domingo, 15 de março de 2015

Maior lua de Júpiter tem um oceano salgado maior do que os oceanos da Terra juntos

O oceano tem uma profundidade de cem quilómetros, sob uma crosta de 150 quilómetros formada essencialmente por gelo.
Ganimedes, a maior lua de Júpiter e do sistema solar, tem um vasto oceano de água salgada debaixo da espessa crosta gelada e maior do que todos os oceanos da Terra juntos, foi hoje revelado.
As conclusões, que se baseiam nas observações do telescópio espacial Hubble, das agências espaciais norte-americana NASA e europeia ESA, confirmam o que os cientistas suspeitavam anteriormente.
"Um oceano profundo, sob a crosta gelada de Ganimedes, abre ainda mais possibilidades quanto à existência de vida para além da Terra", afirmou John Grunsfeld, responsável pela investigação na NASA, defendendo que a descoberta marca "uma etapa significativa".
Para o diretor da divisão de ciência planetária da NASA, Jim Green, este oceano "comunicou" com a superfície do satélite natural num passado longínquo.
Segundo os investigadores, o oceano tem uma profundidade de cem quilómetros, dez vezes maior do que a dos oceanos da Terra juntos, e está sob uma crosta de 150 quilómetros formada essencialmente por gelo.
Desde a década de 70 que os estudiosos de planetas suspeitavam, com base em modelos de estudo de grandes luas, que Ganimedes, descoberta em 1610 pelo astrónomo Galileu, poderia ter um oceano, lembrou um dos principais autores da investigação hoje divulgada, Joachim Saur, da Universidade de Colónia, na Alemanha.
As novas observações com o Hubble, a partir de raios ultravioleta, permitiram detetar e estudar as auroras nas regiões polares de Ganimedes, que, como as da Terra, são provocadas pelo campo magnético.
Ganimedes está sob influência do campo magnético de Júpiter, planeta gasoso do qual está próxima e que é o maior do sistema solar. Cada vez que o campo magnético de Júpiter muda, as auroras sobre Ganimedes também se alteram.
Observando o movimento das auroras, os cientistas conseguiram determinar a existência de um vasto oceano salgado debaixo da camada de gelo, que afeta o campo magnético do satélite de Júpiter.
Uma vez que a água salgada é condutora de eletricidade, o movimento do oceano influencia o campo magnético.
Ganimedes possui um diâmetro de 5.262 quilómetros, sendo, por isso, maior do que Mercúrio (4.879 quilómetros).
A existência de um oceano líquido sob uma camada de gelo já foi confirmada em Europa, outra das quatro maiores luas de Júpiter.
Recentemente, a NASA anunciou o envio de uma missão robótica para Europa, considerada, por um dos responsáveis científicos da agência espacial, Robert Pappalardo, como um dos lugares do Sistema Solar onde há maior probabilidade de ser encontrada vida.
O cientista explicou que a maior Lua de Júpiter tem uma crosta de gelo relativamente fina, sob a qual existe um oceano líquido em contacto com rochas profundas, é geologicamente ativa e é bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao misturarem-se com a água, uma energia ideal para alimentar a vida.
Na quarta-feira, a revista Nature noticiou a descoberta, por parte de investigadores norte-americanos, de que Encelado, uma Lua de Saturno, tem uma atividade hidrotermal, o que abre a possibilidade da existência de vida.
Os peritos analisaram os dados enviados pela sonda Cassini, da NASA/ESA, que revelaram poeiras de rocha ricas em silício ejetadas por geiseres (nascentes em erupção que lançam jatos de água quente e vapor).

