domingo, 9 de agosto de 2015

Cientistas portugueses revolvem mistério com 3 séculos

Porque é que quando há dois relógios de pêndulo pendurados numa parede, eles sincronizam automaticamente o movimento do pêndulo? A dúvida nasceu em 1665Uma equipa de investigadores portugueses avançou uma explicação para um mistério com mais de três séculos: a troca de impulsos sonoros faz com que o movimento de dois pêndulos de relógios, colocados lado a lado, esteja automaticamente sincronizado.
Os resultados do trabalho foram divulgados hoje, na revista Scientific Reports, do grupo da revista Nature.
Um dos coautores do estudo, Luís Viseu Melo, investigador do INESC Microssistemas e Nanotecnologias, em Lisboa, explicou à Lusa que, para a sua experiência, a equipa testou um modelo matemático com base num "pressuposto simples", o de que um pêndulo de um relógio, "num dado ponto do ciclo", transfere energia a outro através de impulsos sonoros.
O impulso sonoro, uma onda sonora que transporta energia, pode passar de um relógio para o outro, obrigando-os a estarem sincronizados.
Em 1665, o físico holandês Christiaan Huygens, inventor do relógio de pêndulo, observou, quando estava doente em casa, que o movimento dos pêndulos de dois relógios, pendurados numa trave, era sincronizado. Qualquer que fosse a posição de partida, os pêndulos mantinham-se em 'oposição de fase': um pêndulo ia para a esquerda enquanto o outro ia para a direita.
Os dados do modelo matemático, uma série de equações, do grupo de investigadores portugueses, foram observados em dois relógios de pêndulo colocados num suporte de alumínio fixo à parede.
O modelo já foi testado, com "resultados semelhantes", em osciladores eletrónicos, circuitos eletrónicos que produzem sinais eletrónicos repetitivos, e que se podem encontrar em telefones ou altifalantes.
Da equipa de investigação faz parte também Henrique Oliveira, do Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos, em Lisboa.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Plutão está coberto por uma névoa

O "New Horizons" captou imagens que mostram uma névoa de 130 quilómetros por cima da superfície de Plutão, uma de 80 quilómetros e outra de cerca de 50 quilómetros.A agência espacial norte-americana NASA divulgou esta madrugada novas imagens de Plutão captadas pela sonda "New Horizons" que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.
A sonda, que passou perto do desconhecido Plutão na semana passada, numa missão que arrancou há quase uma década, continua a enviar informação para a equipa da NASA.
"As nossas expetativas foram mais que superadas. Com gelo solto, uma substância exótica na sua superfície, cordilheiras e uma ampla névoa, Plutão está a mostrar uma diversidade verdadeiramente emocionante de geologia planetária", disse em comunicado John Grunsfeld, um dos diretores adjuntos da NASA.
O "New Horizons" captou imagens que mostram uma névoa de 130 quilómetros por cima da superfície de Plutão, com duas capas bem diferenciadas, uma de 80 quilómetros e outra de cerca de 50 quilómetros.
"As névoas detetadas nesta imagem são um elemento chave da criação dos complexos compostos de hidrocarbonetos que dão à superfície de Plutão um tom avermelhado", acrescentou Michael Summers, um investigador da sonda "New Horizons" na universidade de George Mason, em Fairfaz (Virginia), citado no comunicado.
Alan Stern, o principal investigador da "New Horizons" em Boulder, Colorado, Estados Unidos, descreveu o ambiente de Plutão como "uma atmosfera extraterrestre" de uma "incrível beleza".
Até agora os cientistas estimavam que as temperaturas em Plutão fossem demasiado quentes para que se formassem neblinas a altitudes superiores a 30 quilómetros acima da superfície do planeta-anão.
"Precisamos de novas ideias para averiguar o que esta a ocorrer", disse Summers.
A missão do "New Horizons" também detetou nas imagens provadas de "gelos exóticos" na superfície de Plutão e assinalou uma atividade geológica recente.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saiba quais são as aplicações mais vulneráveis a ataques

Tudo consistiu num teste que passava por tentar o maior número de possibilidades de passwords até conseguir entrar numa conta associada a uma determinada aplicação.Os especialistas descobriram, desta forma, quais as apps que aceitam tentativas infinitas de combinações.
De acordo com o 9to5 Google, foram testadas 100 aplicações e destas 53 permitiam infinitas tentativas para descobrir as passwords.
A AppBugs não divulgou, pelo menos por enquanto, a lista na sua totalidade, revelando apenas o nome de algumas aplicações: Songza, Pocket, Wunderlist, iHeartRadio, WatchESPN, Expedia, Dictionary, CNN, Slack, SoundCloud e Walmart.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 5 de julho de 2015

Próximos iPhone sem botão de menu

Funcionalidade pode ser incluída no próprio ecrã. O botão de menu do iPhone pode vir a desaparecer dos dispositivos. Os rumores cresceram nos últimos dias: a opção menu deverá ser inserida no ecrã do telemóvel, que vai continuar a realizar a leitura de impressão digital. Apesar do entusiasmo perante esta novidade, o Apple Insider diz que esta mudança não vai chegar aos dispositivos antes de 2017. Assim, fica de fora a possibilidade dos novos iPhone, lançados ainda este ano, já não terem o botão. Esta alteração funcional e estética poderá permitir à Apple criar um iPhone mais pequeno e leve, sendo este, ao que tudo indica, o grande objetivo da marca da maçã.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 30 de junho de 2015

Robô põe paraplégico a andar

Jovem já não andava pelos próprios pés há dois anos. Foi revelado um vídeo emocionante que mostra um homem paralítico há dois anos a andar pela primeira vez, com a ajuda de um fato robótico. As imagens captadas no centro de reabilitação em Northamptonshire, Reino Unido, mostram Simon Kindleysides – que sofre de um distúrbio neurofuncional – a dar os primeiros passos vestindo o fato robótico 'Rex'. Pela primeira vez, desde que está numa cadeira de rodas, este paciente conseguiu andar pelos próprios pés. Simon afirma que se sente de novo "um homem de um metro e oitenta" e confessa que foi uma experiência "fantástica". O fato 'Rex' é descrito como o primeiro dispositivo robótico para andar de mãos-livres uma vez que é controlado de forma independente. O norte-americano Simon Kindleysides, de 31 anos, também afetado por um tumor cerebral, recomenda a experiência a todos aqueles que estejam dependentes de uma cadeira de rodas.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 27 de junho de 2015

Em breve poderá fazer compras no Twitter

Rede social divulgou que está a testar uma nova maneira de usar a plataforma de mensagens para compras através da promoção de produtos e lugares nos seus ‘feeds’.
O Twitter divulgou que está a testar uma nova maneira de usar a plataforma de mensagens para compras através da promoção de produtos e lugares nos seus ‘feeds’, para aumentar as receitas.
“Estamos a começar a experimentar com um pequenos número de produtos e locais”, disse o gestor de produto do Twitter, Amaryllis Fox.
A mudança vai expandir a plataforma para além dos ‘tweets’ para páginas com informações sobre o produto e onde o utilizador poderá efetuar uma compra.
A nova funcionalidade foi anunciada, esta sexta-feira, no blog da rede social, quando o novo responsável por aquela rede social, Dick Costolo, quer aumentar o crescimento.
Dick Costolo está sob pressão dos investidores para aumentar o número de usuários do Twitter, bem como as receitas.
Segundo os últimos dados disponibilizados, o Twitter tem 300 milhões de utilizadores, mas o crescimento tem sido lento em comparação com outras redes sociais.

Fonte: TVI24

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Lexus criou uma prancha de skate voadora

A prancha chama-se Slide. Marca descreve produto como a junção de “tecnologia, design e imaginação”
E se, de repente, uma prancha de skate pudesse voar? Parece mentira, mas a Lexus diz que é verdade. Quem não se lembra do filme “Regresso ao Futuro” que na década de 80 levou milhões às salas de cinema.
A Lexus chama-lhe Slide e descreve produto de forma simples: “Quando a tecnologia, o design e a imaginação se juntam, coisas maravilhosas podem acontecer”.
Sob a designação de “ Amazing in Motion”, a marca fez nascer um quarto projeto. A criação de Slide significou um desafio e a criação e algo absolutamente único.
A ideia não é a comercialização, mas a sua existência tem feito furor.
Atualmente, de acordo com a BBC, a prancha, que ainda é um protótipo, está a fazer testes em Barcelona. Está previsto que seja apresentada oficialmente, no final do verão, em outubro próximo.
E como levita? Usando levitação magnética, com nitrogénio liquido arrefecido e condutor e ímanes permanentes, avança a Lexus.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A descoberta é inédita: A maioria dos cangurus é esquerdina!

