quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NASA paga 13 mil euros para ficar 70 dias na cama

Agência espacial norte-americana quer realizar experiências com voluntários para testar as reações do corpo a condições semelhantes às das viagens espaciais.
A NASA está à procura de voluntários para ficarem 70 dias deitados. A recompensa ronda os 13 mil euros.
"Ficar deitado em descanso causa alterações a nível do corpo semelhantes às que ocorrem durante as longas viagens sem gravidade, no espaço. Este estudo vai ajudar os investigadores a perceberem de que maneira o corpo dos astronautas muda em situações sem gravidade", explica a NASA na página de recrutamento.
Os candidatos selecionados terão de ficar deitados, com os pés ligeiramente acima do nível da cabeça, durante 70 dias. Não vão poder sair da cama, onde vão estar 24 horas por dia, exceto nos períodos em que serão realizados testes, segundo a agência espacial norte americana. No entanto, os candidatos vão poder ver televisão, ler, falar ao telemóvel e usar o computador durante a experiência.

Durante a experiência...
Embora pareça um desafio simples, os testes físicos e psicológicos são rigorosos, conta um dos investigadores que lidera o estudo à revista ‘Forbes'.
No decorrer da experiência, os participantes vão realizar, durante 60 ou 90 minutos, exercícios aeróbicos. Aqui, o objetivo é criar um programa físico para melhorar a massa muscular, os ossos e o aparelho cardiovascular dos astronautas.
Portanto, se adora passar os dias inteiros na cama e mora nos Estados Unidos, esta parece ser uma proposta irrecusável.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Impressora 3D produz ouro colorido

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho desenvolveu uma tecnologia que permite produzir peças em ouro colorido, de raiz, num projeto com um modelo de negócio que poderá revelar-se ouro sobre azul.
Sem o uso de quaisquer pigmentos, o projeto desenvolve-se em torno de uma impressora a três dimensões que trabalha com pó de ouro puro e o aplica em várias camadas de nanopartículas, cujo padrão em que são dispostas acaba por definir a cor da joia.
De acordo com Filipe Silva, mentor do projeto e diretor do departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho (UM), esta tecnologia, que permite a mistura de vários materiais, pode aplicar-se a "próteses médicas e dentárias" facilmente personalizáveis ao respetivo beneficiário.
"Imagine que quer fazer uma prótese dentária que começa com uma base em titânio e depois quer evoluir para a cerâmica e ajustar a cor do esmalte de acordo com a cor dos outros dentes: [a impressora] vai colocando as cores do esmalte, sucessivamente, que se pretendem para aquele dente, daquela cor, para aquela geometria, para aquela pessoa", disse Filipe Silva à agência Lusa.
O prefixo "nano" refere-se a dimensões na ordem do milésimo de milionésimo de milímetro e é nesta escala que reside uma das inovações do projeto, que prescinde de materiais externos para modificar a cor do ouro -- é a rede, ou matriz, em que são dispostas as nanopartículas que lhes permite refletir a luz em várias cores.
A preferência do mercado pelo tradicional ouro amarelo leva, no entanto, a que esta inovação seja dirigida sobretudo a nichos de interesse.
"Eu penso, apesar de tudo, que o ouro sempre será amarelo e que a grande parte do ouro que vai ser consumido será sempre amarelo", admitiu Filipe Silva, explicando que "a vantagem deste tipo de produtos é que serão sempre de nicho de mercado", pelo que procedeu à criação de uma empresa "spin-off" para divulgar a inovação já patenteada.
A empresa vai apresentar-se aos mercados na próxima edição da Portojóia, a feira internacional de ourivesaria, joalharia e relojoaria a realizar-se na Exponor, em Leça da Palmeira (Matosinhos), de 26 a 29 de setembro.
Filipe Silva explicou que a linha de joalharia feita para exibir a tecnologia de impressão a laser em três dimensões funciona "como se fossem produtos de imagem que se destinam a apresentar conceitos", mas cuja intenção derradeira é "vender a imagem da empresa", pelo que deverá "fazer uma auscultação dos mercados português e espanhol", para só depois investir noutros mercados de forma "mais arrojada."
Para o diretor deste projeto, a inovação poderá ter sucesso na penetração dos mercados internacionais na medida em que se trata de "uma impressora 3D absolutamente inédita", cuja principal mais-valia é mesmo a capacidade de "ir criando gradientes de cores diferentes, variando também de materiais que vão de cerâmicas nobres a ouro, platina ou prata", o que permite "uma liberdade de criação de peças feitas em múltiplos materiais simultaneamente."
A marca de penetração no mercado, batizada de Grad'Or, resulta de um projeto aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e compreende um investimento de meio milhão de euros.
O desenvolvimento desta tecnologia teve origem, no entanto, "há já oito anos", segundo Filipe Silva, e soma já "um investimento de cerca de dois milhões de euros, quer em desenvolvimento tecnológico, quer em recursos humanos."

