terça-feira, 7 de abril de 2015

Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

Novo tratamento passa por estimular o crescimento das células cerebrais, melhorando a memória a curto e longo prazo.
Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos elétricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.
O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.
Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.
A investigação mostra que as novas células, ou neurónio, podem ser formadas através do estímulo da parte frontal do cérebro, que está envolvida na retenção da memória, através do recurso a impulsos elétricos.
"O aumento de células cerebrais reduz a ansiedade e a depressão e promove a aprendizagem, impulsionando, em termos globais, a formação e retenção de memória", indicou a universidade em comunicado citado pela agência noticiosa Xinhua.
Segundo a universidade, cujos cientistas testaram os impulsos em ratos, os resultados da investigação abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao nível do tratamento de pacientes que sofrem de perda de memória no devido a condições relacionadas com a demência, como as doenças de Alzheimer e mesmo de Parkinson.

Fonte: Diário de Noícias

quinta-feira, 2 de abril de 2015

«Medicamento» com mil anos pode matar superbactéria

Uma mezinha com mais de mil anos pode vir a revelar-se eficaz no combate à superbactéria MRSA, de acordo com uma nova investigação citada pela CNN. A MRSA é uma bactéria do tipo staphylococcus, resistente aos antibióticos.
Os cientistas descobriram agora que uma poção usada no século X para tratar infeções oculares poder revelar-se eficaz. A «receita» para a mezinha foi encontrada na British Library, num livro encadernado a couro do Bald's Leechbook», conhecido por ser um dos mais antigos livros de medicina.
Christina Lee, investigadora da Universidade Nottingham, traduziu o document, apesar de se ter deparado com algumas ambiguidades no texto. «Escolhemos esta receita no Bald's Leechbook por conter ingredientes como o alho, que são investigados por outros cientistas por causa das suas supostas capacidades antibacterianas, diz Christina Lee, num vídeo publicado no site da Universidade.
A receita é à base de alho, alho porro ou cebola, vinho e bilis de vaca, tudo misturado num recipiente de bronze. «Recriámos a receita da forma mais fidedigna que conseguimos. O livro dava instruções muito precisas quanto às quantidades dos diferentes ingredientes e pela ordem que deveriam ser misturados. Tentámos seguir isso o mais possível», disse a microbiologista Freya Harrison, que liderou o trabalho em laboratório.
Os cientistas testaram o produto final em culturas de MRSA. Não depositavam grandes esperanças, mas ficaram surpreendidos com os resultados.
«Descobrimos que a receita é extremamente potente como antibiótico para combater o Staphylococcos», revela Freya Harrison.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quando este astronauta voltar do espaço vai ser mais velho e mais novo que o irmão gémeo

Scott e Mark Kelly são gémeos idênticos. A NASA vai estudar as diferenças entre os dois depois de Scott passar um ano no espaço enquanto Mark fica em casa.
O astronauta Scott Kelly é seis minutos mais novo que o seu irmão gémeo, também astronauta, Mark Kelly. Quando voltar da sua estadia de um ano na Estação Espacial Internacional, Scott Kelly vai ser ainda mais novo do que Mark, mas ao mesmo tempo terá envelhecido mais do que o irmão. Trata-se de uma experiência sem precedentes que a NASA está a realizar: o Projeto dos Gémeos Kelly. O lançamento é esta sexta-feira.
Scott Kelly viaja para o espaço juntamente com dois cosmonautas russos, na primeira missão de um ano à Estação Espacial Internacional - as missões anteriores tinham, habitualmente, metade da duração. Entretanto, Mark vai permanecer na Terra.
Os dois vão ser observados por uma equipa de profissionais médicos e investigadores de várias universidades, que vão tentar perceber como é que a estadia no espaço afeta Scott comparando-o com o seu gémeo que fica na Terra. O tempo vai passar mais lentamente para Scott na órbita terrestre, mas espera-se que envelheça mais depressa devido ao ambiente onde se vai encontrar.
Os investigadores vão estudar o impacto da falta de gravidade nos seus ossos, na sua perceção do espaço, nas suas artérias, e mesmo nas bactérias dos seus intestinos, assim como a forma como é afetado pelos raios cósmicos, um tipo de radiação que provém do espaço profundo e que pode danificar o ADN e, por isso, causar um envelhecimento mais rápido. Biologicamente, espera-se que Scott esteja mais velho do que Mark quando voltar.
Por outro lado, quando se reencontrarem dentro de um ano Scott terá envelhecido menos do que Mark no que toca à passagem do tempo físico, destaca a Quartz. Mas a diferença é muito pequena: no final da viagem, o tempo terá passado três milissegundos mais devagar para Scott.
"O efeito é conhecido como o paradoxo dos gémeos, embora não seja mesmo um paradoxo, é uma consequência simples da relatividade", disse Mark Kelly numa conferência de imprensa quando o projeto foi anunciado, citado pelo jornal The Guardian.
É uma das mais conhecidas experiências mentais de Einstein: a ideia de que o tempo passa mais devagar quando a velocidade é maior, e por isso, se um irmão gémeo viajar pelo espaço a grandes velocidades enquanto outro fica na Terra, o gémeo que esteve no espaço vai envelhecer mais lentamente.
Estudar e comparar os dois gémeos vai requerer dez investigações diferentes, que são coordenadas e partilham dados entre si. É uma experiência com uma grande vantagem sobre as anteriores: Mark e Scott têm o mesmo ADN, e por isso é mais fácil perceber quais as diferenças entre eles que são causadas pelos ambientes radicalmente diferentes em que vão viver durante um ano, e não pela genética, como quando se compara pessoas com ADN diferente.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 30 de março de 2015