O estudo que o demonstra é o primeiro a provar a existência de uma mão dominante numa espécie além da humana.
Os cangurus selvagens têm tendência para preferir a mão equerda à direita quando realizam tarefas, seja para se alimentarem, limparem ou apoiarem. O estudo que o demonstra é o primeiro a provar a existência de uma mão dominante numa espécie além da humana.
Esta lateralidade manual foi demonstrada em duas espécies diferentes de canguru, assim como numa espécie de wallaby, um animal mais pequeno mas parecido com o canguru. No geral, indivíduos das três espécies mostram preferência pela mão esquerda.
O estudo vai ser publicado na revista Current Biology, e é o resultado de uma observação continuada de cangurus no seu habitat natural.
Estas observações parecem apontar para a postura como um fator importante no desenvolvimento de uma mão dominante nas espécies, porque as espécies de marsupial que andam em quatro patas não tinham a mesma lateralidade manual marcada que foi encontrada nos cangurus e no wallaby, que andam apenas em duas patas.
Embora existam algumas indicações de que outros animais têm mãos dominantes, é a primeira vez que um estudo comprova que uma espécie além da humana tem uma tendência marcada, através da maioria dos indivíduos, para favorecer um lado sobre o outro.
A investigadora Janeane Ingram disse à BBC que, embora alguns membros da comunidade científica acreditem que o facto de os cangurus serem esquerdinos "não é um assunto sério", qualquer investigação que comprove uma lateralidade manual "noutra espécie bípede contribui para o estudo da simetria cerebral e da evolução dos mamíferos".
Uma particularidade do estudo é poder ser considerado um exemplo da evolução paralela de um traço. Ou seja, os cangurus e wallabys, que são marsupiais, desenvolveram uma característica que também existe nos humanos, que são primatas, sem que esta se registe noutras espécies que pertencem aos mesmos ramos da "árvore evolucionárioa".
A equipa que realizou o estudo é russa, da Universidade de S. Petersburgo, e os investigadores viajaram depois para a Austrália para realizar observações em campo. Lá, contactaram com a investigadora Janeane Ingram, da Universidade da Tasmânia.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cientistas desenvolvem vacina que neutraliza VIH em ratos

Descoberta pode fornecer informação crucial para se chegar a uma vacina eficaz contra a Sida.
Um grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em ratos os anticorpos necessários para neutralizar o vírus do VIH, que provoca a Sida.
As conclusões foram publicadas em três estudos divulgados quinta-feira nas revistas especializadas Cell e Science.
Os estudos foram realizados por cientistas de dois centros norte-americanos, o Instituto de Investigação Scripps e da Universidade Rockefeller, e pela Iniciativa Internacional da Vacina da Sida.
A descoberta pode fornecer informação crucial para se chegar a uma vacina eficaz contra a Sida, referem no estudo os autores.
A natureza mutante do vírus VIH, assim que entra no corpo, tem sido uma frustração para os investigadores, que têm feito um enorme esforço para compreender o comportamento do vírus.
Nos últimos anos, os cientistas conseguiram perceber que um pequeno grupo de pessoas que vive com VIH desenvolve anticorpos que neutralizam amplamente o vírus.
Os investigadores que publicaram o estudo conseguiram demonstrar que é possível gerar aqueles anticorpos em ratos através de uma sucessão de vacinas.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Mundo está a iniciar sexta extinção em massa e Homem pode desaparecer

Estudo alerta que humanos podem estar entre as primeiras vítimas. Nunca desde o fim da era dos dinossauros, há 66 milhões de anos, o planeta perdeu espécies a um ritmo tão rápido quanto o atual.
O mundo está a iniciar a sexta extinção em massa, com os animais a desaparecerem a um ritmo 100 vezes superior ao que ocorreu, e os humanos podem estar entre as primeiras vítimas, segundo um estudo divulgado hoje.
Nunca desde o fim da era dos dinossauros, há 66 milhões de anos, o planeta perdeu espécies a um ritmo tão rápido quanto o atual, segundo a investigação realizada por cientistas das universidades Stanford, Princeton e da Califórnia, em Berkeley.
O estudo "mostra sem qualquer dúvida significativa que se está a entrar na sexta grande extinção em massa", afirmou um dos autores, Paul Ehrlich, professor de Biologia na Universidade de Stanford.
E os humanos estão entre as espécies que vão desaparecer, aponta-se no estudo, que os próprios autores consideram "conservador", publicado na revista Science Advances.
"Se conseguir continuar, a vida vai levar muitos milhões de anos a recuperar e a nossa própria espécie deve ser das primeiras a desaparecer", afirmou o principal investigador, Gerardo Ceballos, da Universidade Autónoma do México.
A análise está baseada em extinções documentadas de vertebrados, ou animais com esqueletos internos, como sapos, répteis e tigres, em registos fósseis e outra informação histórica. As causas da eliminação das espécies vão das alterações climáticas à desflorestação, passando por várias outras.
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, cerca de 41% de todas as espécies anfíbias e 26% de todos os mamíferos estão ameaçados de extinção.
No estudo apela-se a "esforços rápidos e intensificados para conservar as espécies já ameaçadas e aliviar as pressões sobre as suas populações, designadamente a perda de habitat, a sobre-exploração de recursos para fins económicos e as alterações climáticas".

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 31 de maio de 2015

Robot impressiona a saltar obstáculos

O MIT está presentemente a desenvolver um robot capaz de detetar obstáculos e ultrapassá-los saltando.
No vídeo revelado sobre o projeto 'Cheetah' pode ver-se o robot a saltar com facilidade obstáculos com alturas até 40 cm.
É de esperar que continuem a ser feitos ajustes e adicionadas capacidades neste projeto a ser financiado pela DARPA.

Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 30 de maio de 2015

Primeira televisão para colar na parede

A LG revelou uma televisão com tecnologia OLED, de espessura reduzida – 0,97 milímetros apenas – e que se pode colar na parede. O protótipo de 55 polegadas (139,7cm de diagonal) e 1,9 quilos de peso ainda vai demorar a chegar ao mercado, mas já mostra a vontade da marca em inovar para além dos ecrãs finos e curvos. Na parte de trás, esta televisão OLED tem uma banda magnética que permite colar o equipamento à parede. A novidade foi apresentada na semana passada, na Coreia do Sul. No mesmo evento, Yeo Sang-deog responsável na marca pelo desenvolvimento de dispositivos OLED adiantou que a LG prevê vender este ano 600 mil unidades com esta tecnologia e 1,5 milhões em 2016.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apague ficheiros para sempre no computador

Tem ficheiros no seu computador que quer destruir completamente? Não basta mandá-los para a 'Reciclagem' no ambiente de trabalho. O chamado 'caixote do lixo' apenas remove o ficheiro do computador. Mesmo que esvazie a Reciclagem, o documento continua lá, só o caminho virtual para lá chegar é que é apagado. O ficheiro continua guardado no disco, apenas está numa zona de acesso mais difícil. Há várias formas fáceis e eficientes de se livrar de ficheiros e todas elas envolvem regravar com outros dados, como se fosse rabiscar sobre as palavras já escritas num pedaço de papel. Soluções para o problema O Eraser é uma ferramenta gratuita que lhe permite localizar ficheiros específicos no seu Windows e substituí-los antes de apagar o diretório. Assim que for instalado, o Eraser pode ser utilizando ao clicar com o botão direito do rato no ficheiro em causa, escolher o ícone do Eraser e selecionar a opçãp 'erase'. Se se sentir mais confortável, pode substituir o ficheiro várias vezes, para garantir que ele é mesmo eliminado. O CCleaner serve para eliminar áreas específicas e aplicações do seu computador, como um motor de busca, uma pasta ou mesmo esvaziar o espaço de ficheiros apagados que não foram eliminados de forma correta inicialmente. Se o seu equipamento for Apple, opte pelo Security Empty Trash. Apagar ficheiros num computador desta marca, de forma segura, faz-se através do caixote do lixo. Arraste os ficheiros que quer apagar para o lixo e depois siga os passos Procurar > Esvaziar lixo de forma segura. E já está. Também pode apagar o seu disco inteiro com a app Disk Utility, ao escolher a opção "Apagar" e depois clicar em "Opções de segurança".

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 26 de maio de 2015

Doentes vão poder tratar depressão através do smartphone

A partir de setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de autoajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.
Esta plataforma, que faz parte de um projeto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.
Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.
A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.
Reconhecendo que nem todos os utentes usam internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.
Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.
“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas.”
Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.
“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento.”
Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.
“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interação do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro.”
Para pôr em prática este projeto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.
O projeto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projeto “vai para o terreno depois de setembro”.
Em setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais - entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.
Ao todo o projeto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.
O projeto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.
Este projeto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.
A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio.