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 22 de setembro de 2013

Vida «extraterrestre» descoberta na atmosfera

Cientistas britânicos acreditam ter descoberto partículas vivas vindas do Espaço...
Uma equipa de cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, acredita ter encontrado partículas vivas provenientes do Espaço depois de ter enviado um balão de pesquisas para a estratosfera. Uma experiência, que de acordo com a mesma equipa de cientistas, demonstra a chegada à Terra de vida extraterrestre.
De acordo com a Sky News, o balão de pesquisas, especialmente desenhado para o efeito, percorreu 27 quilómetros até chegar à estratosfera (a segunda camada da atmosfera) durante a chuva de meteoros de 12 de agosto de 2013. O balão conseguiu recolher pequenos organismos que a equipa de investigadores conclui terem chegado do Espaço.
«A maioria das pessoas dirá que estas partículas biológicas chegaram à estratosfera a partir da Terra, mas sabe-se que uma partícula desse tamanho não pode alcançar alturas de, por exemplo, 27 quilómetros. Isso só seria possível com uma única exceção: teria de ter havido uma erupção vulcânica violenta e isso não aconteceu nos últimos três anos», refere Milton Wainwright, professor do departamento de Biologia Molecular da Universidade de Sheffield e responsável pela experiência.
Na sequência desse raciocínio, a equipa de Wainwright concluiu que «há vida que chega continuamente do Espaço para a Terra, pelo que a vida não é algo exclusivo do nosso planeta e é muito possível que nem sequer tenha sido cá originada».
Os resultados da experiência foram publicados no portal Journal of Cosmology. Aguarda-se agora um estudo mais detalhado, depois de os cientistas recolherem mais amostras durante uma nova chuva de meteoros em outubro, que se prevê tenha uma elevada densidade de poeira cósmica.
«Se continuar a chegar vida do Espaço, teremos de alterar por completo a nossa visão da biologia e da evolução», afirma Milton Wainwright.

Fonte: TVI24

sábado, 21 de setembro de 2013

Cientistas descobrem gene que ajuda a esquecer

Descoberta pode ajudar pessoas que sofrem de stress pós-traumático.
Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram o gene que ajuda a apagar experiências traumáticas.
Tet1 é o nome do gene em questão. Este controla a memória ao manipular os níveis de metilação do DNA, ou seja, através da alteração do acesso aos genes.
Para testar como este gene afeta a memória, os investigadores fizeram uma experiência com ratos. Os animais recebiam choques em determinada gaiola para ficarem com medo e, pouco depois, eram postos na mesma gaiola - sem o tal choque. As suas reações foram gravadas.
 
