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sábado, 2 de maio de 2015

Descoberto dinossauro-pássaro com asas de morcego. Confuso?

Cientistas chineses descrevem descoberta como uma bizarra criatura voadora.É dinossauro, tem o tamanho de um pombo, asas de morcego e é a mais recente descoberta (bizarra) da comunidade científica. Chama-se Yi qi, que significa “asa estranha” em Mandarim e foi descoberto na China, segundo um trabalho publicado na revista Nature, na quarta-feira.
Viveu cerca de 160 milhões de anos durante o Período Jurássico, dez milhões de anos antes daquela que é considerada a primeira ave, o Archaeopteryx. E, apesar de ter “asas de morcego”, este último só surgiu 100 milhões de anos depois. Pesava 230 gramas e tinha 63 centímetros de comprimento.
Toda esta informação consta num fóssil descoberto na província chinesa de Hebei há cerca de dez anos e pode trazer novos dados sobre a evolução dos dinossauros.
Isto porque foi um dos primeiros com aparente capacidade para voar, apesar de pouco sucesso na tarefa. E ao contrário de outros “dinossauros voadores”, as suas asas eram formadas por membranas, como as dos morcegos, e não por penas, como acontece com os pássaros.
“Trata-se de uma experiência falhada, uma evolução que não foi conseguida”, explicou à CNN o paleontólogo Xu Xing, do Instituto chinês de Paleontologia Vertebrada e Paleoantropologia, um dos investigadores.
“Nos últimos 30 anos têm sido muitas as descobertas que mostram que as aves são mesmo descendentes dos dinossauros”, observou, admitindo que esta nova espécie deveria deslizar pelo ar em vez de voar.

Fonte:: TVI24

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova espécie de dinossauro descoberta no Chile

Foi um miúdo de sete anos, Diego Suaréz, que descobriu os fósseis. O dinossauro ficou com o seu nome.
Era pouco maior do que um peru, mas podia chegar a ter três metros, e embora fosse muito parecido com o temível Velociraptor, com membros dianteiros e tronco muito robustos, tinha as patas desprovidas de garras e fazia uma simples dieta herbívora. O Chilessaurus diegosuaresi é uma nova espécie de dinossauro que foi descoberta nas montanhas do sul do Chile, na Patagónia. Viveu há cerca de 145 milhões e, ao combinar uma série de características de diferentes famílias dos antigos répteis gigantes, revelou ser um mosaico que mostra que há ainda muito para descobrir sobre a evolução dos dinossauros.
"O Chlilessaurus demonstra que há muitos dados que ainda desconhecemos sobre a diversificação precoce dos principais grupos de dinossauros", explica Martín Ezcurra, da universidade britânica de Birmingham e um dos cientistas que estudaram os fósseis do dinossauro. "Os nossos dados", sublinha o geólogo, "demonstram que é necessário ter o maior cuidado na identificação de fragmentos isolados de fósseis destes antigos répteis, porque eles podem conduzir a falsas relações se pertencerem a espécies como esta, que agregam padrões morfológicos de diferentes famílias".
A história deste dinossauro, que é também o primeiro espécime completo do Jurássico encontrado no Chile, está contada no nome com que os cientistas o batizaram. Chilessaurus percebe-se de imediato, mas diegosuarezi tem mais que se lhe diga. Poder-se-ia pensar numa homenagem a algum paleontólogo chileno, mas não. Diego Suaréz é um rapaz de sete anos. Filho dos geólogos chilenos Manuel Suarez e Rita de la Cruz, que também são autores do estudo publicado ontem na Nature, no qual é apresentada a nova espécie, Diego foi o descobridor dos fósseis. Numa saída de campo com os pais, quando estes procuravam amostras geológicas para estudar a formação andina naquela região austral do Chile, Diego pôs-se à procura de pedras coloridas e achou piada àquelas, que se verificou depois serem os ossos fossilizados da nova espécie de dinossauro.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O réptil marinho com 183 milhões de anos que foi descoberto... no museu