Fonte: TVI24

domingo, 24 de maio de 2015

Após anos de dores, mulher descobre que é alérgica ao sémen do marido

Britânica que sentia fortes dores após ter relações sexuais foi durante anos erradamente diagnosticada com uma doença sexualmente transmissível. Uma condição que pode afetar até 12% das mulheres.
O caso é raro mas grave e surge agora em público em jeito de alerta para o facto de muitos médicos não estarem alertados para a possibilidade: Marie Cuthbertson, hoje com 50 anos, sofreu mais de dez anos de cada vez que tinha relações sexuais com o marido, Mark. Só ao fim de uma década é que descobriram que ela é alérgica ao sémen do homem que escolheu para se casar.
O problema surgiu quando ela tinha cerca de 30 anos. Após ter relações sexuais com o marido, de todas as vezes, Marie Cuthbertson sentia dores intensas e uma grave inflamação vaginal.
Consultou vários médicos de clínica geral e todos lhe disseram que se trataria de uma doença sexualmente transmissível, receitando-lhe antibióticos.
"Todos os médicos desvalorizaram a minha ideia de que estaria a ter uma reação física ao sexo", disse a britânica ao jornal Daily Mail. "Eles diziam que essas coisas não acontecem e sugeriram que o meu marido estivesse a ser infiel - o que é insultuoso para ambos".
Os antibióticos que os clínicos receitaram a Marie não fizeram qualquer efeito e o casal adaptou-se como pôde - chegaram a ter um filho. Mas o sofrimento continuou.
"A inflamação [vaginal] só atingia o ponto máximo horas após [o ato sexual]. Por isso eu tinha a certeza de que não se tratava de uma simples infeção", prossegue a mulher.
Até que, há cerca de dez anos, um clínico geral a encaminhou para uma clínica ginecológica, onde finalmente lhe fizeram o diagnóstico correto: Marie é alérgica ao sémen do marido e só consegue evitar a reação alérgica utilizando preservativos.
Esta é uma condição rara, mas mais frequente do que talvez se possa pensar: segundo especialistas ouvidos pelo Mail, uma em cada dez mulheres pode ter esse problema - e poderá não o ter diagnosticado.
E não são as únicas: o também britânico Express refere um estudo científico holandês que identificou 45 homens com reações alérgicas ao seu próprio sémen, sentindo com fortes dores e sintomas semelhantes aos da gripo de cada vez que ejaculam.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 23 de maio de 2015

Novos medicamentos vão "revolucionar" tratamento da trombose

Nova classe de fármacos já está disponível em Portugal, mas é preciso uniformizar tratamentos.
O cirurgião vascular Armando Mansilha disse hoje que existe uma nova classe de fármacos, com "comprovada eficácia" e com "melhoria do perfil de segurança", que provavelmente "vai revolucionar todo o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar".
Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que "a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso".
A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, "diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controle laboratorial regular", sublinhou.
O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.
Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, "estão a ser progressivamente introduzidos" no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.
Este é um dos objetivos do livro "Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso - evidência e recomendações", coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da cirurgia vascular, medicina interna, oncologia médica, obstetrícia e imunoterapia, entre outras.
O documento, considerado o "mais completo" manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.
O objetivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).
Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sabia que tem 10 segundos para cancelar um e-mail que enviou sem querer?

Estava a responder a um anúncio de emprego e deu conta que tinha uma gralha no e-mail, mas já enviou? Recebeu um e-mail irado da namorada, respondeu no mesmo tom e arrependeu-se mal carregou no "enviar"? Bem, agora tem 10 segundos para anular o envio de e-mails se usar o Gmail.
Não podia ser mais fácil, mas primeiro tem de ativar essa funcionalidade. Depois de fazer login na sua conta do Gmail, procure as definições (canto superior direito) e, em seguida, carregue em "Labs" (está a azul, entre "Chat" e "Off-line"). Nos "Labs disponíveis", a funcionalidade de anular "enviar" surge em primeiro lugar. Só tem de clicar, do lado direito, onde diz "ativar" e, por fim, guardar as alterações.
E pronto. A partir de agora, mal envie e-mails tem 10 segundos para anular o envio. E corrigir as gralhas ou pensar duas vezes antes de enviar um e-mail mal direcionado.

Fonte: Dinheiro Vivo

terça-feira, 19 de maio de 2015

O seu nome tem uma batida, gostava de descobrir qual é?

E se tudo o que escreve tivesse um som? Para concretizar esta ideia, um designer norte-americano criou um sintetizador online que dá uma batida a cada caracter inserido pelo teclado.
Chama-se Typedrummer e permite que os internautas descubram o som associado a um determinada palavra, frase ou parágrafo.
Basta escrever algo no local indicado, como o seu nome, por exemplo, para ouvir o som que resulta da junção entre os vários caracteres.
Quanto maior for o número de caracteres, maior será a confusão musical, mas é sempre possível que o resultado seja uma melodia interessante e verdadeiramente musical.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 17 de maio de 2015

Homem constrói kart que atinge mais de 90km/h

Se costuma pensar em karts como veículos mais lentos que carros convencionais tem de ver este modelo construído por Colin Furze, conhecido no YouTube pelas suas invenções impressionantes.
Como refere o Gizmodo, o kart foi capaz de atingir a velocidade de 96km/h já perto do final da pista, não sendo conhecido se seria capaz de ir além da marca dos 100km/h.
Entretanto é possível admirar o efeito das chamas que saem dos tubos de escapa, emitindo tal calor que até o metal fica laranja.

Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 16 de maio de 2015

Cientistas alertam para mutação de estirpe da tifoide

Criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Um grupo de cientistas alertou, esta segunda-feira, para uma mutação na estirpe da tifoide que criou resistência aos antibióticos em África e Ásia. Segundo um artigo divulgado na Nature Genetics, a mutação foi detetada em amostras de bactéria recolhidas em 63 países. As amostras revelaram uma estirpe multirresistente, denominada H58, que não responde aos antibióticos.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MIT tira efeito de espelho das fotos

Quantas vezes não ficou com uma grande fotografia arruinada pelo simples facto de existir uma janela entre si e o sujeito da foto? Até agora, não havia forma de corrigir isso, mas uma equipa de investigadores do Massachussets Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, está a desenvolver um algoritmo para anular os reflexos nas imagens. O algoritmo faz muito mais do que procurar reflexos. Usa também uma técnica para partir a imagem digital em blocos de píxeis e deteta quais pertencem à foto e quais não pertencem. A aplicação prática para este novo software de processamento de imagens é óbvia: permitir às máquinas fotográficas digitais eliminar automaticamente um reflexo de uma foto tirada através de uma janela ou dar a aplicações como o Photoshop uma ferramenta poderosa para a pós-produção fotográfica.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bactérias do corpo humano podem ser "impressões digitais"

As bactérias que vivem no corpo humano, sobretudo as do intestino, podem servir como identificadores únicos, um pouco à semelhança das impressões digitais, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A investigação é a primeira a avaliar até que ponto as pessoas podem ser identificadas a partir de microrganismos que habitam naturalmente o corpo, a chamada microbiota, e que podem variar consoante a idade de uma pessoa, o seu regime alimentar, a sua origem geográfica e o seu estado de saúde em geral.
O estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", baseou-se num grupo de 120 pessoas, entre 242 que deram amostras de fezes, saliva e pele ao Projeto Microbioma Humano, que conserva uma base de dados pública para as pesquisas científicas.
Os cientistas concluíram que as amostras de fezes são particularmente fiáveis, com 86% das pessoas a serem identificadas depois de estudadas as bactérias do intestino, um ano após as primeiras colheitas.
No caso das bactérias da pele, os resultados foram menos promissores, uma vez que apenas um terço das pessoas foram identificadas.
Mesmo nas situações em que não foi possível a identificação da pessoa, houve muito poucos falsos resultados positivos, ressalva o estudo.
"Ordenar o ADN [informação genética] humano numa base de dados de ADN é o alicerce para as ciências médico-legais. Mas mostrámos que o mesmo tipo de ordenamento é possível ao usar ADN de bactérias que vivem no corpo humano", assinalou, citado pela agência AFP, o principal autor do estudo, Eric Franzosa, investigador do Departamento de Bioestatísticas da Universidade de Harvard.
A sua equipa socorreu-se de um algoritmo para estabelecer códigos individuais baseados na microbiota de dadores, que depois foi comparada com amostras recolhidas um ano mais tarde e com as de outras pessoas fora do grupo em análise.

Fonte: TVI24

terça-feira, 12 de maio de 2015

Desenvolvida após melhoramentos genéticos, 'supercana' visa energia

Ela é enorme -pode atingir seis metros de altura-, tem potencial para produzir 300 toneladas por hectare e representa uma nova era no setor sucroenergético.
A cana energia, ou "supercana", desenvolvida após melhoramentos genéticos, está em fase avançada de pesquisa e já gera novos desafios. Num setor em crise, a colheita da variedade irá demandar novos equipamentos ou adaptações nos atuais.
Desenvolvida nos últimos seis anos pelo Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), ela tem como principais características um alto índice de fibras e de biomassa, diferentemente da cana tradicional, que possui mais sacarose e é utilizada para produzir açúcar.
Daí ser chamada de cana energia, por ser mais própria para produzir energia elétrica ou etanol de segunda geração, a partir da palha e do bagaço da cana.
A previsão é que chegue ao mercado em três anos, de acordo com o pesquisador Mauro Xavier, do Centro de Cana.
Em relação à cana-de-açúcar comum, a diferença visual é clara: a "supercana" é mais grossa e chega a quase o triplo de altura -a tradicional atinge até 2,2 m. O rendimento também é muito maior, já que a convencional atinge a média de 80 toneladas por hectare.

