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terça-feira, 30 de junho de 2015

Robô põe paraplégico a andar

Jovem já não andava pelos próprios pés há dois anos. Foi revelado um vídeo emocionante que mostra um homem paralítico há dois anos a andar pela primeira vez, com a ajuda de um fato robótico. As imagens captadas no centro de reabilitação em Northamptonshire, Reino Unido, mostram Simon Kindleysides – que sofre de um distúrbio neurofuncional – a dar os primeiros passos vestindo o fato robótico 'Rex'. Pela primeira vez, desde que está numa cadeira de rodas, este paciente conseguiu andar pelos próprios pés. Simon afirma que se sente de novo "um homem de um metro e oitenta" e confessa que foi uma experiência "fantástica". O fato 'Rex' é descrito como o primeiro dispositivo robótico para andar de mãos-livres uma vez que é controlado de forma independente. O norte-americano Simon Kindleysides, de 31 anos, também afetado por um tumor cerebral, recomenda a experiência a todos aqueles que estejam dependentes de uma cadeira de rodas.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cientistas desenvolvem vacina que neutraliza VIH em ratos

Descoberta pode fornecer informação crucial para se chegar a uma vacina eficaz contra a Sida.
Um grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em ratos os anticorpos necessários para neutralizar o vírus do VIH, que provoca a Sida.
As conclusões foram publicadas em três estudos divulgados quinta-feira nas revistas especializadas Cell e Science.
Os estudos foram realizados por cientistas de dois centros norte-americanos, o Instituto de Investigação Scripps e da Universidade Rockefeller, e pela Iniciativa Internacional da Vacina da Sida.
A descoberta pode fornecer informação crucial para se chegar a uma vacina eficaz contra a Sida, referem no estudo os autores.
A natureza mutante do vírus VIH, assim que entra no corpo, tem sido uma frustração para os investigadores, que têm feito um enorme esforço para compreender o comportamento do vírus.
Nos últimos anos, os cientistas conseguiram perceber que um pequeno grupo de pessoas que vive com VIH desenvolve anticorpos que neutralizam amplamente o vírus.
Os investigadores que publicaram o estudo conseguiram demonstrar que é possível gerar aqueles anticorpos em ratos através de uma sucessão de vacinas.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 26 de maio de 2015

Doentes vão poder tratar depressão através do smartphone

A partir de setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de autoajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.
Esta plataforma, que faz parte de um projeto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.
Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.
A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.
Reconhecendo que nem todos os utentes usam internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.
Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.
“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas.”
Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.
“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento.”
Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.
“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interação do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro.”
Para pôr em prática este projeto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.
O projeto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projeto “vai para o terreno depois de setembro”.
Em setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais - entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.
Ao todo o projeto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.
O projeto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.
Este projeto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.
A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio.

Fonte: TVI24

domingo, 24 de maio de 2015

Após anos de dores, mulher descobre que é alérgica ao sémen do marido

Britânica que sentia fortes dores após ter relações sexuais foi durante anos erradamente diagnosticada com uma doença sexualmente transmissível. Uma condição que pode afetar até 12% das mulheres.
O caso é raro mas grave e surge agora em público em jeito de alerta para o facto de muitos médicos não estarem alertados para a possibilidade: Marie Cuthbertson, hoje com 50 anos, sofreu mais de dez anos de cada vez que tinha relações sexuais com o marido, Mark. Só ao fim de uma década é que descobriram que ela é alérgica ao sémen do homem que escolheu para se casar.
O problema surgiu quando ela tinha cerca de 30 anos. Após ter relações sexuais com o marido, de todas as vezes, Marie Cuthbertson sentia dores intensas e uma grave inflamação vaginal.
Consultou vários médicos de clínica geral e todos lhe disseram que se trataria de uma doença sexualmente transmissível, receitando-lhe antibióticos.
"Todos os médicos desvalorizaram a minha ideia de que estaria a ter uma reação física ao sexo", disse a britânica ao jornal Daily Mail. "Eles diziam que essas coisas não acontecem e sugeriram que o meu marido estivesse a ser infiel - o que é insultuoso para ambos".
Os antibióticos que os clínicos receitaram a Marie não fizeram qualquer efeito e o casal adaptou-se como pôde - chegaram a ter um filho. Mas o sofrimento continuou.
"A inflamação [vaginal] só atingia o ponto máximo horas após [o ato sexual]. Por isso eu tinha a certeza de que não se tratava de uma simples infeção", prossegue a mulher.
Até que, há cerca de dez anos, um clínico geral a encaminhou para uma clínica ginecológica, onde finalmente lhe fizeram o diagnóstico correto: Marie é alérgica ao sémen do marido e só consegue evitar a reação alérgica utilizando preservativos.
Esta é uma condição rara, mas mais frequente do que talvez se possa pensar: segundo especialistas ouvidos pelo Mail, uma em cada dez mulheres pode ter esse problema - e poderá não o ter diagnosticado.
E não são as únicas: o também britânico Express refere um estudo científico holandês que identificou 45 homens com reações alérgicas ao seu próprio sémen, sentindo com fortes dores e sintomas semelhantes aos da gripo de cada vez que ejaculam.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 23 de maio de 2015

