.
O dispositivo, informa a comissão, arrefece uma lata ou uma garrafa até 4ºC em 45 segundos ou menos e poderia "substituir a maioria, se não todos, os refrigeradores de bebidas de vitrina aberta, a nível mundial".
Com esta tecnologia de arrefecimento rápido, as bebidas pré-embaladas podem ser armazenadas à temperatura ambiente e refrigeradas em menos de um minuto.
Desenvolvido por uma empresa britânica com um financiamento europeu de 903 mil euros, o Rapidcool permite uma poupança energética de 80% comparativamente a alguns refrigeradores com vitrina aberta e de 54% em frigoríficos de porta de vidro.
"O potencial de poupança em custos de eletricidade equivale a 832Euro por frigorífico por ano, comparativamente a refrigeradores de vitrina aberta e 219Euro relativamente a refrigeradores de porta de vidro", esclarece a CE.
Além da poupança em termos energéticos, o projeto tem também impacto a nível das emissões de dióxido de carbono emitidas pelos frigoríficos comerciais de todo o mundo.
"Orgulhamo-nos de poder contribuir para a redução das emissões de gases de efeito de estufa a nível global, através de uma tecnologia sustentável revolucionária e pretendemos continuar a desenvolver o produto tanto para uso comercial como para uso doméstico", disse o fundador da empresa responsável, Kelvin Hall, citado pela CE.
Michael Jennings, porta-voz de Investigação, Inovação e Ciência da Comissão Europeia, afirma por seu lado que este produto "irá preservar os recursos financeiros das empresas, o meio ambiente e criará postos de emprego".
Desde 2007, a Europa já investiu cerca de 50 mil milhões de euros em projetos de desenvolvimento e inovação para suportar a competitividade da economia europeia e ampliar as fronteiras do conhecimento humano. O orçamento europeu para esta área representa 12 por cento do total de investimento público em desenvolvimento feito pelos 27 Estados-Membros e é focado, maioritariamente, em áreas como a saúde, o ambiente, transporte, alimentação e energia.
Em 2014, a União Europeia irá lançar um novo Programa Quadro de Financiamento na área de Desenvolvimento e Inovação, denominado Horizonte 2020.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Apple cria aplicação para «matar» iphones roubados

Depois das pressões de vários procuradores norte-americanos perante a vaga de roubos de telemóveis inteligentes.
Depois das pressões de vários procuradores norte-americanos perante a vaga de roubos de telemóveis inteligentes (smartphones), a Apple será a primeira fabricante a incorporar uma aplicação que inutiliza os aparelhos roubados para tentar deter os ladrões.
O procurador do distrito de São Francisco, George Gascón, e o procurador-geral de Nova Iorque, Eric T. Schneiderman, anunciaram esta quarta-feira o que consideram ser «um primeiro passo importante para o fim da epidemia mundial de roubos de telemóveis inteligentes».
Esta aplicação «Activation Lock», é anunciada depois de em junho passado ambos os procuradores terem lançado o plano de alerta para o roubo de smartphones, depois do aumento de agressões na sequência de assaltos para roubar os telemóveis, com 1,6 milhões em 2012.
Schneiderman e Gascón reuniram-se com representantes da Apple, Google/Motorola, Samsung e Microsoft para apelar à «obrigação social e moral» das empresas tecnológicas em desenvolver um «kill switch», ou seja, um sistema que «mate» o telemóvel quando é roubado.
A Apple tornou-se, agora, na primeira a apresentar a sua solução após lançar o seu sistema operativo mais recente, o iOS7, uma aplicação que «resultará num meio eficaz de dissuasão de roubo», segundo os procuradores.
No entanto, alertaram os utilizadores que «os ladrões não vão reagir da noite para o dia», pelo que será «vital» que os consumidores estejam conscientes disso.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jovem de 15 anos vai iluminar o mundo

