Mostrar mensagens com a etiqueta Ecologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ecologia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Mundo está a iniciar sexta extinção em massa e Homem pode desaparecer

Estudo alerta que humanos podem estar entre as primeiras vítimas. Nunca desde o fim da era dos dinossauros, há 66 milhões de anos, o planeta perdeu espécies a um ritmo tão rápido quanto o atual.
O mundo está a iniciar a sexta extinção em massa, com os animais a desaparecerem a um ritmo 100 vezes superior ao que ocorreu, e os humanos podem estar entre as primeiras vítimas, segundo um estudo divulgado hoje.
Nunca desde o fim da era dos dinossauros, há 66 milhões de anos, o planeta perdeu espécies a um ritmo tão rápido quanto o atual, segundo a investigação realizada por cientistas das universidades Stanford, Princeton e da Califórnia, em Berkeley.
O estudo "mostra sem qualquer dúvida significativa que se está a entrar na sexta grande extinção em massa", afirmou um dos autores, Paul Ehrlich, professor de Biologia na Universidade de Stanford.
E os humanos estão entre as espécies que vão desaparecer, aponta-se no estudo, que os próprios autores consideram "conservador", publicado na revista Science Advances.
"Se conseguir continuar, a vida vai levar muitos milhões de anos a recuperar e a nossa própria espécie deve ser das primeiras a desaparecer", afirmou o principal investigador, Gerardo Ceballos, da Universidade Autónoma do México.
A análise está baseada em extinções documentadas de vertebrados, ou animais com esqueletos internos, como sapos, répteis e tigres, em registos fósseis e outra informação histórica. As causas da eliminação das espécies vão das alterações climáticas à desflorestação, passando por várias outras.
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, cerca de 41% de todas as espécies anfíbias e 26% de todos os mamíferos estão ameaçados de extinção.
No estudo apela-se a "esforços rápidos e intensificados para conservar as espécies já ameaçadas e aliviar as pressões sobre as suas populações, designadamente a perda de habitat, a sobre-exploração de recursos para fins económicos e as alterações climáticas".

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contaminação dos rios por inseticidas está a ser subestimada

A subestimação da contaminação de cursos de água, rios e estuários por inseticidas tem um «impacto devastador» sobre os ecossistemas aquáticos, revela uma investigação alemã publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os autores da investigação analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, que cobriram 2.500 itens aquáticos em 73 países, para determinarem as concentrações dos 28 pesticidas mais usados e que excedem os limites autorizados.
Em 97,4% das amostras, as análises não revelaram a existência de quantidades mensuráveis de inseticidas, escrevem os cientistas no trabalho publicado na revista Proceedings, da Academia Americana de Ciências (PNAS), que destaca ainda «a falta de acompanhamento científico desse tipo de substâncias em cerca de 90% das superfícies cultivadas do globo».
A constatação mais importante aponta para que «nos locais aquáticos ou onde foram detetados os inseticidas, 52,4% tinham índices que ultrapassavam largamente os limites legais na água ou nos sedimentos».
Os níveis de inseticidas eram mesmo elevados nos países onde estas substâncias são fortemente regulamentadas, sublinham os investigadores.
«A contaminação crescente pelos inseticidas está também a provocar uma redução da biodiversidade aquática», alertam os cientistas.
Segundo eles, os níveis de concentração atualmente autorizados levaram a uma redução em cerca de 30% de macro invertebrados, pequenos animais que vivem no fundo dos rios.
A integridade biológica dos recursos globais na água doce «está ameaçada», advertem.
Neste estudo, os investigadores concentraram-se nos inseticidas por causa do seu forte potencial tóxico para os organismos aquáticos que são fundamentais para o bom funcionamento deste ecossistema.
A amplitude do impacto dos pesticidas agrícolas nas zonas aquáticas poderá estar a ser subestimado devido à falta de análises quantitativas alargadas, advertem.
Os resultados deste trabalho sugerem a necessidade de uma melhoria da regulamentação dos pesticidas e do seu uso, bem como a intensificação da investigação sobre os efeitos das substâncias químicas sobre os ecossistemas, alertam ainda os investigadores.
A intensificação da agricultura levou a um aumento em mais de 750% da produção de pesticidas entre 1955 e 2000, uma indústria que representa atualmente um mercado de 50 milhões de dólares no mundo.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 25 de março de 2015

