quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sol, bactérias e uma folha biónica criam combustível líquido eficiente

Cientistas norte-americanos combinam tecnologia e seres vivos para obter isopropanol.Cientistas da Universidade de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram uma tecnologia que permite obter combustível líquido a partir da energia solar. Esta foi apresentada num artigo publicado esta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).
A tecnologia está concentrada num dispositivo batizado de "folha biónica" em homenagem às semelhanças das suas funções com o mundo vegetal.
Através da fotossíntese, aproveitando a energia do Sol, as plantas obtêm glicose a partir de dióxido de carbono e de água. No caso da "folha biónica", através de um processo com várias etapas, o resultado final é o álcool isopropanol.
O processo foi tornado possível através de catalisadores, desenvolvidos por Daniel Nocera - químico e professor de Energia na Universidade de Harvard - que permitem utilizar a energia solar para dividir a água (H2O) em hidrogénio (H) e oxigénio (O2). A etapa final consiste na conversão do hidrogénio em isopropanol (C3H80) através da ação de bactérias geneticamente modificadas do género Ralstonia eutropha.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Yik Yak: o que é que esta nova rede social tem?

Yik Yak é a nova rede social que, à semelhança do Facebook, nasceu para uso dentro dos campos universitários. A grande diferença é que os utilizadores fazem sempre as publicações de forma anónima. A aplicação está disponível para Android e iOS.
Tyler Droll e Brooks Buffington tiveram a ideia aquando da realização de uma pós-graduação na Furman University, na Carolina do Sul, Estados Unidos, iniciando no mesmo local o projeto que rapidamente se espalhou a outros campos universitários.
«Os utilizadores podem pensar nesta ideia como um local, um Twitter anónimo ou um local de avisos virtuais», afirma Droll.
No Yik Yak podem ser publicadas mensagens de texto, também chamadas de «yaks» e estas podem ser votadas pelos «yakkers» como positivas ou negativas. Os votos ajudam a classificar as publicações que serão mais populares quanto mais pontuação conseguir. Os Yakkers podem também fazer comentários, transformando as publicações em tópicos de conversa.
De forma a garantir aquilo que é a grande diferença das outras redes sociais ou seja o anonimato, os utilizadores não têm foto nem qualquer tipo de símbolo que permita a distinção entre si.
A um certo ponto a plataforma tinha tantas utilizadores que Brooks Buffington acreditou que «Yik Yak tinha efetivamente chegado perto do Facebook». Hoje, a rede está espalhada por cerca de 1 500 campos universitários.
«As pessoas começaram a partilhar a ideia nas férias da primavera. E nós acabámos o semestre que se seguiu com uma adesão à plataforma entre os 200 e 300 campos universitários», refere Droll sobre o impulso da rede em 2014.
«Estamos a começar a ficar numa boa posição noutros países de língua inglesa como o Canadá, Reino Unido e Austrália», acrescenta Buffington.
O problema surgiu quando o serviço começou a ser usado de forma errada e por quem não era suposto ser utilizado, ou seja, pelas escolas básicas e secundárias. «Eu odeio Yik Yak, mas não posso sair do Yik Yak», lamenta uma rapariga de 16 anos, que apesar de condenar a linguagem usada pela plataforma diz não conseguir desligar-se porque sabe que vai sentir saudades das conversas com os amigos e colegas de turma.
Com o objetivo de apagar a rede que dizem ser especialmente atrativa para o cyberbullying surgiu uma petição online assinada por mais de 78 mil pessoas, onde um ex-usuário anónimo partilhou que a plataforma o encorajou a cometer o suicídio devido a comentários abusivos por parte de terceiros. 
O site tem feito esforços para que os utilizadores mais jovens sejam bloqueados por uma delimitação geográfica que opera em cada escola primária do país e não permite a entrada no serviço nesses locais. Mas uma vez que saem do limite da escola podem de novo aceder à rede e aí os pais têm responsabilidade de intervir e ajudar os filhos a fazer escolhas seguras na internet.
«Nós tentamos manter qualquer pessoa que não tenha idade suficiente para frequentar a universidade  fora da aplicação, devido à forma de configuração do nosso sistema operativo que requer uma certa maturidade. Agora, eu diria que perto de 95%, se não mais, dos utilizadores têm idade suficiente», defende Buffington.
 A aplicação dá a qualquer um a possibilidade de ver o que se passa ao redor, especialmente quando usado numa densa rede urbana onde existe várias universidades. Permite também observar as conversas de uma universidade específica sendo uma ótima forma de cada um se ligar à antiga universidade.
«Nós vimos alertas no sistema do campo universitário e eles usam Yik Yak para manter as pessoas atentas, por exemplo, aos dias de neve e de gelo na estrada, que podem repentinamente fechar a Universidade».
Embora o sistema tenha sido criado para os utilizadores do campo universitário, os criadores não excluem a ideia de o alargar para fora da universidade.
«Temos visto a plataforma a funcionar muito bem em aeroportos e na 'Disney World' e em muitos lugares do mundo por várias pessoas, mas neste momento estamos concentrados na Universidade», afirma Droll.

