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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O futuro está mesmo a chegar: e se puder imprimir a sua casa?

Impressora 3D de cimento promete imprimir uma cada em apenas 24 horas.
Todos os dias surgem notícias de inovações tecnológicas que vão alterar a nossa vida. Muitas ficam pelo caminho, outras não parecem ter impacto direto no nosso quotidiano e outras, a serem possíveis, deixa-nos de boca aberta. A impressão (sim, leu bem, impressão e não construção) de uma casa em 24 horas pode bem entrar na última categoria.
A inovação é de investigadores da Universidade da Carolina do Sul que criaram uma impressora 3D gigante e de cimento que pode imprimir uma casa, com um máximo de 2500 metros quadrados, em apenas um dia. Revolucionário, não?
Desde 2008 que o professor Behrokh Khoshnevis lidera uma equipa de investigação na criação e desenvolvimento de uma nova forma de tecnologia de produção por «layers» 3D, intitulada Contour Crafting. A nova tecnologia trocou o uso de plástico, o material comum utilizado atualmente nas impressoras, pelo cimento.
O processo envolve um robô gigante com dois braços grua. Sobre uma fundação de cimento, a impressora começa a criar camadas que irão formar as paredes da casa. Tudo com as respetivas aberturas para janelas, canalizações, eletricidade e ar condicionado.
O projeto tem como objetivo ser a solução para o futuro. Não só para criar cidades de raiz em pouco tempo, fazendo face ao forte crescimento populacional junto às grande cidades, como também para recuperar locais alvo de catástrofes. A impressora 3D permite ainda imprimir casas a um custo mais reduzido podendo, por isso, vir a ser uma solução para os sem-abrigo e bairros de lata. Mas não fica por aqui.
Com um financiamento da NASA, os investigadores estão já a desenvolver uma forma de construir casas, estradas e pistas de aterragem na Lua e em Marte.
Não é mesmo coisa do futuro?

Fonte: TVI24

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novo edifício da Apple é sonho de qualquer arquiteto

Empresa de tecnologia divulgou maquetes e esboços do seu novo campus.
Aquele que em breve será o novo quartel-general da Apple tem a forma de uma nave espacial, segundo as maquetes recentemente divulgadas pela empresa.
Até agora, só tinham sido divulgados desenhos que, por mais belos que fossem, não davam a sensação de realidade que os modelos a três dimensões já permitem. E parecem ser o sonho de qualquer arquiteto.
Com forma circular, projetado para preservar o meio ambiente, o novo edifício será construído na cidade de Cupertino, no estado da Califórnia, e promete fazer jus ao design futurístico que a Apple tem habituado os seus fãs. Prevê-se que o novo campus esteja pronto em meados de 2016. Até lá, teremos de contentar-nos com as maquetes.
O edifício principal terá quatro pisos à superfície e uma enorme área subterrânea, que albergará um auditório com capacidade para mil pessoas. A área total do complexo será superior a 250 mil metros e incluirá alojamento para cerca de 13 mil funcionários e parques de estacionamento capazes de responder às necessidades de todas estas pessoas.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Edífício de Londres está a derreter carros

A chamada torre Walkie Talkie está a dar que falar por causa dos estragos que provocou na rua. A luz do sol que nele incide reflete tanto calor que derrete peças de carros, incendeia tapetes e estrela ovos.
O dono de um Jaguar é um dos queixosos. Martin Lindsay estacionou o carro na rua Eastcheap e quando voltou encontrou várias peças derretidas, nomeadamente o espelho retrovisor e o logotipo do jaguar. A culpa era do edifício Walkie Talkie, sitado no número 20 da Fenchurch Street, cuja fachada em vidro reflete os raios de sol com grande intensidade.
As empresas proprietárias do prédio de 160 metros, ainda em construção, prometeram pagar os estragos no valor de 1113 euros, mas por medida de precaução decidiram suspender o estacionamento em três locais ali perto. Ao mesmo tempo, anunciaram que iriam investigar o fenómeno.
Investigação feita, a Land Securities e a Canary Whark concluíram que a situação se deve à elevada posição do sol no céu, a qual acontece durante cerca de duas horas por dia e que se deverá prolongar por duas ou três semanas.
Passageiro ou não, os residentes e comerciantes da zona receiam os raios solares, que chegam a ser tão fortes e de tal forma concentrados em determinados pontos que já deram início a um incêndio num tapete. Houve até quem experimentasse estrelar um ovo numa frigideira colocada sobre a tijoleira. E resultou.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que faz Paris ser Paris e não Praga, Barcelona, Nova Iorque ou Londres