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 14 de março de 2015

Aranha que provoca ereção de quatro horas encontrada dentro de banana

Quando tirou a casca de uma banana acabada de comprar num supermercado, uma mulher apanhou um grande susto, ao ver aranhas grandes e peludas.
Phoneutria nigriventer. É esta a espécie de aranhas que Maria Layton, 43 anos, encontrou no interior de uma banana de um cacho comprado na cadeia de supermercados Tesco, em Pontardawe, no País de Gales . Também conhecida como aranha-de-bananeira ou aranha armadeira, esta espécie é sobretudo conhecida pelos efeitos da sua picada: é tão potente que pode matar ou, na melhor das hipóteses, provocar nos homens uma dolorosa ereção de quatro horas.
Maria Layton não ganhou para o susto quando, ao tirar a casca de uma banana para dar à filha de seis anos se deparou com os ovos e aranhas grandes e peludas. Esta mulher, que reparara que a casca da banana tinha uma marca estranha, diferente da que surge em situações de podridão, apressou-se a colocá-la num recipiente fechado dentro do frigorífico e telefonou para o serviço de apoio ao cliente da Tesco.
Tendo reconhecido as aranhas como perigosa - por coincidência vira uma notícia recentemente sobre a espécie - Maria Layton esperava que a cadeia de supermercados tomasse uma atitude em prol da segurança dos clientes. Mas aquilo que lhe terão dito foi para regressar à loja com o produto (e as aranhas) para que lhe fosse devolvido o dinheiro. As bananas teriam sido importadas da Costa Rica.
Devido aos efeitos da sua picada, a aranha armadeira está a ser estudada para ser usada no tratamento da disfunção erétil. A substância que liberta (a Pn Tx2-6) já se mostrou eficaz nas experiências feitas em laboratório.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 13 de março de 2015

Maior acelerador de partículas retoma colisão de protões

Os testes de reativação do Grande Colisionador de Hadrões (LHC, na sigla inglesa) já começaram, avançou o CERN, do qual Portugal é um dos países-membros.
"Estamos verdadeiramente entusiasmados, porque entrámos numa nova fase", declarou o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer, numa conferência de imprensa.
O LHC parou em fevereiro de 2013 para revisão, depois de ter confirmado a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como "partícula de Deus", que, para os físicos, é considerada a chave-mestra da estrutura fundamental da matéria.
O Bosão de Higgs valeu, nesse ano, o Prémio Nobel da Física para a dupla François Englert (belga) e Peter Higgs (britânico).
O acelerador de partículas, quando voltar a estar totalmente operacional, vai funcionar com o dobro da energia e com feixes mais intensos.
Os cientistas do CERN esperam descobrir novas partículas, que poderão alterar a compreensão do Universo, e vão sondar a supersimetria, um conceito teórico batizado como "Suzy" que procura explicar a matéria escura, matéria invisível que compõe cerca de um quarto de toda a matéria e energia do Universo e que manifesta a sua presença através dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria visível, como as galáxias e as estrelas.
Para Rolf Heuer, o LHC "está em tempo de encontrar uma falha no Modelo Padrão [que descreve as partículas fundamentais que formam toda a matéria]", uma vez que, lembrou, 95 por cento do Universo continua por desvendar.
Feixes contendo mil milhões de protões, e lançados a uma velocidade muito próxima da luz, vão circular no interior do LHC, um túnel no subsolo com 27 quilómetros de comprimento e localizado na fronteira franco-suíça.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 11 de março de 2015

Cientistas descobriram nove galáxias anãs a orbitar a Via Láctea

Astrónomos da universidade britânica de Cambridge anunciaram esta terça-feira a identificação de nove galáxias anãs a orbitarem a Via Láctea, uma descoberta chave para o avanço do conhecimento da matéria escura, substância invisível que mantém unidas as galáxias no Universo.
Trata-se da primeira deteção destes corpos celestes desde que, em 2005 e 2006, foram descobertas dezenas de galáxias anãs do mesmo tipo sobre o hemisfério norte terrestre.
Desta vez, as galáxias anãs, três delas bem definidas, foram identificadas sobre o hemisfério sul, perto das Nuvens de Magalhães (formadas por duas galáxias anãs irregulares, a Pequena Nuvem e a Grande Nuvem, satélites da Via Láctea), noticiou hoje a Universidade de Cambridge no seu portal.
As galáxias anãs ou galáxias satélites são as formações estelares mais pequenas e menos luminosas do Universo, que orbitam galáxias maiores, e podem chegar a ter apenas cinco mil estrelas, ao passo que a Via Láctea, na qual se localiza a Terra, tem centenas de mil milhões de estrelas.
A matéria escura, que compõe cerca de um quarto de toda a matéria e energia do Universo, manifesta a sua presença através dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria visível, como galáxias e estrelas.
Uma vez que as galáxias anãs são constituídas, em 99 por cento, por matéria escura e, em um por cento, por matéria visível, são consideradas ideais para testar se os modelos cosmológicos sobre a existência de matéria escura estão corretos.
Das nove galáxias anãs descobertas, a mais próxima encontra-se na região da constelação de Retículo, a 97 mil anos-luz da Terra, a meio caminho das Nuvens de Magalhães, enquanto a mais distante se localiza na constelação de Erídano, a 1,2 milhões de anos-luz.
«Talvez, em algum momento, foram satélites que orbitavam as Nuvens de Magalhães e acabaram sendo lançados para o exterior, pela interação da Pequena Nuvem de Magalhães e da Grande Nuvem de Magalhães. Ou talvez fizeram parte de um grupo gigantesco de galáxias que, juntamente com as Nuvens de Magalhães, estão a cair na direção da Via Láctea», admitiu um dos coautores do estudo, Wyn Evans, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge.
Os cientistas usaram os dados obtidos durante o primeiro ano de funcionamento do observatório de energia escura DES, um projeto de observação do céu do hemisfério sul em que participam instituições de investigação e universidades de Espanha, Alemanha, Reino Unido, Brasil, Suíça e Estados Unidos.
Uma das ferramentas do DES é uma câmara capaz de fotografar o céu com um detalhe sem precedentes, e que está instalada num telescópio nos Andes, no Chile. Com ela, é possível detetar galáxias a oito mil milhões de anos-luz da Terra.