Hainan Airlines fez voo entre Xangai e Pequim com biocombustível de azeite

Boeing 737 com uma centena de passageiros a bordo chegou a Pequim com combustível feito com azeite de cozinha recolhido em restaurantes e reciclado.
A companhia aérea Hainan Airlines completou este fim de semana o primeiro voo de passageiros do país utilizando como combustível azeite reciclado, algo que o setor da aviação nacional considerou como um "passo de gigante" para a indústria.
O voo regular, com um Boeing 737, com uma centena de passageiros a bordo, partiu sábado de Xangai, capital económica da China, e chegou a Pequim utilizando biocombustível elaborado pela refinaria chinesa Sinopec com azeite de cozinha recolhido em restaurantes e reciclado, revelou a imprensa chinesa.
O vice-presidente da Hainan Airlines, Pu Ming, foi o piloto do voo onde foi utilizado também combustível tradicional, numa proporção de 50%-50% para cada um dos motores.
A Hainan Airlines antecipou-se à Dragon Air, uma companhia de Hong Kong subsidiária da Cathay Pacific, que tinha anunciado para o mesmo dia um voo com idêntico combustível, mas que foi adiado por problemas com autorizações legais.
O biocombustível utilizado emite entre 50% e 80% menos dióxido de carbono que os voos com combustível tradicional, e com isto espera-se reduzir a contaminação que gera a navegação aérea, ainda que a sua utilização atual seja pontual devido ao elevado preço.
Os primeiros aviões de passageiros que utilizaram biocombustível foram os da companhia alemã Lufthansa, em 2011, ano em que a China começou a realizar ensaios com esta tecnologia.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 20 de março de 2015

Descoberta de nova cratera misteriosa na Sibéria relança interrogações científicas

Uma expedição ao local deverá determinar o que esteve na origem da formação desta cratera.
A descoberta de uma nova cratera na Sibéria relançou o debate sobre o misterioso aparecimento destes gigantescos buracos, causados por desabamentos, descobertos no ano passado sob o solo siberiano, disse um geólogo russo.
"Acabamos de saber que na Iakutia (região da Sibéria) novas informações indicam a existência de uma cratera gigantesca de um quilómetro de largura", declarou Vassili Bogoiavlenski, diretor-adjunto para os trabalhos científicos do Instituto de Pesquisa sobre Petróleo e Gás da Academia de Ciências russa.
Uma expedição ao local deverá determinar o que esteve na origem da formação desta cratera.
Em julho passado, a descoberta de uma cratera de 80 metros de largura na península de Yamal, no noroeste da Sibéria, suscitou numerosas interrogações relativas à origem.
Os cientistas, que identificaram posteriormente seis crateras semelhantes na mesma região e no norte da região de Krasnoiarsk, no centro da Sibéria, consideraram este fenómeno estreitamente relacionado com o aquecimento climático.
É "semelhante à erupção de um vulcão", explicou Bogoiavlenski. O subsolo siberiano, ao fundir, liberta metano, que se acumula até à explosão do solo, formando crateras, acrescentou.
Os cientistas procuram ainda determinar o perigo destes buracos. O metano é um gás extremamente inflamável, o que pode constituir um perigo quando, uma destas crateras se situa perto de uma exploração de gás natural.
Existem outras crateras, mas não foram identificadas por se terem transformado em lagos.
"Quando surgem, as crateras estão vazias e, a pouco e pouco, vão enchendo-se de água. Em dois ou três anos, transformam-se em lagos e então é difícil o seu estudo", afirmou.
Algumas crateras apareceram há várias dezenas ou centenas de anos, mas passaram despercebidas por estarem em regiões remotas, sublinhou Bogoiavlenski.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O «Juízo Final» está dois minutos mais próximo

