
Shannon McCauley, uma bolseira de pós-doutoramento, e os professores EEB Marie-Josée Fortin e Rowe cresceram larvas da libélula (Leucorrhinia intacta) em aquários ou tanques, juntamente com os seus predadores. Os dois grupos foram separados de modo que, enquanto as libélulas podiam ver e cheirar os seus predadores, os predadores não podiam realmente comê-los.
"O que descobrimos foi inesperado – morreram mais libélulas quando os predadores compartilharam o seu habitat", diz Rowe. Larvas expostas aos predadores de peixe ou insetos aquáticos apresentaram taxas de sobrevivência 2,5-4,3 vezes menores do que os não expostos.
Numa segunda experiência, 11% das larvas expostas aos peixes morreram enquanto se tentavam metamorfosear na sua fase adulta, em comparação com apenas 2% daquelas que cresceram num ambiente livre de peixes. "Nós permitimos que as libélulas juvenis passassem pela metamorfose para se tornarem libélulas adultas, e descobrimos que aquelas que haviam crescido em torno de predadores eram mais propensas a não conseguir completar a metamorfose com sucesso, com uma maior probabilidade de morrer", diz Rowe.
Os cientistas sugerem que as suas descobertas possam ser aplicadas a todos os organismos que enfrentam qualquer quantidade de stress, e que a experiência poderia ser usada como modelo para futuros estudos sobre os efeitos letais do stress.
A pesquisa é descrita num artigo intitulado "Os efeitos mortais de predadores ‘não-letais’", publicado na revista Nature.
Fonte: E! Science News
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