sábado, 18 de abril de 2015

Yoda num manuscrito do século XIV?

Yoda viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua". Mas o mestre Jedi conseguiu pôr a internet a falar de um manuscrito medieval francês. Um monge medieval Yoda era?
O que faz o Yoda num manuscrito medieval do século XIV? Um curador da Biblioteca Nacional do Reino Unido "encontrou" o mestre Jedi da Guerra das Estrelas nas iluminuras de um livro de decretos do Papa Gregório IX e escreveu sobre ele num blogue da Biblioteca. Sendo A Guerra das Estrelas o fenómeno cultural que é, as semelhanças não passaram despercebidas e nunca se falou tanto do manuscrito conhecido como os Decretos de Smithfield.
Mas é mesmo o mestre Jedi que viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua"? E há muito tempo podem ser 700 anos? "Adoraria dizer que que é realmente Yoda, ou que foi desenhado por um viajante do tempo medieval, mas é uma ilustração da história bíblica de Sansão - o artista tinha claramente uma imaginação vívida", explicou Julian Harrison à NPR.
O livro de decretos do Papa Gregório IX foi escrito entre 1300 e 1340, em latim. Foi nele que os historiadores Damien Kempf e Maria L. Gilbert, que publicaram recentemente um livro sobre monstros medievais, encontraram a figura de orelhas pontiagudas, "parecida com uma estrela de Hollywod".

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Musicyou, a primeira aplicação de música social

A Musicyou prepara-se para revolucionar a forma como a música é partilhada nas redes sociais ao associá-la a outro tipo de partilhas.
Com outras aplicações como o Music Messenger ou o PingTune é possível falar sobre música de forma privada, mas com o Musicyou os momentos mais importantes escolhidos pelos utilizadores para partilhar podem ser acompanhados por uma música.
O tema, escolhido através do iTunes, é assim associado ao conteúdo partilhado. Esta aplicação já começou a chamar a atenção ao receber financiamento no valor de 300 mil euros da Smart Equity, da Brains2Market e da Angel Organisation.
De acordo com o fundador da empresa, Rui Lopes, o Musicyou não quer ser melhor do que outros leitores de músicas, mas que é uma “nova experiência de música focada na partilha privada de música”.
A app Musicyou também já foi confirmada como parceira de um dos festivais de música mais badalados do país, o MEO SW, conseguindo assim uma parceria com a PT.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 15 de abril de 2015

'Robô-chef' vai cozinhar por si

Uma empresa com sede em Londres lançou um protótipo para qualquer pessoa deixar de se preocupar com o jantar. A Moley Robotics criou o primeiro 'robô-chef'. Esta bancada de cozinha automatizada conta com dois braços robóticos, um lava-loiças, um fogão e um forno. Segundo avança a revista Wired, o sistema inteligente não se baseia numa receita: ele recria os movimentos humanos, captados através de uma câmara 3D. Na primeira demonstração, o 'robô-chef' preparou uma sopa de caranguejo, à semelhança daquela que foi feita pelo chef Tim Anderson. O próprio cozinheiro ficou impressionado. "Eu ficaria feliz se servisse este prato [do robô]", confessou à Wired. A revista fez também uma apreciação positiva da sopa: "O bisque estava delicioso". Para já, o robô está limitado a esta receita mas a empresa espera ter, em 2017, uma livraria digital com dois mil pratos. Quando chegar ao mercado, este 'chef' deverá custar cerca de 13 mil euros, com montagem em casa incluída – um preço demasiado alto para um consumidor particular.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contaminação dos rios por inseticidas está a ser subestimada

