sábado, 18 de abril de 2015

Yoda num manuscrito do século XIV?

Yoda viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua". Mas o mestre Jedi conseguiu pôr a internet a falar de um manuscrito medieval francês. Um monge medieval Yoda era?
O que faz o Yoda num manuscrito medieval do século XIV? Um curador da Biblioteca Nacional do Reino Unido "encontrou" o mestre Jedi da Guerra das Estrelas nas iluminuras de um livro de decretos do Papa Gregório IX e escreveu sobre ele num blogue da Biblioteca. Sendo A Guerra das Estrelas o fenómeno cultural que é, as semelhanças não passaram despercebidas e nunca se falou tanto do manuscrito conhecido como os Decretos de Smithfield.
Mas é mesmo o mestre Jedi que viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua"? E há muito tempo podem ser 700 anos? "Adoraria dizer que que é realmente Yoda, ou que foi desenhado por um viajante do tempo medieval, mas é uma ilustração da história bíblica de Sansão - o artista tinha claramente uma imaginação vívida", explicou Julian Harrison à NPR.
O livro de decretos do Papa Gregório IX foi escrito entre 1300 e 1340, em latim. Foi nele que os historiadores Damien Kempf e Maria L. Gilbert, que publicaram recentemente um livro sobre monstros medievais, encontraram a figura de orelhas pontiagudas, "parecida com uma estrela de Hollywod".

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Musicyou, a primeira aplicação de música social

A Musicyou prepara-se para revolucionar a forma como a música é partilhada nas redes sociais ao associá-la a outro tipo de partilhas.
Com outras aplicações como o Music Messenger ou o PingTune é possível falar sobre música de forma privada, mas com o Musicyou os momentos mais importantes escolhidos pelos utilizadores para partilhar podem ser acompanhados por uma música.
O tema, escolhido através do iTunes, é assim associado ao conteúdo partilhado. Esta aplicação já começou a chamar a atenção ao receber financiamento no valor de 300 mil euros da Smart Equity, da Brains2Market e da Angel Organisation.
De acordo com o fundador da empresa, Rui Lopes, o Musicyou não quer ser melhor do que outros leitores de músicas, mas que é uma “nova experiência de música focada na partilha privada de música”.
A app Musicyou também já foi confirmada como parceira de um dos festivais de música mais badalados do país, o MEO SW, conseguindo assim uma parceria com a PT.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 15 de abril de 2015

'Robô-chef' vai cozinhar por si

Uma empresa com sede em Londres lançou um protótipo para qualquer pessoa deixar de se preocupar com o jantar. A Moley Robotics criou o primeiro 'robô-chef'. Esta bancada de cozinha automatizada conta com dois braços robóticos, um lava-loiças, um fogão e um forno. Segundo avança a revista Wired, o sistema inteligente não se baseia numa receita: ele recria os movimentos humanos, captados através de uma câmara 3D. Na primeira demonstração, o 'robô-chef' preparou uma sopa de caranguejo, à semelhança daquela que foi feita pelo chef Tim Anderson. O próprio cozinheiro ficou impressionado. "Eu ficaria feliz se servisse este prato [do robô]", confessou à Wired. A revista fez também uma apreciação positiva da sopa: "O bisque estava delicioso". Para já, o robô está limitado a esta receita mas a empresa espera ter, em 2017, uma livraria digital com dois mil pratos. Quando chegar ao mercado, este 'chef' deverá custar cerca de 13 mil euros, com montagem em casa incluída – um preço demasiado alto para um consumidor particular.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contaminação dos rios por inseticidas está a ser subestimada

A subestimação da contaminação de cursos de água, rios e estuários por inseticidas tem um «impacto devastador» sobre os ecossistemas aquáticos, revela uma investigação alemã publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os autores da investigação analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, que cobriram 2.500 itens aquáticos em 73 países, para determinarem as concentrações dos 28 pesticidas mais usados e que excedem os limites autorizados.
Em 97,4% das amostras, as análises não revelaram a existência de quantidades mensuráveis de inseticidas, escrevem os cientistas no trabalho publicado na revista Proceedings, da Academia Americana de Ciências (PNAS), que destaca ainda «a falta de acompanhamento científico desse tipo de substâncias em cerca de 90% das superfícies cultivadas do globo».
A constatação mais importante aponta para que «nos locais aquáticos ou onde foram detetados os inseticidas, 52,4% tinham índices que ultrapassavam largamente os limites legais na água ou nos sedimentos».
Os níveis de inseticidas eram mesmo elevados nos países onde estas substâncias são fortemente regulamentadas, sublinham os investigadores.
«A contaminação crescente pelos inseticidas está também a provocar uma redução da biodiversidade aquática», alertam os cientistas.
Segundo eles, os níveis de concentração atualmente autorizados levaram a uma redução em cerca de 30% de macro invertebrados, pequenos animais que vivem no fundo dos rios.
A integridade biológica dos recursos globais na água doce «está ameaçada», advertem.
Neste estudo, os investigadores concentraram-se nos inseticidas por causa do seu forte potencial tóxico para os organismos aquáticos que são fundamentais para o bom funcionamento deste ecossistema.
A amplitude do impacto dos pesticidas agrícolas nas zonas aquáticas poderá estar a ser subestimado devido à falta de análises quantitativas alargadas, advertem.
Os resultados deste trabalho sugerem a necessidade de uma melhoria da regulamentação dos pesticidas e do seu uso, bem como a intensificação da investigação sobre os efeitos das substâncias químicas sobre os ecossistemas, alertam ainda os investigadores.
A intensificação da agricultura levou a um aumento em mais de 750% da produção de pesticidas entre 1955 e 2000, uma indústria que representa atualmente um mercado de 50 milhões de dólares no mundo.

Fonte: TVI24

domingo, 12 de abril de 2015

Malala já tem um asteroide com o seu nome

Cientista da NASA decidiu homenagear no espaço o ativismo da jovem paquistanesa, que já foi distinguida com o Nobel da Paz.
Malala Yousafzai, a jovem de 17 anos que, em 2014, foi distinguida com o Nobel da Paz, foi agora homenageada por uma cientista da NASA que decidiu dar o seu nome a um asteroide da cintura entre Marte e Júpiter.
Amy Mainzer, a astrónoma que descobriu o asteroide - e, segundo as leis internacionais, tem direito a dar-lhe um nome - decidiu homenagear a adolescente paquistanesa quando uma colega a alertou para o facto de muito poucos asteroides honrarem as contribuições das mulheres, menos ainda daquelas que fazem parte de minorias étnicas.
Malala foi atingida na cabeça por uma bala pelos talibãs, em 2012, num autocarro escolar. Tornou-se um alvo por fazer campanha pela educação das crianças, sobretudo do sexo feminino. Depois de recuperada, tem continuado o ativismo, que lhe valeu o Nobel da Paz em 2014.
Amy Mainzer, que trabalha num laboratório da NASA na California, disse ao Independent que a sua expetativa é de que o nome do asteroide recorde os jovens de que "a ciência e a engenharia são para toda a gente".
O asteroide Malala tem quatro quilómetros de largura, pertence à cintura de asteroides entre Marte e Júpiter e orbita em torno do sol, completando uma volta em cinco anos e meio.

Fonte: DIário de Notícias