O fóssil que levou à identificação da nova espécie estava num museu de Doncaster, em Inglaterra. O olhar arguto de um jovem paleontólogo fez o resto. Nome da espécie homenageia uma pioneira da ciência do século XIX.O fóssil estava armazenado no Museu de Doncaster, em Inglaterra, há 30 anos e ninguém dava nada por ele. Mas o jovem paleontólogo britânico, Dean Lomax, da Universidade de Manchester, percebeu que havia ali qualquer coisa, mal o viu, em 2008. Decidiu então estudá-lo, e para sua surpresa, descobriu uma nova espécie de réptil marinho, um ictiossauro, que viveu há cerca de 183 milhões de anos, quando os dinossauros reinavam em terra.
Houve alguém, não se sabe quem, que nos anos 80 do século passado encontrou o fóssil, uma laje de pedra com um conjunto de ossos incrustados, na região de Dorset, e decidiu entregá-lo no museu, onde ficou desde então.
Em 2008, Dean Lomax viu-o pela primeira vez, percebeu que seria de um ictiossauro, mas ficou curioso porque os ossos tinham características que ele nunca tinha visto. O que se seguiu foram cinco anos de estudo, juntamente com a paleontóloga Judy Massare, do Brockport College, de Nova Iorque, e o resultado, agora publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, revela uma espécie até agora desconhecida de um réptil marinho da família dos ictiossauros - parecidos com os modernos golfinhos, ou com os tubarões, os ictiossauros povoaram os oceanos entre há 230 e 65 milhões de anos.

Fonte: Diário de Notícias


sábado, 8 de novembro de 2014

Dinossauros americanos e ibéricos tiveram evoluções distintas

Os dinossauros ibéricos e americanos tiveram evoluções distintas após a separação dos continentes, defendem paleontólogos, entre eles um português, que apresentam na sexta-feira na Alemanha resultados de escavações realizadas nos Estados Unidos.
O paleontólogo português Pedro Mocho, 27 anos, que integra a equipa internacional, disse à agência Lusa que os investigadores estão a encontrar «ligeiras diferenças» entre achados de saurópodes, dinossauros herbívoros de grande porte e cauda comprida, descobertos no deserto norte-americano e em Portugal.
Há 150 milhões de anos os atuais territórios da Península Ibérica e do Canadá, que até então estavam unidos numa única massa terrestre, começaram a desagregar-se, afastando os continentes europeu e americano.
«Isso permitiu que as faunas portuguesas e da Península Ibérica evoluíssem de forma diferente», explicou o paleontólogo.
O português, que está a fazer doutoramento na Universidade Autónoma de Madrid e faz investigação para a Sociedade de História Natural de Torres Vedras, adianta que as pequenas diferenças encontradas levam a equipa a pensar em novas espécies de dinossauros, hipótese que só poderá ser confirmada por estudos laboratoriais do material recolhido.
A equipa vai apresentar na sexta-feira os primeiros resultados científicos do estudo, durante o congresso de paleontologia que decorre até sábado em Berlim e que reúne este ano o maior número de investigadores portugueses, cerca de uma dezena.
O grupo de 15 investigadores, espanhóis, americanos e argentinos, além do português, integram desde 2006 um projeto científico de prospeção e escavação de fósseis de dinossauros no deserto de Utah, um estado do oeste norte-americano, a pedido do Museu de História Natural de Los Angeles.
Pedro Mocho referiu que nas escavações do último verão, os paleontólogos encontraram numa mesma jazida «pelo menos três» saurópodes diferentes.
Os achados têm também a particularidade de serem da cor «verde-esmeralda», fenómeno para o qual os cientistas ainda não encontraram uma explicação.
«Ou os minerais fizeram com que esses ossos ficassem verdes ou tem a ver com presença de uma argila, que também é verde, e que em concentrações maiores poderá ter dado essa coloração aos ossos. Foi muito posterior ao enterramento do animal», afirmou Pedro Mocho, apontando hipóteses prováveis.