A subestimação da contaminação de cursos de água, rios e estuários por inseticidas tem um «impacto devastador» sobre os ecossistemas aquáticos, revela uma investigação alemã publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os autores da investigação analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, que cobriram 2.500 itens aquáticos em 73 países, para determinarem as concentrações dos 28 pesticidas mais usados e que excedem os limites autorizados.
Em 97,4% das amostras, as análises não revelaram a existência de quantidades mensuráveis de inseticidas, escrevem os cientistas no trabalho publicado na revista Proceedings, da Academia Americana de Ciências (PNAS), que destaca ainda «a falta de acompanhamento científico desse tipo de substâncias em cerca de 90% das superfícies cultivadas do globo».
A constatação mais importante aponta para que «nos locais aquáticos ou onde foram detetados os inseticidas, 52,4% tinham índices que ultrapassavam largamente os limites legais na água ou nos sedimentos».
Os níveis de inseticidas eram mesmo elevados nos países onde estas substâncias são fortemente regulamentadas, sublinham os investigadores.
«A contaminação crescente pelos inseticidas está também a provocar uma redução da biodiversidade aquática», alertam os cientistas.
Segundo eles, os níveis de concentração atualmente autorizados levaram a uma redução em cerca de 30% de macro invertebrados, pequenos animais que vivem no fundo dos rios.
A integridade biológica dos recursos globais na água doce «está ameaçada», advertem.
Neste estudo, os investigadores concentraram-se nos inseticidas por causa do seu forte potencial tóxico para os organismos aquáticos que são fundamentais para o bom funcionamento deste ecossistema.
A amplitude do impacto dos pesticidas agrícolas nas zonas aquáticas poderá estar a ser subestimado devido à falta de análises quantitativas alargadas, advertem.
Os resultados deste trabalho sugerem a necessidade de uma melhoria da regulamentação dos pesticidas e do seu uso, bem como a intensificação da investigação sobre os efeitos das substâncias químicas sobre os ecossistemas, alertam ainda os investigadores.
A intensificação da agricultura levou a um aumento em mais de 750% da produção de pesticidas entre 1955 e 2000, uma indústria que representa atualmente um mercado de 50 milhões de dólares no mundo.

Fonte: TVI24

domingo, 12 de abril de 2015

Malala já tem um asteroide com o seu nome

Cientista da NASA decidiu homenagear no espaço o ativismo da jovem paquistanesa, que já foi distinguida com o Nobel da Paz.
Malala Yousafzai, a jovem de 17 anos que, em 2014, foi distinguida com o Nobel da Paz, foi agora homenageada por uma cientista da NASA que decidiu dar o seu nome a um asteroide da cintura entre Marte e Júpiter.
Amy Mainzer, a astrónoma que descobriu o asteroide - e, segundo as leis internacionais, tem direito a dar-lhe um nome - decidiu homenagear a adolescente paquistanesa quando uma colega a alertou para o facto de muito poucos asteroides honrarem as contribuições das mulheres, menos ainda daquelas que fazem parte de minorias étnicas.
Malala foi atingida na cabeça por uma bala pelos talibãs, em 2012, num autocarro escolar. Tornou-se um alvo por fazer campanha pela educação das crianças, sobretudo do sexo feminino. Depois de recuperada, tem continuado o ativismo, que lhe valeu o Nobel da Paz em 2014.
Amy Mainzer, que trabalha num laboratório da NASA na California, disse ao Independent que a sua expetativa é de que o nome do asteroide recorde os jovens de que "a ciência e a engenharia são para toda a gente".
O asteroide Malala tem quatro quilómetros de largura, pertence à cintura de asteroides entre Marte e Júpiter e orbita em torno do sol, completando uma volta em cinco anos e meio.

Fonte: DIário de Notícias

sábado, 11 de abril de 2015

Cães treinados conseguem detetar até 98% dos cancros na próstata

Dois cães de raça pastor alemão foram treinados para detetar cancro na próstata em homens e o resultado é surpreendente. Segundo conta este sábado o The Mirror, estes dois cães cheiraram a urina de 900 homens e conseguiram detetar se tinham ou não cancro em quase 99% dos casos.
Das 900 urinas farejadas pelos cães, 360 correspondiam a homens portadores de cancro na próstata e 540 a homens que não sofriam desta doença. Um dos cães conseguiu identificar 98,7% dos portadores, já o outro identificou 97,6%.
Desenvolvido no Departamento de Urologia do centro de investigação do ‘Instituto Clinico Humanitas’, em Milão, este estudo é classificado pelo cofundador como “espetacular”. O Dr. Claire Guest diz que o estudo encontrou uma taxa de fiabilidade na ordem dos 93%, mas ‘nem tudo são rosas’.
Embora estes dois cães tenham sido treinados para detetar compostos orgânicos específicos do cancro da próstata, os investigadores alertam para a dificuldade em ter este tipo de deteção no dia-a-dia.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Agora vai poder carregar o smartphone num minuto

Investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, inventaram uma nova bateria de alumínio que irá revolucionar a indústria tecnológica. Os smartphones demoram, em média, duas horas a carregar, mas esta nova bateria permite o carregamento em apenas 60 segundos.
A nova bateria é composta por dois elétrodos negativos carregados com um ânodo feito de alumínio e um cátodo de grafite positivo, juntamente com um líquido iónico e assim consegue extrair bateria suficiente para carregar totalmente o telemóvel, tablet ou portátil em apenas um minuto.
«Nós desenvolvemos uma bateria que pode substituir os dispositivos de armazenamento existentes, como pilhas alcalinas que têm efeitos negativos para o ambiente e baterias de íon-lítio que ocasionalmente explodem», afirma o professor de química da Universidade de Stanford, Hongjie Dai, citado pelo jornal britânico «The Telegraph».
Além disso, a bateria pode ser recarregada cerca de 7.500 vezes, enquanto que a anterior apenas aguentava 1.000 carregamentos elétricos. A nova bateria dura sete vezes do que a tradicional bateria de íon-lítio.
Para já, a bateria de alumínio produz apenas metade da voltagem da bateria de lítio, mas os cientistas estão confiantes de que irão conseguir melhorar o produto nos próximos anos.
«A nossa bateria tem tudo o que se pode sonhar que uma bateria deve ter: elétrodos de baixo custo, boa segurança, carregamento de alta velocidade, flexibilidade e o longo período de vida», realça Hongjie Dai.

Fonte: TVI24

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

Novo tratamento passa por estimular o crescimento das células cerebrais, melhorando a memória a curto e longo prazo.
Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos elétricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.
O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.
Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.
A investigação mostra que as novas células, ou neurónio, podem ser formadas através do estímulo da parte frontal do cérebro, que está envolvida na retenção da memória, através do recurso a impulsos elétricos.
"O aumento de células cerebrais reduz a ansiedade e a depressão e promove a aprendizagem, impulsionando, em termos globais, a formação e retenção de memória", indicou a universidade em comunicado citado pela agência noticiosa Xinhua.
Segundo a universidade, cujos cientistas testaram os impulsos em ratos, os resultados da investigação abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao nível do tratamento de pacientes que sofrem de perda de memória no devido a condições relacionadas com a demência, como as doenças de Alzheimer e mesmo de Parkinson.

Fonte: Diário de Noícias

quinta-feira, 2 de abril de 2015

«Medicamento» com mil anos pode matar superbactéria

Uma mezinha com mais de mil anos pode vir a revelar-se eficaz no combate à superbactéria MRSA, de acordo com uma nova investigação citada pela CNN. A MRSA é uma bactéria do tipo staphylococcus, resistente aos antibióticos.
Os cientistas descobriram agora que uma poção usada no século X para tratar infeções oculares poder revelar-se eficaz. A «receita» para a mezinha foi encontrada na British Library, num livro encadernado a couro do Bald's Leechbook», conhecido por ser um dos mais antigos livros de medicina.
Christina Lee, investigadora da Universidade Nottingham, traduziu o document, apesar de se ter deparado com algumas ambiguidades no texto. «Escolhemos esta receita no Bald's Leechbook por conter ingredientes como o alho, que são investigados por outros cientistas por causa das suas supostas capacidades antibacterianas, diz Christina Lee, num vídeo publicado no site da Universidade.
A receita é à base de alho, alho porro ou cebola, vinho e bilis de vaca, tudo misturado num recipiente de bronze. «Recriámos a receita da forma mais fidedigna que conseguimos. O livro dava instruções muito precisas quanto às quantidades dos diferentes ingredientes e pela ordem que deveriam ser misturados. Tentámos seguir isso o mais possível», disse a microbiologista Freya Harrison, que liderou o trabalho em laboratório.
Os cientistas testaram o produto final em culturas de MRSA. Não depositavam grandes esperanças, mas ficaram surpreendidos com os resultados.
«Descobrimos que a receita é extremamente potente como antibiótico para combater o Staphylococcos», revela Freya Harrison.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quando este astronauta voltar do espaço vai ser mais velho e mais novo que o irmão gémeo