Fonte: TVI24

terça-feira, 10 de março de 2015

Miragem cósmica permite que cientistas vejam a mesma estrela explodir vezes sem conta

Confirmou-se previsão de Einstein com que "os astrónomos sonhavam há décadas".
Há mais de nove mil milhões de anos, no outro lado do universo, uma estrela entrou em supernova, o que significa que se desfez numa explosão muito brilhante. Essa explosão terá surgido no céu em 1964. E depois novamente em 1995. E depois em 2014, desta vez em quatro imagens diferentes, em forma de cruz.
Quando o californiano Patrick Kelly se apercebeu de que os cientistas estavam a ver a mesma explosão em várias imagens, ficou abismado. "Não estava de todo à espera de algo assim", disse ao New York Times. A supernova aparece em quatro imagens refratadas, formando uma miragem muito rara: uma Cruz de Einstein.
As observações foram feitas com o Telescópio Espacial Hubble. Mesmo com esse instrumento muito potente, seria impossível observar a supernova distante se não fosse um fenómeno previsto por Albert Einstein na teoria da relatividade: a forma como objetos muito massivos, como aglomerados de galáxias, fazem curvar a luz e criam uma espécie de lente cósmica para deixar ver coisas que, da perspetiva do observador, se encontram por detrás delas.
A lente cósmica que é o aglomerado de galáxias cria uma miragem a que se chama uma Cruz de Einstein: apesar de ter havido apenas uma explosão de supernova, a galáxia refrata a luz da explosão, que é possível ver em quatro pontos ao redor da "lente", como se fossem quatro explosões diferentes. A gravidade do aglomerado faz com que a luz se desvie do seu caminho normalmente reto. "Vemos quatro pontos de luz que formam esta bela Cruz de Einstein", descreveu o astrofísico Daniel Holz, da Universidade de Chicago, à revista National Geographic.
Faz cem anos que a teoria da relatividade, que prevê este tipo de fenómeno, foi formulada por Albert Einstein, e é na edição comemorativa da revista científica Science que o artigo do astrofísico Patrick Kelly vai ser publicado. O que torna a descoberta de Kelly especial? A revista científica francesa Science et Vie descreve-a como "aquilo com que os astrónomos sonhavam há décadas", e diz que é uma "bela homenagem" do cosmos ao físico.
"Já tínhamos visto lentes gravitacionais antes, e já tínhamos visto supernovas antes. Até já tínhamos visto supernovas através de lentes. Mas esta imagem múltipla é exatamente aquilo de que estávamos à espera", disse Robert Kirshner, perito em supernovas no centro de astrofísica de Harvard-Smithsonian, ao New York Times.
Estatisticamente, conta a Science et Vie, as probabilidades eram "vertiginosamente fracas" de se conseguir observar uma supernova, uma explosão breve e muito brilhante e um dos acontecimentos mais raros do Universo, através da lente gravitacional de um aglomerado de galáxias.
Esta descoberta vai ser muito útil para os cientistas: o estudo das imagens da supernova e das diferenças entre elas vai permitir-lhes refinar as teorias que explicam a expansão do universo e a sua aceleração, e vai ajudar a mapear a elusiva matéria escura, que, embora muito difícil de observar, constituirá grande parte da massa do Universo.

Fonte: Diário de Notícias