quinta-feira, 5 de junho de 2014

Rastreio ocular deteta sinais de autismo em bebés

Uma investigação levada a cabo por cientistas norte-americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebés com até dois meses de vida. Os investigadores analisaram o olhar das crianças, do nascimento até aos três anos, em direção aos rostos de outras pessoas e descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido, uma das marcas do autismo, nos primeiros meses de vida.
A pesquisa, publicada na revista «Nature», aumentou a esperança de que o autismo seja tratado de forma mais precoce, afirmou um cientista britânico.
No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreio visual para medir a forma como os bebés olhavam e respondiam a estímulos sociais.
Os cientistas concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a ver vídeos de interações humanas.
O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que «foi possível detetar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida».
O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.
Warren Jones e o colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos. Treze das crianças, 11 meninos e duas meninas, foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo, uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.
Os cientistas voltaram então a observar os dados do rastreio ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente: em crianças com autismo, o contacto visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida. Warren Jones salvaguarda que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.
Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo. Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, os investigadores desenvolvem a capacidade de aprimorar o tratamento.
Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, sedeada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi «baseada numa amostra muito pequena e tem que ser replicada numa escala muito maior antes de se poderem tirar conclusões concretas».
O autismo é um transtorno muito complexo. Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspetos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do paciente sejam identificadas. É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Skype vai traduzir video-chamadas em tempo real

Skype Translantor é a nova funcionalidade do Skype que vai permitir ter uma conversa entre pessoas que falam línguas diferentes sem se tornar complicado. À medida que um dos utilizadores acaba uma frase, o outro poderá ver a legenda dessa frase no seu dispositivo. De acordo com o site Engadget, esta funcionalidade vai estar disponível em versão beta até ao final de 2014, não se sabendo ainda quais as línguas que vão ser suportadas na fase inicial.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 3 de junho de 2014

Junho, um mês de chuvas de estrelas

Com maior ou menor intensidade, são 22 os fenómenos que irão ocorrer ao longo do mês de junho. Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), salienta que "quando se apresentam estes dados pressupõe-se que a observação é feita em condições próximas do ideal". Isto é, num local sem luminosidade e com Lua Nova.
A primeira chuva de estrelas ocorre na noite de quarta para quinta-feira, com dois fenómenos quase em simultâneo, as Omega Escórpidas e Escórpidas Sagitáridas, Para observar este fenómeno deve-se olhar para sul, em direção à constelação de Escorpião.
A segunda chuva de estrelas, no dia 5, está associada ao cometa Mellis de 1915. As estrelas cadentes parecem vir da constelação de Sagitário, visível também a sul. Os meteoros têm também velocidades moderadas ou lentas. Neste dia é ainda possível observar a chuva de Chi Escórpidas, novamente a partir da constelação de Escorpião.
No dia 6, proveniente da constelação de Sagitário, é possível ver a chuva de estrelas das Gamma Sagitáridas, enquanto a 7 será possível observar duas chuvas de estrelas em simultâneo: as Ariétidas e as Zeta Perséidas.
As Ariétidas são a chuva mais importante de junho, uma vez que irão cair uma média de 66 meteoros por hora. É possível ver esta chuva olhando para Noroeste, na direcção da constelação de Carneiro. O melhor momento para as ver é antes do amanhecer.
Próximo desta radiante, e a sul da mesma, encontram-se as Zeta Perseídas, uma das chuvas mais importantes do mês. Visível também pouco antes do amanhecer, irá produzir uma média de 20 meteoroso por hora. Também será visível na noite de 9 de junho.
Seguem-se depois fenómenos com menor impacto visual, como as Escórpidas e a Líbridas (8 de junho), a chuva das Tau Hercúlidas (9 de junho) e as Theta Ophiúchidas (10 de junho).
A 15, 16, 18, 20 e 26 de junho é ainda possível ver vários outras chuvas de estrelas. A 27 de junho ocorrem quatro chuvas: Tau Cétidas (constelação de Baleia), as Escútidas, cuja radiante se localiza na constelação de Escudo, as Rho Sagitáridas, com a radiante na constelação de Sagitario e as Boótidas de Junho, com uma radiante visível na constelação do Pastor.
A 29 de junho é possível a chuva das Beta Táuridas, com a radiante visível ainda durante o dia. O Sol encontra-se alinhado com a constelação de Gémeos, perto de Touro. A observação será mais favorável antes do amanhecer. Phi Ofiúquidas, visível na constelação de Oficúo, e Tau Acuáridas, são as últimas duas chuvas, ambas com pouco impacto em termos de visibilidade de meteoros.
"Trata-se de uma coincidência estas ocorrências todas no mesmo mês", refere Rui Agostinho. Que explica que, ao longo das décadas, "os cometas vão deixando rastos de poeiras em órbitas que passam próximo da órbita da Terra". "Como a cauda do cometa ocupa um grande volume no espaço, a órbita da Terra acaba por passar nesta nuvem de detritos", justifica o responsável do Observatório Astronómico de Lisboa.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Já é possível ter internet de alta velocidade na Lua