Fonte: TVI24

domingo, 14 de setembro de 2014

Mick Jagger dá nome a espécie com 19 milhões de anos

Jaggermeryx naida, ou ninfa da água de Jagger. Assim se chama a espécie que viveu há 19 milhões de anos no Egito, descoberta por cientistas que são fãs dos Rolling Stones.
Uma espécie extinta, que viveu há 19 milhões de anos, foi batizada em honra do cantor dos Rolling Stones. Os cientistas inspiraram-se em Mick Jagger para dar nome a um antracoterídeo descrito pela primeira vez na última edição do Journal of Paleontology.
O Jaggermeryx naida era uma espécie de "porco de pernas longas" com um focinho distintivo que os cientistas quiseram evocar no nome. Foi descrito e catalogado depois de pedaços fossilizados da sua mandíbula terem sido encontrados no deserto do Egito.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Descoberto o dinossauro «que não tinha medo de nada»

Um novo dinossauro, chamado «Dreadnoughtus schrani», foi apresentado esta quinta-feira e já é considerado o dinossauro com o esqueleto «mais completo» que alguma vez foi encontrado.
Esta espécie tinha cerca de 26 metros de comprimento e pesava cerca de 60 toneladas.
O nome deve-se às impressionantes medidas do animal - «Dreadnought» significa «que não teme nada» -, que era 13 vezes maior do que um elefante, como explica a coordenadora da equipa de escavações.
«Com um corpo do tamanho de uma casa, o peso de uma manada de elefantes e uma cauda usada como arma, ele não devia ter medo de nada», explicou Kenneth Lacovara, da Universidade de Drexel, em Filadéfia, Estados Unidos.
O animal viveu há 77 milhões de anos na Patagónia argentina, onde, de resto, habitaram os maiores dinossauros que existiram na Terra, e pertencia à família dos titanossauros - os dinossauros herbívoros.
O seu fóssil foi descoberto em Santa Cruz, uma província da Argentina, em 2005. Durante quatro escavações, entre 2005 e 2009, a equipa encontrou mais de 70% dos ossos, exceto os da cabeça, o que perfaz 45% do conjunto do esqueleto.
Assim, os paleontólogos conseguiram descrever detalhadamente o animal e calcular de forma credível as suas medidas.
Para os cientistas, este é o melhor exemplar de animais gigantescos que existiram na Terra. Segundo Matthew Lamanna, do Museu de História Natural Carnegie, em Pittsburgh, que também fez parte da equipa de escavações, os maiores titanossauros continuam a ser um mistério porque, em quase todos os casos, os seus fósseis estão muito incompletos.
O fóssil do «Dreadnoughtus», que pertence ao governo argentino, foi transferido para os Estados Unidos para ser analisado na Universidade de Drexel e no Museu de História Natural Carnegie. Será devolvido à Argentina em 2015.

Fonte: TVI24

domingo, 17 de agosto de 2014

Nova espécie de dinossauro voador encontrada no Brasil

Cientistas encontraram evidências, com cerca de 100 milhões de anos, da existência de uma colónia de dinossauros voadores perto de um lago deserto no sul do Brasil.
Fósseis de pelo menos 47 exemplares dessa espécie de répteis voadores (também chamados pterossauros) anteriormente desconhecida, com envergaduras entre os 0,65 e os 2,35 metros, foram descobertos em Cruzeiro do Oeste, no sul do estado do Paraná (Brasil), noticia o TheTelegraph.
Segundo o estudo publicado na revista online Public Library of Science ONE, a espécie denominada Caiuajara dobruskii é a primeira a ser encontrada no sul do país. O grande número de ossos pode representar centenas de indivíduos jovens e adultos, acredita a equipa de cientistas liderada por Luiz Carlos Weinschütz e Paulo Cesar Manzing, do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, e por Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Baseado na informação recolhida, pensa-se também que o animal vivia em colónias, tinha uma grande crista óssea na parte superior da cabeça e aprendia a voar logo muito jovem.
Kellner disse que "as causas da morte permanecem desconhecidas... é possível que as tempestades do deserto possam ter sido responsáveis...", cita o jornal britânico. O investigador explicou também que não se conseguiu perceber ainda se aquele local terá sido a residência da espécie durante muito tempo ou se esta seria migratória, visitando aquele espaço de tempo a tempo.
As pesquisas iniciaram-se há três anos e envolveram o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (UNC), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Paraná (UFPR ) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 14 de junho de 2014