Scott e Mark Kelly são gémeos idênticos. A NASA vai estudar as diferenças entre os dois depois de Scott passar um ano no espaço enquanto Mark fica em casa.
O astronauta Scott Kelly é seis minutos mais novo que o seu irmão gémeo, também astronauta, Mark Kelly. Quando voltar da sua estadia de um ano na Estação Espacial Internacional, Scott Kelly vai ser ainda mais novo do que Mark, mas ao mesmo tempo terá envelhecido mais do que o irmão. Trata-se de uma experiência sem precedentes que a NASA está a realizar: o Projeto dos Gémeos Kelly. O lançamento é esta sexta-feira.
Scott Kelly viaja para o espaço juntamente com dois cosmonautas russos, na primeira missão de um ano à Estação Espacial Internacional - as missões anteriores tinham, habitualmente, metade da duração. Entretanto, Mark vai permanecer na Terra.
Os dois vão ser observados por uma equipa de profissionais médicos e investigadores de várias universidades, que vão tentar perceber como é que a estadia no espaço afeta Scott comparando-o com o seu gémeo que fica na Terra. O tempo vai passar mais lentamente para Scott na órbita terrestre, mas espera-se que envelheça mais depressa devido ao ambiente onde se vai encontrar.
Os investigadores vão estudar o impacto da falta de gravidade nos seus ossos, na sua perceção do espaço, nas suas artérias, e mesmo nas bactérias dos seus intestinos, assim como a forma como é afetado pelos raios cósmicos, um tipo de radiação que provém do espaço profundo e que pode danificar o ADN e, por isso, causar um envelhecimento mais rápido. Biologicamente, espera-se que Scott esteja mais velho do que Mark quando voltar.
Por outro lado, quando se reencontrarem dentro de um ano Scott terá envelhecido menos do que Mark no que toca à passagem do tempo físico, destaca a Quartz. Mas a diferença é muito pequena: no final da viagem, o tempo terá passado três milissegundos mais devagar para Scott.
"O efeito é conhecido como o paradoxo dos gémeos, embora não seja mesmo um paradoxo, é uma consequência simples da relatividade", disse Mark Kelly numa conferência de imprensa quando o projeto foi anunciado, citado pelo jornal The Guardian.
É uma das mais conhecidas experiências mentais de Einstein: a ideia de que o tempo passa mais devagar quando a velocidade é maior, e por isso, se um irmão gémeo viajar pelo espaço a grandes velocidades enquanto outro fica na Terra, o gémeo que esteve no espaço vai envelhecer mais lentamente.
Estudar e comparar os dois gémeos vai requerer dez investigações diferentes, que são coordenadas e partilham dados entre si. É uma experiência com uma grande vantagem sobre as anteriores: Mark e Scott têm o mesmo ADN, e por isso é mais fácil perceber quais as diferenças entre eles que são causadas pelos ambientes radicalmente diferentes em que vão viver durante um ano, e não pela genética, como quando se compara pessoas com ADN diferente.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 30 de março de 2015

Os drones do Facebook têm asas maiores do que um Boeing 737 e já voam

Os drones gigantes são feitos de um material tão leve que pesam menos que um carro, e vão levar Internet aos lugares mais remotos do planeta.
O Facebook já começou a testar os seus drones gigantes que tenciona usar para levar a Internet a locais que não têm infraestrutura terrestre. Têm asas mais compridas que as de um avião Boeing 737, mas são feitos de material tão leve que pesam menos do que um carro. De acordo com uma publicação na página de Facebook do fundador da empresa e rede social, Mark Zuckerberg, os primeiros testes já começaram no Reino Unido.
"Estou entusiasmado por partilhar que completámos com sucesso o nosso primeiro voo de teste destas aeronaves no Reino Unido", escreveu Zuckerberg. "Aeronaves como estas vão ajudar a ligar o mundo inteiro, porque podem servir os 10 por cento da população mundial que vivem em comunidades remotas sem infraestrutura de Internet", afirmou o CEO da empresa.
Os drones que o Facebook está a desenvolver, cujo nome de código é Aquila, funcionam a energia solar e vão ser capazes de voar durante meses sem terem que aterrar, a altitudes de 60 mil pés (mais de 18 mil metros).
Os drones do projeto Aquila vão transmitir sinal Internet dessa altitude usando lasers. A técnica foi apresentada já o ano passado.
"Queremos servir todas as pessoas do mundo", disse o diretor do Conectivity Lab do Facebook, Yael Maguire. O Facebook quer ter mais de mil drones a voar pelo mundo para fornecer ligação Internet mesmo aos lugares mais remotos. "Podemos alcançar um ponto em que todas as pessoas do mundo recebem a mesma mensagem ao mesmo tempo? Estou a antecipar esse dia", disse Maguire numa conferência esta quarta-feira em São Francisco, citado pelo New York Times.
Aquila, na mitologia clássica, era a águia que carregava para o céu os relâmpagos do deus Júpiter, lembra o mesmo jornal norte-americano: o nome, diz o New York Times, é "indicativo das ambições altas da empresa".
O Facebook não é a única empresa a ter estas ambições. A Google tem um projeto semelhante em marcha, mas com o uso de balões para transmitir Internet a lugares remotos, e comprou ainda a Titan Aerospace, uma empresa de drones, presumivelmente para o mesmo efeito. A revista Fortune relembra que, embora ambas as empresas tenham enquadrado os seus projetos de maneira a mostrar objetivos puramente humanitários, "também vão beneficiar materialmente de ter mais humanos ligados à Internet que possam transformar em utilizadores".

