domingo, 29 de setembro de 2013

Cientistas oferecem bolos de larvas ou grilos com chocolate

Bolos e canapés feitos com larvas, cremes antirrugas com bactérias do mar e volantes de automóvel que medem os batimentos cardíacos são algumas das inovações que podem ser vistas hoje no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
A mostra, sob o tema "Futuro 2020", insere-se na "Noite Europeia dos Investigadores 2013", promovida pela Comissão Europeia para incentivar o contacto dos cientistas com o público. A iniciativa decorre até às 00:30 de sábado e tem entrada gratuita.
Em Portugal, a "Noite dos Investigadores" é organizada pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e realiza-se em 28 localidades, incluindo Lisboa.
Na "Cozinha é um Laboratório", do Pavilhão do Conhecimento, é possível provar arroz de algas, canapés e bolos feitos com bichos-de-farinha tostados e grilos cobertos de chocolate.
Sara Ramos, monitora do Pavilhão do Conhecimento, descreve as vantagens em comer insetos: não escasseiam no planeta, mal se dão por eles quando misturados com outros ingredientes e possuem grandes propriedades nutritivas.
"Têm muita percentagem de ferro... mais proteínas do que um bife", salientou.
André Lourenço, investigador do Instituto de Telecomunicações, é um dos inventores do "Bitalino", uma placa com sensores de leitura de biosinais, como os batimentos cardíacos e as contrações musculares.
A placa pode ser incorporada num volante de automóvel, num guiador de bicicleta ou num telemóvel.
Com esta tecnologia, um ciclista, explicou, pode "medir o esforço que está a realizar" quando anda de bicicleta.
A mesma placa pode ser utilizada para monitorizar a falta de água de uma planta.
No Pavilhão do Conhecimento é possível ver também o protótipo de um instrumento que permite aplicar mais facilmente na pele um creme de difícil absorção e, no futuro, vacinas sem picas e sem dor.
"Desenvolvemos um material que transforma luz em pressão. Uma vez que essa pressão chega à nossa pele, ela abre os poros e o ingrediente ativo de um creme pode passar e ter o seu efeito cosmético ou terapêutico", assinalou Carlos Pacheco, um dos responsáveis da empresa que concebeu a tecnologia, que começou a ser trabalhada na Universidade de Coimbra.
O investigador pretende que o instrumento possa ser comercializado, para fins cosméticos, no próximo ano. Quanto à aplicação da tecnologia em vacinas, Carlos Pacheco estima que possa acontecer dentro de dois anos.
Na noite em que 300 cidades europeias promovem um encontro informal entre cientistas e público, Lisboa mostra no Pavilhão do Conhecimento outros inventos, como cremes feitos com bactérias marinhas que reduzem as rugas e aumentam a hidratação da pele, robôs de escritório que interagem com os humanos e armários com um dispositivo que informa à distância sobre o que tem lá dentro sem o abrir.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 28 de setembro de 2013

Google Earth ajuda americano a encontrar carro roubado

Homem estava à procura de lugares onde caçar...
Um americano encontrou o carro que lhe tinha sido roubado em março através do Google Earth. Foi no condado de George, no estado do Mississippi, nos Estados Unidos.
O homem começou por uma simples busca no Google Earth de locais de caça e acabou em verdadeira investigação. Quando se deparou com algo estranho na propriedade, o homem, juntamente com o filho, decidiu pegar nas coordenadas e inspecionar o local. Ao chegar, descobriu o carro desaparecido e... em bom estado!
De acordo com a polícia, o veículo terá sido abandonado pelos ladrões nos arbustos e estava tão bem escondido que era quase impossível encontrá-lo.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NASA paga 13 mil euros para ficar 70 dias na cama

Agência espacial norte-americana quer realizar experiências com voluntários para testar as reações do corpo a condições semelhantes às das viagens espaciais.
A NASA está à procura de voluntários para ficarem 70 dias deitados. A recompensa ronda os 13 mil euros.
"Ficar deitado em descanso causa alterações a nível do corpo semelhantes às que ocorrem durante as longas viagens sem gravidade, no espaço. Este estudo vai ajudar os investigadores a perceberem de que maneira o corpo dos astronautas muda em situações sem gravidade", explica a NASA na página de recrutamento.
Os candidatos selecionados terão de ficar deitados, com os pés ligeiramente acima do nível da cabeça, durante 70 dias. Não vão poder sair da cama, onde vão estar 24 horas por dia, exceto nos períodos em que serão realizados testes, segundo a agência espacial norte americana. No entanto, os candidatos vão poder ver televisão, ler, falar ao telemóvel e usar o computador durante a experiência.