Espécie selvagem
Para chegar à variedade, pesquisadores partiram de uma espécie selvagem. Foram feitos cruzamentos com canas tradicionais, e os "descendentes" foram selecionados até chegar ao material com esse perfil.
Se ela emplacar no mercado, um desafio será encontrar colheitadeiras e maquinário que tenham condições de cortá-la e levá-la até as usinas.
Uma possibilidade discutida é evitar que ela atinja a altura e peso máximos e, com isso, em vez de uma safra a cada 12 meses, poderia ser colhida em sete ou oito meses, com duas safras em 15 meses.
"É um grande desafio", afirma Xavier. A contratação de boias-frias para a "supercana" foi descartada pelo setor.
Embora tenha como foco a energia, ela até pode ser usada para fabricar açúcar, mas o rendimento será menor.
"É como colocar o Neymar, atacante, para jogar no gol. Nela, a sacarose não é tão essencial. O melhoramento teve como meta acumular biomassa rapidamente e elevar a fibra", afirma o pesquisador.

Ciência
A "supercana" é apenas uma das variedades desenvolvidas por órgãos como IAC, CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e Ridesa (rede interuniversitária), além da gigante de biotecnologia Monsanto.
A ciência tem invadido cada vez mais os canaviais e, em 12 anos, foram liberadas no mercado mais de 90 plantas, algumas regionalizadas.
Com o avanço da mecanização, foram criadas variedades com capacidade de brotar sob a palha que é deixada pelas máquinas no solo após a colheita.
O CTC está focado em ampliar a produtividade e o teor de açúcar, com tolerância a doenças e para colheita mecanizada, de acordo com o gerente de melhoramento genético, Hugo Campos de Quiroz.
As variedades mais recentes foram feitas para o cerrado. "Precisam de boas condições climáticas e devem ser resistentes ao florescimento."
Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura de São Paulo, afirmou que o foco das novas variedades -não só de cana-de-açúcar, mas também de culturas como algodão, milho e feijão- deve ser buscar resistência ao estresse hídrico, devido à seca histórica que atinge o Estado.
Apesar das opções, menos de dez variedades são as mais usadas, fato que precisa mudar, segundo Xavier. "Uma praga que dá em uma variedade pode não atingir outra."

Fonte: Folha de S. Paulo

domingo, 10 de maio de 2015

Misteriosos sinais rádio intrigavam cientistas há 17 anos... mas era só um micro-ondas

A instalação de um aparelho mais preciso permitiu perceber que o sinal de rádio que há tanto tempo interferia com as observações tinha uma origem muito mais próxima do que se pensava.
Em 1998, cientistas australianos detetaram um sinal estranho com um dos maiores radiotelescópios do país que não sabiam a que atribuir. 17 anos depois, graças a um equipamento mais preciso, descobriram a causa: o micro-ondas do observatório onde os membros da equipa aqueciam o almoço. Os cientistas publicaram um artigo científico em que explicam a descoberta.
Simon Johnston, dirigente do departamento de astrofísica da agência científica australiana CSIRO, contou ao jornal britânico The Guardian que os sinais, a que chamaram "perytons", foram detetados pela primeira vez em 1998. Os cientistas apercebiam-se que os sinais vinham de perto, ou seja, que a sua origem não estaria a muito mais do que cinco quilómetros do telescópio. Mas, por não perceberem do que se tratava, presumiam que pudessem vir da alta atmosfera, estando ligados, por exemplo, a relâmpagos.
Quando um novo aparelho foi instalado, dia 1 de janeiro deste ano, que permitia estudar melhor a interferência, repararam que os sinais que estavam a ser detetados tinham a "assinatura" de uma radiação micro-ondas. O micro-ondas das instalações do observatório era responsável, afinal, pela radiação que interferia com as observações do espaço, quando a porta era aberta antes que o ciclo de aquecimento tivesse terminado.
A interferência só surgia durante o dia, e só quando, por acaso, o telescópio estava apontado na direção do micro-ondas no momento em que este estava a ser aberto, o que explica que tenha levado tanto tempo até ser descoberto o problema.
Conforme relembra o jornal The Guardian, a interferência humana nas observações do espaço cria muitos problemas aos astrónomos, pelo que é importante saber identificar as fontes da interferência e explicar como surgiram. Este caso verificou-se no radiotelescópio de Parkes, um dos mais importantes na missão que levou o homem à Lua pela primeira vez.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 9 de maio de 2015

Detetadas quantidades de água em corpos celestes diferentes da Terra

O maior telescópio espacial apurou ainda que um grande número de planetas pode ter um volume de teor de água comparável ao da Terra.
O poderoso telescópio espacial europeu Herschel detetou enormes quantidades de água em diversos corpos celestes, incluindo numa estrela anã branca, o que reforça a convicção de existência de ambiente propício para formação de vida noutros planetas.
"Há muitas estrelas anãs brancas que detêm grandes quantidades de hidrogênio nos seus ambientes e esta nova descoberta sugere que os asteroides e cometas são ricos em água, são comuns em torno de outras estrelas que não o Sol", disse o astrónomo Boris Gänsicke, citado numa nota publicada na página da Universidade britânica de Warwick.
O maior telescópio espacial apurou ainda que um grande número de planetas pode, assim, ter um volume de teor de água comparável ao da Terra, pois a quantidade de água encontrada é equivalente a 30-35% do volume dos oceanos presentes na terra, de acordo com pesquisadores da Universidade de Warwick.
A pesquisa encontrou provas de inúmeros corpos planetários, incluindo asteroides e cometas, que contém grandes quantidades de água, que, provavelmente, terão chegado à Terra através destes corpos celestes que colidiram com a superfície terrestre.
"Muitos planetas podem conter um volume de água comparável à contida na Terra", afirmou Roberto Raddi, coautor do estudo publicado hoje pela Royal Astronomical Society, em Londres.
O cientista referiu que o aparecimento desta quantidade de água pode ter resultado do embate com asteroides ou cometas, nomeadamente o planeta Terra, "criando um ambiente propício" para a formação de condições para a vida.
Lançado em maio de 2009, o Herschel é o maior e o mais poderoso telescópio de infravermelhos já lançado no espaço e tem um espelho de 3,5 metros de diâmetro.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Células estaminais podem sofrer mutações e originar cancros

O investigador português Dinis Calado, do Francis Crick Institute, no Reino Unido, revelou que "vários tipos de cancro têm origem nestas células".
O investigador português Dinis Calado, do Francis Crick Institute, no Reino Unido, disse hoje no Porto que as células estaminais, fundamentais para a formação e manutenção dos nossos órgãos, podem sofrer mutações e originar vários tipos de cancro.
"Vários tipos de cancro têm origem nestas células, que por si só não têm uma capacidade proliferativa muito grande, mas que, devido a mutações que poderão ocorrer, perdem essa restrição e acabam por proliferar muito. O tumor é constituído por vários tipos de células e dentro desses grupos de células existirão algumas que têm uma capacidade percussora do tumor", explicou à Lusa o investigador.
Dinis Calado falava no âmbito do Porto Cancer Meeting, a decorrer até sexta-feira, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), sobre o tema "Células Estaminais e o Cancro".
"Tentar perceber como é que células estaminais normais funcionam talvez ajude a perceber como é que essas células cancerígenas que poderão ter características de células estaminais nos tumores poderão ser eliminadas. E, assim, fazer com que os tratamentos sejam mais eficazes", sublinhou.
Dinis Calado desenvolve investigação na área da genética em ratinhos, no The Francis Crick Institute.
"Tentamos modelar doenças cancerosas do foro sanguíneo, tais como leucemia e linfomas. Fazemos uma comparação de tumores entre espécies para tentar encontrar mutações que são conservadas de forma evolutiva. Apesar de sermos muito diferentes dos ratinhos, como é óbvio, a formação de cancros tem mutações que são idênticas. Às vezes, o que acontece em tumores humanos é que há muitas mutações e não sabemos quais as que devemos estudar. Então, uma comparação entre espécies diferentes poderá ajudar-nos a priorizar quais as mutações a estudar", explicou.
Com o tema "Células Estaminais e o Cancro", a XXIII edição do Porto Cancer Meeting reúne especialistas portugueses na área a trabalhar em centros de investigação nacionais, investigadores portugueses que estão no estrangeiro em centros de referência nesta matéria e ainda especialistas estrangeiros vindos de todo o mundo.
O principal objetivo é "conseguir juntar, num ambiente informal, vivo e cientificamente dinâmico, investigadores, estudantes e todos os que trabalham em cancro na discussão à volta de um tema chave do cancro. Aliás, tem sido hábito do Porto Cancer Meeting promover, durante e após a reunião, a interação entre grupos, criando as condições para novas colaborações, ou seja, aumentar as parcerias de investigação e a mobilidade de estudantes", salienta a organização.
Este ano, as comunicações centram-se na relevância das células e das características estaminais no cancro para a progressão tumoral, nomeadamente a sua agressividade, heterogeneidade e resistência à terapia.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O seu smartphone tem o segredo para uma maquilhagem perfeita?