Dinossauros não tinham sangue frio... nem quente

O debate sobre se os dinossauros seriam animais de sangue frio, como os répteis, ou seres capazes de autorregular a temperatura do corpo, como acontece com a maioria dos mamíferos, dura há mais de 50 anos, sem provas definitivas a pender para nenhum dos lados. O impasse, no entanto, está prestes a findar, depois de um grupo de investigadores dos Estados Unidos ter apresentado ontem, na revista Science, dados que apontam para algo um pouco diferente: os dinossauros seriam, afinal, espécies de meio termo. Não eram muito frios, mas também não chegavam a ser quentes.
Hoje, os poucos exemplos vivos desse metabolismo de meio termo podem ser encontrados em peixes como o atum, e em alguns animais terrestres raros e pouco conhecidos, como é o caso do equidna, um pequeno mamífero que se assemelha um pouco a um ouriço-cacheiro, e que só existe na Austrália e na Nova Guiné. Mas que meio termo é este, afinal?
A ideia é que entre os animais de sangue quente - que conseguem regular a temperatura do próprio corpo e que utilizam a mesma energia para se movimentar de forma rápida e eficaz e para pôr o cérebro a trabalhar - e os de sangue frio, que dependem da temperatura externa, mas que não precisam de comer muito para sobreviver, existe este meio termo. Eventualmente, ele até foi, inaugurado com os próprios dinossauros.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Descoberto o esperma fossilizado mais antigo do mundo

Uma equipa de cientistas fez uma descoberta importante no nordeste da Austrália: encontrou sémen fossilizado de uma pequena espécie de camarões que habitou o planeta há 17 milhões de anos.
De acordo com fontes académicas da Universidade de Nova Gales do Sul, citadas pelo jornal francês «Le Monde», o esperma do crustáceo, que media cerca de 1,3 milímetros de comprimento, era maior do que o corpo do camarão. O sémen estava enrolado dentro dos órgãos genitais do animal, conhecido como ostrácodo.
Mike Archer, paleontólogo da Universidade de Nova Gales do Sul, que tem escavado o local há mais de 35 anos e é um dos autores do estudo publicado na revista «Proceedings» da Royal Society B, diz que é o «esperma fossilizado mais antigo que foi encontrado».
O cientista australiano diz que a descoberta do esperma fossilizado, incluindo o núcleo, que contém a informação do ADN e dos cromossomas, foi um evento inesperado no parque de Riversleigh, inscrito pela UNESCO na lista do Património Mundial, mesmo sendo o local conhecido por achados surpreendentes, «como o ornitorrinco gigante com dentes e cangurus gigantes», sublinha Archer.
Os fósseis de moluscos foram descobertos por Archer, Suzanne Mão e Henk Godthelp em Bitesantennary Riversleigh em 1988, mas foi John Neil, especialista em ostrácodos da Universidade australiana La Trobe, que descobriu que eles continham tecidos moles fossilizados.
Outras análises, feitas posteriormente na Alemanha e em França, detetaram os órgão internos de espécimes fossilizados, incluindo o sexo, e dentro deles o sémen estava em boas condições. As análises também revelaram que os órgãos dos crustáceos machos que servem para transferir esperma para o sexo feminino tinha sido preservados, apesar da passagem do tempo.
«Há 17 milhões de anos, o sítio de Bitesantennary era uma caverna no meio de uma vasta floresta tropical, com alto índice de biodiversidade», explica uma outra cientista da Universidade de Nova Gales do Sul. «Pequenos ostrácodos desenvolveram-se num charco de água dentro da caverna que era continuamente enriquecida pelos excrementos de milhares de morcegos», explica Suzanne Hand.
Para Hand, os excrementos de morcegos contribuíram para os altos níveis de fósforo na poça de água, que por sua vez contribuíram para a mineralização dos tecidos moles dos pequenos crustáceos e para a sua preservação.