Novos medicamentos vão "revolucionar" tratamento da trombose

Nova classe de fármacos já está disponível em Portugal, mas é preciso uniformizar tratamentos.
O cirurgião vascular Armando Mansilha disse hoje que existe uma nova classe de fármacos, com "comprovada eficácia" e com "melhoria do perfil de segurança", que provavelmente "vai revolucionar todo o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar".
Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que "a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso".
A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, "diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controle laboratorial regular", sublinhou.
O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.
Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, "estão a ser progressivamente introduzidos" no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.
Este é um dos objetivos do livro "Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso - evidência e recomendações", coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da cirurgia vascular, medicina interna, oncologia médica, obstetrícia e imunoterapia, entre outras.
O documento, considerado o "mais completo" manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.
O objetivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).
Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 16 de maio de 2015

Cientistas alertam para mutação de estirpe da tifoide

Criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Um grupo de cientistas alertou, esta segunda-feira, para uma mutação na estirpe da tifoide que criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Segundo um artigo divulgado na Nature Genetics, a mutação foi detetada em amostras de bactéria recolhidas em 63 países. As amostras revelaram uma estirpe multirresistente, denominada H58, que não responde aos antibióticos.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Células estaminais podem sofrer mutações e originar cancros

O investigador português Dinis Calado, do Francis Crick Institute, no Reino Unido, revelou que "vários tipos de cancro têm origem nestas células".
O investigador português Dinis Calado, do Francis Crick Institute, no Reino Unido, disse hoje no Porto que as células estaminais, fundamentais para a formação e manutenção dos nossos órgãos, podem sofrer mutações e originar vários tipos de cancro.
"Vários tipos de cancro têm origem nestas células, que por si só não têm uma capacidade proliferativa muito grande, mas que, devido a mutações que poderão ocorrer, perdem essa restrição e acabam por proliferar muito. O tumor é constituído por vários tipos de células e dentro desses grupos de células existirão algumas que têm uma capacidade percussora do tumor", explicou à Lusa o investigador.
Dinis Calado falava no âmbito do Porto Cancer Meeting, a decorrer até sexta-feira, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), sobre o tema "Células Estaminais e o Cancro".
"Tentar perceber como é que células estaminais normais funcionam talvez ajude a perceber como é que essas células cancerígenas que poderão ter características de células estaminais nos tumores poderão ser eliminadas. E, assim, fazer com que os tratamentos sejam mais eficazes", sublinhou.
Dinis Calado desenvolve investigação na área da genética em ratinhos, no The Francis Crick Institute.
"Tentamos modelar doenças cancerosas do foro sanguíneo, tais como leucemia e linfomas. Fazemos uma comparação de tumores entre espécies para tentar encontrar mutações que são conservadas de forma evolutiva. Apesar de sermos muito diferentes dos ratinhos, como é óbvio, a formação de cancros tem mutações que são idênticas. Às vezes, o que acontece em tumores humanos é que há muitas mutações e não sabemos quais as que devemos estudar. Então, uma comparação entre espécies diferentes poderá ajudar-nos a priorizar quais as mutações a estudar", explicou.
Com o tema "Células Estaminais e o Cancro", a XXIII edição do Porto Cancer Meeting reúne especialistas portugueses na área a trabalhar em centros de investigação nacionais, investigadores portugueses que estão no estrangeiro em centros de referência nesta matéria e ainda especialistas estrangeiros vindos de todo o mundo.
O principal objetivo é "conseguir juntar, num ambiente informal, vivo e cientificamente dinâmico, investigadores, estudantes e todos os que trabalham em cancro na discussão à volta de um tema chave do cancro. Aliás, tem sido hábito do Porto Cancer Meeting promover, durante e após a reunião, a interação entre grupos, criando as condições para novas colaborações, ou seja, aumentar as parcerias de investigação e a mobilidade de estudantes", salienta a organização.
Este ano, as comunicações centram-se na relevância das células e das características estaminais no cancro para a progressão tumoral, nomeadamente a sua agressividade, heterogeneidade e resistência à terapia.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 23 de abril de 2015