Cada vez mais os utilizadores são confrontados com as mais variadas aplicações, agora até já pode obter ajuda a maquilhar-se através de uma app.
Esta aplicação serve para experimentar virtualmente truques de maquilhagem, usando o reconhecimento facial.
O Makeup Genius é uma proposta da L’Oreál Paris e está associada a alguns produtos, que podem ser vendidos através de um código de barras. Há ainda a opção de tirar uma selfie e compartilhar nas redes sociais, avança o TeK.
Esta app conta com a tecnologia aplicada no filme Benjamin Button, para a transformação de Brad Pitt. Já está disponível para smartphones e tablets.

Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 5 de maio de 2015

Irá a internet acabar daqui a oito anos?

Cientistas temem que a internet chegue a um ponto de rutura em oito anos, avança a Metro UK.
Um cientista deixa, inclusivamente, apenas duas opções aos internautas: ou estão dispostos a pagar mais por uma banda melhor ou sujeitam-se às constantes falhas de rede que vão existir.
O problema, refere a Metro UK, está nos cabos e fibras óticas que enviam os dados para os computadores, smartphones e tablets.
Estes irão atingir o seu limite de armazenamento de dados em oito anos, o que significa que as empresas terão que instalar mais cabos se quiserem manter a qualidade do serviço. Isso não ficará barato.

Fonte: Notícias ao Minuto

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Saiba como fazer para ter mais bateria no seu iPhone

Utiliza muito o seu smartphone, seja para chamadas, mensagens, vídeos ou fotografias e ele está constantemente a ficar sem bateria? Sem dúvida que há algumas formas de contrariar esta situação.
Saiba de algumas dicas:
- Reduza o número de notificações que aparece no ecrã quando o telemóvel está bloqueado. A verdade é que estas notificações ajudam-no a perceber mais facilmente se alguém entrou em contacto consigo, mas faz com que o seu telemóvel gaste mais bateria.
- Veja quais as apps que drenam mais a bateria do seu telemóvel, para evitar clicar nelas constantemente.
- Diminua o brilho do seu ecrã. Esta deve ser a primeira coisa a fazer para aumentar a capacidade da sua bateria.
- Desligue a opção de localização. Normalmente o iPhone está a par dos locais onde se encontra e consoante isso vai personalizando o seu iPhone, através de notificações que vai enviando. Mas o facto de estar a guardar as localizações, pode mexer com a sua bateria. Retira a opção de a ‘Localização Frequente’, nas definições.
- Tenha a certeza de que tem a opção Bluetooth desligada. Ligue só mesmo quando necessário, no caso de querer ligar algum acessório.
- Use imagens de fundo estáticas e não escolha as que têm opção de movimento.
- Se for possível utilize as aplicações já incorporadas no iPhone e não as alternativas a essas, pois as que já vêm com o smartphone utilizam muito menos bateria.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 3 de maio de 2015

Site diz-lhe que idade aparenta ter

Se acha que parece muito mais velho na foto que acabou de tirar do que aquilo que é na realidade, agora pode testá-lo. A Microsoft fez um site, o ‘How-old’, que lhe diz a idade que aparenta ter nas fotos que carregar neste portal da internet. Apesar de ter sido desenvolvido pela Microsoft, o ‘How-old’ tem dificuldade em reconhecer fotos com má iluminação e tem tendência a dar idades mais altas de acordo com a iluminação da imagem. Não esquecendo a probabilidade de erro, o site apresenta desculpas sempre que um utilizador carrega uma foto. "Desculpe se não percebemos corretamente a sua idade ou género – ainda estamos a melhorar este recurso", pode ler-se no ‘How-old’. O site faz parte do ‘Project Oxford’, uma iniciativa da Microsoft que tem como objetivo criar aplicações de reconhecimento facial e está a atravessar uma fase de teste de algoritmos. Se tudo correr como pretendido, no futuro será possível reconhecer identidades nas fotos e até juntar imagens da mesma pessoa de acordo com os seus traços faciais.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 2 de maio de 2015

Descoberto dinossauro-pássaro com asas de morcego. Confuso?

Cientistas chineses descrevem descoberta como uma bizarra criatura voadora.É dinossauro, tem o tamanho de um pombo, asas de morcego e é a mais recente descoberta (bizarra) da comunidade científica. Chama-se Yi qi, que significa “asa estranha” em Mandarim e foi descoberto na China, segundo um trabalho publicado na revista Nature, na quarta-feira.
Viveu cerca de 160 milhões de anos durante o Período Jurássico, dez milhões de anos antes daquela que é considerada a primeira ave, o Archaeopteryx. E, apesar de ter “asas de morcego”, este último só surgiu 100 milhões de anos depois. Pesava 230 gramas e tinha 63 centímetros de comprimento.
Toda esta informação consta num fóssil descoberto na província chinesa de Hebei há cerca de dez anos e pode trazer novos dados sobre a evolução dos dinossauros.
Isto porque foi um dos primeiros com aparente capacidade para voar, apesar de pouco sucesso na tarefa. E ao contrário de outros “dinossauros voadores”, as suas asas eram formadas por membranas, como as dos morcegos, e não por penas, como acontece com os pássaros.
“Trata-se de uma experiência falhada, uma evolução que não foi conseguida”, explicou à CNN o paleontólogo Xu Xing, do Instituto chinês de Paleontologia Vertebrada e Paleoantropologia, um dos investigadores.
“Nos últimos 30 anos têm sido muitas as descobertas que mostram que as aves são mesmo descendentes dos dinossauros”, observou, admitindo que esta nova espécie deveria deslizar pelo ar em vez de voar.

Fonte:: TVI24

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Por que é que os mosquitos picam mais umas pessoas que outras?

Os cientistas pediram a pares de gémeos que se deixassem morder por mosquitos, e demonstraram pela primeira vez a importância do código genético nesta questão.
Por que é que os mosquitos preferem certas pessoas? Uma equipa de investigadores que pediu a pares de gémeos idênticos e de gémeos fraternos para se deixarem picar por mosquitos descobriu que a diferença pode estar escrita no código genético. A atração do mosquito por determinada pessoa é definida por componentes do odor corporal que são definidos por certos genes. É a primeira vez que isto é demonstrado.
Os investigadores de uma universidade londrina já tinham concluído, num estudo anterior, que algumas pessoas parecem "cheirar melhor" para os mosquitos do que outras, e que um cheiro corporal específico atrai mais as picadas desses insetos. Para aprofundar as causas disso, os cientistas pediram a 18 pares de gémeos idênticos, cujos genes são iguais, e a 19 pares de gémeos fraternos, que não são geneticamente idênticos, para se deixarem picar por mosquitos.
Numa espécie de caixa de plástico com dois tubos, cada um dos gémeos colocava uma mão num tubo, e o ar que passava pelo tubo era direcionado para um grupo de mosquitos que, atraído pelo cheiro, podia escolher viajar por um tubo ou pelo outro. Os investigadores descobriram que os genes têm um papel significativo no momento em que o mosquito escolhe quem picar.
"Os gémeos idênticos eram muito semelhantes no seu nível de atratividade para os mosquitos, e os gémeos que não eram idênticos eram muito diferentes no seu nível de atratividade", explicou à rádio NPR o principal cientista do estudo, James Logan da London School of Hygiene & Tropical Medicine. "Isso sugere que o facto de se ser atrativo ou repelente para os mosquitos é controlado geneticamente".
O estudo, publicado na quarta-feira na revista científica Plos One, mostra assim que existe um fator genético na forma como os mosquitos se sentem mais atraídos a picar certas pessoas, mas os cientistas ainda estão longe de perceber quais os genes que regulam esse processo.
O responsável pelo estudo, James Logan, disse à NPR que a compreensão do que torna uma pessoa mais ou menos atrativa para os mosquitos pode ajudar a desenvolver melhores repelentes. Os mosquitos são responsáveis pela transmissão de muitas doenças, incluindo a febre-amarela e o dengue.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova espécie de dinossauro descoberta no Chile