Fonte: TVI24

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O predador que tinha nariz de Pinóquio

O Qianzhousaurus sinensis, um novo dinossauro que era o primo chinês do Tyrannosaurus rex , e que viveu pouco antes de todos os dinossauros se extinguirem, há 66 milhões de anos, podia até ter um focinho cómico - não foi à toa que lhe deram a alcunha de Pinóquio - mas isso não o impediu de ser predador, tal como o seu famoso parente.
É assim, pelo menos, que o descrevem os seus descobridores, os paleontólogos Junchang Lu, da Academia chinesa de Ciências Geológicas, e Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que encontraram os seus fósseis numa região do sul da China. O estudo do achado, cujos resultados os investigadores publicaram ontem na Nature Communications, mostrou que se trata de uma nova espécie e de um novo ramo da família dos tiranossauros.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Descoberto fóssil raro de mosquito com sangue na barriga

Um fóssil único de um mosquito de 46 milhões de anos, com a barriga cheia de sangue seco, foi encontrado numa zona ribeirinha de Montana, Estados Unidos, revelaram na segunda-feira investigadores norte-americanos.
"É um fóssil extremamente raro, o único do seu género no mundo", disse Dale Greenwalt, coordenador do estudo na Academia Nacional de Ciências.
Instrumentos de tecnologia de ponta detetaram traços inconfundíveis de ferro no seu abdómen inchado, mas de que criatura veio o sangue é um mistério, já que o ADN não pode ser extraído de um fóssil tão antigo.
Greenwalt afirmou que deve ter sido sangue de uma ave, uma vez que o velho mosquito antecedeu um moderno do género Culicidae, que gosta de se alimentar de pássaros.
"Mas isto pode ser pura especulação", declarou Greenwalt, um bioquímico aposentado, voluntário no Museu de História Natural em Washington.
Ainda que distante do mais antigo fóssil de mosquito -- a honra vai para um de 95 milhões de anos descoberto em Myanmar -- a entomologista Lynn Kimsey, da Universidade da Califórnia, disse ser "uma descoberta muito excitante".

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Encontrado esqueleto inteiro de dinossauro

Achado será de um celurossauro, animal com menos de dois metros de comprimento.
Poderá ser o esqueleto mais completo do Mundo de um dinossauro carnívoro com 150 milhões de anos. E foi achado na última semana de agosto nas arribas no sul do concelho da Lourinhã, na campanha de escavações de verão do museu local.
O paleontólogo Octávio Mateus divulgou que o esqueleto encontrado "é o dinossauro mais completo que temos em Portugal e um dos mais completos do Jurássico Superior no Mundo". O investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa considera que o achado vai "permitir estudar como os dinossauros evoluíram e como, neste caso, deram origem às aves".
"O objetivo é expor o esqueleto no museu, mas por agora permanece em laboratório onde a espécie terá de ser confirmada", acrescentou Octávio Mateus ao CM. O paleontólogo precisou que é "um dinossauro com o esqueleto quase completo desde os ombros à anca, com as costelas muito bem conservadas e todos os ossos articulados, e ainda com a zona do joelho e uma pata".
"Este é o primeiro celurossauro articulado", referiu o paleontólogo, o que "é invulgar no Jurássico Superior da Lourinhã". "Normalmente descobrimos um ou outro osso isolados e, quando descobrimos mais material, está desarticulado". A nível mundial existem dentes ou ossos isolados desta espécie.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 6 de abril de 2013

Tartaruga declarada extinta afinal nunca existiu

Testes de ADN revelam que espécie de tarturuga de água doce achada extinta na realidade nunca existiu.
Cientistas anunciaram esta quinta-feira, após décadas de pesquisas, que uma espécie de tartaruga de água doce que se pensava ser originária das Seychelles e que foi declarada extinta na realidade nunca existiu.
Testes de ADN revelaram que a alegada espécie 'Pelusios seychellensis' "nunca existiu", afirmou a equipa de investigadores da Alemanha e da Áustria na revista científica PloS One.
Comparações genéticas mostraram que a espécie é a mesma da tartaruga da África ocidental conhecida como 'Pelusios castaneus', que poderá ter sido levada para o arquipélago do oceano Índico ocidental no final do século XIX.
Apenas três espécimes do final do século XIX são conhecidos atualmente e tartarugas vivas nunca foram encontradas, apesar das buscas intensivas em Mahe, levando a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a declarar a 'Pelusios seychellensis' extinta em 2003.
Os cientistas estavam intrigados face à semelhança da tartaruga com a 'Pelusios castaneus', mas como provinham de zonas distantes acreditavam tratar-se de duas espécies diferentes pois seria pouco provável que a pequena tartaruga tenha conseguido chegar até às Seychelles por meios naturais.
Isto deixava duas possibilidades - ou o espécime foi incorretamente classificado ou a tartaruga foi transportada da África ocidental até às Seychelles no final do século XIX, disseram os autores do estudo.
"Em virtude da considerável distância entre os dois locais, a segunda opção parece a mais viável", concluíram os investigadores.