Com 15 anos, Ann Makosinski criou uma lanterna cuja energia é gerada pelo calor do corpo humano. Basta segurá-la na mão e... faz-se luz.
A Feira de Ciência do Google decorre no próximo dia 21 de setembro e estarão em concurso 14 projetos diferentes, cujos responsáveis são jovens entre os 13 e os 18 anos de todo o mundo.
Um dos projetos mais entusiasmantes, e cujo vídeo já ganhou contornos virais na Internet, é o de Ann Makosinski, uma jovem de 15 anos que frequenta o liceu de Victoria, no estado canadiano de British Columbia.
Ann criou uma lanterna que se ilumina na palma das nossas mãos. A energia é gerada com o calor produzido pelo corpo humano e, livre de baterias, a lanterna consegue manter o foco de luz durante cerca de 20 minutos.
Mas Ann terá a concorrência de outros jovens finalistas, mais de metade oriundos dos EUA. Dos 14 projetos a concurso, oito são de escolas norte-americanas. Da Europa participam três cientistas, oriundos da Grécia, Turquia e Rússia. Da Ásia, vêm outros dois, de Índia e Singapura, e o último participante viajará desde a Austrália.
O vencedor do projeto vai receber uma bolsa escolar no valor de 50 mil dólares (cerca de 38 mil euros) e uma viagem às paradisíacas ilhas Galápagos.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Pode haver vida nas luas de Júpiter e Saturno

A astrobióloga portuguesa Zita Martins, do Imperial College of London, co-autora de um artigo científico publicado hoje, acredita que há condições para existir vida nas luas de Júpiter e Saturno, pela importância do gelo na criação de aminoácidos.
"Toda a gente fala de Marte, mas eu acho muito mais interessantes as luas de Júpiter e Saturno, porque têm as condições ideais para a existência de vida", afirmou à agência Lusa a investigadora do Imperial College of London, que tem o artigo publicado hoje, na revista Nature Geoscience.
A convicção foi reforçada pelos resultados de uma experiência realizada em parceria com a Universidade de Kent, na qual foi disparado, a alta velocidade, um projétil de aço contra misturas de gelo, análogas às encontradas nos cometas.
O objetivo era reproduzir o impacto de um cometa com uma superfície rochosa, e o resultado foi a descoberta de vários tipos de aminoácidos, nomeadamente glicina e alanina D e L.
Estes compostos orgânicos são definidos pela cientista portuguesa como "os blocos constituintes da vida", pois estão na origem de proteínas que, por sua vez, são essenciais à existência de matéria viva.
Zita Martins conta que já se sabia que os cometas, astros que na sua composição têm gelo, podem conter aminoácidos, como foi recentemente confirmado pela descoberta de glicina no cometa Wild 2, através de amostras recolhidas pela NASA, a agência espacial norte-americana.
Mas esta simulação em laboratório convenceu os autores de que os aminoácidos também podem aparecer com o impacto de corpos rochosos, como meteoritos, em superfícies de gelo em planetas ou noutros corpos celestes, como são as luas Europa e Enceladus, de Júpiter e Saturno.
Tal como outros astrobiólogos, Zita Martins afirma que, cada vez mais, a hipótese de que os satélites de Júpiter e Saturno "poderão ter vida, começa a ganhar credibilidade" e mais interesse do que Marte, onde se têm centralizado as mais recentes missões espaciais.
"Até agora só existiam teorias de como a vida pode ter surgido, mas esta experiência reforça a suposição de que o gelo e o impacto são essenciais", vincou, lembrando que aquelas luas foram alvo do choque com inúmeros cometas e meteoritos há cerca de quatro mil milhões de anos.
O artigo publicado hoje, na versão online da revista Nature Geoscience, em coautoria com Mark C. Price, contribui também para o estudo do processo da criação da vida no planeta Terra, possivelmente iniciado há cerca de quatro mil milhões de anos.
Para a investigadora portuguesa, há cinco anos no Imperial College, o próximo passo será perceber, no entanto, se o impacto de gelo e rocha no espaço pode sintetizar proteínas ou outras formas moleculares mais complexas, e assim chegar mais perto da resposta à questão sobre a possibilidade de existência de vida noutras partes do sistema solar.

Fonte: Diário de Notícias