O comité do Boletim de Cientistas Atómicos alertou esta quinta-feira para as ameaças à humanidade, como a guerra nuclear e as alterações climáticas, e adiantou os ponteiros do relógio do «Juízo Final» para três minutos antes da meia-noite.
O relógio, que é uma imagem figurada em que a meia-noite representa o final, converteu-se num indicador universalmente reconhecido da vulnerabilidade do mundo às ações do homem e ao avanço da tecnologia.
A diretora executiva do Boletim, Kennette Benedict, indicou, durante uma conferência de imprensa, em Washington, que a modernização das armas nucleares e o aquecimento global representam uma ameaça «extraordinária e desigual» para a existência da humanidade.
«A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta», advertiu o grupo de cientistas, que inclui 17 Prémios Nobel, que se reúnem anualmente para avaliar o dano que a ação do homem pode causar ao planeta.
Os cientistas indicaram que os líderes mundiais falharam na redução dos arsenais nucleares para um nível necessário que garanta a segurança dos cidadãos perante uma hipotética catástrofe nuclear.
Pelo contrário, países como a Índia, o Paquistão ou Israel continuaram a investir na modernização das suas armas nucleares, indicou Sharon Squassoni, membro do programa de prevenção da proliferação do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, que destacou que os EUA e a Federação Russa ficaram aquém do necessário para reduzir os respetivos arsenais.
O grupo entendeu também que não se fez o suficiente para evitar o aquecimento global, que pode elevar a temperatura média do planeta entre três e oito graus centígrados até ao final do século, algo que, assegurou, será «catastrófico» para a Terra.
A gravidade destes perigos levou os cientistas a adiantar o relógio em dois minutos, dos cinco em que tem estado nos últimos três anos.
Os cientistas pediram aos políticos e aos cidadãos que tomem medidas quanto antes porque, fundamentou um investigador da Instituição Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia, Richard Somerville, «ainda não é tarde para agir no combate às alterações climáticas, mas as oportunidades também acabam».
Este cientista acrescentou que as alterações climáticas «não têm nada que ver com política ou ideologia, mas sim com as leis da química, da física e da biologia», as quais, sublinhou, «não são negociáveis».
Somerville disse ainda que a ciência já demonstrou «amplamente» que a ação humana é a causa do aquecimento global e alertou que a falta de recursos naturais, como a água devido a secas, pode ser um fator de agravamento de conflitos internacionais.
Desde que foi criado, em 1947, o relógio já foi ajustado 18 vezes. A última vez que o relógio foi alterado foi em janeiro de 2012, quando avançou um minuto dos seis para os cinco para a meia-noite.
A vez em que esteve mais perto da meia-noite foi em 1953, quando os EUA e a então União Soviética estavam a desenvolver a bomba de hidrogénio. Ao contrário, as mudanças políticas na Europa de Leste permitiram que os ponteiros fossem afastados da meia-noite para os 17 minutos, em 1991.

Fonte: TVI24

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Conheça a cidade sustentável criada no Japão

Fujisawa vai diminuir os gastos de energia e aproveitar os recursos naturais. Por J.S. A Fujisawa Sustainable Smart Town foi inaugurada esta quinta-feira, a 50 quilómetros de Tóquio, a capital do Japão. O projeto, que se localiza nos 19 hectares de uma antiga fábrica da Panasonic, vai estar finalizado em 2018. Com mil habitações, vão poder viver nesta cidade três mil pessoas. As tecnologias instaladas permitem cortar os custos energéticos em 70% nas habitações e em 20% nos locais públicos.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Menos de metade de animais selvagens do que há 40 anos