Resultados da investigação
Como resultado, os ratos com níveis normais do gene Tet1 acabaram por esquecer o choque, permitindo que as novas memórias substituíssem as antigas. Contudo, ficou provado que os ratos com baixos níveis de Tet1 esqueceram as más memórias com  maior dificuldade.
Portanto, o baixo nível de Tet1 é a chave para a compreensão deste problema. Se os médicos encontrarem uma maneira de elevar os níveis deste gene, as pessoas que sofrem de stress pós-traumático serão capazes de deixar que as lembranças positivas apaguem os seus traumas.
"O que acontece durante a extinção da memória não é o apagar da memória original. O antigo vestígio de memória diz aos ratos que o lugar é perigoso. Mas a nova memória informa-os de que, afinal, é um lugar seguro. Há duas opções de memória que competem uma com a outra", explica Li-Huei Tsai, diretora do Instituto Picower para a Aprendizagem e Memória do MIT.
Por outras palavras, elevar os níveis do gene Tet1 pode vir a ajudar as pessoas a decidirem aquilo que querem, ou não, recordar. Todavia, é provável que demore algum tempo a passar esta pesquisa para um plano efetivo de tratamento para pessoas que sofram de stress pós-traumático. Afinal, a experiência ainda só foi realizada em ratos. Isto se esquecermos 'O Despertar da Mente', filme de Michael Gondry, protagonizado por Jim Carrey que parece ter sido a inspiração para este estudo.

Fonte: Coreeio da Manhã

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tecnologia arrefece bebidas em 45 segundos

Uma tecnologia financiada pela União Europeia refrigera uma bebida em 45 segundos, o que permite uma poupança energética de até 80% e a consequente redução do impacto ambiental, anunciou a Comissão Europeia (CE).
Em comunicado, a CE explica que o Rapidcool visa reduzir o consumo de energia na refrigeração de bebidas no ponto de venda, já que em toda a Europa se estima que o consumo elétrico dos frigoríficos e congeladores comerciais equivalha às necessidades energéticas de 20 milhões de famílias.
O dispositivo, informa a comissão, arrefece uma lata ou uma garrafa até 4ºC em 45 segundos ou menos e poderia "substituir a maioria, se não todos, os refrigeradores de bebidas de vitrina aberta, a nível mundial".
Com esta tecnologia de arrefecimento rápido, as bebidas pré-embaladas podem ser armazenadas à temperatura ambiente e refrigeradas em menos de um minuto.
Desenvolvido por uma empresa britânica com um financiamento europeu de 903 mil euros, o Rapidcool permite uma poupança energética de 80% comparativamente a alguns refrigeradores com vitrina aberta e de 54% em frigoríficos de porta de vidro.
"O potencial de poupança em custos de eletricidade equivale a 832Euro por frigorífico por ano, comparativamente a refrigeradores de vitrina aberta e 219Euro relativamente a refrigeradores de porta de vidro", esclarece a CE.
Além da poupança em termos energéticos, o projeto tem também impacto a nível das emissões de dióxido de carbono emitidas pelos frigoríficos comerciais de todo o mundo.
"Orgulhamo-nos de poder contribuir para a redução das emissões de gases de efeito de estufa a nível global, através de uma tecnologia sustentável revolucionária e pretendemos continuar a desenvolver o produto tanto para uso comercial como para uso doméstico", disse o fundador da empresa responsável, Kelvin Hall, citado pela CE.
Michael Jennings, porta-voz de Investigação, Inovação e Ciência da Comissão Europeia, afirma por seu lado que este produto "irá preservar os recursos financeiros das empresas, o meio ambiente e criará postos de emprego".
Desde 2007, a Europa já investiu cerca de 50 mil milhões de euros em projetos de desenvolvimento e inovação para suportar a competitividade da economia europeia e ampliar as fronteiras do conhecimento humano. O orçamento europeu para esta área representa 12 por cento do total de investimento público em desenvolvimento feito pelos 27 Estados-Membros e é focado, maioritariamente, em áreas como a saúde, o ambiente, transporte, alimentação e energia.
Em 2014, a União Europeia irá lançar um novo Programa Quadro de Financiamento na área de Desenvolvimento e Inovação, denominado Horizonte 2020.

Fonte: Diário de Notícias