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 29 de março de 2015

Tenha cuidado com o seu Android. Há um vírus que lhe rouba dados

O Android tem tido diversos problemas relacionados com a segurança. Os novos vírus descobertos e os bugs do sistema têm feito com que as informações e dados dos utilizadores tenham sido roubados por diversas vezes.
De acordo com o pplware, o novo vírus Podec conseguiu mostrar a sofisticação dos ciber criminosos já que conseguiu ultrapassar os mecanismos Captcha, utilizados como ferramenta anti-spam, e roubar dinheiro a partir de smartphones.
O objetivo do vírus é que haja uma subscrição de serviços de valor acrescentado. Na Europa, maioritariamente na Rússia, este vírus tem afetado muitos clientes do sistema Android mas está a crescer para a América do Sul.
Para se afastarem deste vírus, os utilizadores devem ter atenção às aplicações obtidas fora das lojas oficiais.

Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 28 de março de 2015

Oculus chegam em 2015

Jogar em realidade virtual vai ser possível "este ano", afirmou o chefe de tecnologia do Facebook, Mike Schroepfer. Numa das conferências do F8 desta quinta-feira, Schroepfer revelou que isto seria possível através de "algo" comercializado pela Oculus, a empresa de realidade virtual adquirida pelo Facebook. Uma versão avançada do Eve: Valkyrie, o jogo que põe o jogador no cockpit de uma nava espacial, foi também revelado no evento.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 27 de março de 2015

Júpiter terá contribuído para a existência de vida na Terra

As mudanças de órbita de Júpiter podem ter contribuído de forma fundamental para o aparecimento de vida na Terra, avança um novo estudo elaborado por investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia e do Observatório da Universidade da Califórnia.
Os astrónomos criaram um modelo experimental que simula a formação de Júpiter e Saturno, a que deram o nome «Grand Tack». A simulação mostra que, numa altura em que o Sistema Solar era ainda muito jovem, Júpiter entrou em rota de colisão com a estrela do nosso sistema, aproximando-se da zona mais interior do sistema.
A análise de outros sistemas planetares, diz-nos que essa é uma zona onde, estatisticamente, há uma elevada probabilidade de encontrar-mos superterras - planetas com órbitas que duram cerca de 100 dias e com centenas de vezes a massa da Terra.
No entanto, no nosso sistema, tais planetas não existem. Tal facto, argumenta o estudo, deve-se à migração orbital de Júpiter. Os investigadores, Konstantin Batygina e Greg Laughlinb, teorizam que após a formação de Saturno, Júpiter voltou a recuar, desviando-se da sua rota de colisão com o Sol e tomando a posição orbital que demonstra atualmente.
Esta mudança de direção pode ter colocado Júpiter em rota de colisão com eventuais jovens planetas, destruindo-os.
«É a mesma coisa que nos faz preocupar com colisões de satélites na baixa órbita terrestre. Os seus fragmentos começariam a chocar uns com os outros, aumentando o risco de uma reação em cadeia», afirmou Gregory Laughlin em comunicado.
Júpiter é o planeta mais volumoso do Sistema Solar, com um volume que é cerca de 1321 vezes maior que o da Terra. O planeta é tão grande, que a sua massa é cerca de duas vezes e meia maior que a do conjunto de todos os outros planetas do sistema solar. A sua dimensão, massa e densidade conferem-lhe a capacidade de suportar esses impactos.
O estudo propõe ainda que os destroços desses eventuais planetas destruídos por Júpiter terão migrado em direção ao Sol, originando novos planetas - Mercúrio, Vénus e Terra. Esta hipótese confere ainda uma explicação para o facto de estes três planetas serem muito mais jovens que os restantes no sistema solar.
 
