sábado, 16 de maio de 2015

Cientistas alertam para mutação de estirpe da tifoide

Criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Um grupo de cientistas alertou, esta segunda-feira, para uma mutação na estirpe da tifoide que criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Segundo um artigo divulgado na Nature Genetics, a mutação foi detetada em amostras de bactéria recolhidas em 63 países. As amostras revelaram uma estirpe multirresistente, denominada H58, que não responde aos antibióticos.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MIT tira efeito de espelho das fotos

Quantas vezes não ficou com uma grande fotografia arruinada pelo simples facto de existir uma janela entre si e o sujeito da foto? Até agora, não havia forma de corrigir isso, mas uma equipa de investigadores do Massachussets Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, está a desenvolver um algoritmo para anular os reflexos nas imagens. O algoritmo faz muito mais do que procurar reflexos. Usa também uma técnica para partir a imagem digital em blocos de píxeis e deteta quais pertencem à foto e quais não pertencem. A aplicação prática para este novo software de processamento de imagens é óbvia: permitir às máquinas fotográficas digitais eliminar automaticamente um reflexo de uma foto tirada através de uma janela ou dar a aplicações como o Photoshop uma ferramenta poderosa para a pós-produção fotográfica.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bactérias do corpo humano podem ser "impressões digitais"

As bactérias que vivem no corpo humano, sobretudo as do intestino, podem servir como identificadores únicos, um pouco à semelhança das impressões digitais, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A investigação é a primeira a avaliar até que ponto as pessoas podem ser identificadas a partir de microrganismos que habitam naturalmente o corpo, a chamada microbiota, e que podem variar consoante a idade de uma pessoa, o seu regime alimentar, a sua origem geográfica e o seu estado de saúde em geral.
O estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", baseou-se num grupo de 120 pessoas, entre 242 que deram amostras de fezes, saliva e pele ao Projeto Microbioma Humano, que conserva uma base de dados pública para as pesquisas científicas.
Os cientistas concluíram que as amostras de fezes são particularmente fiáveis, com 86% das pessoas a serem identificadas depois de estudadas as bactérias do intestino, um ano após as primeiras colheitas.
No caso das bactérias da pele, os resultados foram menos promissores, uma vez que apenas um terço das pessoas foram identificadas.
Mesmo nas situações em que não foi possível a identificação da pessoa, houve muito poucos falsos resultados positivos, ressalva o estudo.
"Ordenar o ADN [informação genética] humano numa base de dados de ADN é o alicerce para as ciências médico-legais. Mas mostrámos que o mesmo tipo de ordenamento é possível ao usar ADN de bactérias que vivem no corpo humano", assinalou, citado pela agência AFP, o principal autor do estudo, Eric Franzosa, investigador do Departamento de Bioestatísticas da Universidade de Harvard.
A sua equipa socorreu-se de um algoritmo para estabelecer códigos individuais baseados na microbiota de dadores, que depois foi comparada com amostras recolhidas um ano mais tarde e com as de outras pessoas fora do grupo em análise.

Fonte: TVI24

terça-feira, 12 de maio de 2015

Desenvolvida após melhoramentos genéticos, 'supercana' visa energia

Ela é enorme -pode atingir seis metros de altura-, tem potencial para produzir 300 toneladas por hectare e representa uma nova era no setor sucroenergético.
A cana energia, ou "supercana", desenvolvida após melhoramentos genéticos, está em fase avançada de pesquisa e já gera novos desafios. Num setor em crise, a colheita da variedade irá demandar novos equipamentos ou adaptações nos atuais.
Desenvolvida nos últimos seis anos pelo Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), ela tem como principais características um alto índice de fibras e de biomassa, diferentemente da cana tradicional, que possui mais sacarose e é utilizada para produzir açúcar.
Daí ser chamada de cana energia, por ser mais própria para produzir energia elétrica ou etanol de segunda geração, a partir da palha e do bagaço da cana.
A previsão é que chegue ao mercado em três anos, de acordo com o pesquisador Mauro Xavier, do Centro de Cana.
Em relação à cana-de-açúcar comum, a diferença visual é clara: a "supercana" é mais grossa e chega a quase o triplo de altura -a tradicional atinge até 2,2 m. O rendimento também é muito maior, já que a convencional atinge a média de 80 toneladas por hectare.