App deteta depressão em jovens

Para um adolescente com depressão, e outras doenças do mesmo género, pode ser difícil admitir que precisa de ajuda ou mesmo perceber qual é o problema. Investigadores da Universidade de New Jersey, nos Estados Unidos, estão a trabalhar numa aplicação para smartphones que ajuda a detetar padrões mais preocupantes para os pais e ajuda a combater o suicídio dos adolescentes. A app é da autoria de Yanyong Zhang e Brian Chu, ambos professores da Universidade, e foi desenvolvida com a ajuda de estudantes do laboratório de Redes e Informações sem Fios. Chama-se 'Crowd++' e foi desenhada para identificar hábitos sociais específicos que possam resultar em problemas mais profundos. 'Crowd++' é uma combinação de três sistemas de monitorização. Primeiro, a app usa o microfone do telefone para procurar atividade social e movimento. Depois, as chamadas e mensagens são monitorizadas. Por fim, são feitos questionários diários aos adolescentes que são convidados a descrever como se sentem. A aplicação tem algumas limitação e, para funcionar como é suposto, o utilizador não se pode esquecer do telemóvel, desligá-lo com frequência ou recusar-se a falar acerca dos sentimentos diariamente.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 11 de abril de 2015

Cães treinados conseguem detetar até 98% dos cancros na próstata

Dois cães de raça pastor alemão foram treinados para detetar cancro na próstata em homens e o resultado é surpreendente. Segundo conta este sábado o The Mirror, estes dois cães cheiraram a urina de 900 homens e conseguiram detetar se tinham ou não cancro em quase 99% dos casos.
Das 900 urinas farejadas pelos cães, 360 correspondiam a homens portadores de cancro na próstata e 540 a homens que não sofriam desta doença. Um dos cães conseguiu identificar 98,7% dos portadores, já o outro identificou 97,6%.
Desenvolvido no Departamento de Urologia do centro de investigação do ‘Instituto Clinico Humanitas’, em Milão, este estudo é classificado pelo cofundador como “espetacular”. O Dr. Claire Guest diz que o estudo encontrou uma taxa de fiabilidade na ordem dos 93%, mas ‘nem tudo são rosas’.
Embora estes dois cães tenham sido treinados para detetar compostos orgânicos específicos do cancro da próstata, os investigadores alertam para a dificuldade em ter este tipo de deteção no dia-a-dia.

Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

Novo tratamento passa por estimular o crescimento das células cerebrais, melhorando a memória a curto e longo prazo.
Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos elétricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.
O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.
Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.
A investigação mostra que as novas células, ou neurónio, podem ser formadas através do estímulo da parte frontal do cérebro, que está envolvida na retenção da memória, através do recurso a impulsos elétricos.
"O aumento de células cerebrais reduz a ansiedade e a depressão e promove a aprendizagem, impulsionando, em termos globais, a formação e retenção de memória", indicou a universidade em comunicado citado pela agência noticiosa Xinhua.
Segundo a universidade, cujos cientistas testaram os impulsos em ratos, os resultados da investigação abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao nível do tratamento de pacientes que sofrem de perda de memória no devido a condições relacionadas com a demência, como as doenças de Alzheimer e mesmo de Parkinson.