A ação do homem levou ao desaparecimento, em 40 anos, de mais de metade dos animais selvagens do planeta, escreve a ONG WWF no seu relatório Planeta Vivo 2014 agora divulgado.
Entre 1970 e 2010, o índice Planeta Vivo, que mede a evolução de 10.380 populações de 3038 espécies - mamíferos, pássaros, répteis e peixes - caiu 52%.
Uma tendência que "não tem qualquer indício de abrandamento", segundo o documento da WWF, cuja 10ª edição é citada pela AFP.
As zonas mais afetadas são a América Latina e a Ásia-Pacífico. As espécies mais atingidas são as água doce (76%), enquanto as espécies terrestres e marinhas diminuíram 39%.
Numerosos peixes e outros animais de rio desapareceram por completo da zona do Coorong, sul da Austrália, onde a grande utilização de água para irrigação aumentou a salinidade das águas.
Em África, a população de elefantes - que em 1984 apenas contavam 7% do seu máximo histórico - o número de indivíduos caiu 60% entre 2002 e 2011 devido à caça.
A contribuir para os 52% de queda medida está também uma diferente forma de cálculo relativamente aos anos anteriores, com vista a representar de forma mais rigorosa as alterações nos ecossistemas mundiais.
Quanto às causas do declínio de vida animal no planeta, a organização não governamental aponta a perda ou degradação de habitats por ação humana (agricultura, desflorestação, irrigação, construção de barragens hidroelétricas...), a caça, a pesca excessiva e as alterações climáticas.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 31 de agosto de 2014

Cientistas gravam som do mundo para perceber ambiente

Desde sonos de aviões ao simples bater das asas de um morcego. Uma equipa de cientistas no Indiana, Estados Unidos, quer gravar todos os sons do mundo, durante um ano, para depois proceder à análise dos dados recolhidos e tentar detetar padrões que permitam melhor perceber qual o atual estado de saúde do nosso planeta.
O projeto de ecologia quer recolher dados áudio do som de aviões, dos terramotos, do chamamento dos morcegos e o cântico de pássaros durante as suas migrações, para depois, face ao enorme volume de dados recolhidos, tentar encontrar os sons realmente importantes.
Posteriormente, os dados recolhidos são depois analisados através de um algoritmo que determina a sua relevância. “Existe aquilo que eu chamo os ritmos da natureza. Há períodos como certos coros da manhã e certos crescendos durante algum tempo”, refere Bryan Pijanowksi, investigador responsável pelo projeto, para explicar a relevância dos dados recolhidos.

Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A máquina que lava roupa sem água em 10 minutos

Chama-se Swash e pretende revolucionar a vida das donas de casa. E dos donos de casa também.
Desenvolvida em parceria pela Whirlpool e pela P&G, esta máquina lava a roupa (uma peça de roupa de cada vez) em 10 minutos sem precisar de água, uma vez que usa o sistema de limpeza a seco. E é exatamente por esta razão que a roupa, quando sai da máquina, nem precisa de ser passada a ferro.
Segundo o site Tech Tudo, esta máquina pode ainda restaurar as fibras do tecido, impedindo que as mesmas ‘envelheçam’ com o uso.
A Swash tem 53,5 centímetros de altura, 54,5 de profundidade e 16,5de largura. A mesma fonte explica que a máquina não necessita de tubos e pode ser ligada a uma tomada padrão 120 V.
Relativamente ao modo de funcionamento, basta colocar a peça de roupa no interior da máquina. Esta deve estar esticada e presa nos clipes da haste da máquina. Depois é só inserir um ‘disco’ de limpeza, ligar a máquina et voilá: dez minutos depois a peça de roupa está pronta a usar.
Para já, esta inovação encontra-se em pré-venda e está previsto que chegue às lojas norte-americanas já em setembro.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 20 de julho de 2014

Corais das Caraíbas podem desaparecer em breve

Os recifes de corais das Caraíbas diminuíram cerca de metade nos últimos 50 anos devido a causas naturais, como tempestades ou crescimento de algas, e ao impacto de atividades humanas, como pesca ou construção, segundo um estudo internacional.
No trabalho «Recifes de Coral das Caraíbas: 1970-2012», elaborado por um grupo de investigadores de vários países e agora divulgado, alerta-se que, se não forem aplicadas medidas que permitam a sobrevivência destes elementos da natureza, dentro de 20 anos não restarão muitos naquela região do mundo.
Os recifes de coral são os ecossistemas marinhos com mais diversidade biológica do planeta, além de contribuírem para a proteção da costa, purificarem a água do mar, absorverem dióxido de carbono e serem fonte de alimento.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 3 de julho de 2014