Fonte: TVI24

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Fazer demasiado 'jogging' é tão mau como não fazer exercício físico

Um novo estudo mostra que as pessoas que praticam 'jogging' durante demasiado tempo ou com demasiada intensidade ficam com o mesmo risco de morrer que pessoas que não praticam nada.
Fazer demasiado jogging poderá ser tão mau como não fazer nenhum exercício físico, mostra um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology. O estudo acompanhou mil pessoas, das quais algumas praticavam jogging e outras não, ao longo de doze anos. Constatou-se que aqueles que corriam durante mais do que quatro horas por semana tinham as taxas de mortalidade tão altas como aqueles que não faziam nenhum exercício.
O estudo também verificou, porém, as vantagens do exercício moderado: aqueles que corriam a um ritmo estável durante menos de duas horas e meia por semana tinham a menor probabilidade de morrer no período analisado.
O investigador Jacob Louis Marott disse à BBC: "Não é preciso fazer assim tanto exercício físico para ter um bom impacto na saúde, e talvez não se deva fazer demasiado". Os cientistas responsáveis dizem não saber o que está por trás dos resultados do estudo, mas que poderão estar relacionados com alterações que acontecem no coração quando se faz esforços.
Os cientistas concluem ainda que o ritmo ideal para fazer jogging será por volta de oito quilómetros por hora, e que correr muito mais depressa do que isso também poderá ser prejudicial.
"Não existem nenhumas recomendações de exercício no mundo que mencionem um limite ao exercício que se pode fazer com segurança, mas talvez exista um limite", disse Marott.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Atenção: Aqueles tremores nas pálpebras podem ser perigosos

Os pequenos espasmos ou tremores que por vezes sente nos olhos (que aparecem e desaparecem sem razão aparente) não são, regra geral, motivo para preocupação, de acordo com as declarações de um oftalmologista norte-americano à Time. “Esfrega-se um bocadinho e eventualmente passa”, referiu o especialista.
Para se livrar destes espasmos, pode ter que parar de tomar cafeína, pois quando tomada em demasia torna-se uma causa destes pequenos tremores. Estar muito tempo sem dormir e o stress também podem ser fatores, escreve a mesma publicação.
Regra geral, os espasmos sentidos nas pálpebras são benignos, mas pode não ser sempre assim. “Se os espasmos se alargarem à cara ou pescoço, a história já é outra”, diz o oftalmologista.
Não é comum, mas ter estes pequenos tremores de forma frequente ou consistentemente num dos lados da cara (ou mesmo em toda a pálpebra, fazendo com que o olho se feche ou pisque involuntariamente) pode ser razão para ir ver o seu médico, pois existe um número alargado de riscos que só um oftalmologista pode averiguar.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Voluntários emprestam visão a cegos

Gostava de ser voluntário e não tem tempo? Com a aplicação dinamarquesa para iOS Be My Eyes pode ajudar cegos de todo o mundo através de uma simples videochamada. Tudo funciona de uma forma simples. Apenas tem que instalar a app e estar ligado à Internet, seja por Wi-Fi ou 3G/4G. Quando um invisual precisar de ajuda em tarefas do quotidiano, como verificar a validade de um medicamento, certificar-se que está no lugar certo ou a utilizar os ingredientes corretos para cozinhar faz uma simples chamada telefónica. Se fizer parte da rede de voluntários recebe uma notificação e se estiver disponível a chamada é estabelecida. A partir daí basta descrever o que aparece no ecrã do seu telemóvel ao invisual que está do outro lado da videochamada. Na prática funciona como o Skype, mas com maior acessibilidade para cegos ou pessoas com dificuldades de visão.

Fonte: Correio da Manhã