Fonte: Diário de Noícias

quinta-feira, 2 de abril de 2015

«Medicamento» com mil anos pode matar superbactéria

Uma mezinha com mais de mil anos pode vir a revelar-se eficaz no combate à superbactéria MRSA, de acordo com uma nova investigação citada pela CNN. A MRSA é uma bactéria do tipo staphylococcus, resistente aos antibióticos.
Os cientistas descobriram agora que uma poção usada no século X para tratar infeções oculares poder revelar-se eficaz. A «receita» para a mezinha foi encontrada na British Library, num livro encadernado a couro do Bald's Leechbook», conhecido por ser um dos mais antigos livros de medicina.
Christina Lee, investigadora da Universidade Nottingham, traduziu o document, apesar de se ter deparado com algumas ambiguidades no texto. «Escolhemos esta receita no Bald's Leechbook por conter ingredientes como o alho, que são investigados por outros cientistas por causa das suas supostas capacidades antibacterianas, diz Christina Lee, num vídeo publicado no site da Universidade.
A receita é à base de alho, alho porro ou cebola, vinho e bilis de vaca, tudo misturado num recipiente de bronze. «Recriámos a receita da forma mais fidedigna que conseguimos. O livro dava instruções muito precisas quanto às quantidades dos diferentes ingredientes e pela ordem que deveriam ser misturados. Tentámos seguir isso o mais possível», disse a microbiologista Freya Harrison, que liderou o trabalho em laboratório.
Os cientistas testaram o produto final em culturas de MRSA. Não depositavam grandes esperanças, mas ficaram surpreendidos com os resultados.
«Descobrimos que a receita é extremamente potente como antibiótico para combater o Staphylococcos», revela Freya Harrison.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 18 de março de 2015

Realizado o primeiro transplante de pénis bem-sucedido

Uma equipa de médicos sul-africanos anunciou hoje ter realizado o primeiro transplante de pénis bem-sucedido do mundo, três meses após a inovadora operação.
O doente, de 21 anos, tinha sofrido uma amputação do pénis há três anos, após uma infeção causada por uma circuncisão mal feita numa cerimónia de iniciação tradicional africana.
Numa operação de nove horas, efetuada no Hospital Tygerberg, na Cidade do Cabo, ele recebeu o seu novo pénis de um dador morto a cuja família os médicos agradeceram.
"Provámos que pode ser feito -- podemos dar a alguém um órgão tão bom como o que tinha", disse Frank Graewe, diretor do serviço de cirurgia plástica reconstrutiva da Universidade Stellenbosch, no sudoeste da África do Sul.
"Foi um privilégio participar no primeiro transplante de pénis bem-sucedido em todo o mundo", acrescentou.
Os médicos indicaram que o homem, cuja identidade não foi revelada, fez uma recuperação total desde a operação, a 11 de dezembro, e recuperou todas as funções urinárias e reprodutivas.
"O nosso objetivo era que ele estivesse totalmente funcional ao fim de dois anos e estamos muito surpreendidos com a sua rápida recuperação", afirmou Andre van der Merwe, diretor do serviço de urologia de Stellenbosch.
Um transplante semelhante tinha já sido feito, com êxito, em 2006, na China, mas os médicos tiveram de remover o órgão ao fim de duas semanas devido a "um grave problema psicológico do recetor e da sua mulher".
Todos os anos, muitos adolescentes sofrem amputações de pénis em consequência de circuncisões mal feitas em cerimónias de iniciação.
"Existe na África do Sul uma maior necessidade deste tipo de procedimento do que no resto do mundo", sublinhou Van der Merwe em comunicado.
Os adolescentes africanos de alguns grupos étnicos passam cerca de um mês isolados no mato ou em regiões montanhosas como parte da sua iniciação à idade adulta. A experiência inclui circuncisão, bem como lições de coragem e disciplina masculinas.
No ano passado, uma comissão concluiu que 486 rapazes tinham morrido nas escolas de iniciação de inverno entre 2008 e 2013, sendo uma das principais causas complicações provocadas por infeções pós-circuncisão.
"Para um jovem de 18 ou 19 anos, a perda do pénis pode ser profundamente traumática e ele não tem necessariamente a capacidade psicológica para processar isso, havendo mesmo casos de suicídio", observou Van der Merwe.
O médico descreveu o dador anónimo e a sua família como "os heróis" desta história.
"Eles salvaram as vidas de muitas pessoas, porque doaram o coração, os pulmões, os rins, o fígado, a pele, as córneas e o pénis", frisou.
A equipa sul-africana é composta por três médicos experientes, coordenadores de transplantes, anestesistas, enfermeiros, um psicólogo e um especialista em ética.
Os cirurgiões da Universidade de Stellenbosch e do Hospital Tygerberg tinham procurado intensivamente um dador compatível como parte de um estudo piloto para desenvolver os transplantes de pénis em África.
Algumas técnicas foram desenvolvidas a partir do primeiro transplante facial, em França, em 2005.
A equipa tenciona, agora, realizar mais nove operações semelhantes.
A África do Sul é, há muito, pioneira nas cirurgias de transplante: em 1967, Chris Barnard realizou o primeiro transplante de coração no Hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo.
O cidadão chinês que rejeitou o seu novo pénis em 2006 recebeu o órgão transplantado quando os pais de um homem em morte cerebral aceitaram doá-lo.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 8 de março de 2015