Fala-se de Paris como a mais romântica das cidades. Mas o que distingue a capital francesa — filmada rua a rua em Antes do Anoitecer e em tantos outros filmes com uma carga romântica tão forte como a interpretada por Ethan Hawke e Julie Delpy — podem afinal ser aspectos arquitectónicos e de design bem mais concretos: a forma e a cor das placas que assinalam as ruas, os tipos de candeeiros de pé distribuídos pela cidade ou as grades que delimitam as varandas das casas.
Cientistas da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, trabalharam dados visuais do Google Street View à procura de características distintivas de 12 cidades, entre as quais a capital francesa. E afinal, O que faz com que Paris se pareça com Paris?, questiona a equipa no título do artigo, publicado na revista ACM Transactions on Graphics. A resposta não é definitiva, mas o trabalho mostra que a análise de imagens pode ajudar a compreender a experiência estilística que se sente quando se está lá.
“O nosso laboratório tem estado interessado no problema da geolocalização, ou seja, em conseguir inferir onde é que uma fotografia foi tirada”, explica-nos Carl Doersch, um dos autores do artigo.
Há uma grande diferença em como as pessoas e os computadores identificam o local onde as imagens foram tiradas. “Se uma pessoa cataloga uma imagem como sendo de Paris, normalmente consegue apontar ‘elementos visuais’: placas com os nomes das ruas ou varandas. Mas, antes do nosso trabalho, os computadores tratavam as imagens como uma colecção de linhas e curvas: uma imagem seria de Paris se tivesse o número certo de linhas no local correcto”, explica Doersch. A equipa, liderada por Alexei Efros, quis mudar isso. Usando um programa informático que está sempre a aprender, os cientistas tentaram identificar os elementos visuais que caracterizam uma região, e que, depois, fazem sentido para as pessoas como elementos distintivos das cidades.
Para isso, utilizaram o Google Street View, um programa onde se podem ver fotografias de alta resolução de muitas regiões do mundo, permitindo fazer autênticas tours virtuais pelas avenidas das grandes metrópoles. Os cientistas escolheram cerca de 10.000 imagens do programa por cada cidade que analisaram: Paris, Londres, Praga, Barcelona, Milão, Nova Iorque, Boston, Filadélfia, São Francisco, São Paulo, Cidade do México e Tóquio.
Depois, procuraram padrões dentro das imagens que ocorressem frequentemente e fossem ao mesmo tempo discriminativos. A Torre Eiffel é uma construção única no mundo, mas nas fotografias de Paris aparece tão raramente que é inútil para identificar a cidade. Pelo contrário, os passeios de Paris são comuns, mas são iguais aos de tantas outras cidades. “O maior desafio é que a esmagadora maioria da informação [nas imagens] é desinteressante. Por isso, encontrar os raros elementos que interessam é como encontrar uma agulha no palheiro”, explica o artigo.
Primeiro, a equipa escolheu milhares de elementos que sobressaíam nas fotografias. Depois, verificou se estes elementos estavam limitados geograficamente ou existiam em todas as cidades. Finalmente, obrigou o programa informático a aprender a agrupar correctamente os elementos interessantes e distintivos de cada cidade. Deste modo, os cientistas determinaram que as placas das ruas eram diferenciadoras de Paris. Que o formato do candeeiro de pé de Londres era diferente do de Paris e que também era diferente do de Praga. Ou que os gradeamentos à frente dos edifícios londrinos eram únicos.
Uma das conclusões é que as cidades europeias têm muito mais características distintivas do que as dos Estados Unidos. Carl Doersch justifica esta diferença devido à mistura cultural na América e, por outro lado, porque os norte-americanos têm aversão a regulamentos que interfiram na liberdade privada. “Cada cidade dos EUA tem muitas diferenças e não há um estilo único dominante.”

Da Grécia a Portugal
Mas o investigador diz que este programa pode vir a influenciar a urbanização. “Um software que for construído a partir do nosso pode ajudar os arquitectos a compreender o estilo das cidades para onde desenham edifícios e levar o público a apreciar o estilo e a história da sua própria região. Nesse caso, os construtores passariam a dar mais atenção ao estilo de uma cidade e a mantê-lo.”
Há também um contexto histórico que os autores defendem que estes resultados podem elucidar. Muitos elementos arquitectónicos que o programa identifica são partilhados entre algumas cidades. De certa forma, este padrão responde à questão de como um lugar acabou por ser como é. “Há uma narrativa estilística que começa na Grécia antiga e que se move tanto no espaço como no tempo, primeiro para Roma, depois para França, Espanha e Portugal, e finalmente para o Novo Mundo”, explica Alexei Efros. Ao identificar esses elementos arquitectónicos partilhados, poderá descobrir-se até a“história de outras influências, subjectivas e difíceis de quantificar, entre estes locais”. E a capital portuguesa, o que a tornará única? “Infelizmente, não estudei Lisboa. Por isso, não consigo adivinhar o que encontraria”, responde Carl Doersch.

Fonte: Público