El Hierro será a primeira ilha 100% renovável

Quando a central 'arrancar', cinco grandes turbinas eólicas fornecerão eletricidade para as casas e empresas na mais pequena e mais ocidental ilha do arquipélago das Canárias, em Espanha. O objetivo final do projeto é que o consumo da ilha seja inteiramente coberto por energia proveniente de fontes renováveis.
O sistema é constituído por dois tanques de água, um parque eólico, uma central hidroelétrica, uma estação de bombeamento e uma central de motores 'diesel'. O parque eólico é capaz de fornecer energia diretamente à rede e ao mesmo tempo alimentar um grupo de bombeamento de água num reservatório superior como sistema de armazenamento de energia. A central hidroelétrica, por sua vez, usa a energia potencial armazenada, garantindo o fornecimento de energia e a estabilidade da rede, conforme é explicado no site do projeto.
Inicialmente, prevê-se que a energia proveniente da central cobrirá 10% das necessidades, mas o objetivo é que até ao final do ano se atinjam os 70/80%. A Central Hidroeólica de El Hierro, uma vez totalmente operacional, salvará El Hierro do impacto de um consumo anual de 6.000 toneladas de diesel, ou seja, o equivalente entre 40 e 43 mil barris de petróleo por ano. As emissões de dióxido de carbono serão também reduzidas em cerca de 18.700 toneladas por ano. A ilha tem uma área de 268 mil metros quadrados e onze mil habitantes.
No entanto, e porque é este um projeto pioneiro (por isso, ainda pouco testado), para garantir o abastecimento em caso de qualquer eventualidade, sejam avarias da nova central ou situações em que o vento e a água não são suficientes para transmitir a energia necessária, a hipótese da utilização de petróleo continuará a existir. O uso de energia renovável tem grandes benefícios económicos, sociais e ambientais, mas tem a desvantagem de afetar a estabilidade do sistema elétrico, especialmente quando existem dificuldades em obter energia necessária.
A construção do complexo teve início em 2009 e envolveu cerca de 200 pessoas, incluindo biólogos e engenheiros. Na inauguração estarão presentes o Subsecretário da Indústria e Energia, Enrique Hernandez Bento, o Presidente das Canárias, Paulino Rivero, entre outros.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Japão promete esforços para recomeçar caça às baleias

Os comentários do governante colocam-no em rota de colisão com as associações contra a morte e comercialização de baleias, que esperavam que a decisão judicial terminasse de vez com esta prática nipónica.
"Quero recomeçar a comercialização de baleias, conduzindo pesquisa para obter dados científicos indispensáveis à gestão dos recursos das baleias", disse Shinzo Abe numa comissão parlamentar.
"Para isso, vou aumentar os esforços para obter a compreensão da comunidade internacional", acrescentou.
Abe argumentou que, ao contrário da perceção dos estrangeiros, segundo a qual as comunidades organizadas em torno desta prática matam os animais sem misericórdia, as cidades piscatórias apreciam a carne de baleia e mostram respeito para com estes mamíferos, organizando serviços religiosos no final de cada temporada de caça.
De acordo com o responsável, citado pela AFP, "é lamentável que esta parte da cultura japonesa não seja compreendida".
O ministro da Agricultura e Pescas japonês afirmou no final de abril estar disposto a manter a caça de baleias no Pacífico Norte, apesar da recente decisão do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) de ordenar o cancelamento do programa de captura na Antártida. 
De acordo com a agência noticiosa japonesa Kyodo, Yoshimasa Hayashi disse que o ministério vai defender o programa para "manter a cultura de consumo de baleia e garantir o fornecimento de carne baleia", sempre que seja sustentável para populações dos cetáceos. 
O governo japonês declarou já que vai aceitar a decisão do TIJ, de 31 de março, a determinar o cancelamento do programa de pesca com fins científicos no oceano Antártico por considerar que o objetivo deste programa não se ajusta às exigências da legislação internacional. 
Apesar da sentença só afetar as campanhas na Antártida, a decisão podia ameaçar o programa de caca de baleias, também para fins científicos, no Pacífico Norte. 
Hayashi admitiu que o governo nipónico ainda não tomou uma decisão sobre se a frota do Pacífico Norte vai zarpar no final deste mês, como é hábito, para dar início à campanha anual. 
Além deste segundo programa de pesca científica, o Japão continua a capturar, para fins comerciais, espécies mais pequenas de cetáceos, incluindo golfinhos, junto às suas costas.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 22 de abril de 2014