Doar cérebros à ciência para estudar danos sofridos na carreira

Em 2014 foi provado que 76 de 79 ex-jogadores da NFL sofreram lesões cerebrais. A liga de futebol americana poderá ter de pagar mil milhões de euros em indemnizações.
Os números da NFL (liga de futebol americano) são assustadores: em cada temporada registam-se entre 120 a 150 casos de concussões cerebrais, muitas delas após cargas superiores a 150 kg. Nesse sentido, desde há alguns anos, vários jogadores decidiram doar os seus cérebros para a ciência, como foi agora o caso do ex-jogador Sidney Rice e de Steve Weatherford, dos New York Giants. Tudo para que se possam realizar mais estudos sobre os danos sofridos pelos cérebros ao longo de uma carreira.
Ainda no ano passado foi tornado público que após análise de 79 cérebros de ex-jogadores da NFL 76 tinham lesões. Foi também com base nestes dados que Sidney Rice terminou a carreira em 2014 após ganhar o Superbowl ao serviço dos Seahawks, alegando que o fez para evitar potenciais traumas cerebrais.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 3 de março de 2015

Veículos com sistema para ligar ao 112 a partir de 2018

Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) aprovaram nesta segunda-feira, em Bruxelas, a instalação de dispositivos automáticos de chamadas de emergência (eCall) nos veículos motorizados fabricados a partir de 2018.
O sistema de chamadas de emergência foi concebido para tornar mais rápidos os serviços de emergência à escala da UE em caso de acidente de viação, esperando-se que contribua para reduzir o número de vítimas mortais.
A partir de 31 de março de 2018, serão instalados os aparelhos sem fios eCall, que ativam automaticamente um sinal de alarme para o número europeu de emergência, 112.
O eCall, que será compatível com os sistemas de navegação por satélite, deverá reduzir para metade o tempo de resposta a emergências.
A infraestrutura para o sistema eCall deverá estar operacional até 01 de outubro de 2017 e a sua utilização estará acessível a todos os consumidores e gratuita.
Em termos de salvaguardas, os veículos não serão objeto de localização constante e os dados relativos às localizações anteriores do veículo serão permanentemente apagados e não serão comunicados a terceiros sem o consentimento do proprietário do veículo.
A decisão do Conselho de Ministros da UE será confirmada, sem alterações, pelo Parlamento Europeu ainda antes do Verão.

Fonte: TVI24

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Anticoagulantes podem prevenir AVC em doentes com arritmia cardíaca