Fonte: TVI24

quarta-feira, 25 de março de 2015

Hainan Airlines fez voo entre Xangai e Pequim com biocombustível de azeite

Boeing 737 com uma centena de passageiros a bordo chegou a Pequim com combustível feito com azeite de cozinha recolhido em restaurantes e reciclado.
A companhia aérea Hainan Airlines completou este fim de semana o primeiro voo de passageiros do país utilizando como combustível azeite reciclado, algo que o setor da aviação nacional considerou como um "passo de gigante" para a indústria.
O voo regular, com um Boeing 737, com uma centena de passageiros a bordo, partiu sábado de Xangai, capital económica da China, e chegou a Pequim utilizando biocombustível elaborado pela refinaria chinesa Sinopec com azeite de cozinha recolhido em restaurantes e reciclado, revelou a imprensa chinesa.
O vice-presidente da Hainan Airlines, Pu Ming, foi o piloto do voo onde foi utilizado também combustível tradicional, numa proporção de 50%-50% para cada um dos motores.
A Hainan Airlines antecipou-se à Dragon Air, uma companhia de Hong Kong subsidiária da Cathay Pacific, que tinha anunciado para o mesmo dia um voo com idêntico combustível, mas que foi adiado por problemas com autorizações legais.
O biocombustível utilizado emite entre 50% e 80% menos dióxido de carbono que os voos com combustível tradicional, e com isto espera-se reduzir a contaminação que gera a navegação aérea, ainda que a sua utilização atual seja pontual devido ao elevado preço.
Os primeiros aviões de passageiros que utilizaram biocombustível foram os da companhia alemã Lufthansa, em 2011, ano em que a China começou a realizar ensaios com esta tecnologia.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 24 de março de 2015

Excrementos humanos e águas usadas são mina potencial de metais preciosos

Estudo afirma que as águas usadas provenientes de um milhão de norte-americanos podem conter metais preciosos e raros no valor de 12 milhões de euros.
Os excrementos humanos e as águas usadas são uma mina potencial de metais preciosos, como ouro ou prata, ou de outros elementos raros, como paládio e vanádio, utilizados na eletrónica, afirmam cientistas norte-americanos.
"Há metais por todo o lado, como champôs e amaciadores, em outros produtos de higiene, detergentes e até em nanopartículas nas fibras das meias para neutralizar o mau cheiro", explicou Kathleen Smith, cientista no Instituto de Geofísica dos EUA, durante a conferência anual da Sociedade de Química norte-americana.
Um outro estudo publicado recentemente na revista "Environmental Science & Technology Paper", as águas usadas provenientes de um milhão de norte-americanos podem conter metais preciosos e raros num valor de 13 milhões de dólares (12 milhões de euros).
Quaisquer que sejam as suas origens, estes metais estão presentes nas águas usadas e acabam nas estações de tratamento.
Segundo Kathleen Smith, mais de sete milhões de toneladas destes resíduos são produzidos anualmente nos EUA, dos quais cerca de metade é utilizada como adubo dos campos agrícolas e nas florestas, enquanto o resto é incinerado ou lançado nas descargas.
O objetivo da investigação destes cientistas é a eliminação de alguns destes metais poluentes, que limitam a reciclagem dos resíduos em adubo, e a extração dos metais e elementos preciosos.
O sucesso de tal processo reduziria a exploração mineira e as quantidades destes metais que se encontram no ambiente.
Até agora, o grupo de trabalho conduzido por Kathleen Smith colheu amostras em pequenas cidades das Montanhas Rochosas, comunidades rurais e grandes aglomerados.
Os cientistas pretendem também combinar os seus dados com os provenientes de investigações mais antigas e extensas feitas pela Agência de Proteção do Ambiente dos EUA.
Nas amostras analisadas, estes investigadores já encontraram platina, prata e ouro.
"A quantidade de ouro é comparável às encontradas em minas consideradas viáveis comercialmente", adiantou Kathleen Smith