Durante a experiência...
Embora pareça um desafio simples, os testes físicos e psicológicos são rigorosos, conta um dos investigadores que lidera o estudo à revista ‘Forbes'.
No decorrer da experiência, os participantes vão realizar, durante 60 ou 90 minutos, exercícios aeróbicos. Aqui, o objetivo é criar um programa físico para melhorar a massa muscular, os ossos e o aparelho cardiovascular dos astronautas.
Portanto, se adora passar os dias inteiros na cama e mora nos Estados Unidos, esta parece ser uma proposta irrecusável.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Impressora 3D produz ouro colorido

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho desenvolveu uma tecnologia que permite produzir peças em ouro colorido, de raiz, num projeto com um modelo de negócio que poderá revelar-se ouro sobre azul.
Sem o uso de quaisquer pigmentos, o projeto desenvolve-se em torno de uma impressora a três dimensões que trabalha com pó de ouro puro e o aplica em várias camadas de nanopartículas, cujo padrão em que são dispostas acaba por definir a cor da joia.
De acordo com Filipe Silva, mentor do projeto e diretor do departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho (UM), esta tecnologia, que permite a mistura de vários materiais, pode aplicar-se a "próteses médicas e dentárias" facilmente personalizáveis ao respetivo beneficiário.
"Imagine que quer fazer uma prótese dentária que começa com uma base em titânio e depois quer evoluir para a cerâmica e ajustar a cor do esmalte de acordo com a cor dos outros dentes: [a impressora] vai colocando as cores do esmalte, sucessivamente, que se pretendem para aquele dente, daquela cor, para aquela geometria, para aquela pessoa", disse Filipe Silva à agência Lusa.
O prefixo "nano" refere-se a dimensões na ordem do milésimo de milionésimo de milímetro e é nesta escala que reside uma das inovações do projeto, que prescinde de materiais externos para modificar a cor do ouro -- é a rede, ou matriz, em que são dispostas as nanopartículas que lhes permite refletir a luz em várias cores.
A preferência do mercado pelo tradicional ouro amarelo leva, no entanto, a que esta inovação seja dirigida sobretudo a nichos de interesse.
"Eu penso, apesar de tudo, que o ouro sempre será amarelo e que a grande parte do ouro que vai ser consumido será sempre amarelo", admitiu Filipe Silva, explicando que "a vantagem deste tipo de produtos é que serão sempre de nicho de mercado", pelo que procedeu à criação de uma empresa "spin-off" para divulgar a inovação já patenteada.
A empresa vai apresentar-se aos mercados na próxima edição da Portojóia, a feira internacional de ourivesaria, joalharia e relojoaria a realizar-se na Exponor, em Leça da Palmeira (Matosinhos), de 26 a 29 de setembro.
Filipe Silva explicou que a linha de joalharia feita para exibir a tecnologia de impressão a laser em três dimensões funciona "como se fossem produtos de imagem que se destinam a apresentar conceitos", mas cuja intenção derradeira é "vender a imagem da empresa", pelo que deverá "fazer uma auscultação dos mercados português e espanhol", para só depois investir noutros mercados de forma "mais arrojada."
Para o diretor deste projeto, a inovação poderá ter sucesso na penetração dos mercados internacionais na medida em que se trata de "uma impressora 3D absolutamente inédita", cuja principal mais-valia é mesmo a capacidade de "ir criando gradientes de cores diferentes, variando também de materiais que vão de cerâmicas nobres a ouro, platina ou prata", o que permite "uma liberdade de criação de peças feitas em múltiplos materiais simultaneamente."
A marca de penetração no mercado, batizada de Grad'Or, resulta de um projeto aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e compreende um investimento de meio milhão de euros.
O desenvolvimento desta tecnologia teve origem, no entanto, "há já oito anos", segundo Filipe Silva, e soma já "um investimento de cerca de dois milhões de euros, quer em desenvolvimento tecnológico, quer em recursos humanos."

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 22 de setembro de 2013

Vida «extraterrestre» descoberta na atmosfera

Cientistas britânicos acreditam ter descoberto partículas vivas vindas do Espaço...
Uma equipa de cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, acredita ter encontrado partículas vivas provenientes do Espaço depois de ter enviado um balão de pesquisas para a estratosfera. Uma experiência, que de acordo com a mesma equipa de cientistas, demonstra a chegada à Terra de vida extraterrestre.
De acordo com a Sky News, o balão de pesquisas, especialmente desenhado para o efeito, percorreu 27 quilómetros até chegar à estratosfera (a segunda camada da atmosfera) durante a chuva de meteoros de 12 de agosto de 2013. O balão conseguiu recolher pequenos organismos que a equipa de investigadores conclui terem chegado do Espaço.
«A maioria das pessoas dirá que estas partículas biológicas chegaram à estratosfera a partir da Terra, mas sabe-se que uma partícula desse tamanho não pode alcançar alturas de, por exemplo, 27 quilómetros. Isso só seria possível com uma única exceção: teria de ter havido uma erupção vulcânica violenta e isso não aconteceu nos últimos três anos», refere Milton Wainwright, professor do departamento de Biologia Molecular da Universidade de Sheffield e responsável pela experiência.
Na sequência desse raciocínio, a equipa de Wainwright concluiu que «há vida que chega continuamente do Espaço para a Terra, pelo que a vida não é algo exclusivo do nosso planeta e é muito possível que nem sequer tenha sido cá originada».
Os resultados da experiência foram publicados no portal Journal of Cosmology. Aguarda-se agora um estudo mais detalhado, depois de os cientistas recolherem mais amostras durante uma nova chuva de meteoros em outubro, que se prevê tenha uma elevada densidade de poeira cósmica.
«Se continuar a chegar vida do Espaço, teremos de alterar por completo a nossa visão da biologia e da evolução», afirma Milton Wainwright.

Fonte: TVI24