Pessoas com arritmias têm risco de AVC cinco vezes superior ao da restante população.
As pessoas com arritmia cardíaca denominada fibrilhação auricular têm cinco vezes mais probabilidade de sofrer um Acidente Vascular Cerebral fatal ou com sequelas graves, mas existe medicação que pode prevenir a maioria desses acidentes, disse um especialista.
Victor Gil, professor da Faculdade e Medicina de Lisboa e coordenador da unidade cardiovascular do hospital dos Lusíadas, disse hoje à agência Lusa que estes novos medicamentos "abrem uma nova esperança" no tratamento dos doentes com fibrilhação auricular, doença na origem de 20 por cento do total de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), uma das principais causas de morte em Portugal.
No dia em que arranca no Algarve o 9.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, Victor Gil explicou à Lusa que todos os "doentes hipertensos têm que manter a sua pressão arterial controlada ao longo da vida", mas alertou que há "2,5 por cento da população portuguesa" com fibrilhação auricular e que essa arritmia afeta "mais de 10 por cento da população com mais de 80 anos".
"Muitos dos AVC têm que ver com antecedentes de tensão arterial, mas há também um grupo muito importante de AVC associado ao aparecimento de uma arritmia, que é a fibrilhação auricular. Cerca de 20 por cento ou mais dos AVC devem-se a essa arritmia e são geralmente evitáveis pelo uso adequado de medicamentos que dificultam a coagulação do sangue", afirmou.
Estas pessoas, disse, "têm um risco de AVC cinco vezes superior ao da população normal", mas "a maior parte deles são possíveis de evitar" com a administração dos "chamados anticoagulantes".
"Essa terapêutica anticoagulante, até há uns anos atrás, era extremamente difícil de fazer, porque os medicamentos que existiam eram influenciados por muitos outros medicamentos, até por alimentos, e o controlo era inadequado na maior parte dos doentes", contrapôs o especialista.
Victor Gil sublinhou que já "surgiram medicamentos mais modernos", mais fáceis de utilizar e que permitem no universo desses doentes "evitar 70 por cento dos AVC", que são, advertiu, "uma das principais causas de morte em Portugal e fazem 200 vítimas fatais por 100 mil habitantes por ano".
"Nesses doentes com a fibrilhação auricular, as consequências do AVC ainda são piores, porque geralmente os AVC nestes doentes têm origem num coágulo de sangue que se forma dentro do coração, coágulo que é grande e que vai ocluir uma extensa zona do cérebro. Têm o dobro da mortalidade e um grau de incapacidade também muito maior que os outros", acrescentou.
Victor Gil recordou ainda que "o AVC é uma das principais causas de morte em Portugal, com cerca de 200 mortes por 100 mil habitantes por ano e cerca de 25 mil doentes internados por ano" devido às suas consequências graves, que provocam "incapacidade de alto grau em mais de 50 por cento dos casos".

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estudo recomenda uso de protetor solar depois de apanhar sol

Os danos sofridos na pele pelos raios ultravioletas do sol continuam durante várias horas depois do final da exposição solar, segundo um estudo publicado na revista Science.
Os efeitos adversos daquele fenómeno podem, no entanto, ser neutralizados, utilizando o protetor solar de noite, depois de ter estado a apanhar sol.
Estar exposto a radiações ultravioletas, quer de lâmpadas solares ou do sol, pode causar danos ao ADN dos melanócitos, as células da pele que produzem a melanina que dá cor à pele ou o bronzeado.
Mas numa nova investigação, os cientistas descobriram que metade dos danos provocados no ADN ocorre no escuro, após a exposição aos raios ultravioletas.
Até agora, os cientistas pensavam que a melanina protegia a pele, bloqueando os raios ultravioleta do sol.
Os cientistas descobriram que aqueles raios ativam duas enzimas que se combinam para «animar» um elétron na melanina, num processo chamado quimio-osmose que é transmitido para o DNA no escuro, criando o mesmo dano genético que os raios de sol.
No estudo, os cientistas também concluíram que a melanina pode ter efeitos adversos e estar relacionada com danos da pela.
A degradação do ADN é uma das principais causas da forma mais comum de cancro na pele.
Para chegarem a esta conclusão, os cientistas expuseram ratinhos e células de melanócito humanas a radiação ultravioleta de lâmpadas para bronzear.
A radiação causou um tipo de dano particular no ADN daquelas células, provocando que a informação genética que contém não seja transmitida de forma adequada.
A pesquisa permitiu mostrar que a melanina tem efeitos tanto cancerígenas como protetores.
«Se olhar para dentro da pele de um adulto, a melanina protege contra danos causados por raios ultravioleta, que atuam como escudos, mas também tem efeitos adversos», explicou o Douglas Brash, professor de dermatologia da faculdade de medicina da Universidade de Yale.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um simples creme apaga tatuagens