Raios laser para fazer chover

Investigadores de duas universidades dos Estados Unidos querem levar um raio laser até às nuvens para fazer chover. Departamento de Defesa norte-americano financia o projeto.
A ideia é de um grupo de investigadores das universidades do Arizona e da Florida Central, que estão a desenvolver um laser de alta energia capaz de chegar às nuvens e de ali desencadear chuva e relâmpagos.
Mathew Mills e Ali Miri, dois dos jovens investigadores da Universidade da Florida Central que estão a desenvolver o projeto, conseguiram uma proposta suficientemente convincente para o Departamento de Defesa lhes atribuir 7,5 milhões de dólares (5,4 milhões de euros).

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 15 de abril de 2014

NASA quer tirar um retrato à Terra em forma de «selfies»

A ideia é criar fotografia composta por autorretratos de indivíduos dos quatro cantos do planeta.
A agência espacial NASA apresentou uma proposta e convocou todas as pessoas do mundo a celebrar o planeta com uma imagem peculiar. Já que toda a gente insiste nas «selfie», porque não comemorar o «Dia da Terra», no dia 22 de abril, da mesma forma?
A ideia é criar uma «selfie global» que seja composta por autorretratos de indivíduos nos quatro cantos do planeta, uma imagem-mosaico da Terra feita pelas pessoas.
Para participar, basta apenas escolher uma paisagem personalizada (pode ser um parque da cidade, montanha, rio, lago ou qualquer outro lugar distinto), esticar o braço, fotografar e publicar nas redes sociais. Quem quiser poderá descarregar uma identificação oficial da NASA, imprimi-la e utilizá-la no momento da selfie.
Para que a agência possa monitorizar todas as publicações, as fotografias devem fazer-se acompanhar da hashtag #GlobalSelfie. As redes sociais que integram este movimento são o Instagram, Facebook, Twitter, Google+ e Flickr.
A NASA pretende também assinalar assim o lançamento de cinco novas missões, todas com o objetivo de observar a Terra durante um ano.
Um dos principais objetivos da ação é «incentivar as pessoas a terem consciência ambiental», explicou a agência em comunicado.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Grande Barreira de Coral pode sofrer danos irreparáveis

A Grande Barreira de Coral, situada a nordeste da Austrália, pode sofrer danos irreparáveis dentro de 25 anos caso não sejam adotadas medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e o aquecimento global, segundo alertaram hoje cientistas.
"É evidente que um fracasso na adoção de medidas não é uma opção", advertiu Ove Hoegh-Guldberg, que contribuiu para o relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas, o qual foi apresentado hoje no Japão.
Numa intervenção em Sydney, Ove Hoegh-Guldberg alertou para o risco de desaparecimento de metade do coral nos próximos 27 anos, caso o aquecimento global não seja contido.
O biólogo marinho da Universidade de Queensland explicou que a Austrália tem experienciado uma subida da temperatura de quase um grau no último século e que nos próximos cem anos o país sofrerá outro aumento, desta feita, superior a cinco graus.
Hoegh-Guldberg considera serem "muito escassas" as perspetivas da Grande Barreira de Coral, declarada Património da Humanidade, caso a temperatura média aumente em dois graus centígrados.
A Grande Barreira de Coral começou a deteriorar-se a partir de 1990, altura em que foi detetado o primeiro recuo no seu crescimento e uma menor calcificação nos corais.
Segundo o Instituto Australiano de Ciências Marinhas, a queda do crescimento da superfície coralina deve-se ao duplo impacto provocado pelo aquecimento da água do mar e o aumento da sua acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.
O Governo australiano aprovou, em dezembro, um projeto mineiro na zona da Grande Barreira de Coral, cujos oponentes alertam que fará com que Austrália venha a gerar anualmente mais dióxido de carbono do que a Dinamarca e Portugal juntos.
Essa decisão foi tomada no mesmo dia em que Hoegh-Guldberg publicou um livro em que adverte que a Grande Barreira de Coral poderá desaparecer por completo em 2100.
A Grande Barreira de Coral alberga 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 5 de março de 2014