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 22 de março de 2015

Adeus Internet Explorer

A Microsoft prepara-se para dizer adeus ao Internet Explorer, aquele que foi o primeiro browser de milhões de pessoas.
Escreve a revista Galileu que o Windows 10, que está para breve, já não terá o Internet Explorer (IE) incorporado, uma vez que será substituído por outro browser cujo nome não foi ainda escolhido.
O responsável da área de Marketing da Microsoft, Chris Capossela, explicou que não haverá um abandono total do IE, mas admitiu que haverá uma substituição.
A empresa está a levar a cabo um estudo de mercado para definir qual será o nome do próximo browser, sendo que deverá conter o nome Microsoft, à semelhança do que a Google fez com o Chrome.

Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 21 de março de 2015

A Barbie que fala e espia os seus filhos

Comemorou recentemente os seus 56 anos, mas só agora a boneca mais famosa do mundo vai ter voz própria. A Hello Barbie tem um dispositivo de gravação de voz e inteligência artificial. Pressionando a fivela do cinto da boneca, as crianças vão poder falar com ela e, depois de o conteúdo ser enviado para a cloud (via wi-fi) e ser analisado, esta responde convenientemente, ao estilo do Siri, tecnologia presente nos iPhones. A Hello Barbie só vai ser lançada em dezembro, a tempo do Natal de 2015, mas já está a causar polémica nos Estados Unidos. A Campanha pela Infância sem Fins Comerciais (CCFC, na sigla original) organizou uma petição online, exigindo ao diretor da Mattel (empresa que produz a boneca), que pare imediatamente a produção da nova Barbie. Os pais norte-americanos estão preocupados com a segurança e privacidade das crianças, uma vez que a política da ToyTalks – responsável pelo software da Barbie falante – prevê que as conversas gravadas sejam guardadas e a informação pessoal seja distribuída a terceiros. "As crianças têm conversas particularmente pessoais e íntimas com os peluches e bonecas. Confiam e revelam coisas de uma maneira muito diferente do que se estiverem a brincar com uma aplicação móvel de voz. A Hello Barbie vai espiar as conversas privadas, não só das crianças como também dos pais, e o descontentamento vai continuar a crescer", afirma Josh Golin, diretor da CCFC, ao site TechNewsWorld. A petição contra a Hello Barbie já conta com quase 6 mil assinaturas. A Mattel quis apostar nesta boneca para "atualizar e dinamizar a imagem da marca e da Barbie", estreitando as relações entre o produto e a criança através da interatividade.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 20 de março de 2015

Descoberta de nova cratera misteriosa na Sibéria relança interrogações científicas

Uma expedição ao local deverá determinar o que esteve na origem da formação desta cratera.
A descoberta de uma nova cratera na Sibéria relançou o debate sobre o misterioso aparecimento destes gigantescos buracos, causados por desabamentos, descobertos no ano passado sob o solo siberiano, disse um geólogo russo.
"Acabamos de saber que na Iakutia (região da Sibéria) novas informações indicam a existência de uma cratera gigantesca de um quilómetro de largura", declarou Vassili Bogoiavlenski, diretor-adjunto para os trabalhos científicos do Instituto de Pesquisa sobre Petróleo e Gás da Academia de Ciências russa.
Uma expedição ao local deverá determinar o que esteve na origem da formação desta cratera.
Em julho passado, a descoberta de uma cratera de 80 metros de largura na península de Yamal, no noroeste da Sibéria, suscitou numerosas interrogações relativas à origem.
Os cientistas, que identificaram posteriormente seis crateras semelhantes na mesma região e no norte da região de Krasnoiarsk, no centro da Sibéria, consideraram este fenómeno estreitamente relacionado com o aquecimento climático.
É "semelhante à erupção de um vulcão", explicou Bogoiavlenski. O subsolo siberiano, ao fundir, liberta metano, que se acumula até à explosão do solo, formando crateras, acrescentou.
Os cientistas procuram ainda determinar o perigo destes buracos. O metano é um gás extremamente inflamável, o que pode constituir um perigo quando, uma destas crateras se situa perto de uma exploração de gás natural.
Existem outras crateras, mas não foram identificadas por se terem transformado em lagos.
"Quando surgem, as crateras estão vazias e, a pouco e pouco, vão enchendo-se de água. Em dois ou três anos, transformam-se em lagos e então é difícil o seu estudo", afirmou.
Algumas crateras apareceram há várias dezenas ou centenas de anos, mas passaram despercebidas por estarem em regiões remotas, sublinhou Bogoiavlenski.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 18 de março de 2015