Foi um miúdo de sete anos, Diego Suaréz, que descobriu os fósseis. O dinossauro ficou com o seu nome.
Era pouco maior do que um peru, mas podia chegar a ter três metros, e embora fosse muito parecido com o temível Velociraptor, com membros dianteiros e tronco muito robustos, tinha as patas desprovidas de garras e fazia uma simples dieta herbívora. O Chilessaurus diegosuaresi é uma nova espécie de dinossauro que foi descoberta nas montanhas do sul do Chile, na Patagónia. Viveu há cerca de 145 milhões e, ao combinar uma série de características de diferentes famílias dos antigos répteis gigantes, revelou ser um mosaico que mostra que há ainda muito para descobrir sobre a evolução dos dinossauros.
"O Chlilessaurus demonstra que há muitos dados que ainda desconhecemos sobre a diversificação precoce dos principais grupos de dinossauros", explica Martín Ezcurra, da universidade britânica de Birmingham e um dos cientistas que estudaram os fósseis do dinossauro. "Os nossos dados", sublinha o geólogo, "demonstram que é necessário ter o maior cuidado na identificação de fragmentos isolados de fósseis destes antigos répteis, porque eles podem conduzir a falsas relações se pertencerem a espécies como esta, que agregam padrões morfológicos de diferentes famílias".
A história deste dinossauro, que é também o primeiro espécime completo do Jurássico encontrado no Chile, está contada no nome com que os cientistas o batizaram. Chilessaurus percebe-se de imediato, mas diegosuarezi tem mais que se lhe diga. Poder-se-ia pensar numa homenagem a algum paleontólogo chileno, mas não. Diego Suaréz é um rapaz de sete anos. Filho dos geólogos chilenos Manuel Suarez e Rita de la Cruz, que também são autores do estudo publicado ontem na Nature, no qual é apresentada a nova espécie, Diego foi o descobridor dos fósseis. Numa saída de campo com os pais, quando estes procuravam amostras geológicas para estudar a formação andina naquela região austral do Chile, Diego pôs-se à procura de pedras coloridas e achou piada àquelas, que se verificou depois serem os ossos fossilizados da nova espécie de dinossauro.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 28 de abril de 2015

Cientista descobre "Tubarão de bolso" num congelador

Estes pequenos tubarões são tão raros que este é apenas o segundo a ser encontrado.
O tubarão de bolso é tão raro que, até hoje, só foi encontrado duas vezes: uma delas há 36 anos perto do Peru, e a segunda em 2010 na costa do estado do Louisiana nos Estados Unidos. Mas o segundo espécime passou três anos num congelador antes de ter intrigado um cientista que se apercebeu de que não se tratava de um peixe qualquer. O pequeno tubarão mede apenas 12 centímetros.
Apesar de ser pequeno o suficiente para caber num bolso, o nome deste tubarão vem de uma pequena bolsa por cima da sua barbatana peitoral, que contém uma glândula cuja utilidade ainda é desconhecida, mas que poderá servir para libertar feromonas.
O pequeno espécime foi apanhado em 2010, numa missão da agência norte-americana responsável pelos oceanos e atmosfera (National Oceanic and Atmospheric Administration, ou NOAA) que procurava perceber melhor os hábitos alimentares dos cachalotes.
O animal ficou congelado durante três anos, até que o cientista Mark Grace o descobriu e ficou intrigado pela sua bolsa sobre a barbatana. Mark Grace chamou investigadores da Universidade de Tulane para o ajudarem a identificar o espécime.
No estudo publicado a semana passada na revista especializada Zootaxa, os investigadores mostram que o pequeno espécime agora encontrado é um macho recém-nascido, que pertence à mesma espécie do tubarão encontrado em 1979.
O outro espécime foi encontrado perto do Peru enquanto este surgiu no Golfo do México, junto à costa do estado do Louisiana. "Descobri-lo deixou-nos a pensar onde estarão a mãe e o pai, e como é que chegaram ao Golfo", disse Mark Grace, citado no comunicado da NOAA.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 26 de abril de 2015

'Liquidmorphium': Chegou o telefone mais seguro do mundo

A empresa Turing Robotic apresenta agora o seu Turing Phone, um aparelho construído em ‘liquidmorphium’, um material mais forte do que o aço, composto por zircónio, cobre, alumínio, níquel e prata, descreve o Tek.
Este metal, refira-se, encontra-se apenas no aro que circunda o aparelho e no qual assenta a restante estrutura, composta por materiais diversos como vidro, plástico e até cerâmica.
O novo telefone tem todo o aspeto de um produto premium, refere a mesma publicação, com um design composto por linhas retas e que aposta em contrastes fortes de cor, no entanto as especificações técnicas deixam um pouco a desejar.
O Turing Phone deverá chegar ao mercado a 10 de agosto com um preço que rondará os 740 dólares (cerca de 680 euros), na versão mais barata.

Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Facebook ameaça 'reinado de views' do YouTube

Os números revelados esta quarta-feira por Mark Zuckerberg mostram um salto enorme no número de visualizações diárias de vídeos.
Mark Zuckerberg anunciou, esta quarta-feira, os números mensais do Facebook e revelou que a rede social mostra diariamente quatro mil milhões de vídeos aos seus utilizadores.
De acordo com o site The Next Web, este é um salto considerável face à última relação de números da empresa, divulgada em janeiro. Na altura, o Facebook registava três mil milhões de visualizações de vídeos por dia.
Estes números podem pôr em causa o ‘reinado’ do YouTube como a plataforma de partilha de vídeo mais utilizada. A título de comparação, em 2012, o YouTube chegou à marca de quatro mil milhões de visualizações por dia, sete anos após o lançamento da plataforma.
O Facebook está a crescer de uma forma muito mais rápida, apoiado numa alteração do algoritmo feita no ano passado, que faz com que os vídeos sejam reproduzidos automaticamente no feed de notícias dos utilizadores.

Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 23 de abril de 2015

App deteta depressão em jovens

Para um adolescente com depressão, e outras doenças do mesmo género, pode ser difícil admitir que precisa de ajuda ou mesmo perceber qual é o problema. Investigadores da Universidade de New Jersey, nos Estados Unidos, estão a trabalhar numa aplicação para smartphones que ajuda a detetar padrões mais preocupantes para os pais e ajuda a combater o suicídio dos adolescentes. A app é da autoria de Yanyong Zhang e Brian Chu, ambos professores da Universidade, e foi desenvolvida com a ajuda de estudantes do laboratório de Redes e Informações sem Fios. Chama-se 'Crowd++' e foi desenhada para identificar hábitos sociais específicos que possam resultar em problemas mais profundos. 'Crowd++' é uma combinação de três sistemas de monitorização. Primeiro, a app usa o microfone do telefone para procurar atividade social e movimento. Depois, as chamadas e mensagens são monitorizadas. Por fim, são feitos questionários diários aos adolescentes que são convidados a descrever como se sentem. A aplicação tem algumas limitação e, para funcionar como é suposto, o utilizador não se pode esquecer do telemóvel, desligá-lo com frequência ou recusar-se a falar acerca dos sentimentos diariamente.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Criança de oito anos é uma das estrelas que mais lucram no Youtube

O Youtube é cada vez mais um meio de promoção pessoal e profissional e uma fonte de rendimentos para aqueles que, através da partilha de vídeos, se tornam utilizadores «populares».
A fonte de dados «AdAge» publicou recentemente o raking das «estrelas do Youtube» que mais lucram com a plataforma de partilha de vídeos. A informação foi depois compilada pela «Outrigger Media», em várias secções de acordo como os assuntos, como por exemplo «Beleza e Estilo» ou «Alimentos e Cozinha».
Surpreendentemente, no topo do tabela de «Alimentos e Cozinha» está o canal «CharlisCraftyKitchen», apresentado por uma criança de apenas 8 anos, de nome Charli. Por mês, o canal gera em média cerca de 119 mil euros em publicidade.
Charli começou a apresentar os vídeos em 2012, quando só tinha 6 anos. Tem mais de 29 milhões de visualizações por mês. A irmã, de 5 anos, Ashlee, também participa nos vídeos como chef, provando os pratos de Charli.
As meninas explicam e põem em prática receitas bem originais, que vão desde bolachas Oreo em forma de personagens da Disney a gelados inspirados em «Frozen». 

Fonte: TVI24

terça-feira, 21 de abril de 2015

Noruega será primeiro país a desligar rádio FM

A Noruega será o primeiro país do mundo a acabar inteiramente com a rádio FM. A partir de janeiro de 2017 o país fará uma transição da Frequência Modulada (FM) para o Digital Audio Broadcasting (DAB) que passará a ser o padrão adotado em todo o país.
«Os ouvintes terão acesso a um conteúdo mais diversificado e pluralista, e vão desfrutar de uma qualidade de som melhor e com novas funcionalidades», explica a ministra da cultura Thorhild Widvey, citata pela CNN.
«A digitalização também vai melhorar muito o sistema de preparação para emergências, facilitar o aumento da concorrência e oferecer novas oportunidades para a inovação e desenvolvimento», acrescenta a governante.
O DAB norueguês está disponível desde 1995 e em 2007 foi disponibilizada uma versão de transmissão aprimorada, o DAB+. Juntos, os padrões oferecem atualmente 22 canais e a capacidade de mais 20. Já a FM oferece apenas cinco. Para além da facilidade e da qualidade superior proporcionadas pelo digital, o custo de transmissão do novo formato é também oito vezes mais barato do que o da FM.
De acordo com o Ministério da Cultura da Noruega, caberá às emissoras de rádio escolher entre DAB e DAB+ nas transmissões.
A Noruega pode dar-se ao luxo de iniciar esta transição porque 56% dos ouvintes diários de rádio já o fazem em digital e 20% dos carros já estão equipados com rádio DAB. Esse não é o cenário na maioria dos países do mundo, embora existam planos em curso em diversos países europeus e do Sudeste da Ásia.
A Frequência Modulada foi patenteada em 1933 e registou para a posteridade todos os acontecimentos relevantes da humanidade. Caso a tendência se generalize como é esperado, pode não chegar a fazer 100 anos.