O primeiro retrato das profundezas das Novas Hébridas

Os diferentes nutrientes que existem no local levaram à diversificação de espécies que não se encontram noutros lugares
Quando o realizador de Titanic, James Cameron, desceu ao local mais profundo dos oceanos, a Fossa das Marianas, no Pacífico, em março de 2012, ficou surpreendido com a riqueza imensa da vida que ali floresce. Mas os cientistas estão agora perceber, ao explorar outras fossas abissais noutras regiões oceânicas, que quem viu uma, só viu mesmo uma, porque elas são muito diversas entre si nas manifestações da vida que cada uma delas alberga.
É o caso da fossa abissal das Novas Hébridas, também no Pacífico, que foi agora visitada por uma equipa internacional de investigadores e que se revelou muito diferente das outras fossas anteriormente exploradas do ponto de vista das espécies que acolhe.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Site segue a desflorestação no mundo

Nova ferramenta permite seguir em tempo quase real a desflorestação em todo o mundo e poderá ajudar no combate ao corte ilegal de árvores.

A Global Forest Watch lançou a ferramenta no seu site com o apoio da Google, de outras empresas e de ativistas. Com recurso aos mapas da Google, a Universidade de Maryland criou algoritmos que permitem a partir de agora seguir de perto transformações significativas nas áreas florestais. A esperança é que com o recurso a esta ferramenta seja possível avisar as autoridades e/ou ativistas dos países onde se verifique o corte de árvores de forma indiscriminada.
Dados recolhidos pela Google e para Universidade de Maryland demonstram, segundo a BBC, que entre 2000 e 2012 o mundo perdeu 230 milhões de hectares de árvores. Segundo alguns ativistas, cada ano é cortado o equivalente a 50 campos de futebol de árvores.
Esta tecnologia vai mais longe, pois será possível tanto aos ativistas como as comunidades locais acederem a imagens das florestas mais vulneráveis.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Icebergue gigante à deriva na Antártida

Um icebergue gigante, com 700 quilómetros quadrados, que se desprendeu do glaciar da Antártida, está a ser vigiado por cientistas britânicos, porque há o risco de ameaça das rotas marítimas do Atlântico Sul, afirmou o investigador Grant Bigg.
O icebergue, com uma área equivalente à da ilha da Madeira, foi localizado por uma satélite alemão em julho, estando desde então a ser estudado e vigiado por Grant Bigg, professor da Universidade de Sheffield, em parceria com a Universidade de Southampton, ambas no Reino Unido.
De acordo com o especialista, há o risco de fragmentação do icebergue, porque as últimas imagens de satélite mostram vários quilómetros de água entre uma placa de gelo flutuante e o glaciar Pine Island, estando por isso a ser estudada a sua possível trajetória.
"Normalmente, os icebergues desta zona demoram a sair da baía de Pine Island, mas se conseguirem, podem dirigir-se para a costa ou circular no Oceano Atlântico", afirmoy Grant Bigg, em declarações à BBC.
O glaciar de Pine Island é considerado o maior da Antártida e é dele que se desprendem mais icebergues, a cada seis a dez anos.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um em cada cinco répteis está ameaçado de extinção

