quarta-feira, 30 de abril de 2014

Meia centena de múmias encontradas no Vale dos Reis

Meia centena de múmias foram encontradas no Vale dos Reis, em Luxor, na grande necrópoloe real da antiga Tebas, de há mais de três mil anos.
Entre os corpos embalsamados, rodeados de restos de madeira, panos, vasos, etc., estão príncipes e princesas da XVIII dinastia, uma das mais importantes do Antigo Egito, a que pertenceram faraós como Tutmosis III, Akenatón e Tutankamón.
É uma descoberta "apaixonante", afirmou ao El Pais a especialista Salima Ikram. "Há que analisá-lo detalhadamente mas, sem dúvida, é um grande achado". A descoberta, realizada por uma equipa da Universidade de Basileia, liderada por Helena Ballin, aconteceu na tumba número 40 do Vale dos Reis, uma das menos estudadas e mais mal conservadas do vale. Foi escavada, muito superficialmente, em 1899, por Victor Loret, que não publicou qualquer artigo sobre os seus achados. Sabe-se que tinha sido saqueada várias vezes, quer na Antiguidade quer no século XIX.
Até agora já foram identificados 30 nomes, graças às inscrições em vários elementos, como vasos funerários. Oito desses nomes são de filhas dos reis e quatro são de príncipes. Tratar-se-iam, segundo os especialistas, de Tutmosis IV e Amenofis III. Há ainda várias mulheres com nomes estrangeiros. A maioria dos corpos pertence a adultos mas há também algumas crianças, bem mumificados, o que não era muito comum no Antigo Egito, incluindo recém-nascidos.
"Cremos que estamos perante membros da família real", explicou Suzanne Bickel. que integra a equipa de arqueólogos a trabalhar no local.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 29 de abril de 2014

Estranho pirateou intercomunicador para observar bebé à noite

Um jovem casal norte-americano acordou durante a noite com a voz de um homem a gritar no quarto da filha de 10 meses. O indivíduo pirateou o monitor, com câmara de vigilância, que estava no quarto da bebé, e falou com a criança.
«Acorda bebé!». Foram estas as palavras que Heather e Adam Schreck, de Cincinnati, no Ohio, ouviram a meio da noite.
De acordo com o «Mail Online», a mãe da criança pegou de imediato no telemóvel para ver as imagens que estavam a ser filmadas pelo dispositivo colocado no berço. A mulher depressa percebeu que algo de anormal se passava: a câmara do intercomunicador estava em movimento, quando apenas o deveria estar se a bebé estivesse acordada, e temeu que houvesse alguém no quarto.
Ao ouvir o «hacker» gritar outra vez, e de forma repetida, «acorda bebé!», o pai correu para o quarto da menina. Com raiva, o pirata informático começou a gritar palavrões até Adam Schreck desligar o dispositivo.
Em pânico após o incidente, os pais da criança reforçaram a segurança do dispositivo e alteraram as palavras-passe. Mas o casal não pode agora deixar de se perguntar como é que o «hacker» conseguiu manobrar o dispositivo e, sobretudo, há quanto tempo é que ele os observava.
Esta não é a primeira vez que um incidente do género acontece nos Estados Unidos. Em agosto de 2013, o intercomunicador de um casal em Houston, no Texas, também foi pirateado por um indivíduo que lhes insultava o bebé.

Fonte: TVI24

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mundial de futebol Brasil 2014 vai ter tecnologia para controlo de golos

O Mundial de 2014, que se realiza no Brasil, será o primeiro da história  a usar a tecnologia “Goal Line Technology” (Tecnologia da Linha do Golo)., conta a Exame Brasil.
A tecnologia usa 14 câmaras de alta resolução para observar a bola, que estão divididas em dois grupos de sete para cada baliza. As câmaras vão estar instaladas nas estruturas dos estádios e enviam as imagens para computadores que fazem posteriormente o processamento do que é filmado.
Cada aparelho produz 500 imagens por segundo. Ao todo, cada golo usa 3.500 imagens por segundo para perceber se foi ou não golo.
Assim que a bola atravessa a linha de golo, o árbitro recebe um aviso num relógio de pulso. O aviso demora apenas um segundo a ser enviado.
Os sensores estarão instalados em todos os 12 estádios que irão receber os jogos do Mundial.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 27 de abril de 2014