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Esqueleto de elefante oferecido ao rei de França pelo rei de Portugal atacado à motosserra

Os restos do “protagonista” de uma história que liga Portugal aos primórdios da história natural foram vandalizados, à noite, no museu…
Pelas três da manhã, na madrugada de sábado, um homem penetrou na galeria de anatomia comparada do Museu Nacional de História Natural, em Paris, e seccionou, com uma motosserra, uma das presas do esqueleto ali exposto de uma fêmea de elefante que morreu há mais de 330 anos.
Segundo noticiou a AFP, o insólito ataque, do qual não se conhece oficialmente o motivo (embora se especule que terá sido para roubar o marfim), foi perpetrado por um jovem, que para isso conseguira não apenas galgar as altas e pontiagudas grades que rodeiam o Jardim das Plantas, onde está albergado o museu, como também partir o vidro bastante grosso de uma das janelas do edifício de paleontologia.
Porém, o assaltante não conseguiu acabar o trabalho: os seguranças e a polícia, alertados pelo sistema de alarme, acorreram para o local em poucos minutos, obrigando-o a largar a motosserra ainda em funcionamento, para se escapulir por onde tinha entrado. Fugiu por uma das ruas que ladeiam aquele grande jardim, situado no 5.º bairro da capital francesa, acabando por ser apanhado – e mais tarde hospitalizado para ser submetido a uma cirurgia num pé, que tinha magoado ao saltar para a rua.

Presente de Portugal

Para além do fait-divers, o esqueleto em causa não é um esqueleto qualquer, mas uma peça histórica. E que liga Portugal aos primórdios da história natural enquanto ciência.
Em 1668, D. Pedro II, então regente de Portugal, ofereceu ao rei de França, Luís XIV, uma fêmea de elefante. E o esqueleto agora vandalizado é o daquele animal, que morreu em 1681 e faz hoje parte da colecção de mamíferos fósseis do museu francês. Ora, décadas mais tarde, esse esqueleto serviria como primeira base do estudo anatómico comparativo dos elefantes actuais com fósseis de mastodonte, que na altura tinham sido descobertos nos Estados Unidos. Diga-se já agora que os mastodontes, que são diferentes dos mamutes e não são elefantes, se extinguiram na Europa há entre um e dois milhões de anos, mas sobreviveram no Novo Mundo até há cerca de 13 mil anos.
Seja como for, foi o estudo deste “presente real” que levou um grande naturalista francês, o conde de Buffon, a introduzir em 1778 o conceito absolutamente novo de espécie extinta, ou "perdida" – e um outro grande naturalista, Georges Cuvier, a trabalhar, em 1795, sobre "as espécies de elefantes actuais e extintas".
O esqueleto não foi danificado. E, segundo os responsáveis do museu, o restauro da presa seccionada (um pedaço de dente com quase três quilos) não deverá apresentar dificuldades. E nem sequer pertencia originalmente ao eminente paquiderme.

Fonte: Público

sábado, 27 de outubro de 2012

Paleontólogos descobrem dinossauro com asas e penas

Os restos fossilizados de dinossauros com asas e penas foram encontrados em rochas com 75 milhões de anos em Alberta, no Canadá. O Ornithomimus edmontonicus seria, dizem os paleontólogos, parecido com uma avestruz.
O novo estudo, publicado pelos paleontólogos Darla Zelenitsky e François Therrien na revista Science, salienta que estes são os primeiros esqueletos de dinossauros ornitomimus (parecidos com pássaros) que mostram claramente que eles estavam cobertos de penas.
A partir da análise de três esqueletos fossilizados, de um dinossauro jovem e de dois adultos, os cientistas concluem que estes eram demasiados grandes para conseguir voar e que as asas só se desenvolviam mais tarde na vida. Assim, deveriam estar associadas a comportamentos reprodutivos, concluem.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lucy, a australopiteca, ainda trepava às árvores