Os drones do Facebook têm asas maiores do que um Boeing 737 e já voam

Os drones gigantes são feitos de um material tão leve que pesam menos que um carro, e vão levar Internet aos lugares mais remotos do planeta.
O Facebook já começou a testar os seus drones gigantes que tenciona usar para levar a Internet a locais que não têm infraestrutura terrestre. Têm asas mais compridas que as de um avião Boeing 737, mas são feitos de material tão leve que pesam menos do que um carro. De acordo com uma publicação na página de Facebook do fundador da empresa e rede social, Mark Zuckerberg, os primeiros testes já começaram no Reino Unido.
"Estou entusiasmado por partilhar que completámos com sucesso o nosso primeiro voo de teste destas aeronaves no Reino Unido", escreveu Zuckerberg. "Aeronaves como estas vão ajudar a ligar o mundo inteiro, porque podem servir os 10 por cento da população mundial que vivem em comunidades remotas sem infraestrutura de Internet", afirmou o CEO da empresa.
Os drones que o Facebook está a desenvolver, cujo nome de código é Aquila, funcionam a energia solar e vão ser capazes de voar durante meses sem terem que aterrar, a altitudes de 60 mil pés (mais de 18 mil metros).
Os drones do projeto Aquila vão transmitir sinal Internet dessa altitude usando lasers. A técnica foi apresentada já o ano passado.
"Queremos servir todas as pessoas do mundo", disse o diretor do Conectivity Lab do Facebook, Yael Maguire. O Facebook quer ter mais de mil drones a voar pelo mundo para fornecer ligação Internet mesmo aos lugares mais remotos. "Podemos alcançar um ponto em que todas as pessoas do mundo recebem a mesma mensagem ao mesmo tempo? Estou a antecipar esse dia", disse Maguire numa conferência esta quarta-feira em São Francisco, citado pelo New York Times.
Aquila, na mitologia clássica, era a águia que carregava para o céu os relâmpagos do deus Júpiter, lembra o mesmo jornal norte-americano: o nome, diz o New York Times, é "indicativo das ambições altas da empresa".
O Facebook não é a única empresa a ter estas ambições. A Google tem um projeto semelhante em marcha, mas com o uso de balões para transmitir Internet a lugares remotos, e comprou ainda a Titan Aerospace, uma empresa de drones, presumivelmente para o mesmo efeito. A revista Fortune relembra que, embora ambas as empresas tenham enquadrado os seus projetos de maneira a mostrar objetivos puramente humanitários, "também vão beneficiar materialmente de ter mais humanos ligados à Internet que possam transformar em utilizadores".

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 29 de março de 2015

Tenha cuidado com o seu Android. Há um vírus que lhe rouba dados

O Android tem tido diversos problemas relacionados com a segurança. Os novos vírus descobertos e os bugs do sistema têm feito com que as informações e dados dos utilizadores tenham sido roubados por diversas vezes.
De acordo com o pplware, o novo vírus Podec conseguiu mostrar a sofisticação dos ciber criminosos já que conseguiu ultrapassar os mecanismos Captcha, utilizados como ferramenta anti-spam, e roubar dinheiro a partir de smartphones.
O objetivo do vírus é que haja uma subscrição de serviços de valor acrescentado. Na Europa, maioritariamente na Rússia, este vírus tem afetado muitos clientes do sistema Android mas está a crescer para a América do Sul.
Para se afastarem deste vírus, os utilizadores devem ter atenção às aplicações obtidas fora das lojas oficiais.

Fonte: Notícias ao Minuto