Espécie selvagem
Para chegar à variedade, pesquisadores partiram de uma espécie selvagem. Foram feitos cruzamentos com canas tradicionais, e os "descendentes" foram selecionados até chegar ao material com esse perfil.
Se ela emplacar no mercado, um desafio será encontrar colheitadeiras e maquinário que tenham condições de cortá-la e levá-la até as usinas.
Uma possibilidade discutida é evitar que ela atinja a altura e peso máximos e, com isso, em vez de uma safra a cada 12 meses, poderia ser colhida em sete ou oito meses, com duas safras em 15 meses.
"É um grande desafio", afirma Xavier. A contratação de boias-frias para a "supercana" foi descartada pelo setor.
Embora tenha como foco a energia, ela até pode ser usada para fabricar açúcar, mas o rendimento será menor.
"É como colocar o Neymar, atacante, para jogar no gol. Nela, a sacarose não é tão essencial. O melhoramento teve como meta acumular biomassa rapidamente e elevar a fibra", afirma o pesquisador.

Ciência
A "supercana" é apenas uma das variedades desenvolvidas por órgãos como IAC, CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e Ridesa (rede interuniversitária), além da gigante de biotecnologia Monsanto.
A ciência tem invadido cada vez mais os canaviais e, em 12 anos, foram liberadas no mercado mais de 90 plantas, algumas regionalizadas.
Com o avanço da mecanização, foram criadas variedades com capacidade de brotar sob a palha que é deixada pelas máquinas no solo após a colheita.
O CTC está focado em ampliar a produtividade e o teor de açúcar, com tolerância a doenças e para colheita mecanizada, de acordo com o gerente de melhoramento genético, Hugo Campos de Quiroz.
As variedades mais recentes foram feitas para o cerrado. "Precisam de boas condições climáticas e devem ser resistentes ao florescimento."
Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura de São Paulo, afirmou que o foco das novas variedades -não só de cana-de-açúcar, mas também de culturas como algodão, milho e feijão- deve ser buscar resistência ao estresse hídrico, devido à seca histórica que atinge o Estado.
Apesar das opções, menos de dez variedades são as mais usadas, fato que precisa mudar, segundo Xavier. "Uma praga que dá em uma variedade pode não atingir outra."

Fonte: Folha de S. Paulo

domingo, 10 de maio de 2015

Misteriosos sinais rádio intrigavam cientistas há 17 anos... mas era só um micro-ondas

A instalação de um aparelho mais preciso permitiu perceber que o sinal de rádio que há tanto tempo interferia com as observações tinha uma origem muito mais próxima do que se pensava.
Em 1998, cientistas australianos detetaram um sinal estranho com um dos maiores radiotelescópios do país que não sabiam a que atribuir. 17 anos depois, graças a um equipamento mais preciso, descobriram a causa: o micro-ondas do observatório onde os membros da equipa aqueciam o almoço. Os cientistas publicaram um artigo científico em que explicam a descoberta.
Simon Johnston, dirigente do departamento de astrofísica da agência científica australiana CSIRO, contou ao jornal britânico The Guardian que os sinais, a que chamaram "perytons", foram detetados pela primeira vez em 1998. Os cientistas apercebiam-se que os sinais vinham de perto, ou seja, que a sua origem não estaria a muito mais do que cinco quilómetros do telescópio. Mas, por não perceberem do que se tratava, presumiam que pudessem vir da alta atmosfera, estando ligados, por exemplo, a relâmpagos.
Quando um novo aparelho foi instalado, dia 1 de janeiro deste ano, que permitia estudar melhor a interferência, repararam que os sinais que estavam a ser detetados tinham a "assinatura" de uma radiação micro-ondas. O micro-ondas das instalações do observatório era responsável, afinal, pela radiação que interferia com as observações do espaço, quando a porta era aberta antes que o ciclo de aquecimento tivesse terminado.
A interferência só surgia durante o dia, e só quando, por acaso, o telescópio estava apontado na direção do micro-ondas no momento em que este estava a ser aberto, o que explica que tenha levado tanto tempo até ser descoberto o problema.
Conforme relembra o jornal The Guardian, a interferência humana nas observações do espaço cria muitos problemas aos astrónomos, pelo que é importante saber identificar as fontes da interferência e explicar como surgiram. Este caso verificou-se no radiotelescópio de Parkes, um dos mais importantes na missão que levou o homem à Lua pela primeira vez.

Fonte: Diário de Notícias