Realizado o primeiro transplante de pénis bem-sucedido

Uma equipa de médicos sul-africanos anunciou hoje ter realizado o primeiro transplante de pénis bem-sucedido do mundo, três meses após a inovadora operação.
O doente, de 21 anos, tinha sofrido uma amputação do pénis há três anos, após uma infeção causada por uma circuncisão mal feita numa cerimónia de iniciação tradicional africana.
Numa operação de nove horas, efetuada no Hospital Tygerberg, na Cidade do Cabo, ele recebeu o seu novo pénis de um dador morto a cuja família os médicos agradeceram.
"Provámos que pode ser feito -- podemos dar a alguém um órgão tão bom como o que tinha", disse Frank Graewe, diretor do serviço de cirurgia plástica reconstrutiva da Universidade Stellenbosch, no sudoeste da África do Sul.
"Foi um privilégio participar no primeiro transplante de pénis bem-sucedido em todo o mundo", acrescentou.
Os médicos indicaram que o homem, cuja identidade não foi revelada, fez uma recuperação total desde a operação, a 11 de dezembro, e recuperou todas as funções urinárias e reprodutivas.
"O nosso objetivo era que ele estivesse totalmente funcional ao fim de dois anos e estamos muito surpreendidos com a sua rápida recuperação", afirmou Andre van der Merwe, diretor do serviço de urologia de Stellenbosch.
Um transplante semelhante tinha já sido feito, com êxito, em 2006, na China, mas os médicos tiveram de remover o órgão ao fim de duas semanas devido a "um grave problema psicológico do recetor e da sua mulher".
Todos os anos, muitos adolescentes sofrem amputações de pénis em consequência de circuncisões mal feitas em cerimónias de iniciação.
"Existe na África do Sul uma maior necessidade deste tipo de procedimento do que no resto do mundo", sublinhou Van der Merwe em comunicado.
Os adolescentes africanos de alguns grupos étnicos passam cerca de um mês isolados no mato ou em regiões montanhosas como parte da sua iniciação à idade adulta. A experiência inclui circuncisão, bem como lições de coragem e disciplina masculinas.
No ano passado, uma comissão concluiu que 486 rapazes tinham morrido nas escolas de iniciação de inverno entre 2008 e 2013, sendo uma das principais causas complicações provocadas por infeções pós-circuncisão.
"Para um jovem de 18 ou 19 anos, a perda do pénis pode ser profundamente traumática e ele não tem necessariamente a capacidade psicológica para processar isso, havendo mesmo casos de suicídio", observou Van der Merwe.
O médico descreveu o dador anónimo e a sua família como "os heróis" desta história.
"Eles salvaram as vidas de muitas pessoas, porque doaram o coração, os pulmões, os rins, o fígado, a pele, as córneas e o pénis", frisou.
A equipa sul-africana é composta por três médicos experientes, coordenadores de transplantes, anestesistas, enfermeiros, um psicólogo e um especialista em ética.
Os cirurgiões da Universidade de Stellenbosch e do Hospital Tygerberg tinham procurado intensivamente um dador compatível como parte de um estudo piloto para desenvolver os transplantes de pénis em África.
Algumas técnicas foram desenvolvidas a partir do primeiro transplante facial, em França, em 2005.
A equipa tenciona, agora, realizar mais nove operações semelhantes.
A África do Sul é, há muito, pioneira nas cirurgias de transplante: em 1967, Chris Barnard realizou o primeiro transplante de coração no Hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo.
O cidadão chinês que rejeitou o seu novo pénis em 2006 recebeu o órgão transplantado quando os pais de um homem em morte cerebral aceitaram doá-lo.

Fonte: Diário de Notícias