Estudo faz a primeira avaliação com representatividade global do estado de conservação dos répteis.
Aproximadamente um em cada cinco espécies de répteis está em risco de desaparecer para sempre da Terra, segundo um estudo que faz pela primeira vez uma avaliação global da situação desta classe de animais.
No estudo, publicado na revista Biological Conservation, cientistas avaliaram uma amostra aleatória de 1500 espécies de répteis e concluíram que 19% estão ameaçadas de extinção. Não havia, até agora, uma indicação fidedigna do estado dos répteis a nível global. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, mantida e actualizada anualmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), identifica 807 répteis “criticamente ameaçados”, “em perigo” ou “vulneráveis”. Mas apenas 39% das 9547 espécies descritas de répteis foram até agora avaliadas, segundo dados da Lista Vermelha. E a avaliação não tem sido sistemática, incidindo mais sobre determinadas áreas do globo ou sobre alguns tipos de répteis.
Está em curso uma avaliação completa dos répteis do mundo (Global Reptile Assessment). Mas enquanto isso não fica concluído, o estudo agora publicado oferece um atalho, através de uma amostra com representatividade global. “É basicamente um retrato imediato do estado dos répteis”, disse ao PÚBLICO Philip Bowles, da Comissão de Sobreviência das Espécies da UICN e um dos autores principais do estudo.
Cerca de duas centenas de cientistas, de vários países, estiveram envolvidos nesta avaliação. Os resultados serão validados à medida que a avaliação global dos répteis for avançando, explica Philip Bowles.
A percentagem estimada de espécies ameaçadas não é tão grande como a da classe dos anfíbios – onde duas em cada cinco corre o risco de se extinguir. “Não é tão mau como poderia ser. Mas não são boas notícias”, afirma Philip Bowles.
As espécies ameaçadas concentram-se sobretudo nas regiões tropicais, onde têm sido vítimas da destruição do seu habitat, para dar lugar à agricultura ou à exploração de madeira. Os répteis de água doce apresentam maior número de espécies em risco: 30% no total e 50% só para as tartarugas.
De acordo com Philip Bowles, o estudo, embora seja apenas uma primeira abordagem à escala global, permite identificar desde já espécies para as quais é prioritário adoptar medidas de conservação.

Fonte: Público

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Última década foi a mais quente desde 1880

A última década foi a mais quente que o planeta conheceu desde que se começaram a fazer registos de temperaturas em 1880, indicaram na terça-feira climatólogos dos EUA, noticia a agência AFP.
Com exceção de 1998, os nove anos mais quentes foram registados depois de 2000, com 2010 a ser o que teve a temperatura mais elevada, seguido de perto por 2005.
A temperatura média mundial subiu cerca de 0,8 graus centígrados desde 1880.
Um climatólogo da agência espacial norte-americana (NASA, na sigla em Inglês), Gavin Schmidt, destacou que "a temperatura de um ano não é em si significativa, mas o que conta é o facto de a última década ter sido mais quente que a precedente e estar mais quente que a anterior".
A conclusão desta tendência é a de que "o planeta está a aquecer, devido a que as pessoas emitem cada vez mais dióxido de carbono para a atmosfera".
O ano 2012 foi o nono mais quente, com uma média de 14,6 graus Celsius, mais 0,6 graus que o verificado no meio do século XX, segundo os números mais recentes do Instituto Goddard para os Estudos Espaciais (GISS, na sigla em Inglês), da NASA.
A agência dos EUA para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês) anunciou na última semana que o ano 2012 tinha sido o mais quente alguma vez registado nos EUA, exceção feita ao Havai e ao Alasca.
O diretor do GISS, James Hansen, destacou, por seu turno, que "as temperaturas elevadas nos EUA durante o verão de 2012 são um sinal de uma nova tendência de estações de vagas de calor extremas, mais quentes que durante os verões mais quentes de meados do século XX".
Hansen rejeitou também a afirmação de alguns céticos das alterações climáticas, que advogam a inexistência de aquecimento do planeta desde há 16 anos.
"Eles apresentam como referência 1998, quando a intensidade do 'El Nino' [uma corrente quente do Pacífico] foi a mais forte do século e provocou a subida da temperatura do planeta", que posteriormente foram mais baixas, mas, contrapõe, "é claro que as últimas décadas foram as mais quentes", assegurando que esta tendência vai continuar.
"Constatamos que os oceanos estão a aquecer, o que significa que o planeta conhece um desequilíbrio térmico, ao absorver mais energia do que liberta", explicou Hansen, sintetizando: "Podemos prever que a próxima década será mais quente que a anterior".
Um relatório de 240 peritos, divulgado na sexta-feira pelo Governo dos EUA, prevê uma subida da temperatura média superior a cinco graus até 2100, se não forem reduzidas as emissões de dióxido de carbono depois de 2050.

Fonte: Diário de Notícias