Fonte: TVI24

domingo, 19 de abril de 2015

Por que razão as articulações estalam?

Os cientistas nunca conseguiram explicar convenientemente por que estalam as articulações dos dedos das mãos. Até agora. Utilizando sistemas de ressonância magnética, é possível ver o que se passa.
A origem dos estalos nas articulações, como por exemplo dos dedos das mãos, tem sido motivo de debate há décadas, com os cientistas sem conseguirem obter elementos objetivos suficientes para criar uma teoria bem sustentada.
A tese mais comum é a do rebentamento de bolhas de ar que se formariam no fluido sinovial que "lubrifica" as articulações. Mas um estudo publicado ontem na revista científica PLOS One parece mostrar que, na realidade, acontece exatamente o contrário.
Utilizando um sistema de ressonância magnética que permite ver o interior do corpo mesmo quando este está em movimento, os cientistas encontraram provas de que o estalo acontece quando os ossos se afastam, formando-se uma cavidade que se enche de gás.
Como escreve a Wired, os investigadores da Universidade de Alberta por trás da investigação tiveram primeiro de encontrar um paciente que fosse capaz de estalar as articulações dos dedos sempre que quisesse - que não tivesse o período refratário que a maioria das pessoas tem, durante o qual o estalido não é produzido.
A imagem acima permite ver a criação de uma bolha de gás, provavelmente nitrogénio, através de um processo chamado cavitação, logo que os ossos começam a separar-se. Será esta formação rápida de bolhas de gás que provoca o estampido, não o seu colapso.
É que, quando a articulação regressa ao normal faz desaparecer a bolha, mas o estalido acontece antes deste momento.
Ainda não é absolutamente claro como o processo funciona, nem que consequências exatas pode ter a longo prazo. Será preciso mais tempo de investigação. O que é normal. Em ciência, nada se consegue com um simples estalar de dedos.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 18 de abril de 2015

Yoda num manuscrito do século XIV?

Yoda viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua". Mas o mestre Jedi conseguiu pôr a internet a falar de um manuscrito medieval francês. Um monge medieval Yoda era?
O que faz o Yoda num manuscrito medieval do século XIV? Um curador da Biblioteca Nacional do Reino Unido "encontrou" o mestre Jedi da Guerra das Estrelas nas iluminuras de um livro de decretos do Papa Gregório IX e escreveu sobre ele num blogue da Biblioteca. Sendo A Guerra das Estrelas o fenómeno cultural que é, as semelhanças não passaram despercebidas e nunca se falou tanto do manuscrito conhecido como os Decretos de Smithfield.
Mas é mesmo o mestre Jedi que viveu "há muito tempo, numa galáxia muito, muito longínqua"? E há muito tempo podem ser 700 anos? "Adoraria dizer que que é realmente Yoda, ou que foi desenhado por um viajante do tempo medieval, mas é uma ilustração da história bíblica de Sansão - o artista tinha claramente uma imaginação vívida", explicou Julian Harrison à NPR.
O livro de decretos do Papa Gregório IX foi escrito entre 1300 e 1340, em latim. Foi nele que os historiadores Damien Kempf e Maria L. Gilbert, que publicaram recentemente um livro sobre monstros medievais, encontraram a figura de orelhas pontiagudas, "parecida com uma estrela de Hollywod".

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Musicyou, a primeira aplicação de música social

A Musicyou prepara-se para revolucionar a forma como a música é partilhada nas redes sociais ao associá-la a outro tipo de partilhas.
Com outras aplicações como o Music Messenger ou o PingTune é possível falar sobre música de forma privada, mas com o Musicyou os momentos mais importantes escolhidos pelos utilizadores para partilhar podem ser acompanhados por uma música.
O tema, escolhido através do iTunes, é assim associado ao conteúdo partilhado. Esta aplicação já começou a chamar a atenção ao receber financiamento no valor de 300 mil euros da Smart Equity, da Brains2Market e da Angel Organisation.
De acordo com o fundador da empresa, Rui Lopes, o Musicyou não quer ser melhor do que outros leitores de músicas, mas que é uma “nova experiência de música focada na partilha privada de música”.
A app Musicyou também já foi confirmada como parceira de um dos festivais de música mais badalados do país, o MEO SW, conseguindo assim uma parceria com a PT.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 15 de abril de 2015

'Robô-chef' vai cozinhar por si

Uma empresa com sede em Londres lançou um protótipo para qualquer pessoa deixar de se preocupar com o jantar. A Moley Robotics criou o primeiro 'robô-chef'. Esta bancada de cozinha automatizada conta com dois braços robóticos, um lava-loiças, um fogão e um forno. Segundo avança a revista Wired, o sistema inteligente não se baseia numa receita: ele recria os movimentos humanos, captados através de uma câmara 3D. Na primeira demonstração, o 'robô-chef' preparou uma sopa de caranguejo, à semelhança daquela que foi feita pelo chef Tim Anderson. O próprio cozinheiro ficou impressionado. "Eu ficaria feliz se servisse este prato [do robô]", confessou à Wired. A revista fez também uma apreciação positiva da sopa: "O bisque estava delicioso". Para já, o robô está limitado a esta receita mas a empresa espera ter, em 2017, uma livraria digital com dois mil pratos. Quando chegar ao mercado, este 'chef' deverá custar cerca de 13 mil euros, com montagem em casa incluída – um preço demasiado alto para um consumidor particular.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contaminação dos rios por inseticidas está a ser subestimada

A subestimação da contaminação de cursos de água, rios e estuários por inseticidas tem um «impacto devastador» sobre os ecossistemas aquáticos, revela uma investigação alemã publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os autores da investigação analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, que cobriram 2.500 itens aquáticos em 73 países, para determinarem as concentrações dos 28 pesticidas mais usados e que excedem os limites autorizados.
Em 97,4% das amostras, as análises não revelaram a existência de quantidades mensuráveis de inseticidas, escrevem os cientistas no trabalho publicado na revista Proceedings, da Academia Americana de Ciências (PNAS), que destaca ainda «a falta de acompanhamento científico desse tipo de substâncias em cerca de 90% das superfícies cultivadas do globo».
A constatação mais importante aponta para que «nos locais aquáticos ou onde foram detetados os inseticidas, 52,4% tinham índices que ultrapassavam largamente os limites legais na água ou nos sedimentos».
Os níveis de inseticidas eram mesmo elevados nos países onde estas substâncias são fortemente regulamentadas, sublinham os investigadores.
«A contaminação crescente pelos inseticidas está também a provocar uma redução da biodiversidade aquática», alertam os cientistas.
Segundo eles, os níveis de concentração atualmente autorizados levaram a uma redução em cerca de 30% de macro invertebrados, pequenos animais que vivem no fundo dos rios.
A integridade biológica dos recursos globais na água doce «está ameaçada», advertem.
Neste estudo, os investigadores concentraram-se nos inseticidas por causa do seu forte potencial tóxico para os organismos aquáticos que são fundamentais para o bom funcionamento deste ecossistema.
A amplitude do impacto dos pesticidas agrícolas nas zonas aquáticas poderá estar a ser subestimado devido à falta de análises quantitativas alargadas, advertem.
Os resultados deste trabalho sugerem a necessidade de uma melhoria da regulamentação dos pesticidas e do seu uso, bem como a intensificação da investigação sobre os efeitos das substâncias químicas sobre os ecossistemas, alertam ainda os investigadores.
A intensificação da agricultura levou a um aumento em mais de 750% da produção de pesticidas entre 1955 e 2000, uma indústria que representa atualmente um mercado de 50 milhões de dólares no mundo.

Fonte: TVI24

domingo, 12 de abril de 2015

Malala já tem um asteroide com o seu nome

Cientista da NASA decidiu homenagear no espaço o ativismo da jovem paquistanesa, que já foi distinguida com o Nobel da Paz.
Malala Yousafzai, a jovem de 17 anos que, em 2014, foi distinguida com o Nobel da Paz, foi agora homenageada por uma cientista da NASA que decidiu dar o seu nome a um asteroide da cintura entre Marte e Júpiter.
Amy Mainzer, a astrónoma que descobriu o asteroide - e, segundo as leis internacionais, tem direito a dar-lhe um nome - decidiu homenagear a adolescente paquistanesa quando uma colega a alertou para o facto de muito poucos asteroides honrarem as contribuições das mulheres, menos ainda daquelas que fazem parte de minorias étnicas.
Malala foi atingida na cabeça por uma bala pelos talibãs, em 2012, num autocarro escolar. Tornou-se um alvo por fazer campanha pela educação das crianças, sobretudo do sexo feminino. Depois de recuperada, tem continuado o ativismo, que lhe valeu o Nobel da Paz em 2014.
Amy Mainzer, que trabalha num laboratório da NASA na California, disse ao Independent que a sua expetativa é de que o nome do asteroide recorde os jovens de que "a ciência e a engenharia são para toda a gente".
O asteroide Malala tem quatro quilómetros de largura, pertence à cintura de asteroides entre Marte e Júpiter e orbita em torno do sol, completando uma volta em cinco anos e meio.