É um caso de omoplatas. Num dado momento, os antepassados do homem deixaram de vez as árvores e caminharam. Os antropólogos sabem que os membros e os ossos destes hominíneos acompanharam esta transição. Agora, um estudo, publicado nesta sexta-feira na edição em papel da revista Science, analisou as omoplatas de um fóssil de Australopithecus afarensis juvenil e mostra que a espécie da famosa Lucy, conhecida pelo seu caminhar já erecto, também se sentia confortável a trepar às árvores.
Estamos habituados a ver bonecos da Lucy de pé. O fóssil encontrado em 1974 foi um marco na paleoantropologia por ser o hominíneo mais antigo descoberto até então.
Lucy viveu há 3,2 milhões de anos no Leste africano. Pensa-se que morreu adulta. Era capaz de caminhar com um à-vontade que hoje só nós temos. A forma dos ossos das pernas de Lucy e pegadas fossilizadas com 3,6 milhões de anos, que poderão pertencer também ao Australopithecus afarensis, dão indicações de que esta espécie seria bípede.
Mas o fóssil de uma australopiteca só com três anos, estudado por David Green, da Universidade de Midwestern, EUA, obriga a mudar a forma de pensar a locomoção do Australopithecus afarensis.
Selam, nome que lhe deram, foi encontrada na Etiópia, em 2000, e tem 3,3 milhões de anos. É o esqueleto mais completo de sempre de um de Australopithecus afarensis. E, pela primeira vez, os cientistas conseguiram estudar uma omoplata completa de um indivíduo desta espécie.
Green e um colega analisaram o desenvolvimento da forma da omoplata entre este juvenil e da omoplata que se pensa que os adultos desta espécie tinham. Compararam este desenvolvimento com o que acontece nos chimpanzés, gorilas e na nossa espécie, concluindo que era mais parecido com os símios. “Apesar de ser bípede como os humanos, o Australopithecus afarensis ainda era um bom trepador de árvores”, diz Green, acrescentando que mesmo “não sendo completamente humano, estava a caminho disso”.

Fonte: Público

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dente de mamute descoberto em obras do metro

Um dente de mamute, com cerca de 10.000 anos, foi descoberto num dos estaleiros das obras do metro de Dusseldorf, oeste da Alemanha, referiam responsáveis municipais.
O dente, com um peso de 34 quilos e 1,20 metros de comprimento, foi detetado nos locais de escavação a 12 metros de profundidade, num dos estaleiros do metro, indicaram os serviços de comunicação da câmara local.
Os trabalhos foram "imediatamente interrompidos para permitir que os arqueólogos retirassem o dente com a máxima segurança". O dente, precisou o comunicado camarário, foi a única parte do animal descoberta no local.
O mamute desapareceu na Europa ocidental há cerca de 10.000 anos. De acordo com um estudo publicado em junho pela revista Nature Communications, que, ao contrário de investigações anteriores, indica que a extinção destes mamíferos com longos dentes retorcidos foi progressiva e relacionada com diversos fatores.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Paleontólogos descobriram novo tipo de dinossauro

Paleontólogos descobriram um novo tipo de dinossauro, com 75 milhões de anos, durante as escavações que começaram em 2002 nas colinas da cidade de Velaux, perto de Aix-en-Provence (sudeste da França), anunciou esta semana o município.
A notícia é avançada pela agência de notícias France Press, segundo a qual, no local, de 300 metros quadrados, propriedade da autarquia, os paleontólogos realizaram três operações - em 2002, 2009 e 2012 - com toda a discrição a fim de impedir possíveis pilhagens.
Batizado "Atsinganosaurus velauciensis" (dinossauro cigano), pelas suas afinidades com os seus primos da Roménia, esta nova espécie faz parte da família dos titanossauros, da qual foram identificados outros três géneros na Europa.
"Encontrámos mais de 70 por cento do esqueleto do animal, mas infelizmente não recuperámos o crânio. Penso que seremos capazes de fazer uma reconstrução fiel", sublinhou Géraldine Garcia, da Universidade de Poitiers, que participou nas escavações em colaboração com o Instituto Real das Ciências Naturais de Bruxelas.
De acordo com as primeiras informações, este herbívoro, com pequenos dentes em forma de cilindro, mediria 12 metros de cumprimento.
No mesmo sítio, foram encontrados inúmeros outros fosseis, todos do período Cretáceo Superior, de há 75 milhões de anos, exatamente antes da extensão dos dinossauros.
Entre os fósseis encontrados estão um crânio de um crocodilo, carapaças de tartarugas, assim como ossadas de outros dinossauros.
Os ossos serão analisados em Poitiers e em Bruxelas antes de serem confiados ao museu da cidade de Velaux.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 12 de agosto de 2012