O canadiano Alec Falkenham inventou um creme que vai apagar tatuagens. Para já, este está apenas a ser testado em pele de porco, já que os tatuadores, durante a sua aprendizagem, também praticam a sua arte nestes animais. O creme, que precisa de várias aplicações para fazer efeito, atua nas células brancas do sangue que capturam a tinta. O inventor não sabe ao certo quantas aplicações são necessárias para que a tatuagem desapareça definitivamente, variando de pessoa para pessoa. Ainda assim, Falkenham afirma que o custo para remover uma tatuagem, de 10x10 centímetros, deverá rondar os 4,5 dólares (cerca de 4 euros) por cada tratamento. Esta nova fórmula poderá vir a ser a grande alternativa à remoção a laser que, para além de dolorosa e cara, deixa cicatriz. Desta forma, as milhares de pessoas com vergonha das suas tatuagens poderão apagá-las do corpo no conforto do seu lar. Alec Falkenham já está a trabalhar com as entidades competentes para o licenciamento deste produto com vista à sua comercialização.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Está a tentar engravidar? Não beba álcool!

Colégio de Obstetrícia do Reino Unido diz que abstinência, até quando a mulher está a tentar engravidar, é a única forma de garantir que bebé não é prejudicado pelo álcool.
O Colégio de Obstetrícia e Ginecologia (RCOG na sigla inglesa) do Reino Unido recomenda a não ingestão de álcool pelas mulheres que estão a tentar engravidar, aconselhando também a abstinência pelo menos nos primeiros três meses de gestação.
Segundo os especialistas britânicos, não beber álcool é a única forma de assegurar que o bebé não é prejudicado. Nos EUA, os médicos dizem que a ingestão de álcool na gravidez não é segura em qualquer altura da gestação.
De acordo com a BBC, o Colégio de Obstetrícia britânico, que emitiu agora novas diretrizes para os médicos em exercício, refere que a ingestão de álcool durante a gravidez pode afetar o feto, uma vez que o álcool passa da mãe para a criança através da placenta. Se for consumido quando a mulher está a tentar engravidar e durante os primeiros três meses de gestação, o álcool pode agravar o risco de aborto.
Após os três primeiros meses de gravidez, os especialistas britânicos aconselham as mulheres a beber apenas um ou dois copos de álcool mas até duas vezes por semana. Ultrapassar estas quantidades pode afetar o desenvolvimento do bebé, sobretudo a forma como o cérebro se desenvolve e como a própria criança cresce dentro do útero. A ingestão de bebidas alcoólicas pode levar a restrições no crescimento do feto e a um aumento do risco de nados-mortos ou partos prematuros.
Philippa Marsden, do Colégio de Obstetrícia britânico, aconselha as mulheres que planeiam engravidar a não beber durante esse período e diz mesmo que se o parceiro beber em demasia o casal terá maior dificuldade para conceber. "Durante os primeiros meses de gravidez, a abordagem mais segura é a abstenção. Depois do primeiro trimestre, é aconselhável não ultrapassar os limites recomendados se a mulher decidir beber álcool. O mesmo se aplica às mulheres que estão a amamentar", acrescenta. "Se a mulher deixar de beber a determinada altura da gravidez, pode fazer a diferença para o bebé. No entanto, em certas ocasiões, o dano já está feito e não é reversível", conclui.
Para Simon Newell, do Colégio de Pediatria britânico, as novas diretrizes são importantes, já que atualmente existe muita desinformação em relação aos efeitos do álcool na gravidez. Só no Reino Unido, cerca de 6000 crianças nascem todos os anos com problemas que resultam diretamente da ingestão de bebidas alcoólicas por parte da mãe. "É impossível dizer qual a quantidade 'segura' de álcool que uma mãe deve ingerir, uma vez que cada gravidez é diferente. O nosso conselho para às mães é que não arrisquem a saúde do bebé e não bebam álcool de todo".
Ainda assim, e porque nem todas as gravidezes são planeadas, a presidente executiva do British Pregnancy Advisory Service, que aconselha mulheres com gravidezes indesejadas no Reino Unido, explica que as mulheres que tenham bebido antes de descobrirem a gravidez não devem ficar excessivamente preocupadas ou considerar imediatamente a possibilidade de um aborto. "Não há necessidade de chegar a esse ponto de ansiedade", sublinhou.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Danos na massa cinzenta do cérebro dos fumadores podem ser reversíveis