Fonte: DIário de Notícias

sábado, 11 de abril de 2015

Cães treinados conseguem detetar até 98% dos cancros na próstata

Dois cães de raça pastor alemão foram treinados para detetar cancro na próstata em homens e o resultado é surpreendente. Segundo conta este sábado o The Mirror, estes dois cães cheiraram a urina de 900 homens e conseguiram detetar se tinham ou não cancro em quase 99% dos casos.
Das 900 urinas farejadas pelos cães, 360 correspondiam a homens portadores de cancro na próstata e 540 a homens que não sofriam desta doença. Um dos cães conseguiu identificar 98,7% dos portadores, já o outro identificou 97,6%.
Desenvolvido no Departamento de Urologia do centro de investigação do ‘Instituto Clinico Humanitas’, em Milão, este estudo é classificado pelo cofundador como “espetacular”. O Dr. Claire Guest diz que o estudo encontrou uma taxa de fiabilidade na ordem dos 93%, mas ‘nem tudo são rosas’.
Embora estes dois cães tenham sido treinados para detetar compostos orgânicos específicos do cancro da próstata, os investigadores alertam para a dificuldade em ter este tipo de deteção no dia-a-dia.

Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Agora vai poder carregar o smartphone num minuto

Investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, inventaram uma nova bateria de alumínio que irá revolucionar a indústria tecnológica. Os smartphones demoram, em média, duas horas a carregar, mas esta nova bateria permite o carregamento em apenas 60 segundos.
A nova bateria é composta por dois elétrodos negativos carregados com um ânodo feito de alumínio e um cátodo de grafite positivo, juntamente com um líquido iónico e assim consegue extrair bateria suficiente para carregar totalmente o telemóvel, tablet ou portátil em apenas um minuto.
«Nós desenvolvemos uma bateria que pode substituir os dispositivos de armazenamento existentes, como pilhas alcalinas que têm efeitos negativos para o ambiente e baterias de íon-lítio que ocasionalmente explodem», afirma o professor de química da Universidade de Stanford, Hongjie Dai, citado pelo jornal britânico «The Telegraph».
Além disso, a bateria pode ser recarregada cerca de 7.500 vezes, enquanto que a anterior apenas aguentava 1.000 carregamentos elétricos. A nova bateria dura sete vezes do que a tradicional bateria de íon-lítio.
Para já, a bateria de alumínio produz apenas metade da voltagem da bateria de lítio, mas os cientistas estão confiantes de que irão conseguir melhorar o produto nos próximos anos.
«A nossa bateria tem tudo o que se pode sonhar que uma bateria deve ter: elétrodos de baixo custo, boa segurança, carregamento de alta velocidade, flexibilidade e o longo período de vida», realça Hongjie Dai.

Fonte: TVI24

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

Novo tratamento passa por estimular o crescimento das células cerebrais, melhorando a memória a curto e longo prazo.
Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos elétricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.
O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.
Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.
A investigação mostra que as novas células, ou neurónio, podem ser formadas através do estímulo da parte frontal do cérebro, que está envolvida na retenção da memória, através do recurso a impulsos elétricos.
"O aumento de células cerebrais reduz a ansiedade e a depressão e promove a aprendizagem, impulsionando, em termos globais, a formação e retenção de memória", indicou a universidade em comunicado citado pela agência noticiosa Xinhua.
Segundo a universidade, cujos cientistas testaram os impulsos em ratos, os resultados da investigação abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao nível do tratamento de pacientes que sofrem de perda de memória no devido a condições relacionadas com a demência, como as doenças de Alzheimer e mesmo de Parkinson.

Fonte: Diário de Noícias

quinta-feira, 2 de abril de 2015

«Medicamento» com mil anos pode matar superbactéria

Uma mezinha com mais de mil anos pode vir a revelar-se eficaz no combate à superbactéria MRSA, de acordo com uma nova investigação citada pela CNN. A MRSA é uma bactéria do tipo staphylococcus, resistente aos antibióticos.
Os cientistas descobriram agora que uma poção usada no século X para tratar infeções oculares poder revelar-se eficaz. A «receita» para a mezinha foi encontrada na British Library, num livro encadernado a couro do Bald's Leechbook», conhecido por ser um dos mais antigos livros de medicina.
Christina Lee, investigadora da Universidade Nottingham, traduziu o document, apesar de se ter deparado com algumas ambiguidades no texto. «Escolhemos esta receita no Bald's Leechbook por conter ingredientes como o alho, que são investigados por outros cientistas por causa das suas supostas capacidades antibacterianas, diz Christina Lee, num vídeo publicado no site da Universidade.
A receita é à base de alho, alho porro ou cebola, vinho e bilis de vaca, tudo misturado num recipiente de bronze. «Recriámos a receita da forma mais fidedigna que conseguimos. O livro dava instruções muito precisas quanto às quantidades dos diferentes ingredientes e pela ordem que deveriam ser misturados. Tentámos seguir isso o mais possível», disse a microbiologista Freya Harrison, que liderou o trabalho em laboratório.
Os cientistas testaram o produto final em culturas de MRSA. Não depositavam grandes esperanças, mas ficaram surpreendidos com os resultados.
«Descobrimos que a receita é extremamente potente como antibiótico para combater o Staphylococcos», revela Freya Harrison.

Fonte: TVI24

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quando este astronauta voltar do espaço vai ser mais velho e mais novo que o irmão gémeo

Scott e Mark Kelly são gémeos idênticos. A NASA vai estudar as diferenças entre os dois depois de Scott passar um ano no espaço enquanto Mark fica em casa.
O astronauta Scott Kelly é seis minutos mais novo que o seu irmão gémeo, também astronauta, Mark Kelly. Quando voltar da sua estadia de um ano na Estação Espacial Internacional, Scott Kelly vai ser ainda mais novo do que Mark, mas ao mesmo tempo terá envelhecido mais do que o irmão. Trata-se de uma experiência sem precedentes que a NASA está a realizar: o Projeto dos Gémeos Kelly. O lançamento é esta sexta-feira.
Scott Kelly viaja para o espaço juntamente com dois cosmonautas russos, na primeira missão de um ano à Estação Espacial Internacional - as missões anteriores tinham, habitualmente, metade da duração. Entretanto, Mark vai permanecer na Terra.
Os dois vão ser observados por uma equipa de profissionais médicos e investigadores de várias universidades, que vão tentar perceber como é que a estadia no espaço afeta Scott comparando-o com o seu gémeo que fica na Terra. O tempo vai passar mais lentamente para Scott na órbita terrestre, mas espera-se que envelheça mais depressa devido ao ambiente onde se vai encontrar.
Os investigadores vão estudar o impacto da falta de gravidade nos seus ossos, na sua perceção do espaço, nas suas artérias, e mesmo nas bactérias dos seus intestinos, assim como a forma como é afetado pelos raios cósmicos, um tipo de radiação que provém do espaço profundo e que pode danificar o ADN e, por isso, causar um envelhecimento mais rápido. Biologicamente, espera-se que Scott esteja mais velho do que Mark quando voltar.
Por outro lado, quando se reencontrarem dentro de um ano Scott terá envelhecido menos do que Mark no que toca à passagem do tempo físico, destaca a Quartz. Mas a diferença é muito pequena: no final da viagem, o tempo terá passado três milissegundos mais devagar para Scott.
"O efeito é conhecido como o paradoxo dos gémeos, embora não seja mesmo um paradoxo, é uma consequência simples da relatividade", disse Mark Kelly numa conferência de imprensa quando o projeto foi anunciado, citado pelo jornal The Guardian.
É uma das mais conhecidas experiências mentais de Einstein: a ideia de que o tempo passa mais devagar quando a velocidade é maior, e por isso, se um irmão gémeo viajar pelo espaço a grandes velocidades enquanto outro fica na Terra, o gémeo que esteve no espaço vai envelhecer mais lentamente.
Estudar e comparar os dois gémeos vai requerer dez investigações diferentes, que são coordenadas e partilham dados entre si. É uma experiência com uma grande vantagem sobre as anteriores: Mark e Scott têm o mesmo ADN, e por isso é mais fácil perceber quais as diferenças entre eles que são causadas pelos ambientes radicalmente diferentes em que vão viver durante um ano, e não pela genética, como quando se compara pessoas com ADN diferente.

Fonte: Diário de Notícias