Maias já tinham perus domésticos há 2000 anos

Ossos de perus encontrados na década de 1980 em El Mirador, uma cidade da antiga civilização maia, na Guatemala, deixaram pasmados uma equipa de cientistas. As aves pertenciam à espécie domesticada e terão sido transportadas ao longo de centenas de quilómetros. Nada disto seria uma surpresa se a datação dos ossos não obrigasse a recuar em mil anos a data do uso mais antigo de perus domésticos pelos maias, diz agora um artigo na revista Public Library of Science One (PLoS One).
A carne de peru está à venda em qualquer supermercado. Mas, ao contrário da galinha ou do coelho, que foram domesticados deste lado do Atlântico, aquela espécie foi trazida do Novo Mundo. Original do México, era das poucas espécies domesticadas pelos povos mesoamericanos, onde há vestígios arqueológicos seus entre 800 e 100 anos a.C.
Mas pensava-se que os maias só tinham começado a criar o peru muito depois - trazido da região do México -, entre 1000 e 1500 d.C. Até lá, os perus usados para comer ou sacrificar seriam de uma espécie selvagem da península de Iucatão.
Os vestígios dos fósseis de sete indivíduos estavam num museu em Brigham, no Utah, EUA, até serem enviados para Erin Thornton, do Museu de História Natural da Florida para serem estudados. "Estes ossos vieram do recinto de cerimónias, por isso provavelmente são restos de algum tipo de sacrifício feito por elites, ou de uma refeição ou festim", disse Thornton, co-autora do artigo.
Os ossos datam de 300 a.C. a 100 d.C., durante o período pré-clássico maia em que El Mirador era uma potência. Pela morfologia e genética, concluiu-se que os ossos eram da espécie domesticada. Por isso, os perus tiveram de ser transportados ao longo de 650 quilómetros. Os ossos eram de fêmeas, machos e crias, o que permite fazer criação, e os indivíduos tinham asas subdesenvolvidas, um sinal de domesticação. Não se sabe se estes perus foram criados ali ou transportados, mas a descoberta obriga a repensar a alimentação e o comércio dos maias.

Fonte: Público

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fóssil de australopiteco achado no laboratório

Não foi necessário voltar ao terreno para aparecer o terceiro fóssil do australopiteco que se conhece há menos tempo. Há três anos que o esqueleto de um indivíduo da espécie Australopithecus sediba estava num laboratório na África do Sul, mas passou despercebido por estar preso numa rocha de um metro de diâmetro. Só recentemente é que os investigadores do Instituto Wits para a Evolução Humana, em Joanesburgo, o encontraram e ontem divulgaram a sua existência.
"Descobrimos partes de uma mandíbula e o que parece ser um fémur completo, costelas, vértebras e outros elementos dos membros, alguns que nunca foram vistos de uma forma tão completa em fósseis [de hominídeos]", disse Lee Berger, paleoantropólogo do instituto, citado num comunicado.
O cientista foi um dos responsáveis pela investigação dos dois primeiros fósseis de Australopithecus sediba, encontrados no local arqueológico de Malapa, na África do Sul, em 2008, e cujos resultados foram publicados em 2010. A nova rocha é proveniente do mesmo local. Este australopiteco viveu há dois milhões de anos. Por ter características comuns ao australopiteco e ao género a que pertence o homem, veio baralhar os cientistas em relação à sua importância e lugar na árvore da evolução humana.
As ossadas novas podem fazer com que a espécie passe a ter o registo fóssil mais completo de sempre de um antepassado humano. A preparação do fóssil, retirando-o da rocha, vai ser transmitida na Internet. E quem quiser vai poder visitar o laboratório e ver a investigação ao vivo.

Fonte: Público