A NASA e o MIT revelaram recentemente ter conseguido transmitir informação de e para a Lua através de uma tecnologia que utiliza lasers para disseminação dos dados a passar entre dois pontos.
Os primeiros teste conseguiram registar velocidades de upload de 19,44 megabits por segundo e velocidades de download de 622 megabits por segundo. Porém, se isto lhe parece pouco, saiba que a distância que nos separa da lua é de cerca de 385 mil quilómetros, dado que dá ainda mais validade à experiência realizada por estas duas entidades.
Mas não é só. A velocidade de upload registada é, segundo explica a Time, mais do que suficiente para fazer o stream em alta definição de um programa televisivo, um filme ou manter um chat de vídeo.
Com este avanço, os investigadores esperam no futuro poder ter uma melhor cobertura de internet a partir do espaço e uma imagem mais detalhada da informação enviada pelos satélites em tempo real.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 1 de junho de 2014

Plataforma permite aos doentes consultarem médicos pela Internet

Uma empresa portuguesa lançou este mês uma plataforma online que permite colocar perguntas a médicos ou esclarecer dúvidas por videochamada, tendo de momento mais de 300 clínicos que aderiram de forma voluntária.
A ideia deste site, que estreou a 19 de maio e já conta com mais de 100 questões colocadas por doentes, surgiu com a constatação de que os portugueses têm uma grande tendência de ir procurar informações de saúde na internet.
«Nem sempre é o sítio indicado para procurar informações de saúde. Quando as pessoas querem ter informação fidedigna e útil têm de falar diretamente com o médico», justifica Miguel Castro, empresário responsável pelo site www.doctorhome.pt.
Aproveitando as novas tecnologias, a plataforma pretende facilitar o contacto com os médicos, tornando-o mais ágil e direto: «O que pretendemos é evitar que procurem informação na internet de forma desregrada, que vão à internet mas ao sítio certo, falando com o seu médico».
Miguel Castro salienta que este site não está dirigido para questões urgentes de saúde, lembrando que, perante uma urgência, um doente deve dirigir-se ao hospital ou contactar a linha saúde 24.
Apesar disso, a plataforma estabelece um prazo de 72 horas para os médicos responderem às perguntas deixadas pelos doentes, de forma a responder às expetativas dos utilizadores e permitir que o fluxo de questões funciona.
A entrada no site é gratuita e o utilizador pode escolher o médico que mais lhe convém, procurando por critérios de pesquisa como a especialidade ou a localidade. «Quando encontram o médico que consideram adequado podem entrar em contacto ou através de uma pergunta ou de uma videochamada, que pode ser muito útil para os portugueses emigrados. Pode também marcar-se consulta presencial ou marcar visita no domicílio», explica o responsável da plataforma.
O valor cobrado por cada serviço é definido pelo médico que é a quem cabe passar a respetiva fatura. Os pagamentos podem ser feitos por transferência bancária, através de referência multibanco ou por cartão de crédito.
Miguel Castro acredita que a maioria dos médicos está disponível para responder de forma gratuita às perguntas ou então cobrar um «valor simbólico» (entre um ou dois euros) que funcione como uma espécie de triagem de perguntas efetivamente genuínas.
Atualmente a plataforma tem 325 médicos distribuídos por 49 especialidades, que vão desde a medicina geral e familiar, à cardiologia, pediatria, urologia e também estomatologia e medicina dentária.
A adesão dos médicos a esta plataforma é voluntária, mas o seu registo tem de ser sujeito a validação, que passa por comprovar o registo na Ordem dos Médicos.
A partir do momento em que o clínico é admitido, passa a ser um perfil público, onde constam as suas habilitações, área profissional, idade, anos de carreira e outros elementos, como fotografia.
Para interagirem com os doentes ou marcarem consultas, os médicos têm de subscrever um plano profissional, que custa 190 euros numa adesão anual. Por cada consulta ou serviço que cobrem, a empresa retém uma percentagem para si.
Miguel Castro reconhece que este «produto inovador» é dirigido a uma classe «altamente conservadora» como a dos médicos, mas considera que a plataforma vem «preencher um nicho de mercado e resolver um problema evidente», que é a busca de informação pouco fidedigna na internet.
«Nós não fazemos consultas online. O que fazemos é facilitar o contacto entre o médico e o utente», refere, lembrando que cabe aos profissionais de saúde de que forma encaminham o contacto com os doentes.
Atualmente, segundo Miguel Castro, a média de idades dos médicos aderentes ronda os 50 anos.

Fonte: TVI24