quarta-feira, 15 de abril de 2015

'Robô-chef' vai cozinhar por si

Uma empresa com sede em Londres lançou um protótipo para qualquer pessoa deixar de se preocupar com o jantar. A Moley Robotics criou o primeiro 'robô-chef'. Esta bancada de cozinha automatizada conta com dois braços robóticos, um lava-loiças, um fogão e um forno. Segundo avança a revista Wired, o sistema inteligente não se baseia numa receita: ele recria os movimentos humanos, captados através de uma câmara 3D. Na primeira demonstração, o 'robô-chef' preparou uma sopa de caranguejo, à semelhança daquela que foi feita pelo chef Tim Anderson. O próprio cozinheiro ficou impressionado. "Eu ficaria feliz se servisse este prato [do robô]", confessou à Wired. A revista fez também uma apreciação positiva da sopa: "O bisque estava delicioso". Para já, o robô está limitado a esta receita mas a empresa espera ter, em 2017, uma livraria digital com dois mil pratos. Quando chegar ao mercado, este 'chef' deverá custar cerca de 13 mil euros, com montagem em casa incluída – um preço demasiado alto para um consumidor particular.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contaminação dos rios por inseticidas está a ser subestimada

A subestimação da contaminação de cursos de água, rios e estuários por inseticidas tem um «impacto devastador» sobre os ecossistemas aquáticos, revela uma investigação alemã publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os autores da investigação analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, que cobriram 2.500 itens aquáticos em 73 países, para determinarem as concentrações dos 28 pesticidas mais usados e que excedem os limites autorizados.
Em 97,4% das amostras, as análises não revelaram a existência de quantidades mensuráveis de inseticidas, escrevem os cientistas no trabalho publicado na revista Proceedings, da Academia Americana de Ciências (PNAS), que destaca ainda «a falta de acompanhamento científico desse tipo de substâncias em cerca de 90% das superfícies cultivadas do globo».
A constatação mais importante aponta para que «nos locais aquáticos ou onde foram detetados os inseticidas, 52,4% tinham índices que ultrapassavam largamente os limites legais na água ou nos sedimentos».
Os níveis de inseticidas eram mesmo elevados nos países onde estas substâncias são fortemente regulamentadas, sublinham os investigadores.
«A contaminação crescente pelos inseticidas está também a provocar uma redução da biodiversidade aquática», alertam os cientistas.
Segundo eles, os níveis de concentração atualmente autorizados levaram a uma redução em cerca de 30% de macro invertebrados, pequenos animais que vivem no fundo dos rios.
A integridade biológica dos recursos globais na água doce «está ameaçada», advertem.
Neste estudo, os investigadores concentraram-se nos inseticidas por causa do seu forte potencial tóxico para os organismos aquáticos que são fundamentais para o bom funcionamento deste ecossistema.
A amplitude do impacto dos pesticidas agrícolas nas zonas aquáticas poderá estar a ser subestimado devido à falta de análises quantitativas alargadas, advertem.
Os resultados deste trabalho sugerem a necessidade de uma melhoria da regulamentação dos pesticidas e do seu uso, bem como a intensificação da investigação sobre os efeitos das substâncias químicas sobre os ecossistemas, alertam ainda os investigadores.
A intensificação da agricultura levou a um aumento em mais de 750% da produção de pesticidas entre 1955 e 2000, uma indústria que representa atualmente um mercado de 50 milhões de dólares no mundo.

Fonte: TVI24

domingo, 12 de abril de 2015

Malala já tem um asteroide com o seu nome

Cientista da NASA decidiu homenagear no espaço o ativismo da jovem paquistanesa, que já foi distinguida com o Nobel da Paz.
Malala Yousafzai, a jovem de 17 anos que, em 2014, foi distinguida com o Nobel da Paz, foi agora homenageada por uma cientista da NASA que decidiu dar o seu nome a um asteroide da cintura entre Marte e Júpiter.
Amy Mainzer, a astrónoma que descobriu o asteroide - e, segundo as leis internacionais, tem direito a dar-lhe um nome - decidiu homenagear a adolescente paquistanesa quando uma colega a alertou para o facto de muito poucos asteroides honrarem as contribuições das mulheres, menos ainda daquelas que fazem parte de minorias étnicas.
Malala foi atingida na cabeça por uma bala pelos talibãs, em 2012, num autocarro escolar. Tornou-se um alvo por fazer campanha pela educação das crianças, sobretudo do sexo feminino. Depois de recuperada, tem continuado o ativismo, que lhe valeu o Nobel da Paz em 2014.
Amy Mainzer, que trabalha num laboratório da NASA na California, disse ao Independent que a sua expetativa é de que o nome do asteroide recorde os jovens de que "a ciência e a engenharia são para toda a gente".
O asteroide Malala tem quatro quilómetros de largura, pertence à cintura de asteroides entre Marte e Júpiter e orbita em torno do sol, completando uma volta em cinco anos e meio.

Fonte: DIário de Notícias

sábado, 11 de abril de 2015

Cães treinados conseguem detetar até 98% dos cancros na próstata

Dois cães de raça pastor alemão foram treinados para detetar cancro na próstata em homens e o resultado é surpreendente. Segundo conta este sábado o The Mirror, estes dois cães cheiraram a urina de 900 homens e conseguiram detetar se tinham ou não cancro em quase 99% dos casos.
Das 900 urinas farejadas pelos cães, 360 correspondiam a homens portadores de cancro na próstata e 540 a homens que não sofriam desta doença. Um dos cães conseguiu identificar 98,7% dos portadores, já o outro identificou 97,6%.
Desenvolvido no Departamento de Urologia do centro de investigação do ‘Instituto Clinico Humanitas’, em Milão, este estudo é classificado pelo cofundador como “espetacular”. O Dr. Claire Guest diz que o estudo encontrou uma taxa de fiabilidade na ordem dos 93%, mas ‘nem tudo são rosas’.
Embora estes dois cães tenham sido treinados para detetar compostos orgânicos específicos do cancro da próstata, os investigadores alertam para a dificuldade em ter este tipo de deteção no dia-a-dia.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Agora vai poder carregar o smartphone num minuto

Investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, inventaram uma nova bateria de alumínio que irá revolucionar a indústria tecnológica. Os smartphones demoram, em média, duas horas a carregar, mas esta nova bateria permite o carregamento em apenas 60 segundos.
A nova bateria é composta por dois elétrodos negativos carregados com um ânodo feito de alumínio e um cátodo de grafite positivo, juntamente com um líquido iónico e assim consegue extrair bateria suficiente para carregar totalmente o telemóvel, tablet ou portátil em apenas um minuto.
«Nós desenvolvemos uma bateria que pode substituir os dispositivos de armazenamento existentes, como pilhas alcalinas que têm efeitos negativos para o ambiente e baterias de íon-lítio que ocasionalmente explodem», afirma o professor de química da Universidade de Stanford, Hongjie Dai, citado pelo jornal britânico «The Telegraph».
Além disso, a bateria pode ser recarregada cerca de 7.500 vezes, enquanto que a anterior apenas aguentava 1.000 carregamentos elétricos. A nova bateria dura sete vezes do que a tradicional bateria de íon-lítio.
Para já, a bateria de alumínio produz apenas metade da voltagem da bateria de lítio, mas os cientistas estão confiantes de que irão conseguir melhorar o produto nos próximos anos.
«A nossa bateria tem tudo o que se pode sonhar que uma bateria deve ter: elétrodos de baixo custo, boa segurança, carregamento de alta velocidade, flexibilidade e o longo período de vida», realça Hongjie Dai.

Fonte: TVI24