Ter gadgets topo de gama impulsiona a carreira

Um estudo, recentemente publicado pelo 'The Journal of Product Innovation Management', sugere que usar os gadgets topo de gama de última geração pode mesmo impulsionar a carreira e melhorar a imagem no local de trabalho, especialmente se estivermos a falar de trabalhadores ligados aos negócios. "A facilidade na utilização das tecnologias de ponta está associada ao espírito de inovação", escreve a autora do estudo, a professora de marketing da Universidade da Carolina do Norte, Stacy Wood. "Quem as usa é tido como uma pessoa autoritária com grande capacidade de liderança", acrescenta. Para chegar a esta conclusão, numa das fases da experiência, os investigadores chamaram atores apreciados sobretudo pela sua imagem. Num primeiro momento fizeram-nos escrever numa agenda em papel e, num segundo momento, numa agenda eletrónica. Enquanto isto os pesquisadores observavam as reações dos sujeitos convidados a participar no estudo. O que resultou desta fase da pesquisa foi a convição de que os atores que usavam a agenda eletrónica transmitiam uma imagem mais autoritária. O estudo revelou também que estes estigmas em relação à utilização de tecnologia de ponta se refletem mais nas mulheres do que nos homens.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 26 de abril de 2014

Cromossoma Y apareceu há 180 milhões de anos

Uma pesquisa feita por investigadores do Instituto Suíço de Bioinformática hoje divulgada estima que o cromossoma Y, que distingue os machos das fêmeas a nível genético, apareceu há cerca de 180 milhões de anos.
A equipa, liderada por Henrik Kaessmann, professor associado do Centro de Genómica Integrativa, no Instituto Suíço de Bioinformática, analisou amostras de vários tecidos masculinos, nomeadamente os testículos, de espécies diferentes e recuperaram os genes do cromossoma Y das três principais linhagens de mamíferos.
A primeira foi a dos placentários, que incluem seres humanos, macacos, roedores e elefantes, seguindo-se a dos marsupiais (como gambás e cangurus) e, por último, os monotremados (mamíferos que põem ovos, como o ornitorrinco e a equidna, uma espécie de porco-espinho australiano).
No total, os investigadores trabalharam com amostras de 15 mamíferos diferentes, representando três linhagens, mas incluíram o frango para estabelecer a comparação, descreve o estudo hoje publicado pelo SciencieDaily.
Ao invés de sequenciarem todos os cromossomas Y, o que teria sido uma "tarefa colossal", os pesquisadores compararam as sequências genéticas de tecidos masculinos e femininos para eliminar todas as sequências comuns a ambos os sexos, visando manter apenas as sequências correspondentes ao cromossoma Y.
Deste modo, os pesquisadores conseguiram estabelecer o maior atlas genético deste cromossoma masculino à data, concluindo que o mesmo gene que determina o sexo, chamado SRY, fora formado há 180 milhões de anos no antepassado comum dos placentários e marsupiais.
Em seres humanos e outros mamíferos, a diferença entre sexos depende de um único elemento do genoma: o cromossoma Y, que está presente apenas nos machos, com dois cromossomas sexuais X e Y, enquanto as fêmeas têm dois cromossomas X.
O Y é responsável por todas as diferenças morfológicas e fisiológicas entre machos e fêmeas, no entanto, há muito tempo o X e Y eram tidos como idênticos até que o Y se começou a diferenciar. Segundo a equipa, outro gene, AMHY, responsável pelo aparecimento de cromossomas Y dos monotremados terá aparecido a 175 milhões de anos.

Fonte: Diário de Notícias