Outros estudos têm relacionado o fumo de cigarros com o declínio cognitivo e demência e alguns referem uma degeneração cerebral.
Os danos na camada exterior do cérebro causados pelo tabagismo podem ser reversíveis depois de a pessoa parar de fumar, mas poderá levar anos, segundo um estudo hoje publicado no jornal Molecular Psychiatry, da revista Nature..
As ressonâncias magnéticas de 50 escoceses septuagenários confirmaram uma ligação entre o fumo e uma aceleração no desgaste relacionado com a idade do córtex - a camada externa da massa cinzenta, de acordo com os investigadores que publicaram o estudo. Mas os investigadores também referiram, pela primeira vez, o potencial de recuperação após a pessoa deixar de fumar.
O córtex dos ex-fumadores no grupo "parece ter recuperado parcialmente para cada ano sem fumar", de acordo com a equipa multinacional autora do estudo. Os investigadores advertem que "embora a recuperação parcial pareça possível, pode ser um processo longo".
Outros estudos têm relacionado o fumo de cigarros com o declínio cognitivo e demência e alguns referem uma degeneração cerebral.
"As evidências sugerem que os fumadores têm, em média, um funcionamento cognitivo global um pouco mais pobre numa idade avançada, assim como menores médias em vários domínios cognitivos, como a flexibilidade cognitiva e memória".
No entanto, nunca havia sido demonstrado se os efeitos poderiam reversíveis.
Neste novo estudo, o grupo de investigadores utilizou pessoas que participaram noutra investigação, em 1947, quando estavam na escola e viram as suas funções cognitivas testadas.
Os participantes sobreviventes foram submetidos a ressonâncias magnéticas, em 2007. Entre estes havia 36 fumadores, 223 ex-fumadores e 245 que nunca fumaram, tendo os participantes em média 73 anos, segundo o estudo.
Não houve diferenças significantes entre o QI (coeficiente de inteligência) na infância e na velhice, tendo sido o grupo dividido, quase igualmente, apenas entre homens e mulheres.
As análises das ressonâncias mostraram que os fumadores recorrentes "tinham um córtex mais fino do que os que nunca tinham fumado", referiu ainda o estudo.
O estudo referiu que aqueles que deixaram de fumar podem apresentar uma desaceleração, para um ritmo mais lento, do afinamento do córtex, passando a um afinamento normal característico em idades mais avançadas.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Fazer demasiado 'jogging' é tão mau como não fazer exercício físico

Um novo estudo mostra que as pessoas que praticam 'jogging' durante demasiado tempo ou com demasiada intensidade ficam com o mesmo risco de morrer que pessoas que não praticam nada.
Fazer demasiado jogging poderá ser tão mau como não fazer nenhum exercício físico, mostra um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology. O estudo acompanhou mil pessoas, das quais algumas praticavam jogging e outras não, ao longo de doze anos. Constatou-se que aqueles que corriam durante mais do que quatro horas por semana tinham as taxas de mortalidade tão altas como aqueles que não faziam nenhum exercício.
O estudo também verificou, porém, as vantagens do exercício moderado: aqueles que corriam a um ritmo estável durante menos de duas horas e meia por semana tinham a menor probabilidade de morrer no período analisado.
O investigador Jacob Louis Marott disse à BBC: "Não é preciso fazer assim tanto exercício físico para ter um bom impacto na saúde, e talvez não se deva fazer demasiado". Os cientistas responsáveis dizem não saber o que está por trás dos resultados do estudo, mas que poderão estar relacionados com alterações que acontecem no coração quando se faz esforços.
Os cientistas concluem ainda que o ritmo ideal para fazer jogging será por volta de oito quilómetros por hora, e que correr muito mais depressa do que isso também poderá ser prejudicial.
"Não existem nenhumas recomendações de exercício no mundo que mencionem um limite ao exercício que se pode fazer com segurança, mas talvez exista um limite", disse Marott.

Fonte: Diário de Notícias